Arquivo de março, 2008

Demência no idoso x trânsito

31/03/2008 - 11:49 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

demencia.jpgEntrevista WebMotors

Por Elisandra Villela Gasparetto Sé (Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Unicamp, Doutoranda em Neurolingüística pela Unicamp)

2- Como a família deve proceder nos casos de demência no idoso?

A família enfrenta um desafio em orientar e convencer o idoso que ele necessita de uma avaliação e até mesmo deixar de dirigir. Com relação à avaliação que deve ser feita para identificar os casos de idosos que apresentam declínio cognitivo ou até mesmo uma demência inicial é antes de renovar a carteira de habilitação levá-lo ao médico neurologista e explicar o que tem acontecido, as dificuldades que estão surgindo, os riscos, etc… Assim o médico juntamente com uma equipe multidisciplinar fará uma avaliação objetiva e subjetiva da cognição e fará orientações à família quanto à necessidade de outros exames e ou testes para a renovação da CNH e até mesmo quais procedimentos mais seguros a serem tomados.

Desta forma, as informações da família têm de ser precisas e são fundamentais para a tomada de decisão sobre a capacidade do idoso de participar de forma ativa no trânsito ou não para sua melhor segurança. Se o idoso apresenta dificuldades na visão e audição e isto esteja comprometendo a sua aptidão em dirigir, é importante que a família também adote estratégias alternativas para a segurança da pessoa idosa, como, por exemplo, não deixar que saia sozinho, dirigir durante a noite, ao dirigir em estradas deixar que alguém leve ou busque-o no local e até mesmo oferecer alternativas compensatórias como a escolha de um meio de transporte e de melhores horas para seu uso.

Claro que as medidas restritivas não são bem vistas pela pessoa que terá que deixar de fazer algo que sempre fez, mas a tomada de consciência das mudanças advindas com o avançar da idade, que as estratégias compensatórias que poderá utilizar é importante para a preservação da sua qualidade de vida, para eliminar os perigos de acidentes e maiores conseqüências. A família poderá ajudar nesta conscientização e explicar que aceitar a velhice não é a mesma coisa que se considerar velho.

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Vacinas para idosos 2

30/03/2008 - 16:11 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

vacina2.jpg

Contra a pneumonia – Protege o organismo contra a pneumonia causada pela bactéria pneumococo. Em pessoas com mais de 60 anos, a doença é três vezes mais freqüente, além da mortalidade ser maior, razões pelas quais a vacina se torna importante nessa faixa etária. No sistema público de saúde, ela é destinada a idosos hospitalizados ou internados em casas geriátricas e asilos. A vacina tem uma única dose, com reforço após cinco anos. Entre os sintomas da pneumonia estão febre, calafrios, dor no tórax, tosse com catarro e falta de ar.

Outras vacinas

Hepatite B – É uma doença do fígado que em algumas pessoas não apresenta sintomas. Em outras, o doente pode ter sintomas semelhantes aos da gripe: febre baixa, dores musculares e articulares, dor abdominal e diarréia. Cerca de 10% dos pacientes não desenvolvem a doença, mas correm o risco de ter cirrose ou câncer de fígado no decorrer dos anos. No caso dos idosos, o risco é que a hepatite B evolua para formas mais graves. A vacina contra a hepatite B tem indicação universal, ou seja, todos deveriam tomá-la, sendo recomendadas três doses – duas com intervalo de um mês e a terceira cinco meses após a segunda dose. A vacina não está disponível para adultos na rede pública de saúde.

Febre amarela – Deve ser tomada por todas as pessoas que moram ou viajam para regiões de risco no País, entre as quais Mato Grosso, Pará, Goiás, Amazonas e a região oeste dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. A febre amarela é uma doença infecciosa de curta duração (no máximo dez dias). Os sintomas gerais são febre, calafrios, dores de cabeça e musculares, náuseas, vômitos e fotofobia (sensibilidade dos olhos à luz). Nos idosos, a febre amarela pode evoluir para um quadro mais grave (queda de pressão, sangramentos e icterícia). A vacinação deve ser realizada dez dias antes da data marcada para a viagem às regiões de risco. Quem já tomou a vacina, deve se imunizar, novamente, e esperar três dias para iniciar a viagem. O sistema público de saúde dispõe dessa vacina.

