Fisioterapia Aquática

18/08/2010 - 11:35 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
As atividades físicas realizadas debaixo da água costumam dar muito prazer aos praticantes. Quando utilizada em prol da saúde, a água vai além e promove benefícios como o alívio da dor e espasmos musculares, manutenção ou aumento de movimentos das articulações, fortalecimento muscular e treino de resistência, reeducação de músculos paralisados, aumento da circulação e diminuição de inchaços, melhora do equilíbrio, coordenação motora e postura, entre outros.
“Fisioterapia Aquática é hoje o termo mais conhecido para exercícios terapêuticos realizados em piscina aquecida e coberta, com orientação total e restrita ao profissional de fisioterapia”, comenta Carla Cristina M. Daneluzee, fisioterapeuta do Movere – primeiro centro multidisciplinar para tratamento da obesidade.
Ela explica que a reabilitação em piscina terapêutica associa as propriedades físicas da água, principalmente a pressão hidrostática, flutuação e viscosidade, aos efeitos do calor, proporcionando aos pacientes efeitos fisiológicos que surgem imediatamente após a imersão. A Fisioterapia Aquática promove vários efeitos e benefícios fisiológicos:
- A vasoconstrição periférica, que aumenta o retorno do sangue venoso; o aumento da pressão sobre os vasos linfáticos, que facilita a drenagem linfática ajudando no processo de resolução de edemas;
- O aumento do suporte sanguíneo muscular que, juntamente com o calor da água, promove relaxamento muscular; além da melhora da capacidade respiratória, renal e hormonal;
- A retirada da carga das articulações imersas progressivamente, permitindo a intervenção reabilitadora quando o movimento articular sujeito à carga condicionada pela gravidade for proibida.
“Os fisioterapeutas e especialistas em exercícios aquáticos têm usado a água para a reabilitação porque ela permite a realização precoce de exercícios. As indicações para realizarem a reabilitação aquática são inúmeras, desde pacientes ortopédicos em geral (com ou sem história de cirurgia); esportistas de todas as modalidades; pacientes com patologias neurológicas; pacientes reumatológicos; síndromes dolorosas e síndromes raras; idosos; crianças e gestantes”, explica Carla.
Fonte: Por Cristina Thomaz e Simone Valente (Site BemStar)
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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