Sono e Envelhecimento Parte 1

4/05/2008 - 21:50 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

sono1.jpgDenise Cuoghi de Carvalho Verissimo Freitas (Fisioterapeuta do Lar dos Velhinhos de Campinas, Mestre em Gerontologia pela Unicamp, membro do Grupo TEMPO – Estudos do Envelhecimento Unicamp)

A qualidade do sono é um dos fatores considerados de necessidade humana básica para mantermos boa qualidade de vida. A experiência de um sono insatisfatório ou insuficiente é bastante desagradável e tem reflexos no desempenho, no comportamento e no bem estar durante as atividades da nossa vida diária. O sono é um ritmo biológico que difere entre os bebês, criança, adultos e idosos. Com o envelhecimento o padrão de sono dos idosos altera, e algumas das alterações que ocorrem com o seu sono são naturais, próprias do envelhecimento, tais como:

- dificuldade de manter e conciliar o sono noturno,

- percepção do sono como mais leve e menos satisfatório,

- o despertar muito cedo,

- maior tendência a dormir durante o dia, intencionalmente ou não.

Os médicos alertam, no entanto, que as sonecas ou “sono picado”, se ocorrem em exagero durante o dia, podem ser sinal de que algo com o organismo e o sono do idoso não vai bem, precisando procurar um médico especialista em sono. Com o envelhecimento, alguns problemas físicos como: dores nas costas, na cabeça, no pescoço, nas articulações, musculares e câimbras, artrite, osteoporose, azia, refluxo gastroesofágico, angina, bronquite, enfisema, varizes, problemas de próstata e incontinência urinária podem prejudicar o seu sono. Os problemas pessoais tais como o luto, a inatividade física, a perda de status social e renda, a depressão, e a deterioração física também podem afetar o sono noturno dos idosos. Quanto ao uso de medicamentos, a polifarmácia (várias medicações consumidas ao mesmo tempo e a interação de medicamentos) que é uma característica comum entre os idosos é um outro fator que pode estar contribuindo para a má qualidade de seu sono. Outro fator relevante que deve ser considerado e que são por vezes encontrados nos idosos são os distúrbios do sono, a insônia é um deles, apresentando entre esta população 38% de idosos acometidos por ela, e que está ligada a doenças neurológicas como o Mal de Parkinson e a doença de Alzheimer e com doenças cardiorrespiratórias. A insônia pode ser causada também por fatores psicológicos como a depressão, e por determinados medicamentos. Podemos também encontrar a apnéia do sono (caracterizada por paradas da respiração por no mínimo dez segundos, durante o sono), onde este distúrbio vem acompanhado com o ronco noturno e a sua ocorrência aumenta com o envelhecimento. A apnéia do sono atinge 4% dos homens de meia-idade, e 28% depois dos 65 anos. Nas mulheres a apnéia do sono atinge 2% as de meia-idade e 24% depois dos 65 anos, ocorre devido à perda dos hormônios femininos após a menopausa. As pessoas idosas às vezes relatam durante o sono noturno apresentar uma sensação de “arrastamento das pernas” que pode afetar seu sono noturno, esta sensação é característica de um outro distúrbio do sono que é o movimento dos membros inferiores ou síndrome das pernas inquietas, devendo este idoso procurar ajuda médica especializada.

Os distúrbios do sono relatados com maior freqüência entre os idosos podem levá-lo a apresentar a insônia, a irritabilidade, o cansaço em seu estado de vigília, afetando a sua qualidade de vida e do seu sono noturno.

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3 Comentários »

  1. Denise Cuoghi de Carvalho Verissimo Freitas dá seu palpite,

    maio 5, 2008 @ 15:06

    Olá Wanda:
    Achei que ficou muito bom o artigo no site. Se enviarem algum comentário me informe.
    Obrigada
    Denise

  2. Fernanda dá seu palpite,

    maio 13, 2008 @ 20:28

    Olá Wanda e Denise, obrigada por divulgar sobre a Gerobntologia e as muitas “faces” do envelhecimento. Denise, o artigo está ótimo, muito claro. Parabéns!

  3. Wanda Patrocinio dá seu palpite,

    maio 13, 2008 @ 22:31

    Olá meninas!!!

    A contribuição de vocês sempre será muito bem vinda ao blog GeroVida, bem como para todas as pessoas que nos visitam.
    Assim, vamos ampliando e auxiliando na disseminação do conhecimento gerontológico.

    Abraços,
    Wanda.

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