Estudo: Atividade física e doença arterial coronariana

12/03/2009 - 18:42 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

Atividade física nas horas livres diminui risco de pacientes com doença arterial coronariana crônica estável.

Estudo publicado no American Journal of Cardiology concluiu que a atividade física nas horas de lazer prediz, de maneira independente, a sobrevida em longo prazo em homens e mulheres com doença arterial coronariana (CHD) crônica estável. Os resultados apresentados mostram que a mortalidade cardiovascular e por todas as causas em longo prazo aumentou progressivamente dos indivíduos mais ativos para os menos ativos, com os pacientes sedentários apresentando um aumento de 1,6 na mortalidade para ambos os desfechos.

De acordo com o artigo, publicado na edição de agosto da revista científica, a atividade física em horas de lazer foi avaliada utilizando-se um questionário auto-administrável e categorizado com uma escala de 4 níveis (sedentário, leve, moderado e vigoroso) em 14.021 de 24.958 indivíduos do Coronary Artery Surgery Study Registry, com cateterismo cardíaco comprovado ou suspeita, feito entre 1974 e 1979. Além disso, o estudo levou em consideração um acompanhamento mediano em longo prazo dos pacientes de 14,7 anos e avaliou os desfechos clínicos de acordo com o nível de atividade física, ajustando-os para potenciais fatores de confusão (variáveis que alteram os resultados).

“O impacto da atividade em horas de lazer sobre os resultados em longo prazo não tem sido bem estudado em pacientes com CHD pré-existente, que estão, com frequência, fisicamente limitados em função de sintomas, medicações e condições co-mórbidas”, explicam o autor da pesquisa Francisco Javier Apullan, do Montreal Heart Institute and Université de Montreal, em Quebec (Canadá), e colegas no texto. Segundo o estudo, foram observadas tendências similares para homens e mulheres e nos modelos ajustados, embora as taxas de risco tenham sido atenuadas após o ajuste para idade, gênero, tabagismo, hipertensão, diabetes mellitus, colesterol total, índice de massa corporal e fração de ejeção.

Agência Notisa – Saúde – 10/09/2008

* Educadora Física e Colaboradora / Parceira da GeroVida

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