Empregabilidade acima dos 40 anos (Parte 1/3)

21/07/2009 - 14:12 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

empregabilidade  Daniel Limas entrevista Maria Bernadete Pupo
Maria Bernadete Pupo é especialista em um assunto bastante polêmico e que gera muitas dúvidas nos profissionais: a empregabilidade após os 40 anos. Tema que gerou o livro “Empregabilidade acima dos 40 anos”, da editora Expressão e Arte.
Profissional com mais de 20 anos de experiência na área de Recursos Humanos, ela decidiu se especializar neste tema após ser procurada constantemente por profissionais mais experientes que viviam se queixando da dificuldade em recolocar-se no mercado.
Hoje, Maria Bernadete Pupo atua na coordenação do Departamento de Recursos Humanos do Centro Universitário FIEO e presta consultoria de RH. A profissional é formada em Administração de Empresas com ênfase em Recursos Humanos pela Universidade Anhembi Morumbi, é pós-graduada em Direito do trabalho e Mestra.
De onde surgiu a ideia de escrever o livro Empregabilidade acima dos 40 anos?
Como consultora de RH, constantemente era procurada por profissionais mais experientes queixando-se da dificuldade em recolocar-se no mercado de trabalho e de como deveriam agir para se tornarem mais competitivos. Esta inquietação me motivou a desenvolver minha pesquisa de mestrado focando este tema. O resultado foi tão interessante que se transformou num livro.
Há uma tendência de empresas voltarem a contratar profissionais mais experientes, acima de 40 anos? Por quê?
Sim. O preconceito da idade começa a ceder espaço aos “quarentões”, que até muito pouco tempo estavam relegados à espera do sistema previdenciário. Hoje, a tendência do empresariado é a de unir o potencial do jovem com a “experiência dos mais experientes”. O diferencial está exatamente em contratar profissionais ativos, atualizados e que tenham acesso às informações gerais e específicas de sua área de atuação. Trata-se de buscar competências agregadas pela via do conhecimento específico e pela multifuncionalidade que tornam o profissional apto a uma recolocação no mercado de trabalho.
O que motivou as empresas a fazerem isso? Foi apenas uma questão de custo?
Num sistema capitalista como o nosso, não podemos desconsiderar a questão do custo, porém as organizações forçadas pela concorrência e pela busca constante da competitividade estão aos poucos readequando suas necessidades. Percebe-se que quando a empresa precisa de talentos com potencial é por meio de programas de trainees que ela procura jovens. Mas, se o cargo requer disseminação de valores e competência, ela contrata pessoas mais experientes.
Essa tendência vem do exterior?
Essa é uma tendência do mundo capitalista. Queiram ou não, as organizações podem se beneficiar da sabedoria dos mais experientes que geralmente são mais diretos e assertivos e que normalmente retornam ao mercado de trabalho com um custo mais reduzido.
Fonte: CARREIRA & SUCESSO – 375ª. EDIÇÃO

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