Arquivo de maio, 2010

Não ter espírito de contradição

26/05/2010 - 19:50 Por:

Categoria(s): Reflexão

Para não ser considerado tolo e aborrecido.
A sensatez deve se levantar contra esse tipo de comportamento.
É preciso ser engenhoso para fazer objeção a tudo, mas o obstinado não deixa de ser um tolo.
Pessoas assim transformam a conversa mais doce em guerrilha, por isso são mais inimigos dos mais próximos que dos distantes.
É no pedaço mais saboroso que se sente mais a espinha e a oposição tem o mesmo efeito, estragando os bons momentos.
São pessoas intratáveis, além de serem estúpidas.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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Uma vida dedicada a servir

26/05/2010 - 17:11 Por:

Categoria(s): Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 120
“Uma vida dedicada a servir”, de Norma Maria Varani. Editora Renascença – Porto Alegre/RS, 2ª ed.: 2010
Ser voluntária ou não ser? Porque escrever um livro de memórias? Ao seguir pelas estradas deste abençoado Brasil, sendo voluntária ou palestrando, encontrei uma grande quantidade de pessoas desmotivadas, resistentes a darem algo de si mesmas. Elas estavam esquecidas de como um sorriso, um abraço, um toque carinhoso, a disposição de viverem melhor, a serem mais felizes na vida e com isso incentivar seus semelhantes a fazer diferença no modo de viver a nossa vida! Vendo esta realidade brotou em mim o desejo de colaborar com essas pessoas e pensei que se eu contasse um pouco da minha história, a minha experiência de vida poderia despertar em algumas pessoas a vontade de serem mais amigos, mais solidários e, assim, construirmos um mundo bem melhor.

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Uma política para o bem-envelhecer (Parte 3/6)

