Arquivo de julho, 2008

Evitar as vitórias sobre o chefe

31/07/2008 - 18:44 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

Toda derrota é odiosa e, se é sobre o chefe, ou é tola ou é fatal.

A superioridade sempre foi odiada, mais ainda pelos superiores.

O sábio deve ocultar as vantagens mais comuns, assim como se disfarça a beleza com o desalinho.

É possível encontrar quem aceite ser superado em sucesso e em caráter, mas ninguém quer ceder em inteligência, muito menos um superior.

É este o maior dos atributos e por isso qualquer crime contra ele será de lesa-majestade.

Quem é poderoso quer sê-lo no mais importante.

Os chefes gostam de ser ajudados, mas não superados.

Ao aconselhá-los, é melhor que o aviso pareça uma lembrança de algo esquecido, em vez de ser luz do que não se alcançou.

Os astros, com acerto, nos ensinam essa sutileza, pois ainda que sendo filhos brilhantes nunca competem com o brilho do sol.

Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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Os desafios da Gerontologia no Brasil

30/07/2008 - 18:19 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 28

“Os desafios da Gerontologia no Brasil”, de Andrea Lopes. Campinas, SP: Editora Alínea, 2000.

A autora demonstra como as trilhas seguidas pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia se entrelaçam com a transformação da velhice em questão digna de atenção pública, com o desenvolvimento de um novo campo de atuação profissional envolvendo diversas especialidades e com a instigação de pesquisadores de várias áreas para gerar informação sobre a velhice e o envelhecimento. Na ótica da pesquisadora, essas trajetórias têm uma dinâmica peculiar que não exclui conflitos de interesses, questões ideológicas e relações de poder entre pessoas e instituições.

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Desnutrição nos primeiros anos de vida pode levar à renda menor na vida adulta

29/07/2008 - 18:54 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação

Do G1, em São Paulo

O desenvolvimento inadequado da criança na barriga da mãe e em seus dois primeiros anos de vida pode levar a problemas no futuro que vão de dificuldade de aprendizado na escola até menor rendimento econômico na vida adulta, passando por complicações para ter filhos, no caso das mulheres. O alerta foi feito por um médico brasileiro, ao lado de uma colega britânica, em uma das revistas mais prestigiadas da área, a “Lancet”.

Cesar Victora, da Universidade Federal de Pelotas, e Caroline Fall, da Universidade de Southampton, fizeram um grande estudo para entender os elos entre a desnutrição infantil e materna e o risco de doenças na vida adulta, levando em conta a produtividade econômica. O levantamento foi feito no Brasil, na Guatemala, na Índia, nas Filipinas e na África do Sul.

A dupla descobriu uma ligação entre os indicadores de desnutrição (peso ao nascer, crescimento fetal, peso, altura e índice de massa corporal) da criança aos dois anos de idade e o seu desenvolvimento na vida adulta, sua altura final, nível educacional, renda, peso ao nascer dos filhos, concentração de açúcar no sangue, pressão sangüínea, entre outros.

Na maioria dos casos, crianças malnutridas nos dois primeiros anos de vida viraram adultos mais baixos, com pior nível educacional e menor renda. As meninas com falta de nutrição adequada acabavam levando o problema, na vida adulta, para seus próprios filhos, que também nasciam abaixo do peso.

O risco aumenta entre as crianças desnutridas no início da vida que ganham muito peso muito rapidamente no final da infância e na adolescência. Essas acabam com alto risco de desenvolver problemas como diabetes, hipertensão e obesidade.

O aumento de peso ou de altura nos dois primeiros anos de vida não parece trazer nenhum risco associado à saúde, mesmo entre as crianças que nasceram com pouco peso.

Por isso, o mais importante é que os pais fiquem de olho na nutrição de seus filhos nessa idade tão crítica. O acompanhamento de um pediatra é essencial e pode ajudar a tirar dúvidas nessa fase. Antes do nascimento, as grávidas precisam de alimentação suficiente e adequada – e não deixar de fazer o pré-natal.

20/01/2008

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL265673-5603,00-DESNUTRICAO+NOS+

PRIMEIROS+ANOS+DE+VIDA+PODE+LEVAR+A+RENDA+MENOR+NA+VIDA+ADU.html

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Aids na Terceira Idade

28/07/2008 - 11:50 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Por Fernanda Aranda

Todo domingo, Maria (nome fictício), 60 anos, reúne os quatro filhos, os seis netos, as noras e os genros. Prepara o almoço, aflita com os assuntos que vão surgir. Se alguém falar de aids, ela sabe os comentários: doença de gente promíscua, que usa droga, que não respeita Deus. “Meus familiares falam isso na minha cara, sem nem imaginar que eu sofro em segredo por ser portadora do vírus HIV”, desabafa. Ela não é a única. No ambulatório especial do Hospital Estadual Emílio Ribas, único do País exclusivo para tratar idosos infectados, o número de pacientes aumentou 400% em três anos.