Publicado no Guia Idoso – Serasa

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Vacinas para idosos 1

29/03/2008 - 10:40 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

vacina.jpgQuando fazer exames nos idosos

(Se o organismo apresentar algum tipo de alteração, o médico deve recomendar exames mais freqüentes)

Glicemia – anualmente

Pressão ocular – anualmente

Urina – anualmente

Próstata – anualmente

Ginecológico – anualmente

Colesterol – anualmente

Disque-Saúde 0800-611997

Funciona todos os dias da semana, das 8 às 18 horas. Oferece informações sobre doenças e recebe denúncias de mau atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Vacinas: Mais proteção para os idosos

Não são apenas as crianças e os adolescentes que precisam se imunizar. Os adultos e os idosos também devem continuar recebendo doses de vacinas para se proteger de várias doenças. As seguintes vacinas estão à disposição no sistema público de saúde:

As essenciais

Dupla tipo adulto (difteria e tétano) – Protege o organismo contra a difteria e o tétano. Esse acomete com freqüência os idosos, devido a ferimentos domésticos e porque as pessoas que hoje têm mais de 60 anos não foram, na adolescência e na infância, alvo de campanhas de vacinação. Causado por uma bactéria, o tétano atua nos terminais nervosos. Seus principais sintomas são espasmos e rigidez muscular. É preciso tomar a vacina a cada dez anos. O adulto que nunca tomou a vacina ou desconhece quantas doses tomou deve receber três doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre cada uma. Depois, é preciso tomar uma dose de reforço a cada dez anos. Se a pessoa se ferir e só tiver tomado uma dose ou não se lembrar de quantas tomou, precisará tomar as três doses, além do soro antitetânico. A vacina está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Influenza – Também é conhecida como a vacina contra a gripe. O vírus Influenza provoca a gripe, cujos sintomas são febre alta, dor de garganta, dores no corpo, fraqueza e mal-estar. Nos idosos, a infecção pode evoluir com mais facilidade para uma pneumonia. É bom lembrar que a gripe é diferente do resfriado, causado por outros vírus e com sintomas mais fracos. A vacina requer uma dose a cada ano, administrada nas campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.

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Principais doenças no envelhecimento – Breve explicação 2

28/03/2008 - 15:02 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

parkinson.jpgDiabetes – As pessoas que apresentam essa doença têm como sintomas muita sede e aumento no volume de urina. São fatores de risco a obesidade, o sedentarismo e a existência de casos na família. Os médicos orientam os pacientes a controlar o peso e a taxa de açúcar no sangue.

Osteartrose – As dores nas juntas de sustentação (joelho, tornozelo e coluna) e nas mãos são os principais sintomas da doença, cujos fatores de risco são obesidade, traumatismos e casos na família. Para se prevenir, é preciso controlar o peso e praticar atividades físicas.

Depressão – Não há uma causa única para a depressão. Ela pode ser motivada por fatores psicológicos, como a perda de um ente querido, uma situação de dependência de familiares e doença grave, assim como por mudanças no funcionamento químico do cérebro. O fator genético também é importante. O tratamento é feito à base de antidepressivos.

Mal de Parkinson – É causado pela morte de neurônios ou pela perda da capacidade da célula nervosa de atuar no controle dos movimentos do corpo. O paciente apresenta tremores, rigidez nos músculos, dificuldades de locomoção e equilíbrio. Tratamentos com medicamentos reduzem os efeitos da doença. Não há modo de prevenção.

Alzheimer – É a forma mais comum de demência entre os idosos. Age nas partes do cérebro que controlam o pensamento, a memória e a linguagem. Os médicos ainda não descobriram qual a causa da doença, mas sabem que a idade é um dos principais fatores de risco. Os sintomas aparecem de forma lenta, primeiramente, com a dificuldade de lembrar-se de eventos recentes, nomes de pessoas e coisas familiares, até chegar a um grave dano cerebral. Nenhum tratamento pode deter o Alzheimer, mas há medicamentos que amenizam alguns sintomas.

