Tornar-se indispensável
| 10/07/2008 - 8:10 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Reflexão |

A pessoa perspicaz prefere os que precisam dela, não os que lhe agradecem.
A esperança tem boa memória, mas o agradecimento vulgar é logo esquecido.
É um erro confiar nele.
Tira-se mais proveito da dependência do que da cortesia.
Quem já matou a sede dá as costas imediatamente à fonte: acabada a dependência, acaba a correspondência – e com ela, a estima.
A primeira lição da experiência deve ser entreter, mas não satisfazer.
Assim se conserva sempre a dependência dos demais.
No entanto, não se deve chegar ao cúmulo de calar para que os outros errem, nem de tornar o ferimento alheio incurável em proveito próprio.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.
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