Em 2004, quando a unidade foi criada, eram 20 pessoas atendidas por mês. Agora, a quantidade saltou para 100 consultas mensais. O espaço da sala de espera é dividido por avós como Maria, apaixonadas por crochê, jogadores de dominós, viúvos já calvos e senhoras que disfarçam os grisalhos com tintura. “É uma população que, na última década, foi incentivada a passear, freqüentar bailes, se divertir. Mas as campanhas pela qualidade de vida esqueceram de falar da camisinha”, aponta o diretor do ambulatório do Ribas, Jean Gorinchteyn, como motivos para a incidência de aids na terceira idade.

Esqueceram do preservativo, mas o sexo ganhou destaque na vida dos idosos. As pílulas contra a impotência invadiram o mercado, hoje lideram as vendas e revolucionaram as relações sexuais das pessoas com idade mais avançada. “Os medicamentos, em hipótese alguma, são culpados pelo aumento do contágio. Mas não se pode mais ignorar os idosos nas campanhas preventivas”, diz Gilberto Turcato, infectologista da Unifesp.

No Estado, o último balanço mostra que, em um ano, cresceram 16% os casos novos de aids em maiores de 60 anos, saindo de 158 registros em 2005, para 184 no ano passado. “O vírus não escolhe cor, classe ou idade. Mas os idosos ainda não fizeram da camisinha um hábito e nem se sentem vulneráveis à doença”, diz a diretora do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, Mariliza Henrique da Silva.

Visíveis na epidemia

Na Capital, os maiores de 60 também estão mais visíveis na epidemia. No ano passado, o grupo representou 3,43% do total de casos novos, contra 2,41% em 2005. “São vários fatores. Por exemplo, nessa faixa etária as mulheres não menstruam mais. Livres de uma gravidez indesejada, acreditam que a camisinha é dispensável”, ressalta Cristina Abbate, coordenadora do Programa Municipal de Aids, que criou uma campanha para comunidades onde há mais idosos, com o slogan “Idade não traz imunidade”. Foi só depois da viuvez que Geraldo (nome fictício), 70 anos, descobriu não ser imune. Contraiu sífilis e o tão temido HIV. “Nunca tinha usado camisinha na vida. Achava que era coisa só para jovem”.

O IBGE, semana passada, alertou que a população está envelhecendo – a expectativa de vida subiu de 54 para 72 anos. Geraldo espera que o coquetel e “as orações” o ajudem a superar essa marca. E aprendeu que o silêncio só aumenta o risco. Não perde uma oportunidade de falar sobre aids com as netas e os amigos sessentões.

fernanda.aranda@grupoestado.com.br

http://txt4.jt.com.br/editorias/2007/12/09/ger-1.94.4.20071209.41.1.xml

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Saúde Mental

27/07/2008 - 21:27 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Qualidade de Vida

Por Rubem Alves

Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

Pensar é uma coisa muito perigosa…. Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas. Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente equipamento duro’, e a outra denomina-se software, ‘equipamento macio’. O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades ‘espirituais’ – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo ‘espirituais’, sendo que o programa mais importante é a linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele. Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.

Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.

Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato. Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.

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Técnicas de aplicação de argila para uso externo (Parte 1)

26/07/2008 - 17:15 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Terapias Alternativas

- CATAPLASMA

*Atua em áreas mais profundas do organismo. É indicada em casos crônicos ou que necessitem continuidade no tratamento.

Prepara-se uma camada espessa de argila de 1 a 2cm. Espalhando-a num pano de algodão (fronha, fralda, lençol, camiseta). O tempo ideal para a aplicação são 2 horas. Na primeira meia hora, ela absorve o calor em excesso do corpo, seus gases, líquidos e toxinas. Após aproximadamente 2 horas, o cataplasma começará a esfriar.

Quando se retira o cataplasma, passa-se um pano úmido ou lava-se a região tratada e joga-se fora a argila utilizada.

Quanto mais espessa a camada de argila, mais profundos serão os órgãos e regiões que ela poderá atuar.

- COMPRESSA

*É indicada para casos de dores repentinas (pancadas, distensões, torções, dores de cabeça…), febre e casos que não exijam tratamento prolongado.

Prepara-se uma fina camada de argila de ½ cm, que permanece pouco tempo sobre o corpo.

Deve-se usar a argila fria em áreas inchadas, quentes, doloridas ou feridas.

