Autonomia, independência e dependência

29/12/2008 - 8:05 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 O cerne do conceito de autonomia é a noção e o exercício do autogoverno. O conceito inclui também os seguintes elementos: liberdade individual, privacidade, livre-escolha, autogoverno, autoregulação e independência moral (Collopy, 1988, apud Kane 1991), liberdade para experienciar o self e harmonia com os próprios sentimentos e necessidades (Gruen 1986, apud Hooyman & Kyak, 1996)

O aspecto central do conceito de independência é a capacidade funcional que, em sua expressão máxima, significa poder sobreviver sem ajuda para as atividades instrumentais de vida diária e de autocuidado. A restrição da capacidade funcional é também conhecida como desamparo prático. A independência não é condição necessária para a autonomia, embora seja uma condição frequentemente presente em pessoas capazes de decidirem por si.

Na literatura gerontológica, a dependência é definida como a incapacidade de a pessoa funcionar satisfatoriamente sem ajuda, quer devido a limitações físico-funcionais, quer devido a limitações cognitivas (Catanach & Tebes, 1991), quer à combinação entre essas duas condições.

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 23

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