26/05/2010 - 16:43 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Continuação da entrevista com Alexandre Kalache
Os relatórios do estudo se constituíam em quê? 
— Fizemos 1º uma pesquisa básica para ver quais são, de acordo com a literatura especializada, os elementos principais que fazem com que um ambiente possa ser mais amigo do idoso. Coisas como moradia, transporte, participação cívica, acesso a informação, acesso a serviços médicos, acesso a serviços sociais, engajamento na vida pública, questão de comunicação e de adaptação na vida da informática para uma população envelhecida. Pegamos estes 8 temas e realizamos estudos qualitativos, de grupos focais e com idosos mais jovens, com idosos mais idosos, dos diversos níveis socioeconômicos, em grupos só de mulheres, só de homens, mistos, e depois com prestadores de serviços e com cuidadores do idoso. Depois fizemos outro estudo, usando a mesma metodologia, em torno dos 8 temas, que foram aplicados nas 35 cidades. Quando os relatórios retornaram, juntamos todos para encontrar os denominadores comuns do que se pode fazer para um meio urbano se tornar mais amigo do idoso.
Foi esse estudo que resultou no guia?
— Sim. O guia foi lançado em outubro do ano passado. Agora está se transformando num movimento internacional ainda maior. 
Mas isso, por enquanto, é uma tendência. O senhor já tem resultados visíveis desse movimento?
— Em Nova York já. Estive lá na primeira semana de fevereiro e o prefeito Michael Bloomberg fez o State of the City – a prestação de contas anual – centrado no projeto Age Family in New York. Ele estabeleceu 8 comitês, cada um deles voltado para um dos temas do Guia da Cidade Amiga do Idoso. Há o comitê house, sobre a questão de moradia, o de parques abertos, sobre a questão de acessibilidade aos parques, de como fazer com que sejam mais adequados para o idoso. No Central Park há pistas de patinação, de skate, pessoas correndo. Isso não é voltado para o idoso. O que foi mostrado no estudo das 35 cidades é que se deveriam criar vias específicas para quem deseja correr, andar de skate ou bicicleta. Assim o idoso também teria uma via segura para caminhar, sem medo de ser abalroado por quem está praticando esportes. Eles pedem banco a cada 200 metros para poder descansar. Em Nova York, no Central Park, não há ainda um número suficiente deles. Mas há mais do que, digamos, no Parque do Ibirapuera (SP), ou no Aterro do Flamengo (RJ). Portanto, tudo é relativo e há que respeitar a percepção do idoso que vive naquela localidade específica. Por exemplo, a pesquisa mostrou que os idosos de Genebra acham que a cidade não está suficientemente limpa. Vá explicar isso para um visitante da periferia de uma de nossas cidades. No entanto, o que vale é como se sente o idoso local. O guia tem uma lista com itens que devem ser checados por quem é o responsável por políticas de segurança, de vias públicas, de espaços abertos, de transporte, de moradia etc. É um instrumento para o desenvolvimento de políticas para aquele setor específico e deve ser contextualizada para a realidade local. Por isso farei a peregrinação pelo Rio Grande do Sul.  
O senhor já sente alguma dessas melhorias em Copacabana? 
— Há duas coisas imediatas que foram feitas com base no estudo. A primeira foi a criação de um posto policial, 24 horas por dia, 7 dias por semana, dedicado ao idoso. É para resolver problemas de segurança, como as pequenas infrações em geral. A segunda iniciativa, também baseada no Copacabana Amiga do Idoso, será a inauguração em março de um posto de saúde, também aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana, perto do metrô, numa área central. 
Essas reivindicações foram dos próprios idosos?
— Também. Em Copacabana hoje se um idoso tem um problema de saúde urgente as pessoas não sabem o que fazer. Geralmente acaba sendo levado para algum pronto-socorro e, às vezes, quando chega lá leva uma bronca, porque PS é lugar para emergências. Queremos fazer agora um Centro de Saúde Amigo do Idoso, com base num outro estudo da OMS, que desenvolvi nos últimos 5 ou 6 anos. Normalmente nos centros de saúde não há um lugar adequado para o idoso esperar, às vezes nem onde sentar, mal tem banheiro. Não raro ele chega cedo, recebe uma senha e, depois de algumas horas, a recepcionista grita, sem o menor respeito, avisando que o atendimento já acabou. Isso depois de 5, 6 horas de espera. Os letreiros são pouco visíveis, tudo é ruim. É como alguns aeroportos que não estamos familiarizados e não sabemos para onde ir. De repente, uma voz anuncia alguma coisa que você não ouve bem. A gente acaba se irritando. Mas o idoso, não. Ele se sente diminuído, humilhado, culpado de não estar conseguindo entender esse sistema. Nosso objetivo é tornar esse sistema mais amigo do idoso por um lado. Por outro, é preciso treinar o trabalhador de atenção primária, desde o médico de família até o enfermeiro e nutricionista, de um modo que eles ajam de modo mais adequado. Este é um grave problema da transição demográfica. Os trabalhadores da saúde continuam sabendo tudo sobre atenção infantil e muito pouco sobre usuários mais velhos.  
Por Neldson Marcolin/ Edição Impressa 145 – Março 2008
Fonte: FAPESP Pesquisa On Line, 14/03/2008. Disponível em: 
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3469&bd=1&pg=1&lg=

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Uma política para o bem-envelhecer (Parte 2/6)

26/05/2010 - 16:14 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Continuação da entrevista com Alexandre Kalache

