Arquivo de março, 2009

Oficialmente Velho

28/03/2009 - 8:10 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Poesia, Reflexão

Por Leonardo Boff (9/12/2008)

Neste mês de dezembro completo 70 anos. Pelas condições brasileiras, me torno oficialmente velho.
Isso não significa que estou próximo da morte, porque esta pode ocorrer já no primeiro momento da vida. Mas é uma outra etapa da vida, a derradeira.
Esta possui uma dimensão biológica, pois irrefreavelmente o capital vital se esgota, nos debilitamos, perdemos o vigor dos sentidos e nos despedimos lentamente de todas as coisas. De fato, ficamos mais esquecidos, quem sabe, impacientes e sensíveis a gestos de bondade que nos levam facilmente às lágrimas.

Mas há um outro lado, mais instigante. A velhice é a última etapa do crescimento humano.
Nós nascemos inteiros. Mas nunca estamos prontos.
Temos que completar nosso nascimento ao construir a existência, ao abrir caminhos, ao superar dificuldades e ao moldar o nosso destino. Estamos sempre em gênese.
Começamos a nascer, vamos nascendo em prestações ao longo da vida até acabar de nascer. Então entramos no silêncio.
E morremos.

A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo:
“na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homem interior” (2Cor 4,16).
A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior?
É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face.
Ela é pessoalíssima e se esconde atrás de muitas máscaras que a vida nos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis. Eu, por exemplo, fui franciscano, padre, agora leigo, teólogo, filósofo, professor, conferencista, escritor, editor, redator de algumas revistas, inquirido pelas autoridades doutrinais do Vaticano, submetido ao “silêncio obsequioso” e outros papéis mais.
Mas há um momento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Então deixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos:
Afinal, quem sou eu? Que sonhos me movem?
Que anjos me habitam? Que demônios me atormentam?
Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério?
Na medida em que tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem à lume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva;
perde-se para dentro do Inefável.
Este é o desafio para a etapa da velhice. Então nos damos conta de que precisaríamos muitos anos de velhice para encontrar a palavra essencial que nos defina.
Surpresos, descobrimos que não vivemos porque simplesmente não morremos, mas vivemos para pensar, meditar, rasgar novos horizontes e criar sentidos de vida. Especialmente para tentar fazer uma síntese final, integrando as sombras, realimentando os sonhos que nos sustentaram por toda uma vida, reconciliando-nos com os fracassos e buscando sabedoria. É ilusão pensar que esta vem com a velhice.
Ela vem do espírito com o qual vivenciamos a velhice como a etapa final do crescimento e de nosso verdadeiro Natal. Por fim, importa preparar o grande Encontro.
A vida não é estruturada para terminar na morte, mas para se transfigurar através da morte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidade e encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia.
Aí saberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome. Nutro o mesmo sentimento que o sábio do Antigo Testamento:
“contemplo os dias passados e tenho os olhos voltados para a eternidade”.
Por fim, alimento dois sonhos, sonhos de um jovem ancião:
o primeiro é escrever um livro só para Deus, se possível com o próprio sangue;
e o segundo, impossível, mas bem expresso por Herzer, menina de rua e poetisa:
“eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver”.

Mas como isso é irrealizável, só me resta aprender na escola de Deus.
Parafraseando Camões, completo:
Mais vivera se não fora, para tão longo ideal, tão curta a vida.

 

 

Veja Também:
Velho, Idoso, Terceira Idade, o quê é?
Envelhecer: cultura e vida.
Velhice e Diferenças na vida contemporânea
Alegria e vitalidade, não importa a idade: ficando melhor, não apenas mais velho!
Gerontologia social para leigos
O “velho” como contador de história: um benefício para todos
Oração para ser um velho legal
O segredo da longevidade dos atletas está na mente
Autoliderança uma joranda espiritual
Conversando com Nara Costa Rodrigues sobre Gerontologia Social

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Rir e cantar, remédios para o coração

27/03/2009 - 8:05 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

Música faz bem para alma, agora sabemos que para o coração e artérias também. Pesquisadores da Universidade de Maryland, em Baltimore estudaram o efeito da música sobre a dilatação das artérias. O estudo científico avaliou o impacto da música sobre o endotélio, parte mais interna da parede das artérias. O endotélio mais do que o revestimento das artérias faz parte da regulação do diâmetro dos vasos.