Catarata – Atinge o cristalino, a chamada lente do olho, formando uma camada que atrapalha e deixa a visão nebulosa. Pode levar à cegueira, mas uma cirurgia simples remove a catarata, devolvendo a visão ao paciente. O índice de recuperação satisfatória chega a 90% dos casos.

Glaucoma – É causado pelo aumento da pressão dentro do olho, o que pode afetar o nervo óptico e causar a perda da visão. Na maioria dos casos, as pessoas não apresentam sintomas quando a doença ainda está se desenvolvendo, antes de atingir o nervo óptico. A melhor forma de prevenir-se é fazer exames regulares. O tratamento pode incluir medicamentos e cirurgia.

Publicado no Guia Idoso – Serasa

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Principais doenças no envelhecimento – Breve explicação 1

27/03/2008 - 11:32 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

alzheimer2.jpgCardiovasculares – enfarto, angina, insuficiência cardíaca

São fatores de risco para essas doenças o sedentarismo, o fumo, o diabetes, o colesterol alto e a obesidade. Entre os sintomas das doenças estão falta de ar, dor no peito, palpitações e inchaço. Para preveni-las é preciso praticar atividades físicas, não fumar, controlar o peso, o colesterol e o diabetes. Como atividade física, pode ser adotada a caminhada, três vezes por semana, com duração de meia hora.

Derrames – acidente vascular cerebral

Os fatores de risco são semelhantes aos das doenças cardiovasculares (fumo, sedentarismo, obesidade e colesterol alto), além da hipertensão. A prevenção, também, é feita por meio de atividades físicas e controle da pressão arterial, do peso e do colesterol, além do abandono do cigarro.

Pneumonia – Pacientes idosos com gripe, enfisema e bronquite anteriores e os que estão imobilizados na cama estão no grupo de risco da doença. Seus sintomas são febre, dor ao respirar, escarro e tosse. Umas das mais eficazes formas de prevenção é a vacinação, tanto contra a gripe como contra a pneumonia.

Câncer – Pessoas que fumam, apresentam um histórico de exposição ao sol intensa e freqüente, tenham alimentação inadequada ou problemas de alcoolismo, sejam obesas ou possuam algum caso de câncer na família têm maior propensão a desenvolver a doença. A realização de exames e a consulta periódica ao médico são métodos eficazes de prevenção e diagnóstico da doença em estado inicial. É aconselhável, também, evitar o sol em excesso e não fumar.

Enfisema e bronquite crônica – Entre os fatores de risco dessas doenças estão o fumo, a ocorrência de casos na família e a poluição excessiva. Os médicos recomendam manter a casa ventilada e aberta ao sol, além de parar de fumar. Os sintomas são tosse, falta de ar e escarro.

Infecção urinária – Homens que sofrem de retenção urinária e mulheres de incontinência correm o risco de apresentar a doença, cujos sintomas são ardor ao urinar e vontade freqüente de ir ao banheiro.

Osteoporose – Mais comum nas mulheres, em quem o risco é sete vezes maior, é resultado do enfraquecimento dos ossos do corpo. Dieta pobre em cálcio, fumo e sedentarismo são agravantes da doença. Geralmente a osteoporose é diagnosticada quando o paciente sofre alguma fratura. A prevenção é feita por meio de atividades físicas, dieta com alimentos ricos em cálcio e abandono do cigarro.

Publicado no Guia Idoso – Serasa

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Doenças mais comuns na velhice

26/03/2008 - 8:00 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

doenca.jpgO envelhecimento acarreta mudanças no organismo do indivíduo e, geralmente, traz consigo algumas doenças. Segundo Luiz Roberto Ramos, diretor-científico da Sociedade Brasileira de Geriatria, estudos indicam que todas as pessoas estão propensas a ter pelo menos uma doença crônica quando ficarem mais velhas. O envelhecimento será bem ou malsucedido de acordo com a capacidade funcional que a pessoa conseguir manter ao chegar à terceira idade.

