Perda muscular na terceira idade: alimentação e atividade física podem fazer muita diferença (Parte 3/3)

14/04/2010 - 9:55 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Os aparentes benefícios dos suplementos e hormônios
A melhor fonte de vitaminas e sais minerais continua sendo o alimento. “Os suplementos vitamínicos em cápsulas, principalmente em altas doses, mostraram-se totalmente ineficientes em relação à prevenção de doenças crônicas, câncer e envelhecimento. Hoje, sabemos que essa prática, além de não ajudar as pessoas, pode trazer consequências deletérias à saúde”, diz a diretora do Citen. O Conselho Federal de Medicina reiterou, recentemente, por meio da Resolução CFM Nº 1.938/2010, a proibição a vários procedimentos da prática ortomolecular. Dentre as práticas condenadas pelo órgão fiscalizador está a correção de possíveis desequilíbrios nutricionais por meio do uso de suplementos de vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos. Segundo a norma, hoje, já existem evidências científicas suficientes que revelam que a suplementação vitamínica sem necessidade pode aumentar os riscos de morte.
Os efeitos dos hormônios masculinos para aumentar a massa muscular sempre nos seduziram e nos encheram de esperanças quanto à possibilidade deles serem usados na terceira idade. “Mas, sempre que essa possibilidade é lembrada, ela se refere apenas à reposição dos hormônios masculinos em homens com deficiência de produção desses hormônios. Mesmo nesses casos, há ainda muitas dúvidas e opiniões contraditórias”, alerta Ellen Paiva. As reações adversas mais comuns devido ao uso dos hormônios masculinos são a retenção de água, o aparecimento de mamas no homem, o aumento do PSA (antígeno prostático específico) – um marcador de câncer de próstata – o aumento do volume prostático, alterações no fígado e uma elevação das taxas de colesterol e triglicérides.
A possibilidade da utilização destes hormônios, indiscriminadamente, em homens e mulheres normais na terceira idade, com o objetivo de preservar ou até ganhar massa muscular é ainda mais polêmica. “As evidências científicas não sustentam essa prática devido aos vários efeitos colaterais. Na mulher, há ainda a possibilidade de virilização, com atrofia mamária, aumento dos pelos e surgimento de acne”, alerta a endocrinologista Ellen Paiva. Outra medicação ‘potencialmente benéfica para a terceira idade’,  o  GH ou hormônio de crescimento, também deve ter sua utilização direcionada apenas para as pessoas com deficiência deste hormônio. Muito usado nas academias de ginásticas, apesar dos alertas frequentes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, esse hormônio era tido como um ‘verdadeiro milagre para emagrecer e rejuvenescer’, com capacidade de reduzir a massa gorda, aumentar a massa muscular e melhorar a disposição.
“Uma recente edição de uma das maiores revistas de Clinica Médica do mundo, a Annals of Internal Medicine, traz um estudo que reuniu 31 dos maiores trabalhos científicos sobre GH. Os autores concluem que o hormônio não influencia no processo de envelhecimento, portanto, o seu uso com este fim não tem base científica alguma. O seu uso por pessoas sadias pode provocar efeitos colaterais muito desagradáveis, tais como dores articulares e inchaços, além de propiciar o desenvolvimento de doenças como diabetes, lesões cardíacas e câncer de próstata. A melhora da composição corporal atribuída ao GH – que seria o aumento da massa muscular – demonstrou-se muito pequena, não justificando os riscos do seu uso na terceira idade”, alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva.
Fonte: Segs.com.br (24/02/2010)
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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