Os especialistas queriam determinar o efeito das emoções positivas sobre as artérias. Uma dezena de participantes saudáveis e não-fumantes, com uma média de idade de 36 anos, puderam selecionar 30 minutos de música que gostavam e os deixavam relaxados. Para que o resultado fosse o melhor possível todos ficaram duas semanas sem escutar as músicas da seleção. Para comparação, também foram indicadas quais músicas os deixavam ansiosos.

Um teste mediu a dilatação da artéria braquial por meio de ultra-som em repouso após 30 minutos de estímulos — músicas relaxantes, mais agitadas e um videoclipe divertido. As artérias se dilatavam com as músicas agradáveis e com as risadas do vídeo. Por outro lado, as músicas mais agitadas geravam ansiedade e o estreitamento das paredes das artérias.

Pesquisas como essas demonstram o que era observado. O cérebro, por meio das emoções, participa da regulação da pressão arterial e o estresse não pode ser negligenciado no tratamento dessas doenças.

Fonte: G1

* Educadora Física e Colaboradora / Parceira da GeroVida

Veja Também:
Uso de remédios e velhice 1
Um só coração
Sexo faz bem ao coração
Uso de remédios e velhice 2
Hipertensão
Felicidade é o melhor remédio
As doenças e o sexo
Plantas que curam… e que matam (Parte 2/2)
Dinheiro e Aposentadoria
Doenças do coração

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Cuidado com a antipatia

26/03/2009 - 8:00 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

Muitas vezes odiamos alguém gratuitamente, antes mesmo de conhecer suas supostas qualidades.

Às vezes esta aversão se volta contra os homens eminentes.

A sabedoria deve corrigi-la, pois não há pior descrédito que odiar as melhores pessoas.

Assim como é admirável ter simpatia pelos heróis, é uma vergonha tratá-los com antipatia.

Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

Veja Também:
O cuidado
Cuidado para que as coisas saiam bem
Começar com cuidado
O Autocuidado
O cuidador e a família
Cuidado / Cuidador familiar
Dar às coisas seu devido valor
O cuidador e a pessoa cuidada
Academias de ginástica adotam cuidados contra a nova gripe
Condição elegante

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Diabetes

25/03/2009 - 19:15 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

O Diabetes Mellitus é uma doença, que não tem cura, mas pode ser controlada. Aparece quando a insulina (hormônio responsável pelo transporte de glicose) para de ser produzida ou é produzida em pequenas quantidades pelo pâncreas. Com isso, há um aumento de açúcar (glicose) no sangue. Pode ser classificado em quatro subclasses:

- Tipo 1: ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Sem a produção de insulina, o nosso organismo não consegue absorver a glicose do sangue, as células ficam sem energia (sem a glicose), por isso as células passam a se alimentar de gordura. Os pacientes precisam injetar insulina para compor sua falta no organismo. Desenvolve-se na maioria dos casos em crianças e adolescentes, representando um total de 10%;

- Tipo 2: nesse caso a insulina é produzida, mas as células são incapazes de aproveitarem a insulina. Geralmente se desenvolve em pessoas acima dos 40 anos, e a ocorrência aumenta com o avanço da idade e em pessoas obesas. Esse tipo de diabetes pode não apresentar sintomas;
- Tipos associados a doenças ou síndromes específicas;

- Diabetes gestacional.