Por isso, atitudes preventivas, como alimentação e atividades físicas, entre outras, são importantes. Cabe lembrar que nunca é tarde para iniciar qualquer atividade física, com acompanhamento médico. Parar de fumar é outra atitude importante. Mesmo que uma pessoa só tome essa decisão ou venha a concretizá-la aos 75 anos, e por isso não consiga mais prevenir o surgimento de doenças, ela conseguirá reabilitar-se.

As doenças mais letais são as cardiovasculares, entre elas a hipertensão e o diabetes, que podem evoluir para a insuficiência cardíaca. Segundo dados de 97 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as doenças do aparelho circulatório são responsáveis por 39,4% dos óbitos masculinos e 36,3% dos femininos entre os idosos. As neurodegenerativas (Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer) não ocasionam a morte do paciente, mas afetam sua autonomia. Devido à sua complexidade, pouco se sabe sobre a prevenção. Outro problema freqüente é a depressão. De um quarto a três terços da população idosa mundial apresenta a doença. A depressão pode tornar o idoso dependente de outras pessoas e incapacitá-lo para a realização de suas atividades diárias. É importante procurar um médico, assim que identificados os primeiros sinais da doença, pois ela pode ser facilmente tratada com antidepressivos, se diagnosticada.

O câncer, uma mutação das células que se caracteriza como a principal causa de morte nos países desenvolvidos, tende a aumentar no Brasil com o envelhecimento da população. Segundo Ramos, quem chega aos 80 anos de idade dificilmente apresentará a doença. Para a pessoa com câncer ou qualquer outra doença, principalmente as neurodegenerativas ou a depressão, em qualquer quadro, a participação da família é fundamental, oferecendo apoio ao paciente e estando atenta aos sintomas.

Publicado no Guia Idoso – Serasa

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A arte de se cuidar

25/03/2008 - 12:55 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Qualidade de Vida, Sugestão de leituras, Terapias Complementares

maoeplanta.jpg

Sugestão de leitura 10

O livro “A arte de se cuidar”, do médico João Curvo, traz o resgate de nossa percepção curativa por meio de práticas simples como alimentar-se e exercitar-se devidamente. Trata-se de conhecer o próprio organismo e sentir o que lhe faz bem ou não. Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1999, 4ª edição.

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Estatuto do Idoso – Direitos civis dos idosos

24/03/2008 - 12:18 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

direitos.jpgO Estatuto do Idoso

Após sete anos tramitando no Congresso, o Estatuto do Idoso foi aprovado em setembro de 2003 e sancionado pelo presidente da República no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos. Mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, lei de 1994 que dava garantias à terceira idade, o estatuto institui penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade. Veja os principais pontos do estatuto:

Saúde: O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição de remédios aos idosos, principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses. Os planos de saúde não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério da idade. O idoso internado ou em observação em qualquer unidade de saúde tem direito a acompanhante, pelo tempo determinado pelo profissional de saúde que o atende.

Transportes Coletivos: Os maiores de 65 anos têm direito ao transporte coletivo público gratuito. Antes do estatuto, apenas algumas cidades garantiam esse benefício aos idosos. A carteira de identidade é o comprovante exigido. Nos veículos de transporte coletivo é obrigatória a reserva de 10% dos assentos para os idosos, com aviso legível. Nos transportes coletivos interestaduais, o estatuto garante a reserva de duas vagas gratuitas em cada veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se o número de idosos exceder o previsto, eles devem ter 50% de desconto no valor da passagem, considerando-se sua renda.

No parágrafo 3º do Art. 39 consta que no caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previsto no caput deste artigo.

