Depressão em idosos (Parte 1/3)
| 17/02/2009 - 11:26 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Gerontologia |
“A velhice é um triste inventário de perdas e limitações” – Em seu dia-a-dia, o idoso está em uma situação de perdas continuadas. A diminuição do suporte sócio-familiar, a perda do status ocupacional e econômico, o declínio físico continuado, a maior frequência de doenças físicas e a incapacidade pragmática crescente compõem o elenco de perdas suficientes para um expressivo rebaixamento do humor. Também do ponto de vista biológico, na idade avançada é mais frequente o aparecimento de fenômenos degenerativos ou doenças físicas capazes de produzir sintomatologia depressiva. Ocorre a diminuição da: visão, audição, força e a precisão manuais, robustez e a flexibilidade, rapidez na execução de tarefas, memória, imaginação, criatividade, adaptação, atenção, energia, iniciativa e sociabilidade. É através dessa percepção da nova realidade que a saúde mental é afetada (saúde mental pode ser entendida como o equilíbrio psíquico que resulta da interação da pessoa com a realidade). Essa realidade é o meio circundante que permite à pessoa desenvolver suas potencialidades humanas e, normalmente, essas potencialidades estão estreitamente associadas à satisfação das necessidades humanas.
Dificuldades do Diagnóstico
A pessoa que sofre com a depressão, algumas vezes, tem dificuldade em se reconhecer doente e não procura um tratamento. A religiosidade exerce influência: algumas pessoas consideram a doença como castigo. Na cultura de hoje, se criou à idéia que o homem está “proibido” de ficar doente (a depressão acomete tanto homens quanto mulheres). Todos esses fatos atrasam e dificultam o diagnóstico, podendo se agravar a doença. Em relação à classe médica há uma dificuldade em se reconhecer a doença precocemente, consideram os sintomas como decorrente da própria condição clínica e por não ter provas laboratoriais (é um diagnóstico clínico).
Critérios para Episódio Depressivo Maior
Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estivessem presentes durante o mesmo período de 2 semanas e representam uma alteração a partir do funcionamento anterior; pelo menos um dos sintomas é 1.) humor deprimido ou 2.) perda do interesse ou prazer.
1. Humor depressivo durante a maior parte do dia, indicado por relato subjetivo ou observação de terceiros;
2. Diminuição importante do interesse ou prazer em todas, ou quase todas, as atividades;
3. Perda ou ganho de peso significativos, ou aumento ou diminuição do apetite;
4. Insônia ou aumento do sono;
5. Fadiga ou perda de energia, agitação ou retardo psicomotor, observado necessariamente por terceiros;
6. Sentimentos de menos-valia ou culpa excessiva e inapropriada;
7. Diminuição da capacidade de concentração ou indecisão;
8. Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida;
Os sintomas devem causar sofrimento significativo ou prejuízo ocupacional, social ou em outras áreas importantes de funcionamento. Não devem ser causados por uso de substâncias, nem por uma condição médica.
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MIRIAM VASCONCELOS dá seu palpite,
novembro 1, 2011 @ 15:22
MUITO BOM.
Wanda Patrocinio dá seu palpite,
janeiro 28, 2012 @ 19:51
Boa noite Miriam!
Obrigada,
Wanda.