Deficiente mental idoso

12/03/2009 - 21:08 Por:

Categoria(s): Gerontologia

De acordo com dados do censo populacional de 2000, que adotou os critérios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial de Saúde, 14,48% da população brasileira é formada por portadores de algum tipo de deficiência, sendo da ordem de 1,67% da população os portadores de deficiência mental. Na população idosa, esse percentual é de 3,94%, levando a supor que medidas sociais e de saúde postas em práticas nas últimas décadas foram significativas na prevenção da deficiência mental. O Censo 2000 mostra também que a população idosa deficiente mental segue os mesmos padrões da população idosa brasileira quanto à prevalência de mulheres e a de residência em área urbana. Aponta ainda 17,55% desses idosos estão trabalhando, que em sua grande maioria são homens e que 49% deles conta com renda de até um salário mínimo mensal. Cerca de 81% desses indivíduos vivem na zona urbana; 54% são brancos, 7,5% negros e 38% pardos; 17,5% têm ocupação e informaram ter rendimentos. A grande maioria provavelmente mora, depende e é cuidada pela família.

Para a American Association of Mental Retardation (AAMR), deficiência mental é uma incapacidade caracterizada por significativas e concorrentes limitações ao funcionamento intelectual e ao comportamento adaptativo, que são expressas nas áreas conceitual, social e prática.

A promoção do envelhecimento saudável para o deficiente mental implica a adequação dos serviços de saúde, visando à manutenção da sua funcionalidade, o estímulo a prática de exercícios físicos, a orientação nutricional, o controle de comportamentos de risco e a atenção ao envelhecimento feminino. A preocupação das famílias quanto ao futuro do deficiente mental deve ser compreendida, orientando-as quanto a decisões financeiras, legais e as de moradia. Deve ser estimulada a expansão da rede de cuidados, envolvendo irmãos, parentes e vizinhos, como recurso para adiar ou evitar a institucionalização do idoso deficiente mental. Para a inclusão social do deficiente mental idoso, recomenda-se sua participação em atividades de lazer em espaços comunitários e ressalta-se que as famílias devem estimular a autodeterminação. Chama-se atenção para a importância da formação de recursos humanos, da realização de pesquisas e para a difusão de informações sobre o envelhecimento da pessoa deficiente mental e suas demandas de cuidado.

Reprodução parcial do texto escrito por Maria Eliane Catunda de Siqueira e Anita Liberalesso Neri

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 54-58

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