Busca pela eterna juventude produz vovôs malhados a base de hormônio (Final)
| 3/05/2009 - 17:56 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida |
Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Fazendo dinheiro com a beleza
Usar um procedimento cosmético como motivador é válido, e lucrativo, para dizer o mínimo, afirma Jonathan Lippitz. Ele é um médico plantonista dos subúrbios de Chicago que faz procedimentos cosméticos, como Botox, numa atividade à parte. Mas também é um “declive escorregadio”, em que pacientes muitas vezes querem correr mais riscos do que deveriam, e alguns médicos vão aceitar.
“Eles sempre vão achar alguém disposto a fazer isso”, diz. Em sua própria atividade, ele diz que se vê continuamente caminhando uma fronteira tênue entre os procedimentos que ele vai fazer e os que ele não vai.
“Nós todos dizemos, quero meu cabelo diferente. Quero meus olhos diferentes”, diz Lippitz. “Essa idéia de ser perfeito é um problema, porque não é realidade. Eu tenho essas pessoas que vêm e dizem, Eu quero esses lábios. Eu digo, Não tem como você ter esses lábios. Eu digo, Vamos trabalhar com o que você tem.” Mas e se o que eles têm já está bom? Essas são as questões que perturbam Michael Morgan, um dentista que faz trabalho cosmético em outro subúrbio de Chicago.
Ele tem visto mais jovens mulheres passando por sua clínica. E mesmo sua filha, de 13 anos, perguntou se poderia branquear seus dentes, algo que ele acha que ela não precisa. Nem considerava seguro para seus dentes jovens ou apropriado para a idade dela. “Há uma consciência. Elas estão muito mais preocupadas com a aparência de seu rosto. Mas também há pressão social”, diz da geração mais jovem para quem ele fará os procedimentos mais conservadores, mas nada mais.
Ele soa triste ao falar do assunto. “Não há nada errado em querer parecer mais bonito. Nós queremos parecer jovens. Queremos estar ótimos”, diz. “Mas parte desse sentimento precisa vir de dentro.”
Morreu, morreu
Para aqueles que vão ainda mais longe para manter o envelhecimento — e a morte — distantes, também não há garantias. O guru de restrição calórica Roy Walford morreu de complicações de esclerose lateral amiotrófica aos 79, mais perto da média do que da “vida extraordinariamente longa” de que seus seguidores falam.
Enquanto isso, Alan Mintz, fundador da Cenegenics, morreu relativamente jovem, aos 69, por complicações durante uma biópsia do cérebro. Algumas pesquisas sugerem que injeções de hormônio do crescimento humano podem causar câncer. Elas também foram ligadas a dores nervosas, colesterol elevado e riscos aumentados para diabetes.
Apesar disso, Life, agora oficial médico-chefe da Cenegenics, continua na mesma rota. Entre outras coisas, ele aponta estudos que sugerem que hormônio do crescimento humano em doses baixas não oferece risco de câncer, se não houver câncer preexistente. “Nos próximos dez anos, talvez menos, isso vai ser visto como medicina tradicional — prevenir doenças, reduzir o processo de envelhecimento, impedir que as pessoas percam sua habilidade de cuidar de si mesmas quando ficam velhas e terminar em asilos”, diz Life. “Essa é realmente a fronteira da medicina.”
Detwiler está apostando nisso. “Há aqueles que podem pensar que estou trapaceando Deus. Eu não sei”, diz. “Mas eu não quero regredir. Por que eu quereria?”
Ele diz que sua gordura corporal média caiu de cerca de 17% para menos de 10%. Ele não pode lembrar a última vez que teve um resfriado ou uma gripe. E diz que tem a energia para trabalhar muitas horas, deixando-o apto a ganhar mais de US$ 1 milhão (R$ 2,5 milhões) neste ano. É isso que ele sabe agora. O futuro, diz, é mero palpite. “As pessoas podem dizer, Ei, o que aconteceu a essas pessoas? Era fronteira da medicina? Ou era um abismo?”, diz, enquanto caminha para a academia. “Acho que só o tempo dirá.”
Fonte: G1
* Educadora Física e Colaboradora / Parceira da GeroVida
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