Atitudes em relação à velhice

13/12/2008 - 15:26 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Atitudes são predisposições aprendidas e relativamente estáveis para responder ante um objeto e compreendem três componentes: cognitivo, emocional e tendência à ação. O componente cognitivo inclui as crenças avaliativas sobre um dado objeto e, em parte, refletem normas sociais. O componente emocional refere-se aos sentimentos experimentados pelo indivíduo em relação ao objeto. Tendência à ação significa a disposição do indivíduo a entrar em interação com o objeto.

Os principais indicadores das atitudes são:

- Auto-relatos sobre crenças, sentimentos e ações.

- Realização de ações observáveis, de natureza verbal e verbal-motora em relação ao objeto.

- Reações a estímulos parcialmente estruturados ou a símbolos.

- Reações emocionais ao objeto ou suas representações.

Atitudes preconceituosas contra idosos têm uma antiga trajetória nas sociedades e consistem em atribuir aos idosos um conjunto de traços e características indesejáveis e utilizar esse critério para tomar decisões sobre como lidar com eles. As explicações para a origem desse processo incluem razões psicológicas (Ex.: rejeição da velhice porque ela está associada à doença, à morte e à dependência, realidades essas temidas pelas pessoas) e econômicas (Ex.: justificar a restrição de oportunidades sociais para os idosos, quando na verdade eles são discriminados porque são improdutivos).

Qualquer que seja a explicação, é importante entender que os gerontólogos sociais classicamente assumiram que as atitudes preconceituosas em relação à velhice determinam políticas e práticas sociais discriminatórias, segregadoras, rejeitadoras ou paternalistas oferecidas pela sociedade aos idosos. Por essa ótica, são os preconceitos que fazem com que os mais velhos sejam mais sujeitos ao desemprego, tendam a receber menores salários e a ter menos oportunidades de treinamento. Pelo mesmo motivo, são negados a eles recursos terapêuticos. Finalmente, nos asilos e na família, a vitimização dos idosos contribui para que lhes seja oferecido um tratamento superprotetor que lhe tolhe a autonomia e a independência.

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 13-14

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