De acordo com o Guia Global da Cidade Amiga do Idoso, da OMS, hoje há 35 cidades dentro do programa.
— Sim, começamos com 35, mas esse número está crescendo – somente em janeiro várias cidades da Europa e do Japão se incorporaram ao programa. Agora, com o Rio Grande do Sul, o número vai crescer porque começaremos com 12 cidades gaúchas como piloto para depois ampliar para todo o estado. E a ideia desde o início era mesmo essa. Para entender como fizemos esse projeto é preciso contar a história pelo começo. Na minha infância e adolescência, Copacabana era um bairro de jovens. Nasci na maternidade Arnaldo de Moraes, aqui perto, que hoje é virtualmente um hospital geriátrico, o São Lucas. Ou seja, ao longo do meu tempo de vida, 62 anos, Copacabana se transformou de um bairro com muita criança em um bairro de idosos. Hoje já não nascem mais crianças em Copacabana. A grávida daqui terá de dar à luz em Botafogo. Hoje Copacabana tem mais idosos, proporcionalmente, do que o Japão ou a Suécia. Quem são eles? Pessoas como minha mãe, de 89 anos. São os que vieram para cá quando Copacabana se urbanizou e se desenvolveu nos anos 1920, 1930. Mas explodiu nos anos 1940 e 1950. Todos queriam morar em Copacabana.
E não saíram mais daqui.
— Os filhos foram embora e os netos nem pensam em Copacabana – para eles o bairro é um corredor, eles “passam” por aqui. Ficaram os idosos. E ficaram porque aqui sempre existiu uma grande concentração de serviços. Quando meu pai morreu, minha mãe me perguntou, “Você acha que eu devo mudar daqui?”. Eu falei, “Pense bem antes de fazer essa mudança, porque aqui é onde você está familiarizada, ambientada, você tem tudo na porta, a farmácia, o táxi, os restaurantes, os bancos”. Além do mais, o velho ativo vai para o calçadão, se sociabiliza, é agradável. Mas, note: para cada idoso ativo do lado de fora, temos dois ou três com dificuldade de andar, com problemas de doenças não-preveníveis, muitas vezes mal gerenciadas, malcuidadas porque os próprios médicos com frequência não têm uma formação adequada, embora existam cada vez mais geriatras trabalhando em Copacabana. De cada três habitantes, um tem mais de 60 anos, o que é muito alto. Higienópolis, em São Paulo, tem esse perfil. Há uma sigla para isso. São os NOEPs, ou seja, naturally ocurring eldery population. São populações que por uma série de fatores, como essa de Copacabana, vão concentrando idosos de uma forma natural. Não é por política, mas por acidente. 
Daí a escolha de Copacabana ser a primeira cidade amiga do idoso?
— Houve um Congresso Internacional de Gerontologia em junho de 2005, no Rio, e os organizadores me convidaram para fazer a conferência de abertura. Mas pediram uma ideia nova, para chamar a atenção da mídia. Foi aí que pensei em fazer um estudo piloto que é Copacabana Amiga do Idoso e lancei isso no congresso. Deu certo. Saiu no Fantástico, Jornal Nacional, Globo Repórter e nos jornais. Como falei para uma audiência internacional, depois disso as pessoas começaram a me perguntar, “Por que só Copacabana? Por que não Buenos Aires, Genebra, Xangai?” Eu respondia, “E por que não?”. Rapidamente recrutamos na OMS essas 35 cidades, que foram as que fizeram parte do estudo piloto. Fechei com 35 porque queria terminar o projeto antes de sair da OMS. E esse já era um número grande para trabalhar. Fechamos com Xangai, Tóquio, Moscou, Londres, Nova York, Melbourne, Genebra, Liverpool, Nova Délhi, Nairóbi, Istambul, Buenos Aires, Cidade do México, Rio…  
Por Neldson Marcolin/ Edição Impressa 145 – Março 2008
Fonte: FAPESP Pesquisa On Line, 14/03/2008. Disponível em: 
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3469&bd=1&pg=1&lg=

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Uma política para o bem-envelhecer (Parte 1/6)

