Déficits Sensoriais

25/06/2013 - 11:05 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

sentidosCom o envelhecimento podem ocorrer mudanças no sistema sensorial que interferem na capacidade funcional, na independência e, consequentemente, na qualidade de vida da pessoa.

Após os 40 anos, a queda gradativa da visão é comum. Essa perda pode desencadear ou acentuar outros prejuízos, como a redução da sensibilidade aos contrates, a diminuição da adaptação à luz e ao escuro, a queda na noção de profundidade, na percepção de cores, no campo visual periférico e na acomodação e a perda de detalhes visuais. As manifestações mais prevalentes são Presbiopia, Catarata, Retinopatia Diabética, Doença Macular Relacionada à Idade e Glaucoma. A Hipertensão e o Diabetes são fatores de risco para as doenças oculares.

Com relação à audição, a perda relacionada à idade é chamada de presbiacusia. A degeneração auditiva ainda é pouco diagnosticada e tratada, pois muitos evitam admitir ou não percebem o déficit até outra pessoa, do convívio, identificar e relatar. Essa perda é caracterizada pelo declínio da sensibilidade em sons agudos e de alta frequência. Não compreender o que os outros falam limita a comunicação e, por consequência, o envolvimento em atividades sociais, pois a pessoa tende a evitar lugares com muito ruídos. Os aparelhos auditivos são úteis para minimizar os sintomas, prevenir a piora e restabelecer a comunicação.

Quanto ao olfato e ao paladar, o uso de alguns medicamentos, determinadas intervenções cirúrgicas e fatores ambientais estão relacionados com a perda desses sentidos. Ambos os déficits levam à diminuição do apetite. No envelhecimento, as mudanças no paladar são menos prevalentes que as do olfato. Déficit no olfato pode estar associado ao tabagismo, com o acidente vascular encefálico (conhecimento como derrame), à epilepsia, à congestão nasal, à infecção respiratória e à demência.

Diante das perdas sensoriais, decorrentes do processo de envelhecer, não devem ser menosprezadas como sendo algo normal, mas precisam de atenção, pois o diagnóstico precoce favorece a implantação de medidas para minimizar os déficits e prevenir outros agravos, garantindo, assim, a qualidade de vida daqueles que vivenciam essas alterações.

COUTO, F. B. D. Déficits Sencoriais. In: GUARIENTO, M. E.; NERI, A. L. (orgs.). Assistência ambulatorial ao idoso. Campinas – SP: Editora Alínea, cap.5, 2010, p.69 – 76.

Por: Roberta dos Santos Tarallo

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