Tipo 2

O diabetes tipo 2 é responsável por cerca de 90% dos casos da doença, sendo uma das 10 principais causas de morte no mundo. Ao contrário do que vem ocorrendo com a hipertensão arterial e as doenças cardiovasculares, sua incidência está aumentando, principalmente nos países em desenvolvimento, como consequência das mudanças nos padrões nutricionais, que levam, especialmente, ao aumento da prevalência do sobrepeso e da obesidade. Em 1998, em estudo baseado em estruturas populacionais e prevalências de diabetes obtidas em vários países do mundo, inclusive o Brasil, estimou-se que entre 1995 e 2025 haverá um aumento de 35% no número de casos existentes de diabetes nas pessoas com 20 ou mais anos de idade. As prevalências, apesar de maiores nos países desenvolvidos, crescerão mais nos países em desenvolvimento, em que podem chegar a 48%. Devido à tendência do aumento do diabetes com a idade, os países em desenvolvimento, que experimentam um processo de envelhecimento acelerado de sua população, também arcarão com os maiores contingentes populacionais de diabéticos. O Brasil, com população estimada em 4,9 milhões de adultos diabéticos, em 1995, terá cerca de 11,6 milhões deles em 2025. No final da década de 80, estimou-se em cerca de 8% a prevalência do diabetes em adultos (30-69 anos) residentes em nove capitais brasileiras. Na América Latina, a doença tem crescido entre as faixas etárias mais jovens, com impacto significativo sobre a qualidade de vida e a carga global de doenças.

Fatores de Risco

- Parentes com diabetes;

-Ter mais de 40 anos;

- Excesso de peso;

-Ter uma vida sedentária;

- Ser hipertenso.

Sintomas

- Cansaço;

- Muita sede;

- Boca seca;

- Urina em excesso;

- Muita fome;

- Perda rápida de peso;

- Visão embaraçada.

Reduzir o Risco

Para reduzir o risco de desenvolver diabetes, é essencial criar hábitos saudáveis, tais como:

- Controle da glicemia;

- Manter uma dieta equilibrada: se alimentar de modo saudável.

- Controlar a pressão arterial;

- Parar de fumar;

- Fazer exercícios físicos;

- Nunca abandone o tratamento; siga corretamente as orientações médicas.

Fonte: http://www.idosos.com.br/doencasdiabete.htm

Veja Também:
Suco para diabetes
Idosos precisam tomar mais sol
Diabetes (Parte ½)
Diabéticos em ação!
Diabetes (Parte 2/2)
Personal trainer para idosos
Atividade física e o controle glicêmico
Musculação deixa idoso mais longe da diabetes
Suco para gastrite
Felicidade é o melhor remédio

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Educação continuada / educação permanente

25/03/2009 - 19:02 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Num sentido amplo, educação permanente é sinônimo de culturalização ou de sociabilização, significados que correspondem à ideia de que o ser humano é programado pela cultura e se desenvolve em sociedade. Esse termo também é entendido como educação de adultos, como um conjunto de atividades que tem por objetivo capacitar os indivíduos após o período escolar, ou ainda, como um princípio pedagógico por meio do qual indica-se que o processo educativo é contínuo e que ocorre ao longo da vida dos indivíduos, em todas suas circunstâncias (Giubilei, 1993).

Delors (1996) entende a educação como uma experiência global que se desenvolve ao longo de toda a vida, desde a infância até a velhice. Por esse ângulo, a educação permanente representa para o ser humano uma construção contínua dos seus conhecimentos e aptidões e da sua capacidade de discernir e agir, permitindo-lhe tomar consciência de si próprio e do ambiente que o rodeia, bem como desempenhar sua função social no mundo.

Na área gerontológica, a educação permanente encontra sua expressão mais clara no envolvimento dos idosos com iniciativas educacionais voltadas para a ampliação de informações (por exemplo: leitura e escrita, línguas estrangeiras, informática, saúde), a atualização e o aprimoramento cultural (por exemplo: turismo, artes, filosofia e psicologia), a valorização social (por exemplo: programas de convivência com as gerações mais jovens em que os idosos são convidados a oferecer seus conhecimentos especializados), o convívio com os iguais e os investimentos no desenvolvimento da cidadania. A educação continuada é exemplificada pelo investimento de profissionais de diferentes áreas do conhecimento no aprimoramento de informações e de habilidades para lidar com a velhice e com os idosos em diferentes contextos, tais como o educacional, o social, o legal e o da saúde.