26/05/2010 - 15:24 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Aos 62 anos, o médico e pesquisador em saúde pública Alexandre Kalache tem como projeto de vida envelhecer melhorando a vida dos idosos. Antes que tal ideia pareça puro oportunismo – dada a sua idade –, é preciso dizer que Kalache trata do assunto há mais de 30 anos. Foi ele um dos primeiros especialistas a enxergar o enorme desafio que os países em desenvolvimento terão pela frente se não começarem a pensar e agir sobre o envelhecimento da população imediatamente. “Trata-se de encarar o que poderá se transformar em um problema como uma oportunidade de torná-lo um importante tema da política de desenvolvimento”, alerta. Em 2050 o mundo terá 2 bilhões de idosos segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de 80% deles estarão vivendo em países como o Brasil. Aqui a porcentagem de pessoas idosas irá de 9% a 18% em apenas 17 anos (2005 a 2022). Como adequar a sociedade a essa mudança demográfica brutal? “Começando a pensar e a planejar já”, responde Kalache. Sua percepção de que essa explosão se daria ocorreu em 1976, no período em que fazia mestrado em saúde social na Universidade de Londres. Posteriormente, ele seguiu para o doutorado na Universidade de Oxford, onde foi professor assistente. Kalache é médico formado pela então Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante 4 anos foi instrutor de clínica médica e nos meados dos anos 1970 partiu para a Europa, onde ficou 33 anos, os últimos 13 dirigindo o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da OMS. Os dois filhos (um nascido no Rio e a filha na Inglaterra) e uma neta cresceram e ficaram em Londres. No mês passado, Kalache deu por terminado seu ciclo na OMS e agora trabalha como assessor para envelhecimento global da presidência da Academia de Medicina de Nova York. Tem a ambição de criar um Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento no Rio para continuar a pesquisar e sugerir melhorias na qualidade de vida dos idosos. No dia seguinte ao seu retorno ao Brasil, no amplo apartamento da mãe, Lourdes Kalache, no coração de Copacabana, bairro onde nasceu e foi criado, ele falou à Pesquisa FAPESP. 
O senhor voltou ao Brasil em definitivo para criar o Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento?
— Não. Vou me dividir entre Nova York e Rio com a intenção de estabelecer aqui esse centro, muito voltado para o envelhecimento como um tema de desenvolvimento. Ou seja, como o Brasil e países semelhantes, que tiveram um envelhecimento rapidíssimo se comparado com o que foi experimentado nos países mais desenvolvidos, podem enfrentar os desafios decorrentes.
O que isso tem a ver com o trabalho em Nova York? 
— O centro estará ligado à Academia de Medicina de Nova York e à Universidade de Londres. A ideia é formar um grupo de organizações não-governamentais, governamentais, acadêmicas e até de iniciativa privada para poder, debaixo desse guarda-chuva, criar um consórcio voltado para o estabelecimento de políticas pautadas no conceito de envelhecimento ativo, que criamos na OMS. Como, por exemplo, o movimento global das cidades amigas dos idosos. O Programa Cidade Amiga do Idoso foi a grande e última atividade que desenvolvi dentro da OMS. E quero dar continuidade a ele mesmo fora da OMS. Agora é a hora de executar. Por exemplo, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, quer fazer de seu estado um estado amigo do idoso. Vou passar uma semana lá para discutir o desenvolvimento de políticas que busquem fazer do Rio Grande do Sul talvez um estado modelo. Para isso, uma força-tarefa envolvendo todas as secretarias de Estado já foi criada. Percorrerei todo o estado, discutirei com grupos acadêmicos, organizações não-governamentais e com o setor privado. E, principalmente, organizarei grupos com os idosos gaúchos para que eles nos contem quais as dificuldades, sugestões e expectativas. Será um processo de baixo para cima. 
Por Neldson Marcolin/ Edição Impressa 145 – Março 2008
Fonte: FAPESP Pesquisa On Line, 14/03/2008. Disponível em: 
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3469&bd=1&pg=1&lg=

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Comportamento de pessoas acima de 50 anos para um envelhecimento saudável e ativo

17/05/2010 - 9:19 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Objetivo da pesquisa
Pesquisa de campo de perfil quantitativo sobre a saúde e estilo de vida de pessoas acima de 50 anos, e analisar como o profissional de educação física pode ajudar na melhora da saúde dessa população.
Nome do responsável e instituição
A pesquisa faz parte do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do aluno Vinicius Monteiro Nicolini, do curso de graduação de Educação Física da Faculdade do Clube Náutico Mogiano (Mogi das Cruzes – SP), como parte dos requisitos para obtenção do título de bacharelado.
Para aquelas pessoas que quiserem contribuir com esta pesquisa, acesse o link abaixo e preencha o questionário fácil e rápido:
https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dFZKVDJEU285SEFvcHlvR0dzSTA1SVE6MQ

