Arquivo de maio, 2011

Reconhecendo o fim

31/05/2011 - 18:15 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Diante da possibilidade de morte de alguém querido a família ou o cuidador passa pelo sentimento de incapacidade e isso gera sentimentos contraditórios, tais como raiva, culpa, alívio, etc.
A raiva é um sentimento que aparece quando se percebe que não se pode mudar o rumo das coisas e prolongar a vida. A culpa está relacionada com o sentimento de não ter cuidado mais e melhor. Por outro lado, a morte de alguém que está sofrendo pode representar um alívio para a família e para o cuidador.
Esses são sentimentos comuns e normais nessa situação, dificilmente são reconhecidos ou aceitos. É preciso que o cuidador e os familiares reconheçam seus limites e entendam que mesmo que estejam fazendo tudo o que é necessário para o bem-estar da pessoa, pode ser que ela não recupere a saúde.
Ao longo da vida passa-se por várias situações: algumas coisas são perdidas e outras ganhadas, tais como: ao crescer se perde a infância e se ganha a adolescência, ao mudar de casa ou de trabalho se pode ganhar mais espaço ou melhor salário, mas se perde o lugar que gostava ou se deixam os amigos, ao terminar um relacionamento amoroso e iniciar outro, os sentimentos também são contraditórios. Se sente tristeza pela perda do amor antigo, apesar de estar feliz com novo amor. Todas essas situações podem parecer insuportáveis e insuperáveis.
Esse momento de sofrimento pela perda de alguém é melhor suportado quando se tem com quem partilhar, pois esconder os sentimentos, chorar escondido, negar a perda não torna o sofrimento mais suportável.
Nessas horas cada pessoa tem seu jeito de procurar consolo para seu sofrimento como por exemplo, rezar, mudar de ambiente, pensar sobre a vida, conversar sobre a situação, reencontrar velhas amizades, cuidar de si mesmo e reorganizar a vida.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Hanseníase (Lepra)

31/05/2011 - 14:47 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Ervas Medicinais, Terapias Complementares

 É uma doença que provoca caroços na pele, perda de vários ou de todos os dedos dos pés e das mãos em virtude da gangrena.
A pele fica muito corada ou muito pálida e cobre-se de chagas vermelhas ou escuras, sinais de febre interna.
Causas:
- impurezas, substâncias estranhas que sobrecarregam o organismo. Nesse lixo surgem os micróbios; o foco está no baixo ventre ou no sistema digestório que funciona mal;
- Tb leprósis é um bacilo presente nestes casos e tido como o causador, porém ele é conseqüência do lixo acumulado;
- uma das características do leproso é a insensibilidade do local onde ataca a doença, ele nada sente, pode enfiar agulha, beliscar, nada sente porque a gangrena toma conta do local;
- falta de imunidade orgânica.
Tratamento:
- o leproso precisa fazer rapidamente uma desintoxicação orgânica com um pouco de jejum e chás especiais;
- alimentar-se de frutas e verduras cruas, raízes, batatas;
- fazer dois banhos genitais por dia;
- lavar as chagas com chá de eucalipto e limão;
- fazer demorados banhos com o chá forte de caroba, cipó açougue, quina, ipê roxo, erva Macaé ou rubim, cipó-suma, cipó-mil-homens, trapoeraba, unha de gato, urtiga;
Obs.: lepra não é contagiosa.
Do livro “Existem doenças incuráveis?”, de Jaime Brüning, 2003, p. 231.

Caro leitor, nosso blog se preocupa com a saúde e o bem estar de todas as pessoas. Desenvolvemos um trabalho na área de terapias complementares, porém gostaríamos de salientar que qualquer tratamento aqui sugerido não dispensa uma orientação médica ou qualquer orientação na área que você esteja precisando. Isto significa que os tratamentos com argila terapêutica e outros devem complementar o tratamento já realizado, mantendo sempre o acompanhamento médico. Além disto, sugerimos que aquelas pessoas que já estão em tratamento e que resolvam usar algum tratamento complementar, que comuniquem o profissional que acompanha seu caso.
Atenciosamente,
Equipe GeroVida.