Reprodução parcial do texto escrito por Mônica de Ávila Todaro

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 63-67

Veja Também:
Educação Não-formal e velhice
Educação Consciente: situaçoes e soluções para formação educacional de seus filhos
Psicologia e Educação: revendo contribuições
Alfabetização Ecológica – A Educação das Crianças para um Mundo Sustentável
Educação Infantil: para quê, para quem e por quê?
Educação para o futuro: psicanálise e educação
A educação como cultura
Educação e Trabalho: políticas públicas e a formação para o trabalho
O sentido dos sentidos: a educação (do) sensível
Comportamento de pessoas acima de 50 anos para um envelhecimento saudável e ativo

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Argila terapêutica para problemas de pele

25/03/2009 - 17:37 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Terapias Alternativas

Não há coisa melhor que argila no tratamento de queimaduras. É muito rápido e não deixa marcas e cicatrizes, se houver um atendimento imediato. Tendo argila pronta, em casa, evita-se muito sofrimento nessas emergências. As aplicações são frias e trocadas assim que se esquentam, pois perdem a ação à medida que se aquecem, ou se o paciente estiver com dor.

Os seguintes ingredientes misturados à argila ajudam no processo: mel puro, óleo de oliva, cenoura, babosa, beldroega ou batata ralada. Os cataplasmas devem ser espessos; cubra antes a região com gaze, que não precisa ser retirada nas trocas de curativo.

Se a queimadura estiver profunda e pedaços de vestes ficarem aderidos, pode deixá-los. Não tente retirá-los, desde que haja bastantes pontos livres de queimadura, para se colocar o barro diretamente. Coloca-se o barro em cima dos panos aderidos. Durante o tratamento, eles sairão sozinhos. A argila absorve os elementos estranhos que ficaram na queimadura, e evita qualquer infecção; elimina as células destruídas e favorece o renascimento de outras, sadias.

Enquanto não aparecem tecidos novos, continua-se tratando noite e dia. Depois, diminuir o ritmo para duas horas de aplicação. Quando o ferimento estiver quase reconstituído, pode-se passar para umas quatro aplicações diárias. Enquanto não sarar, não se interrompe o tratamento.

Se a parte queimada for pés e mãos, pode-se mergulhá-las em um balde contendo barro em pasta bem mole e ficar por uma hora. Repetir outras vezes esse banho. Se todo o corpo for afetado, outra alternativa é colocá-lo num grande recipiente com lama mole. Em todos os casos, beber muita água para evitar desidratação. Queimaduras por eletricidade recebem o mesmo tratamento.

Do livro “Argila, Um santo remédio e outros tratamentos compatíveis”, de Iracela Cassimiro Peretto, Paulinas, SP, 1999. pág. 79-80.

Caro leitor, nosso blog se preocupa com a saúde e o bem estar de todas as pessoas. Desenvolvemos um trabalho na área de terapias complementares, porém gostaríamos de salientar que qualquer tratamento aqui sugerido não dispensa uma orientação médica ou qualquer orientação na área que você esteja precisando. Isto significa que os tratamentos com argila terapêutica e outros devem complementar o tratamento já realizado, mantendo sempre o acompanhamento médico. Além disto, sugerimos que aquelas pessoas que já estão em tratamento e que resolvam usar algum tratamento complementar, que comuniquem o profissional que acompanha seu caso.  
Atenciosamente,
Equipe GeroVida.

Veja Também:
Doenças da pele (Parte 2/2)
Argila terapêutica e o equilíbrio da temperatura
Eczema
Formas de aplicação da argila terapêutica
Carrapatos
Argila Terapêutica – Uso Interno
Assaduras ou brotoejas
Erisipela
Doenças da pele (Parte 1/2)
Vitiligo

Comments (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo

Depressão e estresse

25/03/2009 - 16:23 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

A depressão e o estresse são dois problemas de saúde presentes no cotidiano moderno. Ambos são vilões silenciosos, mas que despertam grandes vulnerabilidades à saúde e ao bem estar. Socialmente, interferem no rendimento profissional e pessoal prejudicando relacionamentos e, fisiologicamente, podem gerar doenças graves.

