O homem de valores profundos

9/04/2009 - 20:36 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

Como os brilhos interiores e profundos do diamante, o interior do homem sempre deve valer o dobro do seu exterior.

Há pessoas que são pura fachada, como casas sem acabar porque faltou dinheiro: tem a entrada de palácio e os aposentos de casebre.

Não há onde descansar, ou tudo é descanso, porque depois dos cumprimentos se acaba a conversa.

Podem impressionar com as saudações iniciais, mas imediatamente se convertem em silenciários*, pois onde não há uma contínua corrente de inteligência as palavras se esgotam.

Enganam facilmente outros que também só têm aparência, mas não astúcia.

Esta olha o interior e o encontra vazio.

* Os que se ocupavam de guardar o silêncio nos templos. Na época do autor também se referia àqueles que mantinham permanente silêncio.

Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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