Nos casos de febre e dor de barriga (diarréia, gases), aplica-se a compressa e retira-se quando ela se aquece. Repete-se esse processo várias vezes até esfriar a região tratada.

Em regiões com pelos, nos olhos, ouvidos e alguns casos de ferimentos muito abertos, deve-se aplicar a argila sobre uma gaze – ou seja, primeiro a gaze, depois a argila e por último, um pano para cobrir.

-UMECTAÇÃO

*É uma técnica antiga e eficiente para o tratamento das queimaduras, alergias, feridas expostas, coceiras, inchaços e contusões.

Molha-se um algodão ou uma gaze em água argilosa e espreme-se suavemente sobre o local afetado. Procura-se manter a área úmida para evitar que se seque. Quando secar, lavar a região com água muito pura ou com chá de camomila.

É indicado para bebês, idosos e pessoas de pele muito sensível.

Texto extraído da apostila de Argila Terapêutica, elaborada por Mathilde L. Azoubel.

Caro leitor, nosso blog se preocupa com a saúde e o bem estar de todas as pessoas. Desenvolvemos um trabalho na área de terapias complementares, porém gostaríamos de salientar que qualquer tratamento aqui sugerido não dispensa uma orientação médica ou qualquer orientação na área que você esteja precisando. Isto significa que os tratamentos com argila terapêutica e outros devem complementar o tratamento já realizado, mantendo sempre o acompanhamento médico. Além disto, sugerimos que aquelas pessoas que já estão em tratamento e que resolvam usar algum tratamento complementar, que comuniquem o profissional que acompanha seu caso.  
Atenciosamente,
Equipe GeroVida.

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Musculação: benefícios do treino para a Terceira Idade

25/07/2008 - 10:41 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Por Daliane Batista Cardoso

No momento atual, com toda a evolução da ciência do treinamento físico, sabe-se que o treinamento de força é o melhor meio para obter músculos maiores e mais fortes. Os músculos são motores vitais para o ótimo desenvolvimento do corpo humano. Infelizmente, com o passar dos anos, o processo de envelhecimento faz com que os músculos percam tamanho e força, acarretando ao indivíduo uma piora na qualidade de vida e vários problemas degenerativos. Cada vez mais, o treinamento com pesos está se tornando popular entre as pessoas idosas, principalmente por ser reconhecido pela medicina os efeitos benéficos que o trabalho contra resistência pode propiciar.

Hoje, a musculação está sendo prescrita por médicos que antes apenas sugeriam caminhadas para a manutenção do condicionamento geral e emagrecimento. Os benefícios do treino com pesos, em termos de saúde e qualidade de vida, igualam-se ou mesmo superam os obtidos pelos jovens, ou seja, nunca é tarde para iniciar um programa de musculação. Também já se sabe, que após os 30 anos, estima-se que a perda de força seja de 1% por ano até os 60 anos, de 15% por década entre os 60 e os 70 anos e, daí em diante, 30% por década (KRAEMER; FLECK; EVANS, 1996). Percebe-se, então, que, à medida que o indivíduo envelhece, vai gradualmente perdendo força, o que dificulta a execução das atividades diárias básicas, como subir escadas e levantar-se da cadeira (BRILL et al, 2000).

Totalmente relacionada à redução da força decorrente do envelhecimento está a perda de massa magra corporal. Obviamente, se o volume muscular diminui, a capacidade de produzir força também decrescerá. Estudos mostram que o treinamento de musculação aumenta a massa corporal magra e as fibras de contração, tanto rápidas quanto lentas, em idosos (KRAEMER; FLECK; EVANS, 1996). Sendo assim, o principal objetivo de um programa de treinamento com pesos para idosos deve ser a manutenção e até mesmo o aumento da massa corporal magra, para evitar alterações na força muscular e na taxa metabólica basal, além de conservar uma composição corporal saudável.

Um treinamento direcionado para uma pessoa idosa, deve manter todas as características de um treino para jovens, porém outros fatores devem ser considerados: a dificuldade na progressão, de acordo com o aumento do peso para certo número de repetições, deve ser feita de forma lenta e cautelosa; a diminuição dos períodos de descanso entre as séries e os exercícios, também devem ser de forma mais lenta e gradual; a presença de um professor de educação física supervisionando todos os passos do treino do idoso (principalmente corrigindo as execuções imperfeitas); controle da pressão arterial do idoso deve ser mensurado antes e durante o treino; na prescrição do treinamento com pesos, deve constar atividades cárdio-pulmonares e de relaxamento (alongamentos).

Enfim, a prática da musculação desde que seja realizada por profissional habilitado e capacitado, com aparelhagem nova, segura e biomecaânicamente bem ajustada, num espaço ventilado e bem iluminado, é sem dúvida, a mais eficiente, segura e confortável atividade física para as pessoas de Terceira Idade que procuram por melhor qualidade de vida.

