Violência, maus tratos, abuso e assédio no curso de vida e na velhice (Parte 3/3)
| 7/12/2009 - 13:32 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Educação, Gerontologia |
Crônica escrita por Por Elisandra Villela Gasparetto Sé
Outra questão é quem assiste a violência, os maus tratos, o abuso e a negligência. Como fica a denúncia? A linguagem, a fala é uma ação que tende sempre a modificar um estado de coisas. Alguns casos precisam chegar mesmo no limite para serem reconhecidos e denunciados. Precisa-se que na mídia televisiva ou na internet mostre a hostilidade feita a uma moça por usar um vestido para sensibilizar os demais. De fato, poucas pessoas admitiriam que todas as questões pudessem ser postas em discussão. Por isso, viver é se espantar. Aristóteles considera que:
“Não se deve, em suma, examinar toda a tese, nem todo problema, só se deve fazê-lo no caso em que a dificuldade é proposta por pessoas em busca de argumentos, e não quando é um castigo o que ela requer, ou quando basta abrir os olhos. Aqueles que, por exemplo, colocam a si próprios a questão de saber se cumpre ou não honrar os deuses e amar os pais necessitam apenas de uma boa correção, e aqueles que se perguntam se a neve é branca, ou não, tem apenas de olhar’.
Toda vida social de uma comunidade arrasta consigo uma decisão, seja ela a favor ou contra a denúncia. Falar ou não falar, fazer ou não fazer. Em suma, o que mais vimos são pessoas que não sustentam nenhuma proposição, não querem romper uma comunhão social, e se opor a uma norma pode levar a problemas mais sérios. E infelizmente a norma hoje é o desrespeito, e parece que todos conhecem o valor e a força da pronúncia, ou o resultado de “abrir a boca”. E cantamos mais uma vez: “…escuridão já vi pior de endoidecer gente sã, espera que o sol já vem…”(Renato Russo).
Ser imparcial não é ser objetivo. Muitos que preferem serem neutros, meros espectadores, sem envolvimento, sem participação, não poderão um dia lutar por equidade, uma forma de se aplicar o Direito, sendo o mais próximo possível do que é justo. Quanto muito as pessoas conseguem transformar a si mesmo fazendo suas próprias e pequenas revoluções. Mas as pessoas idosas não querem mais do que outras pessoas, elas querem eqüidade – um direito humano (WHO, 2002).
Recomendações de ações para prevenir o abuso:
- Desenvolver instrumentos avaliativos para os contextos de cuidados;
- Desenvolver ações educativas para treinar e informar cuidadores sobre abuso aos idosos;
- Promover mudanças políticas relacionadas com abuso aos idosos;
- Garantir a disseminação de descobertas em publicações científicas;
- Desenvolvimento de um inventário global de boas práticas;
- Mobilizar a sociedade civil para a promoção da atenção à magnitude do abuso aos idosos.
Veja Também: Violência, maus tratos, abuso e assédio no curso de vida e na velhice (Parte 1/3)Violência, maus tratos, abuso e assédio no curso de vida e na velhice (Parte 2/3)Maus-tratos a idososMaus-tratos: o que fazer e como denunciarViolência, agressão e maus-tratos contra idososViolência contra a pessoa idosa: ocorrências, vítimas e agressoresViolência contra idosos dentro de casaRompendo o Silêncio: faces da violência na velhicePalestras – Arte, Educação, Gerontologia, Esclerose MúltiplaPrograma Multidisciplinar: Envelhecimento Saudável para idosos moradores em comunidades

marlene dá seu palpite,
julho 27, 2011 @ 13:50
Que pena que as Leis em nosso país são tão boasinhas. Só punem aos já prejudicados. Na verdade não pune ninguém.
Wanda Patrocinio dá seu palpite,
julho 28, 2011 @ 14:28
Boa tarde Marlene!
Agradecemos pela sua participação em nosso blog.
Abraço,
Wanda.