Deficiência de cromo e seu papel no organismo

5/06/2012 - 11:47 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia, Qualidade de Vida

Defici√™ncia de cromo √© uma condi√ß√£o na qual n√£o h√° reservas suficientes de cromo no corpo necess√°rias para as atividades metab√≥licas normais. O cromo √© absorvido ao n√≠vel do jejuno (primeira por√ß√£o do intestino delgado que segue ao duodeno). Menos de 1% do cromo ingerido √© absorvido. Sua absor√ß√£o √© influenciada pela presen√ßa de agentes quelantes. Em particular, ela √© diminu√≠da na presen√ßa de fitatos. Existem intera√ß√Ķes com o zinco e o ferro. O aporte de ferro diminui a absor√ß√£o do cromo. Parece existir um mecanismo comum de transporte. Ap√≥s a absor√ß√£o, o cromo o √© transportado pela mesma prote√≠na que transporta o ferro: a transferrina. V√°rios pesquisadores dosaram o cromo no sangue, nos tecidos e nos cabelos. Tendo-se material adequado, a an√°lise dos oligoelementos no cabelo √© interessante e relativamente simples. Esse m√©todo se justifica ainda mais no caso do cromo, apresentando diversas vantagens: maior concentra√ß√£o do cromo nos cabelos do que nos tecidos e, pois, melhor correla√ß√£o. As concentra√ß√Ķes nos cabelos n√£o sofrem flutua√ß√Ķes r√°pidas, refletindo, assim, melhor o estado nutricional ao longo do tempo.

O papel do cromo e sinais de deficiência
O cromo tem provavelmente um papel de ativador das enzimas e na estabiliza√ß√£o das prote√≠nas e √°cidos nucl√™icos (papel na espermatog√™nese, ou seja, fabrica√ß√£o do esperma). Mas sua principal atua√ß√£o √© de potencializar o papel da insulina, n√£o unicamente no metabolismo dos a√ß√ļcares, mas tamb√©m no das prote√≠nas e das gorduras. O cromo, sob forma de FTG (fator de toler√Ęncia √† glucose) que cont√©m, al√©m do cromo, o √°cido nicot√≠nico e amino√°cidos (glicina, √°cido glut√Ęmico e ciste√≠na), aumenta a a√ß√£o da insulina. O papel do cromo no metabolismo dos lip√≠deos foi demonstrado. Numerosos estudos estabelecem que o cromo tem um efeito favor√°vel sobre √†s taxas de colesterol e de lipoproteinas. Por exemplo, em coelhos submetidos a uma alimenta√ß√£o hiperlip√™mica (que produz placas de aterosclerose), inje√ß√Ķes de cromo reduzem as taxas de colesterol, assim como, o n√ļmero de placas de ateroma das art√©rias. J√° em 1970, foi demonstrado (Schoeder) que indiv√≠duos mortos por infarto do mioc√°rdio, devido a uma doen√ßa das coron√°rias, tinham uma concentra√ß√£o de cromo nos tecidos inferior a dos mortos em acidentes, embora os outros tecidos tivessem taxas de cromo similares. Um estudo mais recente demonstrou que indiv√≠duos com doen√ßa coron√°ria tinham taxas s√©ricas de cromo mais baixas que os indiv√≠duos s√£os. Outro estudo (Newton, 1978) mostrou uma correla√ß√£o entre as taxas s√©ricas de cromo diminu√≠das e o aparecimento de doen√ßas coron√°rias, correla√ß√£o mais significativa que para os outros fatores de risco (colesterol, press√£o arterial e peso). A prescri√ß√£o de cromo a pacientes sofrendo de dist√ļrbios das gorduras (200 mcg por dia durante doze semanas) provoca uma diminui√ß√£o significativa dos triglic√©rides do soro e aumenta o “bom” colesterol. O mecanismo suspeito √© o da rela√ß√£o entre o cromo e a insulina. O cromo potencializa a a√ß√£o da insulina e est√° implicado na regula√ß√£o de suas taxas. Em caso de defici√™ncia em cromo, h√° o aumento das concentra√ß√Ķes de insulina; ora, as taxas elevadas de insulina circulante s√£o caracter√≠sticas do aparecimento de les√Ķes arteriais e do aparecimento da aterosclerose (Stout, 1977). Animais nutridos com alimenta√ß√£o deficiente em cromo apresentam (Anderson, 1981): m√° toler√Ęncia a glucose; hiperglicemia e glicosuria; taxas elevadas de insulina circulante; dist√ļrbios do crescimento; diminui√ß√£o da longevidade; taxas elevadas de colesterol e de triglic√©rides; aumento do aparecimento de placas ateroscler√≥ticas; neuropatia perif√©rica; dist√ļrbios cerebrais; diminui√ß√£o do n√ļmero de espermatoz√≥ides e diminui√ß√£o da fertilidade.
Pacientes submetidos a alimenta√ß√£o parenteral prolongada (em reanima√ß√£o e nutridos exclusivamente por perfus√Ķes intravenosas) e que apresentam sinais de insufici√™ncia end√≥crina (neuropatia perif√©rica, perda de peso, apesar de um aporte cal√≥rico suficiente, e uma intoler√Ęncia a glucose refrat√°ria √† insulina) tem visto estes sinais desaparecerem pelo aporte por perfus√£o de 150 a 250 mcg de cromo por dia (Jeejeeblay-Freund). Na popula√ß√£o em geral, tamb√©m n√£o se observaram sinais aparentes de d√©ficit de cromo, mas se encontraram mui frequentemente sinais de defici√™ncia em cromo subliminal com toler√Ęncia √† glucose alterada e taxas elevadas de lip√≠deos, sinais que desapareceram ap√≥s suplementa√ß√£o de cromo. A suplementa√ß√£o de cromo sob a forma trivalente ou por levedo de cerveja em pacientes submetidos anteriormente √† alimenta√ß√£o insuficiente em cromo e que apresentavam aumento da intoler√Ęncia √† glucose, permitiu diminuir esta √ļltima, em particular, se eram idosos.

