Nunca competir

8/03/2010 - 17:28 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

Quando há rivalidade, nossa reputação pode sair arranhada.
Para prejudicar, o competidor vai tentar imediatamente nos desacreditar.
São poucos os que jogam limpo.
A rivalidade descobre os defeitos que a cortesia havia esquecido: muitos tinham boa reputação até fazer inimigos.
O calor da disputa aviva ou ressuscita as infâmias mortas, desenterra sujeiras passadas e antepassadas.
A competição se inicia com a exposição de defeitos e se apoia em tudo que encontra e não deve.
Apesar de as ofensas não terem qualquer utilidade, servem para a vil satisfação da vingança.
Esta dá golpes tão fortes que faz brotar os defeitos da poeira do esquecimento.
A benevolência sempre foi pacífica e a reputação indulgente.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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