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Envelhecimento está relacionado com problemas de temperatura

31/05/2011 - 11:54 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Os idosos tendem a apresentar temperaturas corporais menores do que adultos jovens. Isto gera, segundo o estudo “Febre em idosos”, de Milton Luiz Gorzoni em parceria com outros pesquisadores, dificuldades para definir qual a variação da temperatura basal (aquela medida no momento que a pessoa acorda) e a quantificação de febre no idoso.
Segundo o estudo, que foi publicado nos Arquivos médicos, ano passado, o ideal seria que todo idoso tivesse sua temperatura basal verificada semanal ou mensalmente. Isto porque, existe uma predisposição, relacionada ao envelhecimento, para síndromes com temperaturas atípicas como infecções afebris e hipotermia.
O estudo ainda mostra que, além do envelhecimento, existem outros fatores associadas à redução da temperatura basal, como diabetes mellitus, doenças neurológicas, desnutrição, sarcopenia, imobilidade e medicamentos (barbitúricos, opióides, antidepressivos tricíclicos, benzodiazepínicos, fenotiazidas e alfa-bloqueadores).
Segundo os autores, outro problema relacionado ao avanço da idade diz respeito às técnicas de medida da temperatura corporal, que podem sofrer interferências de diversas situações e doenças comuns em idosos. “A xerostomia (conhecida como boca seca), falhas de dentição, respiração pela boca e principalmente estados confusionais dificultam o posicionamento de termômetros na cavidade bucal”, exemplificam.
Há também, de acordo com a pesquisa, potenciais interferências na aferição da temperatura corporal na região axilar como dobras de pele, volume da massa muscular e da adiposa, distúrbios circulatórios e temperatura ambiental. “Contudo, pela tradição e praticidade, a região axilar é o local mais aceito e utilizado na prática clínica brasileira”, argumentam.
Segundo o estudo, a temperatura axilar normal de um adulto jovem aos 20 anos é de 36,8°C. Já em um idoso de 70 anos, é de 36,05°C. Diante desse fato, os pesquisadores esclarecem que a detecção de estados febris em idosos se dá com temperaturas conceitualmente inferiores às definidas como febre em adultos jovens.
Fonte: Saúde em Movimento
* Educadora física, colaboradora semanal com artigos na área, parceira da GeroVida

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Conhecer seu pior defeito

30/05/2011 - 18:57 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

Ninguém vive sem o contraponto da melhor qualidade.
Se o pior defeito for favorecido, ele nos moniará como um tirano.
Devemos declarar-lhe guerra.
O primeiro passo é descobri-lo: conhecido, será vencido.
Vencido esse defeito, os outros acabarão.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Cuidado com a antipatia
Conhecer sua boa estrela
Conhecer os dias de má sorte
Não ter defeitos

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Grupos em arteterapia: redes criativas para colorir vidas

30/05/2011 - 16:59 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Arte, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 160
“Grupos em arteterapia: redes criativas para colorir vidas”, de Angela Philippini. Wak Editora
O grupo arteterapêutico é um território criativo, sementeira de possibilidades expressivas, espaço vivencial e de afirmação da autonomia existencial através do caminho da individuação.
Ao arteterapeuta compete desbloquear o processo criativo dos participantes já que este é o eixo de todo o processo, fortalecê-lo. Aos integrantes do grupo cabe a entrega, a dedicação, a disciplina e o mergulho no ato criativo.
Neste percurso simbólico compartilhado por meio de formas cores e movimentos, surge e define-se um organismo vivo, pulsante, peculiar e pleno de potencialidades; O GRUPO…
Deste modo, o grupo como um personagem que irá gradualmente se configurando, necessitará de cuidados específicos e contínuos ao longo de seus diferentes ciclos, para que possa alcançar um desenvolvimento harmônico em suas múltiplas dimensões.
O grupo arteterapêutico oferece aos seus integrantes a possibilidade de uma rede criativa para colorir suas vidas, por meio do exercício de imaginar, das interações  afetivas, e do contínuo fazer criativo, que vai proporcionando as informações necessárias para as trajetórias de mudança.