Por que o idoso deve praticar musculação?

Abaixo estão conceitos fundamentados e convincentes que tornam a musculação recomendável para o melhor estilo de vida do idoso (Segundo WESTCOTT & BAECHLE, 2001):

• Manutenção do metabolismo;

• Ganho de tecido muscular;

• Manutenção da musculatura;

• Aumento do padrão metabólico;

• Redução da gordura corporal;

• Aumento da densidade óssea mineral;

• Melhoria do metabolismo da glicose;

• Aceleração da passagem de alimentos;

• Redução da pressão arterial;

• Melhoria dos lipídios sanguíneos;

• Conservação ou melhoria da saúde da região lombar;

• Redução da dor artrítica.

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Meu amor

24/07/2008 - 12:21 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Poesia

Meu amor é sereno, calmo e calado.

É amor inocente, ingênuo de calor.

Meu amor é prestativo, mas tem um preço.

É amor escondido e sem desfecho.

Meu amor é febril, trêmulo e arrepiante.

É sorridente e deslumbrante.

Meu amor é generoso, é grande.

É amor misterioso, emocionante.

Meu amor é desconfiado, creditado e sem lei.

É amor que flutua, que pousa, que faz voar o pensamento.

É sentimento que não tem direito, é cheio e vazio ao mesmo tempo.

É amor com desejos e limites, é triste, mas por isso existe.

Meu amor é silencioso e transparente.

É grito sem voz, é amor entorpecente.

É amor irresponsável e sem virtude.

É emoção de juventude.

Elisandra Villela Gasparetto Sé – 07/07/2008.

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Viva melhor: com a medicina natural

23/07/2008 - 11:11 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Qualidade de Vida, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 27

“Viva Melhor!: com a medicina natural”, de Luiz Carlos Costa. Itaquaquecetuba, SP: Editora Missionária, 1996.

Está em suas mãos um manual prático e detalhado mostrando possíveis caminhos para você alcançar saúde e bem-estar plenos. Como parte integrante da Natureza, todos precisam dos recursos que ela oferece para viver plenamente com alegria, paz e sanidade física e mental. Este livro traz uma análise fisiológica dos quatro principais sistemas do corpo humano (digestório, urinário, respiratório e epitelial), a unidade medicinal das substâncias químicas que compõem os alimentos, o imenso poder curativo das plantas, da água e do barro, tudo colocado em programas completos e específicos que poderão proporcionar naturalmente prevenção e cura para várias enfermidades, sem agredir o organismo.

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Vovó virtual

22/07/2008 - 11:10 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Curiosidades, Gerontologia

Causou a maior comoção o fato de a espanhola María Amelia, de 95 anos, ter vencido um concurso de blogueiros com participantes do mundo todo. A história é realmente muito legal, mas a gente achou que também deveria valorizar uma vovó brasileira que faz sucesso na internet. Para isso, escolhemos a dona Arlinda, que aparece aí na foto.

A vovó nacional tem 81 anos, 22 netos, é de João Pessoa (PB) e, assim como a espanhola María Amelia, ganhou seu endereço na internet de presente da neta. Mas o foco do Ser idosa é ser feliz, da brasileira, não são os textos, e sim as fotos — todas tiradas por sua neta Cris L., que a presenteou com o site. Criado em janeiro de 2004, seu endereço é um sucesso: já teve 3,5 milhões de acessos e foi incluído nos “favoritos” por mais de 28 mil usuários do Fotolog.

“Eu gosto do site porque muita gente conversa comigo, faz perguntas, me chama de vovó”, disse ao G1 dona Arlinda, que ainda não sabe mexer no computador – ela fica sempre ao lado da neta Cris, palpitando sobre o conteúdo das mensagens, a atualização de seu Orkut e todas as outras atividades realizadas on-line. Esse cenário deve mudar em breve, pois a vovó brasileira já está matriculada para iniciar, em janeiro, um curso de internet para terceira idade.

A neta Cris conta que, em João Pessoa, dona Arlinda já foi tratada como celebridade diversas vezes. “É uma celebridade virtual”, define. Uma vez, na sapataria, a mãe de um garoto falou à dona do fotolog que seu filho queria tirar uma foto com ela, mas estava com vergonha de pedir. Em outra ocasião, no centro da cidade, uma completa desconhecida chegou já abraçando dona Arlinda, como se fossem grandes amigas. É celebridade, sim, mas não necessariamente virtual.

Postado por Juliana Carpanez

http://colunas.g1.com.br/redacao/2007/11/30/4867/

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