A arte de deixar as coisas como estão

8/06/2010 - 9:40 Por:

Categoria(s): Reflexão

Nas relações humanas há turbilhões e tempestades de vontade.
Quanto mais revolto o mar, mais prudente é retirar-se para um porto seguro, deixando as coisas como estão.
Muitas vezes os males pioram com os remédios.
Há algumas situações em que se deve deixar a natureza agir, enquanto em outras deve-se deixar a moral.
O bom médico sabe quando receitar ou não o remédio, pois às vezes a arte está em não aplicar remédio algum.
Para acalmar a tormenta, deve-se deixá-la de lado.
Render-se ao tempo trará a vitória depois.
Quando uma fonte límpida torna-se turva, só voltará a ser cristalina depois de ficar em repouso.
Não há remédio melhor para os aborrecimentos do que deixá-los seguir seu curso.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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