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Maus-tratos: o que fazer e como denunciar

30/05/2011 - 16:13 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 O que o cuidador pode fazer diante de situações de maus-tratos:
- Ter consciência de que maus-tratos existem e que têm um efeito destrutivo na qualidade de vida das pessoas.
- Refletir diariamente se, mesmo sem querer, realizou algum ato que possa ser considerado como maus-tratos, procurando desculpar-se junto à pessoa cuidada.
- Identificar as razões e buscar a ajuda da equipe de saúde.
- Caso assista ou tenha conhecimento de alguma forma de maus-tratos à pessoa cuidada, denunciar, esse fato.

Denúncia em caso de maus-tratos:

Quanto mais dependente for a pessoa, maior seu risco de ser vítima de violência. O cuidador, os familiares e os profissionais de saúde devem estar atentos à detecção de sinais e sintomas que possam denunciar situações de violência. Todo caso suspeito ou confirmado de violência deve ser notificado, segundo a rotina estabelecida em cada município, os encaminhamentos devem ser feitos para os órgãos e instituições descriminados a seguir, de acordo com a organização da rede de serviços local:
a) Delegacia especializada da mulher
b) Centros de Referência da mulher
c) Delegacias Policiais
d) Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa
e) Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
f) Ministério Público
g) IML e outros
O Ministério Público é um dos principais órgãos de proteção, que para tanto, poderá utilizar medidas administrativas e judiciais com a finalidade de garantir o exercício pleno dos direitos das pessoas vítimas de violência. Portanto, devem a sociedade civil, conselhos estaduais e municipais e demais órgãos de defesa dos direitos, procurar o Ministério Público local toda vez que tiver conhecimento de discriminação e violência.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Maus-tratos a idosos

26/05/2011 - 10:04 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Maus-tratos são atos ou omissões que causem dano, prejuízo, aflição, ou ameaça à saúde e bem-estar da pessoa. O mau trato pode ocorrer uma única vez ou se tornar repetitivo, pode variar de uma reação brusca, impensada, até uma ação planejada e contínua e causar sofrimento físico ou psicológico à pessoa cuidada. Os maus-tratos tanto podem ser praticados pelo cuidador, por familiares, amigos, vizinhos, como por um profissional de saúde.
Os maus-tratos podem estar relacionados a diversas causas, tais como: conflitos familiares, incapacidade técnica do cuidador em desempenhar as atividades adequadamente, problemas de saúde física ou mental da pessoa cuidada ou do cuidador, desgaste físico e emocional devido a tarefa de cuidar, problemas econômicos, etc.
A violência e os maus-tratos podem ser físicos, psicológicos, sexuais, abandono, negligências, abusos econômico-financeiros, omissão, violação de direitos e autonegligência.
• Abusos físicos, maus-tratos físicos ou violência física: são ações que se referem ao uso da força física como beliscões, puxões, queimaduras, amarrar os braços e as pernas, obrigar a tomar calmantes etc.
• Abuso psicológico, violência psicológica ou maus tratos psicológicos: correspondem a agressões verbais ou com gestos, visando aterrorizar e humilhar a pessoa, como ameaças de punição e abandono, impedir a pessoa de sair de casa ou trancá-la em lugar escuro, não dar alimentação e assistência médica, dizer frases como “você é inútil”, “você só dá trabalho” etc.
• Abuso sexual, violência sexual: é o ato ou jogo de relações de caráter hétero ou homossexual, sem a permissão da pessoa. Esses abusos visam obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de convencimento, violência física ou ameaças.
• Abandono: é uma forma de violência que se manifesta pela ausência de responsabilidade em cuidar da pessoa que necessite de proteção, seja por parte de órgãos do governo ou de familiares, vizinhos amigos e cuidador.
• Negligência: refere-se à recusa ou omissão de cuidados às pessoas que se encontram em situação de dependência ou incapacidade, tanto por parte dos responsáveis familiares ou do governo. A negligência frequentemente está associada a outros tipos de maus-tratos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais.
• Abuso econômico/financeiro: consiste na apropriação dos rendimentos, pensão e propriedades sem autorização da pessoa. Normalmente o responsável por esse tipo de abuso é um familiar ou alguém muito próximo em quem a pessoa confia.
• Autonegligência: diz respeito às condutas pessoais que ameacem a saúde ou segurança da própria pessoa. Ela se recusa a adotar cuidados necessários a si mesma, tais como: não tomar os remédios prescritos, não se alimentar, não tomar banho e escovar os dentes, não seguir as orientações dadas pelo cuidador ou equipe de saúde.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Cresce o número de idosos que têm investimento na Bolsa

