Autonomia, dependência e independência durante a vida 2
| 3/06/2008 - 15:40 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Gerontologia |
Existem três dimensões que influenciam a dinâmica autonomia, dependência e independência ao longo da vida, são as dimensões biológicas, sociais e psicológicas. Ou seja, o crescimento e mudanças biológicas, as exigências sociais e antecedentes psicológicos assumem diferentes pesos em diferentes fases na vida de todos nós. Assim, quando bebê, e na infância, somos mais dependentes devido às exigências biológicas, devido às limitações físicas e mentais naturais e na vida adulta nossa autonomia e independência é afetada mais pelas exigências sociais e por metas individuais. Por isso, ser dependente no contexto da vida adulta tem um sentido bem diferente da dependência na infância.
Na vida adulta e na velhice, a adequada fusão da dependência e independência, depende do senso de agência e autonomia. É importante lembrar que existe uma relação entre as competências da pessoa e as exigências de seu ambiente e da sociedade em que se vive.
Muitas vezes a dependência física é confundida com perda de autonomia, por isso vemos freqüentemente que o senso comum considera que com o envelhecimento os idosos são vulneráveis a perder o controle de suas vidas. O ambiente social tem uma grande responsabilidade sobre as condições de autonomia, dependência e independência do indivíduo idoso.
O fato de outras pessoas no ambiente ajudar nas necessidades biológicas de uma pessoa não significa que ela não possa exercer seu papel efetivo em seu próprio desenvolvimento, ou seja, ter um domínio de seu contexto social. Em instituições, por exemplo, como os asilos e casas de repouso, muitas vezes a dependência física é confundida com dependência para a tomada de decisão, o que dá origem à perda da individualidade.
Superproteção e dependência
Ambientes superprotetores e de baixa exigência também geram dependência, indicação para que os cuidadores familiares e profissionais não pensem o cuidado como fazer pelo idoso, mas como dar-lhe a ajuda necessária para que se comporte na medida de suas possibilidades. A perda de domínio sobre a própria vida e sobre o próprio ambiente pode ter consequências negativas significativas para a saúde física e mental em todas as idades.
A autonomia é uma necessidade básica do ser humano e essencial ao bem-estar subjetivo dos indivíduos. Torna-se muito importante selecionar eventos na vida que podemos exercer de forma plena e satisfatória nossa autonomia e nelas investir. Aceitar a diminuição do desenvolvimento físico ou mental sem reagir, como aspecto inevitável do declínio biológico pode impedir a pessoa de explorar suas capacidades. Por outro lado, o fato de os idosos também descobrir que podem controlar o ambiente pela dependência também pode ter um efeito benéfico.
O grande exercício da vida é o aprendizado em diferenciar quando o controle da própria vida é compensatória e quando não é. E é assim que todos agem quando pedem forças para modificar aquilo que pode ser modificado, paciência para aceitar aquilo que não pode ser modificado e sabedoria para perceber a diferença, como aborda a prece da Serenidade.
Publicado em http://www1.uol.com.br/vyaestelar/autonomia_funcional_velhice.htm
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josimar dá seu palpite,
outubro 9, 2008 @ 9:02
Gostei muito do seu texto, vc foi capaz de com poucas palavras, dar uma amplitude de ideias para muito grande, o que ajudou muito no desenvolvimento do meu trabalho!!!!
Wanda Patrocinio dá seu palpite,
outubro 9, 2008 @ 21:12
Boa noite Josimar!
Obrigada pelo seu comentário!
Vou passá-lo para a autora do artigo e, tenho certeza que ela ficará muito feliz por ter auxiliado no desenvolvimento de seu trabalho.
Abraço,
Wanda.