Solidão

30/11/2009 - 17:46 Por:

Categoria(s): Poesia

solidao

No frio das paredes me entrego à solidão
Minha mente é um deserto quente
Sem ninguém por perto
Noite em mar aberto
Mas nada é escuro e nem vazio
Meu sangue é onda que se arrebenta na pedra
E viro espectadora dos meus pensamentos
Testemunha do meu silêncio
Mas sei que algo me espera
Encontro ardente e solitário
Monólogo da alma
Sou fã de mim mesmo
Confiando na mudez
Não deixo a solidão ser maior que eu
De repente percebo que não estou sozinha
Existem muitos “eus” em mim.

Elisandra Villela Gasparetto Sé – 07/07/2009

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