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Programa Multidisciplinar: Envelhecimento Saudável para idosos moradores em comunidades

13/05/2010 - 19:40 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas, sob o parecer CEP nº 449/2009

Proponente e Executora: Wanda Patrocinio

Objetivos:
- Implementar um programa multidisciplinar de educação para um envelhecimento saudável em duas comunidades na cidade de Campinas, com base na educação dialógica e popular;
- Possibilitar o uso dos conhecimentos adquiridos, habilidades e potenciais das comunidades de forma sustentável e resiliente, auxiliando na melhora da qualidade de vida dos idosos, beneficiando diretamente aproximadamente 30 pessoas e indiretamente uma média de 150 pessoas.

Eventos: Encontros semanais de 2 horas e trinta minutos para discussão de temas de interesse dos participantes e vivências práticas de autocuidado.
Memória, distúrbios do sono, atividade física, alimentação saudável, saúde bucal, emoções e sentimentos na velhice, uso de medicamentos, instruções sobre saúde, imagem positiva do envelhecimento, violência e maus tratos a idosos e atividades terapêuticas (lian gong, consciência corporal, massagem, argila terapêutica).

Local e período de realização: O trabalho foi realizado em duas comunidades, no salão socialo da Paróquia São João Batista, vinculada à comunidade Orosimbo Maia; e em uma sala de aula da Igreja Cristo Redentor, vinculada à comunidade Parque da Figueira, município de Campinas, SP, no período de agosto a dezembro de 2009.

Localidades abrangidas: Campinas, região Sul, bairros Orosimbo Maia, Jd. Carlos Lourenço, Jd. Itaiu, Jd Nova York, Parque da Figueira e Nova Europa.

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Motivo financeiro dificulta acesso de idoso a tratamento prescrito

7/05/2010 - 16:48 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Quais os motivos pelos quais os idosos não usam os medicamentos prescritos pelo médico ou usam apenas parcialmente? Para responder a esta pergunta, pesquisadores do Núcleo de Estudos em Saúde Pública e Envelhecimento da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais investigaram cerca de mil idosos, residentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Confirmaram que dificuldades financeiras podem prejudicar o uso dos medicamentos, mas há outras questões importantes. Quando a comunicação entre o médico e o idoso é ruim e o paciente não recebe orientações apropriadas sobre o tratamento prescrito, aumenta o risco de o mesmo não ser seguido. Os resultados do estudo estão na edição de julho da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. Treze em cada cem idosos subutilizavam os medicamentos prescritos pelo médico por motivos financeiros. Esta subutilização foi mais frequente entre idosos que apresentavam duas ou mais doenças crônicas, avaliavam a própria saúde como ruim ou muito ruim e raramente ou nunca recebiam do médico esclarecimentos sobre sua saúde e o tratamento prescrito. Por outro lado, a subutilização foi menos comum entre os idosos que tinham renda mensal superior a dois salários mínimos e contavam com plano de saúde.
De acordo com o artigo, assinado por Tatiana Chama Borges Luz, Antônio Ignácio de Loyola Filho e Maria Fernanda Lima-Costa, ainda são escassos os estudos sobre os fatores associados à subutilização de medicamentos entre idosos nos países em desenvolvimento, embora estes países concentrem 60% da população mundial idosa. “No Brasil, não existem outros estudos examinando a influência da renda do idoso na subutilização de medicamentos, todavia existem fortes evidências indicativas da importância da situação financeira para o consumo de produtos farmacêuticos por esta parcela da população”, dizem os pesquisadores. “O gasto médio mensal com medicamentos, por exemplo, chega a comprometer um quarto da renda de metade dos idosos do país”, completam. No entanto, juntamente com a questão da renda, existem outros fatores que comprometem o uso dos medicamentos pelos idosos. “Outra associação observada em nosso estudo diz respeito à qualidade da relação médico-paciente, aqui medida pela frequência com que o médico, ou outro profissional de saúde, esclarece o usuário sobre sua saúde e tratamento”, dizem os autores. “A prevalência de subutilização por motivos financeiros foi perto de 80% maior no grupo de indivíduos que raramente ou nunca obtém tais esclarecimentos”, destacam. Estes resultados demonstram a importância de aspectos como a comunicação, a confiança, a compreensão e o cuidado na relação entre médicos e pacientes, especialmente idosos.
O estudo evidencia, ainda, uma situação de risco: idosos com piores condições de saúde estariam mais sujeitos a subutilizar os medicamentos necessários ao seu tratamento. “Esses achados apontam para a necessidade de que os profissionais de saúde, ao prescreverem medicamentos, considerem a capacidade de custeio do usuário e preocupem-se em esclarecer seus pacientes sobre o tratamento e os riscos que a prática da subutilização embute, particularmente entre os idosos em piores condições de saúde”, ressaltam os pesquisadores. “Os planejadores de saúde, por sua vez, devem desenvolver ações para reduzir os obstáculos financeiros ao uso de medicamentos, seja pelo aumento da disponibilidade dos mesmos na rede pública, seja pelo desenvolvimento de mecanismos que resultem na redução dos preços dos produtos na rede privada”, recomendam.
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (15/08/2009)
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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Melhor ser um louco entre muitos que sábio sozinho