Violência e Abandono: Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Quem discriminar o idoso, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte ou a qualquer outro meio de exercer sua cidadania pode ser condenado e a pena que varia de seis meses a um ano de reclusão, além de multa. Famílias que abandonem o idoso em hospitais e casas de saúde, sem dar respaldo para suas necessidades básicas, podem ser condenadas a penas de seis meses a três anos de detenção e multa. Para os casos de idosos submetidos a condições desumanas, privados da alimentação e de cuidados indispensáveis, a pena para os responsáveis é de dois meses a um ano de prisão, além de multa. Se houver a morte do idoso, a punição será de 4 a 12 anos de reclusão. Qualquer pessoa que se aproprie ou desvie bens, cartão magnético (de conta bancária ou de crédito), pensão ou qualquer rendimento do idoso é passível de condenação, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.

Entidades de Atendimento ao Idoso: O dirigente de instituição de atendimento ao idoso responde civil e criminalmente pelos atos praticados contra o idoso. A fiscalização dessas instituições fica a cargo do Conselho Municipal do Idoso de cada cidade, da Vigilância Sanitária e do Ministério Público. A punição em caso de mau atendimento aos idosos vai de advertência e multa até a interdição da unidade e a proibição do atendimento aos idosos.

Lazer, Cultura e Esporte: Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e lazer.

Trabalho: É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, sendo passível de punição quem o fizer. O primeiro critério de desempate em concurso público é o da idade, com preferência para os concorrentes com idade mais avançada.

Habitação: É obrigatória a reserva de 3% das unidades residenciais para os idosos nos programas habitacionais públicos ou subsidiados por recursos públicos.

Publicado no Guia Idoso – Serasa

Alteração em itálico por Wanda Patrocinio (Agradeço ao amigo José Renato Carvalhaes – mais de 60 anos -, que leu este artigo e levantou a dúvida sobre a idade certa para gratuidade no transporte coletivo).

Quem quiser ler o estatuto na íntegra, acessar:

http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/2003/L10.741.htm

Seguindo a sugestão de um internauta, publicaremos informações sobre a eficácia do estatuto. para começar, pesquisamos sobre o item: “O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS)”. Conversamos com um médico que trabalhou em dois centros de saúde da região de Campinas, SP e ele nos apresentou as seguintes informações:

Nestes dois centros de saúde a percentagem de idosos que freqüentam a UNIDADE é alta, cerca de 60% da demanda. Desta forma, existe uma demanda maior para atendimento de idosos do que de não idosos. Na prática se observa que há uma prioridade para aqueles mais debilitados funcionalmente, o que predomina em idosos com maior idade. Assim, os idosos com mais de 80 anos apresentam atendimento diferencial.

O restante da demanda do serviço de saúde é dada por crianças pequenas, gestantes e uma minoria de adulto jovem. Aí aplica-se o bom senso de priorizar uma mãe com uma criança no colo, uma gestante ou o idoso. Certamente que o adulto jovem espera em relação aos mais velhos, crianças e gestantes.”

Quem tiver outros dados sobre a eficácia do estatuto na prática, deixe aqui seus comentários, para enriquecer e auxiliar na divulgação do conhecimento sobre este assunto.

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Idoso no trânsito.

24/03/2008 - 11:43 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Curiosidades, Gerontologia

direcao.jpgEntrevista WebMotors

Por Elisandra Villela Gasparetto Sé (Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Unicamp, Doutoranda em Neurolingüística pela Unicamp)

1 – Que doenças típicas da velhice (física e mental) podem representar um risco ao motorista idoso e à segurança no trânsito? Como reconhecer os sintomas dessas doenças?