Cromo e estresse
√Č preciso notar que a excre√ß√£o urin√°ria do cromo aumenta sob a a√ß√£o de estresse de toda natureza: regimes hipoproteicos, exerc√≠cios fatigantes, hemorragia aguda, infec√ß√Ķes, etc. Aportes recomendados de cromo √© de 50 a 200 mcg por dia para adultos (National Research Council). Estudos intensivos finlandeses mostraram que os alimentos mais ricos em cromo eram: levedo de cerveja, carnes, queijos, cereais integrais, cogumelos e nozes. N√£o h√° sempre correla√ß√£o entre o cromo total contido na alimenta√ß√£o e o cromo biol√≥gicamente ativo. Aconselha-se a absor√ß√£o do cromo biol√≥gicamente ativo, que √© quatro vezes mais absorv√≠vel que o na forma inorg√Ęnica. Estudos efetuados em numerosos pa√≠ses ocidentais mostraram que absorvemos geralmente uma quantidade inferior √† recomendada (dados obtidos pelos primeiros resultados exaustivos de an√°lises no soro e nos cabelos). Mesmo na alimenta√ß√£o das coletividades, onde nutricionistas levam em conta quantidades suficientes de vitaminas e minerais, pode-se notar (Kampulainen, 1979) que cerca de um ter√ßo dos card√°pios estudados continham menos que o m√≠nimo requerido e aconselhado de 50 microgramas/dia de cromo. A quantidade de cromo contida nos alimentos diminui com o refinamento. Por exemplo, se encontram 0,26 mcg de cromo por grama no mela√ßo, 0,16 mcg/g no a√ß√ļcar n√£o refinado e somente 0,02 mcg/g no a√ß√ļcar refinado (Wolff, 1974). Da mesma forma, a farinha integral cont√©m 1,75 mcg por grama, a farinha branca 0,60 mcg/g e o p√£o branco 0,14 mcg/g. A tend√™ncia largamente difundida de aumento no consumo de alimentos muito refinados nos pa√≠ses ocidentais, particularmente do a√ß√ļcar branco que aumenta a excre√ß√£o urin√°ria do cromo, pode levar √† absor√ß√£o limite deste metal e √† diminui√ß√£o das quantidades nos √≥rg√£os de estocagem. Ao longo do tempo, esta absor√ß√£o insuficiente do cromo conduz √† diminui√ß√£o, com a idade, do metal contido nos tecidos e ao aumento da incid√™ncia da diabete e da aterosclerose constatados nos pa√≠ses desenvolvidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Defici%C3%AAncia_de_cromo

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1 Coment√°rio »

  1. vera dá seu palpite,

    setembro 11, 2012 @ 13:42

    boa tarde gostava que me desse um nome de uma planta medicinal para as dores de coluna eu sofro muito de coluna eu chamo me vera sou de coimbra portugal

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