Estratégias de enfrentamento (coping)
| 13/04/2009 - 8:05 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Gerontologia |
Os esforços de enfrentamento (coping) são definidos como o uso que as pessoas fazem de estratégias cognitivas e comportamentais com o objetivo de lidar com demandas internas ou externas especÃficas, que surgem em situações estressantes ou adversas (Lazarus, 1993). Segundo Antoniazzi, Dell’Aglio e Bandeira (1998), historicamente, são identificadas três gerações de pesquisadores estudiosos do enfrentamento. A primeira tem suas raÃzes na Psicologia do ego, a partir da qual desenvolveu-se o conceito e a discussão dos mecanismos de defesa. A segunda reflete uma tendência de enfatizar os determinantes cognitivos e situacionais dos comportamentos de enfrentamento. A terceira e mais recente volta-se para uma convergência entre enfrentamento e personalidade. Para os autores, o modelo dos Cinco Grandes Fatores de personalidade ampliou os estudos nessa direção. Apesar desses esforços, ainda não existe um entendimento da estrutura do enfrentamento como um todo.
De acordo com Lazarus (1993), o enfrentamento é considerado processo e produto. Embora existam estilos estáveis de enfrentamento, este é altamente contextual e muda ao longo do tempo, conforme diferentes situações estressantes. Para o autor, as reações ao estresse envolvem o enfrentamento focalizado no problema (no qual o relacionamento pessoa-ambiente muda por meio dos comportamentos de enfrentamento) ou na emoção (direcionado para o gerenciamento das reações emocionais e interpretação da situação estressante).
Conforme Aldwin e Gilmer (2004), alguns dados das pesquisas sobre enfrentamento reforçam o pensamento comum sobre o envelhecimento. Ao envelhecer, as pessoas estão mais expostas a uma grande variedade de problemas e situações desafiadoras, por meio das quais ampliam-se as possibilidades de crescimento e conhecimento de si e do mundo. Ao ampliar o repertório de estratégias de enfrentamento, as pessoas podem se tornar mais hábeis para lidar bem com as dificuldades e aprender quais os tipos de estratégias que podem ajudá-las a atingir seus objetivos em diferentes situações.
Reprodução parcial do texto escrito por Andréa Cristina Garofe Fortes e Dóris Firmino Rabelo
Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora AlÃnea, 2005. pág. 74-77
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