Um exemplo da gravidade da depressão são os números revelado por um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no Archives of Internal Medicine. Ao comparar 89 mulheres deprimidas com 44 sadias, com idades entre 21 e 45 anos, os cientistas concluíram que 17% das deprimidas apresentavam o osso da bacia mais fino. Apenas 2% das que não sofriam de depressão, foram diagnosticadas com a deficiência óssea.

“Isso significa que as disfunções do organismo por falta de nutrientes ou a má absorção destes componentes essenciais ao bom funcionamento, geram não só um problema, mas vários”, afirma o Dr. Marcos Natividade. “Tanto a depressão quanto o estresse são formas de o organismo dizer que ele está funcionando de maneira errada e apresenta alguma disfunção. Se esta disfunção for corrigida, o paciente estará se prevenindo contra outras complicações”.

Já o estresse é um grande responsável por doenças cardiovasculares. Em 2007, cientistas da University College London estudaram 34 homens que sofreram ataques do coração ou dores agudas no peito causadas por estresse. Eles afirmam terem encontrado pistas importantes sobre como esse distúrbio pode provocar ataques cardíacos em indivíduos fragilizados. A pesquisa concluiu que o estresse pode elevar a pressão sanguínea por um período de longa duração causando a liberação de altos níveis de plaquetas formadoras de coágulo, resultando em ataques do coração.

“A depressão, por exemplo, pode levar ao suicídio, enquanto o estresse já é considerado como a grande causa de mortes por doenças do coração, como os ataques cardíacos”, explica o professor e médico ortomolecular Dr. Marcos Natividade. “Com o tratamento ortomolecular, o organismo estará equilibrado e trataremos não só a depressão ou o estresse, mas as doenças que um organismo em mau funcionamento pode adquirir”.

A ausência de nutrientes no organismo pode torná-lo desequilibrado e o mau funcionamento gera disfunções. A falta de substâncias essenciais se apresenta de quatro modos diferentes: 1) estresse quando a pessoa queima muitos nutrientes; 2) alimentação inadequada – o indivíduo só come doces, chocolates, sanduíches, e não busca os nutrientes corretos que estão no peixe, legumes, verduras; 3) falta de nutrientes adequados nos alimentos; e 4) má absorção dos nutrientes, o que é muito comum.

Segundo o Dr. Marcos Natividade, pacientes depressivos e estressados sofrem de deficiências nutricionais que podem ser de vitaminas, aminoácidos ou minerais. O médico também afirma que os tratamentos tradicionais buscarão encontrar em medicamentos, como antidepressivos, a cura para um fator, mas poderá desencadear problemas em outros órgãos.

Sentir Bem (12/09/2008)

* Educadora Física e Colaboradora / Parceira da GeroVida

Veja Também:
Estresse
Depressão
Yoga auxilia no combate a depressão e ansiedade
Depressão em idosos (Parte 3/3)
Dificuldade na memória: como enfrentá-la?
Lesões
Felicidade é o melhor remédio
Tensão Emocional
Equilíbrio Hormonal e Qualidade De Vida: estresse, bem-estar, alimentaçao e envelhecimento
Suco para depressão

Comments (4)     Indique esse artigo Indique esse artigo

Sentir e expressar-se

25/03/2009 - 16:05 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

Querer ir contra a corrente não desfaz os enganos e é perigoso.

Somente Sócrates podia fazê-lo.

Discordar é considerado uma ofensa porque significa condenar a opinião alheia.

Os contrariados se multiplicam tanto em consideração àquele que foi criticado quanto àqueles que o aplaudiam.

A verdade é de poucos, mas o engano é tão comum quanto vulgar.

Não se conhece o sábio pelo que fala em público, pois não o faz com sua voz, mas com a da tolice comum, por mais que discorde dela interiormente.

A pessoa sensata foge de ser desmentida e de contradizer os outros: rápida na censura, é lenta para torná-la pública.

O sentir é livre, não se pode nem se deve violentá-lo.

O homem prudente refugia-se no silêncio e se mostra a poucos e sábios.

Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

Veja Também:
Alterações que podem ser encontradas na comunicação com idosos
Umas tantas palavras
Todo dia é menos um dia
Vida Simples (Parte 4)
Nosso dia depende de nós…
A arte de se cuidar
Vestuário para idosos dependentes
AFETO, o melhor tônico
Yoga para nervosos
Como ajudar na comunicação com idosos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Sonhos e lutas dos mapuches do Chile (Parte 3/3)

25/03/2009 - 15:48 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Sugestão de leituras

A pesquisadora admite que os outros movimentos indígenas nas Américas e o próprio processo de globalização – que tem acirrado as diferenças e feito com que muitos povos subjugados ganhem visibilidade – contribuíram para um olhar mais respeitoso aos mapuche por parte de muitos cidadãos chilenos. “Mas no país ainda prevalece o discurso da unidade na igualdade: que o indígena é mais um chileno. É importante que o mapuche seja identificado como outro e não como igual. Essa alteridade – uma relação em que mapuche e chilenos reconheçam a diversidade – é fundamental para tornar a interlocução possível”, observa a autora de Sonhos e lutas dos mapuche do Chile. Nesse sentido, Elba Soto lembra a história contada pelo antropólogo José Bengoa, sobre a primeira festa da república do Chile, quando todas as damas ligadas ao poder vestiram roupas e jóias das mulheres mapuche.

“É difícil para o chileno de hoje imaginar que tínhamos roupas e comidas de qualidade e um bom estilo de vida. Tendo perdido muito da nossa cultura e riqueza, hoje somos discriminados e vistos como os pobres do país”. Também em relação ao território, a lógica dos mapuche nunca foi compreendida, na opinião de Elba Soto. As terras do seu povo não eram de uso pessoal, cabendo à comunidade decidir onde plantar e onde morar. Esta lógica ainda se manteve na reforma agrária com Allende, mas a ditadura de Pinochet acabou por dividir a terra entre as pessoas da comunidade. “Esta partilha afetou bastante a nossa maneira de pensar e se organizar”. A luta permanente inclui a ocupação de fazendas no território que era dos mapuche, em um esforço reivindicatório sem violência. Como forma de conter o movimento, as lideranças são levadas ao cárcere sob acusação de “atentado contra a segurança nacional” e lá mantidas sem julgamento, por anos. “Isso demonstra a violência com que são tratados os mapuche pelo Estado chileno, que na verdade está a serviço dos grandes empresários tidos oficialmente como os donos da terra”.

No seu livro, Elba Soto buscou uma outra forma de compreensão do que os chilenos vêem como “o problema mapuche”. “Ele permite perceber uma inter-incompreensão entre o meu povo e os chilenos. A interpretação do discurso mapuche mostra que, para nós, o mapuche não é chileno e o chileno não é mapuche. Para possibilitar o processo de mudança social dos mapuche, é preciso o seu reconhecimento pelos chilenos. Este livro oferece elementos para que isso aconteça”.

Por Luiz Sugimoto

sugimoto@reitoria.unicamp.br

Universidade Estadual de Campinas – 29 de outubro a 4 de novembro de 2007

Jornal da Unicamp

Veja Também:
Sonhos e lutas dos mapuches do Chile (Parte 1/3)
Sonhos e lutas dos mapuches do Chile (Parte 2/3)
Uma política para o bem-envelhecer (Parte 5/6)
Empregabilidade acima dos 40 anos (Parte 3/3)
Vida Simples (Parte 5)
Comportamento de pessoas acima de 50 anos para um envelhecimento saudável e ativo
Enfisema pulmonar
Monografia Passo a Passo
O Grande Barato da Vida
Ilusões do Amanhã

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Sonhos e lutas dos mapuches do Chile (Parte 2/3)

25/03/2009 - 15:45 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Sugestão de leituras

Séculos de luta – “Os mapuche não seguem a lógica das hegemonias, em que uns dominam e outros se submetem. As pessoas tendem a pensar que o mundo sempre se organizou sob esta ótica, o poder em torno das hegemonias – que hoje vivemos no sistema capitalista. Meu povo submete-se a Deus (Ngünechen), mas não a outras pessoas”, explica Elba Soto. Vem daí a capacidade de resistência dos mapuche, primeiro diante das investidas dos incas e depois dos espanhóis, durante séculos. “Sempre fomos à guerra para nos defender, nunca tentamos dominar um povo. Havendo tantos grupos diferentes na humanidade, defendemos a idéia de buscar espaços para coexistir”. No mapudungum sequer existe a palavra “chefe”. Os mapuche organizavam-se em agrupamentos de comunidades em torno do número nove – considerado poderoso – e tem os seus lonkos (que não são chefes e sim os guias).

