Quedas

30/01/2009 - 16:26 Por:

Categoria(s): Gerontologia

 É o deslocamento não-intencional do corpo para um nível inferior a posição inicial com incapacidade de correção em tempo hábil, determinada por circunstâncias multifatoriais comprometendo a estabilidade. Considerada um evento sentinela na vida do idoso e um marcador potencial do início de um importante declínio da função ou um sintoma de uma nova doença. Por exemplo: – Criança: cai durante seu desenvolvimento motor normal; – Adultos: cai durante atividades desafiadoras; – Idoso: cai por perda funcional e um enfraquecimento no seu estado de saúde (sinal de vulnerabilidade e debilidade física).

Epidemiologia

No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano, sendo que a freqüência é maior entre as mulheres. Em relação a idade, a freqüência de quedas ocorre: – entre 65 a 74 anos: freqüência de 32%; – entre 75 a 84 anos: freqüência de 35%; – 85 anos: a freqüência aumenta para 51%. Idosos de 75 a 84 anos que necessitam de ajuda nas atividades de vida diária tem uma probabilidade de cair 14 vezes maior que pessoas da mesma idade independentes. Mais de 2/3 daqueles que tem uma queda cairão novamente nos 6 meses subseqüentes.

Incidência de Óbito

As quedas tem relação causal com 12% de todos os óbitos na população geriátrica. São responsáveis por 70% das mortes acidentais em pessoas com 75 anos ou mais. Constituem a 6ª causa de óbito em pacientes com mais de 65 anos. Idosos hospitalizados em decorrência de uma queda apresentam o risco de morte no ano seguinte a hospitalização entre 15 a 50%.

Consequências das Quedas

Como consequência das quedas, o paciente pode apresentar: – Fraturas = 5%; – Ferimentos importantes = 5% a 10%; – Quedas de baixo impacto e alto impacto; – Impacto psicológico = naqueles que já caíram; – Medo de cair naquelas que nunca caíram; – Patologia = Fobia de quedas em idosos; – Maior risco de lesão naqueles indivíduos que caem longe de suas residências = indivíduos mais ativos.

Fatores de Risco Intrínsecos

Alterações Fisiológicas do processo de envelhecimento que podem originar quedas são: – Diminuição da visão; – Diminuição da audição; – Distúrbios vestibulares; – Distúrbios proprioceptivos (neuropatia periférica – patologias degenerativas da coluna cervical); – Aumento do tempo de reação a situações de perigo; – Distúrbios músculo-esqueléticos: degeneração articulares e fraqueza muscular; – Sedentarismo; – Deformidade dos pés.

Patologias Específicas

Algumas patologias podem ser consideradas responsáveis pela queda, como:

Cardiovasculares: – Hipotensão postural; – Crise hipertensiva; – Arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca; – Doença coronariana.

Neurológicas: – Hematoma subdural; – Demência; – Neuropatia periférica; – AVC e sequela de AVC; – Parkinsonismo; – Labirintopatia; – Epilepsia.

Endocrino-metabólicas: – Hipo e hiperglicemia; – Hipo e hipertiroidismo; – Distúrbios hidroeletrolícos.

Miscelâmia: – Distúrbios psiquiátricos; – Anemia (sangramento digestivo oculto); – Hipotermia; – Infecções graves.

Fatores de Risco Extrínsecos

Mais de 70% das quedas ocorrem em casa sendo que as pessoas que vivem sozinhas apresentam risco maior. Alguns dos fatores ambientais que influenciam na queda são: – Iluminação inadequada; – Superfícies escorregadias; – Tapetes soltos ou com dobras; – Degraus altos ou estreitos; – Obstáculos no caminho; – Ausência de corrimão em corredores e banheiros; – Prateleiras excessivamente baixas ou altas; – Calçados inadequados e/ou patologia dos pés; – Maus tratos; – Roupas excessivamente compridas; – Vias públicas mal conservadas.

Prevenção

1. Orientar sobre o risco de quedas e suas consequências; 2. Avaliação geriátrica global: função cognitiva + humor + condição econômica; 3. Racionalização da prescrição e correção de doses; 4. Redução de ingestão de bebidas alcoólicas; 5. Fisioterapia e exercícios físicos; 6. Terapia Ocupacional; 7. Correção de fatores de risco ambientais.

Fonte: http://www.idosos.com.br/doencasquedas.htm

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