LongeVIDAde -Atividade Física e Envelhecimento: informações importantes para a Terceira Idade

14/04/2010 - 15:00 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
“Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.”
O aumento da expectativa de vida da população mundial também se faz presente no Brasil, sobretudo nas últimas décadas. Desde meados do século passado, os brasileiros ganharam, em média, 25 anos de vida. Essa longevidade permite às pessoas viverem muito mais e amplia o número de famílias com idosos. Não raro uma família apresenta três ou quatro gerações que convivem entre si. Esse fato implica mudanças no conceito de família e na configuração familiar, trazendo consigo desafios. De modo especial, os referentes às relações familiares intergeracionais, aos apoios e cuidados, aos ganhos e às novas necessidades, aos papéis que envolvem todos os componentes de uma mesma família e à proposição de formas alternativas de educação para o envelhecimento (HERÉDIA et al., 2007).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) argumenta que os países podem custear o envelhecimento se os governos, as organizações internacionais e a sociedade civil implementarem políticas e programas de “envelhecimento ativo” que melhorem a saúde, a participação e a segurança dos cidadãos mais velhos. A hora para planejar e agir é agora.
O envelhecimento da população é um fenômeno mundial. Nos países desenvolvidos, esse processo se deu lentamente, em virtude da evolução econômica, de crescimento do nível de bem estar e redução das desigualdades sociais (MOREIRA, 1998 apud GIATTI, BARRETO, 2003).
Atualmente, esse processo ganha maior importância nos países em desenvolvimento, com o aumento acelerado da população de sessenta anos e mais em relação à população geral. Aumentos de até 300% da população idosa são esperados nesses países, especialmente na América Latina (TRUELSEN et al., 2001 apud GIATTI, et al., 2003).
O Brasil, no ano de 2025, será o 6º país e terá mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, precedido do Japão, Estados Unidos, CEI, Índia e China (MAZO et al., 2004).
Diante disso, devemos buscar alternativas para combater os efeitos deletérios desse processo, na qual a prática regular e sistemática da atividade física e do exercício físico configura-se como uma das formas mais eficientes para a obtenção e/ou manutenção da autonomia funcional nesse período de vida.
A proporção de dependência na 3ª idade está mudando rapidamente em todo o mundo. No Japão, por exemplo, existem 39 pessoas acima de 60 anos para cada 100 pessoas entre 15 e 60 anos atualmente. Em 2025 este número aumentará para 66.
Portanto, de nada adianta vivermos mais se esse ganho em longevidade vier a se transformar em tempos de maior dificuldade, maior dependência funcional, muito pelo contrário, a prática do exercício físico trás consigo a independência funcional, continuarmos nossas atividades básicas da vida diária com plenitude, proativos, livres e consequentemente mais FELIZES.
Fonte: Site Portal da Educação Física (23/02/2010)
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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