“Nos parlamentos [negociações], a ausência de um chefe único representava uma grande dificuldade para os espanhóis, que eram obrigados a convencer muitos lonkos”. Entre guerras e parlamentos, os espanhóis avançaram por várias vezes sobre as terras do sul, chegando a fundar cidades, algumas destruídas pelos mapuche. O período mais doloroso, porém, começaria com criação da república do Chile, em 1810. “A Espanha reconhecia os mapuche como nação e, passado longo tempo de tentativas de conquista e resistência, chegou-se a estabelecer uma fronteira. Depois da independência, essa fronteira acabou”. De acordo com Elba Soto, o governo republicano procurou “chilenizar” os mapuche, incorporando-os como indivíduos a pretexto de fundar uma nação de irmãos, onde todos seriam iguais. “O conceito da unidade na igualdade era então disseminado na América Latina. Somente nos dias atuais passamos a trabalhar com o conceito da unidade na diversidade”.

A ‘pacificação’ – Os primeiros anos de república foram de calmaria, mas a partir de 1859 o governo chileno declarou uma guerra violenta, com investidas para nacionalizar seu território mapuche. Houve uma aliança entre o Chile – que acionou a campanha pela “pacificação da Araucania” – e a Argentina – com sua “guerra do deserto”. Abrindo parênteses, a autora explica que até recentemente não se falava nos mapuche em seu país, apenas em araucanos. “Arauco vem de ragko, região argilosa. Os espanhóis entenderam ragko como arauco e, desde então, nós viramos araucanos”. Segundo Elba Soto, o governo chileno incitou a pior das guerras, enviando uma laia de marginais que adquiriam a posse do gado e de outras riquezas que conseguissem tomar em território mapuche. “Estão vivas na memória do meu povo as queimadas dos cultivos e das pessoas trancadas em suas casas. Foi um aniquilamento”.

Perdida a guerra em 1881, os mapuche foram oficialmente incorporados à república do Chile e radicados em pequenos espaços distantes das terras férteis. A autora não encontrou registros da população mapuche de antes da guerra e de quantos sobreviveram. Segundo o censo de 1992, eles eram cerca de 1 milhão para um total de 15 milhões de chilenos; em 2002, eram 600 mil. Elba Soto observa, entretanto, que o povo mapuche não diminuiu. “Entre os critérios utilizados no censo, apenas quem carregasse sobrenome indígena ou tivesse nascido em comunidade indígena poderia se declarar como tal. Isso influiu para que quase metade dos mapuche acabasse identificada como de chilenos”. Mesmo depois da “pacificação da Araucania”, os mapuche nunca aceitaram a perda do seu território e da sua identidade como nação, duas questões fundamentais de uma existência inteira, assim como da cultura que persiste e, dentro dela, o mapudungum. “A autodenominação mapuche só ficou conhecida pela população chilena com as lutas do meu povo nas últimas décadas do século 20”, reitera Elba Soto.

Por Luiz Sugimoto

sugimoto@reitoria.unicamp.br

Universidade Estadual de Campinas – 29 de outubro a 4 de novembro de 2007

Jornal da Unicamp

Veja Também:
Sonhos e lutas dos mapuches do Chile (Parte 3/3)
Sonhos e lutas dos mapuches do Chile (Parte 1/3)
Uma política para o bem-envelhecer (Parte 5/6)
Empregabilidade acima dos 40 anos (Parte 3/3)
Vida Simples (Parte 5)
Comportamento de pessoas acima de 50 anos para um envelhecimento saudável e ativo
Enfisema pulmonar
Monografia Passo a Passo
O Grande Barato da Vida
Ilusões do Amanhã

Comments (2)     Indique esse artigo Indique esse artigo

Page 1 of 41234