6/05/2010 - 8:00 Por:

Categoria(s): Reflexão

É o que dizem os políticos.
Afinal, se todos são loucos, não há nada a perder.
E se a sabedoria estiver só, será considerada loucura.
Por isso, é muito importante seguir a corrente.
A grande sabedoria, às vezes, está em não saber ou fingir  não saber.
Temos de viver com os outros, e os ignorantes são maioria.
Para viver isolado é preciso ser quase divino ou quase besta.
Eu, porém, moderaria o aforismo dizendo: melhor ser um sábio entre muitos do que um louco sozinho.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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O sábio se basta a si mesmo
Nunca perder o respeito por si mesmo
Não ser o único a criticar o que agrada a muitos
Ser um pouco negociante
Em uma palavra: ser um santo
Saber adaptar-se
Não ser vulgar em nada
Saber avaliar
Não fingir, mas agir
Ser prático na vida

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Idosos no Brasil: vivências, desafios e expectativas na Terceira Idade

5/05/2010 - 8:00 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 119
“Idosos no Brasil: vivências, desafio e expectativas na Terceira Idade”, organizado por Anita Liberalesso Neri. Editora Perseu Abramo, Editora SESC, 2007.
O livro ‘Idosos no Brasil – Vivências, desafios e expectativas na terceira idade’, organizado pela professora Anita Liberalesso Neri e co-editado pela Editora Fundação Perseu Abramo e pelas Edições SESC, reúne análises aprofundadas dos dados da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio – SESC (Nacional e São Paulo). A pesquisa, uma das mais amplas já feitas no Brasil sobre os idosos, ouviu 2.136 pessoas com mais de 60 anos, e também 1.608 jovens e adultos de 16 a 59 anos, residentes em 20 municípios pequenos, médios e grandes das cinco regiões do país. Assinados por reconhecidos estudiosos da terceira idade, os artigos escritos especialmente para o livro analisam a realidade e as expectativas dessa parcela cada vez maior da população em relação a escolaridade, discriminação social, garantia dos direitos, saúde, discriminação racial, família, cultura e lazer, produtividade e renda, entre outros cruzamentos. Numa abordagem original, analisam também, sempre a partir dos resultados obtidos na pesquisa, a autoimagem dos idosos, assim como a imagem que deles têm os mais jovens, compondo um retrato surpreendente e fidedigno da terceira idade no Brasil. Ao final do livro, como apoio à leitura dos textos, gráficos e tabelas trazem um resumo substancial da pesquisa.

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