25/05/2011 - 19:11 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Editoria de arte/Folhapress
Por Maria Paula Autran (Colaboração para a Folha)
Quem pensa que o mercado de ações é só para jovens está enganado. Dados da BM&FBovespa mostram que o número de investidores com mais de 66 anos foi o que mais cresceu nos últimos 24 meses. De abril de 2009 até o mês passado, o aumento foi de 37%. Em seguida, as faixas que mais cresceram foram a dos 56 aos 65 anos e a dos 46 aos 55. Nas contas, estão incluídos os novos investidores e os que migraram de faixa.
De acordo com José Alberto Netto Filho, professor de educação financeira da BM&FBovespa, além do trabalho de popularização da Bolsa, o ambiente macroeconômico do país, estável, influenciou o movimento. “Numa renda fixa, se ele conseguir 10% de rendimento no ano é ótimo. E aí ele olha para a Bolsa e vê que ela pode oferecer mais”, diz, lembrando também que uma pessoa com essa idade tem mais renda que um jovem.
O aposentado Daniel Gomes de Oliveira, 78, investe há cerca de oito em ações. Ele conta que escolheu a Bolsa porque achou mais vantajoso que outros investimentos. “Leio algumas coisas e vejo empresas que dão alguns dividendos. Sobrava alguma coisinha e eu aplicava”, diz.
DIVIDENDOS
Para os investidores nessa faixa etária, aplicar em empresas pagadoras de dividendos – que têm menos volatilidade – é a orientação da estrategista-chefe da Ativa Corretora, Mônica Araújo. Para ela, energia e telecomunicações são exemplos de setores menos voláteis, indicados para um investidor nessa idade.
“Pode ser bastante interessante para esse público que começa uma nova fase da vida buscando mais retorno sobre seu investimento”, diz. “Esse é um investidor com um horizonte mais curto do que uma pessoa que entra no mercado com 25 anos”. Conhecer o nível de risco que o investidor aceita tomar e diversificar as aplicações também é importante, dizem os analistas.
De acordo com o diretor operacional da SLW, Robson Queiroz, em toda aplicação de renda variável é preciso pensar no longo prazo, mas esse investidor tem características específicas. “Esse perfil é de uma estratégia mais conservadora justamente para poder ter esses retornos e fazer um complemento da renda do investidor. A pessoa de mais idade procura um investimento, apesar de um certo grau de risco, com mais segurança.”
Os analistas recomendam só investir diretamente em ações se a pessoa tiver condição de acompanhar o desempenho do mercado e das empresas. Caso contrário, clubes e fundos de investimento – que funcionam como uma associação de investidores – podem ser boas opções.
23/05/2011
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/919397-cresce-o-numero-de-idosos-que-tem-investimento-na-bolsa.shtml

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Labirintite

25/05/2011 - 19:00 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Ervas Medicinais, Terapias Complementares

 É um problema relacionado com o ouvido interno, causado por fungos que lá se instalam e fazem perder o equilíbrio do organismo, parece que tudo gira.
Pode causar vômitos e um mal-estar muito grande, sobretudo ao deitar.
Existe um tratamento bom para isso com plantas medicinais conforme experiência do autor.
Tratamento:
- aplicar argila com o chá de cipó-mil-homens atrás dos ouvidos, pelo menos durante 3 horas, por 15 dias;
- plantas indicadas (tomar o chá): bananeira, carobinha do campo, crajiru, ginkgo-biloba, quina, tansagem, unha de gato e louro.
Do livro “Existem doenças incuráveis?”, de Jaime Brüning, 2003, p. 230.

