Demência no idoso x trânsito

31/03/2008 - 11:49 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Educação, Gerontologia

Entrevista WebMotors

Por Elisandra Villela Gasparetto Sé (Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Unicamp, Doutoranda em Neurolinguística pela Unicamp)

2- Como a família deve proceder nos casos de demência no idoso?

A família enfrenta um desafio em orientar e convencer o idoso que ele necessita de uma avaliação e até mesmo deixar de dirigir. Com relação à avaliação que deve ser feita para identificar os casos de idosos que apresentam declínio cognitivo ou até mesmo uma demência inicial é antes de renovar a carteira de habilitação levá-lo ao médico neurologista e explicar o que tem acontecido, as dificuldades que estão surgindo, os riscos, etc… Assim o médico juntamente com uma equipe multidisciplinar fará uma avaliação objetiva e subjetiva da cognição e fará orientações à família quanto à necessidade de outros exames e ou testes para a renovação da CNH e até mesmo quais procedimentos mais seguros a serem tomados.

Desta forma, as informações da família têm de ser precisas e são fundamentais para a tomada de decisão sobre a capacidade do idoso de participar de forma ativa no trânsito ou não para sua melhor segurança. Se o idoso apresenta dificuldades na visão e audição e isto esteja comprometendo a sua aptidão em dirigir, é importante que a família também adote estratégias alternativas para a segurança da pessoa idosa, como, por exemplo, não deixar que saia sozinho, dirigir durante a noite, ao dirigir em estradas deixar que alguém leve ou busque-o no local e até mesmo oferecer alternativas compensatórias como a escolha de um meio de transporte e de melhores horas para seu uso.

Claro que as medidas restritivas não são bem vistas pela pessoa que terá que deixar de fazer algo que sempre fez, mas a tomada de consciência das mudanças advindas com o avançar da idade, que as estratégias compensatórias que poderá utilizar é importante para a preservação da sua qualidade de vida, para eliminar os perigos de acidentes e maiores conseqüências. A família poderá ajudar nesta conscientização e explicar que aceitar a velhice não é a mesma coisa que se considerar velho.

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4 Comentários »

  1. Acacia Kuhl dá seu palpite,

    maio 16, 2008 @ 15:19

    Sobre perda de memoria(em pessoa que sofreu trauma-cranio-encefalico aos 20 anos) tem alguma pesquisa.
    obrigada

  2. Wanda Patrocinio dá seu palpite,

    maio 16, 2008 @ 15:27

    Cara Acacia, boa tarde!

    Vou verificar sua solicitação junto a rede de profissionais da GeroVida e te darei um retorno nos próximos dias.

    Abraço,
    Wanda.

  3. Wanda dá seu palpite,

    maio 19, 2008 @ 16:33

    Cara Acácia, boa tarde!

    A responsável sobre o artigo Demência no idoso x trânsito, me passou as seguintes informações sobre a sua solicitação:

    Sim existem pesquisas sobre o assunto, você poderá procurar artigos de pesquisa em sites de busca de periódicos que são revistas científicas que publicam pesquisas nacionais e internacionais. Os principais sites são:

    http://www.bireme.br
    http://www.lilacs.br
    http://www.scielo.br
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=pubmed
    http://www.ingentaconnect.com/;jsessionid=akhqhgd1q.alice
    http://www.freemedicaljournals.com/
    e também nos sites da Sociedade de Neurologia.

    Eu pesquisei na biblioteca da Unicamp e encontrei o seguinte título “Estudo de 100 pacientes com traumatismo craniencefalico grave internados na Unidade de Terapia Intensiva”. Autor: Antonio Luis Eiras Falcão, 1993. Existe um exemplar na biblioteca central e outra na biblioteca da faculdade de ciências médicas.

    Abraço,
    Wanda.

  4. Maria Aparecida dá seu palpite,

    maio 19, 2011 @ 11:21

    Muito bom seu site.
    Estou fazendo um curso geroltologia a distancia na FUNIBER, na área de gerontologia social, agora fazendo o TFC(tabalho final do curso) e escolhi á área :

    O idoso no transito”.
    Estou colhendo material, voces podem me ajudar ?

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