Educação continuada / educação permanente

25/03/2009 - 19:02 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Num sentido amplo, educação permanente é sinônimo de culturalização ou de sociabilização, significados que correspondem à ideia de que o ser humano é programado pela cultura e se desenvolve em sociedade. Esse termo também é entendido como educação de adultos, como um conjunto de atividades que tem por objetivo capacitar os indivíduos após o período escolar, ou ainda, como um princípio pedagógico por meio do qual indica-se que o processo educativo é contínuo e que ocorre ao longo da vida dos indivíduos, em todas suas circunstâncias (Giubilei, 1993).

Delors (1996) entende a educação como uma experiência global que se desenvolve ao longo de toda a vida, desde a infância até a velhice. Por esse ângulo, a educação permanente representa para o ser humano uma construção contínua dos seus conhecimentos e aptidões e da sua capacidade de discernir e agir, permitindo-lhe tomar consciência de si próprio e do ambiente que o rodeia, bem como desempenhar sua função social no mundo.

Na área gerontológica, a educação permanente encontra sua expressão mais clara no envolvimento dos idosos com iniciativas educacionais voltadas para a ampliação de informações (por exemplo: leitura e escrita, línguas estrangeiras, informática, saúde), a atualização e o aprimoramento cultural (por exemplo: turismo, artes, filosofia e psicologia), a valorização social (por exemplo: programas de convivência com as gerações mais jovens em que os idosos são convidados a oferecer seus conhecimentos especializados), o convívio com os iguais e os investimentos no desenvolvimento da cidadania. A educação continuada é exemplificada pelo investimento de profissionais de diferentes áreas do conhecimento no aprimoramento de informações e de habilidades para lidar com a velhice e com os idosos em diferentes contextos, tais como o educacional, o social, o legal e o da saúde.

Reprodução parcial do texto escrito por Mônica de Ávila Todaro

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 63-67

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