Caro leitor, nosso blog se preocupa com a saúde e o bem estar de todas as pessoas. Desenvolvemos um trabalho na área de terapias complementares, porém gostaríamos de salientar que qualquer tratamento aqui sugerido não dispensa uma orientação médica ou qualquer orientação na área que você esteja precisando. Isto significa que os tratamentos com argila terapêutica e outros devem complementar o tratamento já realizado, mantendo sempre o acompanhamento médico. Além disto, sugerimos que aquelas pessoas que já estão em tratamento e que resolvam usar algum tratamento complementar, que comuniquem o profissional que acompanha seu caso.
Atenciosamente,
Equipe GeroVida.

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Dicas de como ativar a região do CORE

25/05/2011 - 12:07 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Olhe na direção do seu umbigo. Passe a mão ao redor da cintura  e, com os dedos, sinta os músculos desta região. Percebeu algo especial? Se não notou nada, talvez esteja aí a explicação para a demora nos resultados do seu treino ou para as dores nas costas, que incomodam depois da musculação: esta área do corpo concentra o xodó mais recente dos professores de educação física, o chamado core. “Trata-se de um cinturão de força, um conjunto de músculos abdominais  e dorsais que, juntamente aos do quadril, formam o núcleo do corpo”, afirma o professor Isaías Leme. Ativar esse grupo durante os exercícios  traz muitas vantagens e você consegue ver a diferença rapidinho. O abdômen fica mais tonificado e as estruturas da coluna (como as vértebras e os discos) são preservadas de impactos e sobrecargas, aliviando as dores que são comuns na região lombar, principalmente. E, como conta com um apoio extra de músculos, é possível aumentar a carga do treino com mais facilidade. “Há tonificação e diminuição das dores articulares”, diz Isaías.
A dica do professor, para quem está em busca de uma força no treino, começa pela concentração. Antes de realizar os movimentos (seja para fortalecer bíceps, pernas ou mesmo a barriga), pense no seu abdômen e volte o foco para ele, inicialmente. “Mantenha os músculos abdominais contraídos e sugados, em direção às costas, durante todo o treino”, ensina o especialista. E o retorno do esforço vem, em igual medida, entre homens e mulheres. A dificuldade inicial tende a se dissolver conforme você pega o costume. “A partir do momento em que o aluno consegue manter uma postura neutra, com as estruturas ósseas em posição ideal, há necessidade de mais concentração”, afirma o professor da Bio Ritmo. Só vale lembrar que a ativação do core não substitui os exercícios abdominais. Para isso, realmente precisamos dos movimentos tradicionais com flexão da coluna.
Um treino que ignora o core, entretanto, não chega a ser um problema (ou seus amigos que nunca ouviram falar disso e frequentam academia há anos jamais teriam visto o efeito dos exercícios). O segredo está na eficiência do trabalho físico entre as pessoas que já foram apresentadas aos poderes deste cinturão de força, a produtividade cresce e a motivação para seguir no pique, também. “O abdômen dos alunos que ativam o core é mais definido e a postura, mais bonita. Além disso, o aluno ganha mais consciência motora. Mas deixar de pensar neste grupo de músculos não faz do treino algo errado, apenas deixa os movimentos menos abrangentes”, afirma Isaías Leme.

Postura alinhada, barriga chapada

A postura tende a melhorar com o hábito de manter o abdômen ativado. Isso porque um dos fatores que colabora e muito para que a coluna fique alinhada, por mais tempo, é a ativação do abdômen: com este músculos fortalecidos, a coluna não tomba para a frente ou gera compensações. Mas não se cobre demais. “Manter o abdômen contraído durante o dia todo é praticamente impossível, pois seria preciso manter o foco nisso direto. Sem esquecer que, assim como os outros, os músculos abdominais estão sujeitos à fadiga. Por isso, já é de grande valia e traz bons resultados mantê-lo acionado durante o treino”, diz o especialista.
Fonte: MSN – Minha Vida
* Educadora física, colaboradora semanal com artigos na área, parceira da GeroVida

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