Câncer de pele avança entre idosos
| 24/11/2008 - 15:32 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Educação, Gerontologia |
O câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, tornou-se um problema geriátrico, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. De acordo com a entidade, há cada vez mais uma concentração de casos de câncer não melanoma entre pessoas próximas dos 70 anos de idade, causada pelo avanço da expectativa de vida da população e, conseqüentemente, da exposição ao sol sem proteção ao longo dos anos. O câncer não melanoma é uma versão menos agressiva da doença, potencialmente curável, mas é o mais comum no País e pode deixar cicatrizes em razão da necessidade de remover as lesões na pele para tratamento.
Os cânceres desse tipo ocorrem geralmente após os 50 anos de idade, mas, segundo a entidade, em sua última campanha de prevenção foram detectados 2.865 casos de câncer não melanoma, concentrados principalmente na faixa etária próxima dos 70 anos. Dados do Registro de Câncer de Base Populacional – sistema de informação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) que coleta dados de centros de tratamento de 20 cidades brasileiras – também apontam concentração de casos entre pessoas acima dos 70 anos. Em 2004, último ano com informações disponíveis, dos 206 novos casos informados por duas cidades, mais de 50% eram entre pessoas com mais de 70 anos.
Já em 2003, 39% dos casos ocorreram entre pessoas a partir de 70 anos. No entanto, mais cidades tinham abastecido o sistema – quatro municípios -, o que impede comparações com 2004. O Inca prevê que neste ano ocorram 120.930 novos casos de câncer de pele no País, 115.010 deles de cânceres não melanoma.
“Esse acúmulo na faixa etária é um fato que se observa e tem relação com a longevidade, mas também com as opções de lazer. Muitos idosos que podem saem das cidades, preferem morar na praia, o que também aumenta a exposição ao sol”, explica a dermatologista Selma Cernea, uma das coordenadoras da campanha anual de prevenção contra a doença que a Sociedade de Dermatologia realiza. O fato de idosos terem muitas vezes dificuldade para perceber os primeiros sinais da doença faz com que muitos casos recebam assistência só quando as lesões já estão muito grandes e exigem a retirada de quantidades maiores do tecido, explica a dermatologista. De acordo com Selma, problemas de visão, a falta de costume em examinar a própria pele e mesmo as manchas senis costumam ser obstáculo para a detecção precoce.
“Outra questão é que o filtro solar é caro, ainda é vendido na categoria de cosmético, o que também dificulta a prevenção. Mas é importante dizer que não é só filtro a proteção, é também roupa, chapéu e sombrinha ou guarda-chuva”, continua. “Muitas vezes nós nos habituamos as coisas ruins, a uma mancha, uma ferida que não cicatriza”, afirma Carlos Eduardo Alves dos Santos, chefe do serviço de dermatologia do Inca. Ele destaca, no entanto, que ainda grande parte dos casos ocorre em pessoas entre 40 e 50 anos e que a prevenção é para todos.
TOLERÂNCIA AO SOL
Segundo Selma, algumas pessoas têm o câncer várias vezes não porque haja metástases, mas por terem ultrapassado o grau de tolerância da pele à exposição solar. É como se tivessem acionado um gatilho para a doença, explica. Atualmente é possível remover lesões não só por cirurgia mas, em alguns casos, também por meio de cremes e terapia com luz, além de crioterapia, destaca ainda a médica. A Sociedade de Dermatologia realiza no próximo dia 8 de novembro uma campanha nacional de prevenção ao câncer de pele em todo o País. Cerca de 1.500 dermatologistas farão atendimentos gratuitos em 174 postos e casos de diagnóstico positivo para câncer serão imediatamente encaminhados para tratamento, sem custo.
Sábado, 18 de Outubro de 2008
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081018/not_imp262062,0.php
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ana cristina dá seu palpite,
dezembro 29, 2008 @ 19:56
estou estudando sobre câncer de pele ,por que estou fazendo o meu t.c.c., sobre este assunto.
minha avó tem e ja fez cirurgia duas vezes, ela tem cicatrizes enormes no rosto.
obrigada
Wanda Patrocinio dá seu palpite,
janeiro 5, 2009 @ 7:29
Bom dia Ana Cristina!
Obrigada pelo seu comentário!
Se precisar de outras informações, estamos à disposição!
Grande abraço,
Wanda.