As doenças mais comuns típicas do avanço da idade que podem causar riscos e insegurança no trânsito são as deficiências sensoriais, a presbiacusia (perda auditiva relacionada ao processo de envelhecimento) e presbiopia (perda visual). A deficiência auditiva pode causar riscos de acidentes, uma vez que a audição é uma função importante na direção defensiva, o motorista deve estar atento aos sons do seu próprio veículo e dos demais, sons do ambiente urbano, buzina, motocicletas, etc…. para ficar atento e poder reagir em situações adversas e à ações incorretas de outras pessoas. Dentre as habilidades primordiais na avaliação para a renovação de carteira de habilitação, além da função visual, deve-se incluir a avaliação da audição e a verificação da necessidade do uso de prótese auditiva. O mesmo ocorre com a visão, uma pessoa com a baixa acuidade visual pode oferecer riscos e perigos para ele próprio e demais pessoas. A visibilidade no trânsito é importante na identificação das placas, na orientação espacial, cuidado com bicicletas, faixas, na definição e contraste claro-escuro, dirigir à noite, quando há neblina, referências no trajeto e coordenação visuo-espacial, principalmente nas avenidas muito movimentadas e estradas.

Entre as doenças mais graves que representam fortemente a insegurança viária de idosos são as demências. A principal é a doença de Alzheimer que é bastante prevalente na população acima de 70 anos cujos sintomas principais são a perda de memória entre outras funções mentais, o que dificulta a pessoa de realizar de forma adaptativa algumas tarefas do dia-a-dia. A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica degenerativa e progressiva, cuja causa ainda não é completamente conhecida. As alterações na memória, na atenção dirigida, no controle mental, desorientação temporal e espacial e dificuldades em funções executivas (planejamento de ações), são sintomas da doença que contribuem para um comportamento inseguro no trânsito, pois faz parte do quadro demencial a diminuição no processamento das informações, no tempo de reação e na velocidade de decodificação dos estímulos. O indivíduo pode apresentar dificuldades em se orientar na via, nas curvas, na ultrapassagem, estacionar, esperar o momento de atravessar o sinal, visualizar os retrovisores, sinalização, ler e entender o que uma placa significa, coordenar os movimentos e a visão, obedecer à quilometragem, tomada de decisão e utilizar os reflexos para reagir de forma rápida e adequada no trânsito (frear, acelerar, desviar). Nestes casos os riscos mais graves para o idoso motorista e que não percebe suas dificuldades devido ao processo de início de um quadro demencial é ele perder o controle do volante, sair da estrada, ficar confuso no trajeto, ziguezaguear ou trafegar na contramão. Outro quadro que também acarreta riscos para o idoso no trânsito é a doença de Parkinson. Uma doença que causa alterações motoras e também podem surgir declínio cognitivo

Os sintomas de demência na maioria dos casos são percebidos pelos familiares, quando o idoso apresenta dificuldades de memória, de linguagem e de realizar tarefas básicas do cotidiano. Os problemas de memória vão se agravando e interferindo de forma significativa nas atividades diárias. O processo de declínio cognitivo é acompanhado às vezes de dificuldade em autocrítica. A pessoa demora a reconhecer seu próprio estado de saúde mental, suas dificuldades e erros cometidos ao dirigir, negando tais situações, o que é difícil para a família manejar. Muitos idosos que apresentam tais dificuldades e não a reconhecem, não querem deixar de dirigir, pois implicam na perda da autonomia, independência, liberdade e privacidade.

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Dando significado à Páscoa…

22/03/2008 - 13:29 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Poesia, Reflexão

pascoa.jpg

Há dois mil anos, um homem veio ao mundo disposto a ser  exemplo de amor e verdade para a humanidade.

Sua proposta de vida não foi atendida por muitos.

Condenaram este homem e crucificaram-no ignorando  os seus propósitos de um mundo melhor.

Houve dor, angústia e escuridão.

Por três dias o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que no terceiro dia a vida acontecia.

A páscoa existe para nos lembrar deste momento inigualável chamado ressurreição.

Ressurreição do sorriso, da alegria de viver, do amor.

Ressurreição da amizade, da vontade de ser feliz.

Ressurreição dos sonhos, das lembranças.

E de uma verdade que está acima dos ovos de chocolates e até dos coelhinhos da páscoa.
Cristo morreu, mas ressuscitou.

E fez isso para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações.

Que este seja o verdadeiro sentido da minha, da sua, da nossa Páscoa, que possamos (re)encontrar amor, carinho, paz, fraternidade e companheirismo.

Feliz Páscoa para todos vocês!!!!

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