O Envelhecimento e o Bem-estar Subjetivo

18/11/2015 - 11:34 Por:

Categoria(s): Gerontologia

mistersp¬† ¬†Bem-estar subjetivo √© o senso pessoal, individual ou particular de realiza√ß√£o e adapta√ß√£o que a pessoa tem ao comparar as suas capacidades levando em conta suas expectativas e seus valores, utilizando crit√©rios √ļnicos e espec√≠ficos.
A satisfa√ß√£o e os aspectos positivos e negativos da vida s√£o componentes do bem-estar subjetivo, bem como a personalidade e os eventos moment√Ęneos ou situa√ß√Ķes que marcam mudan√ßas no curso de vida. Os dom√≠nios avaliados pelas pessoas geralmente s√£o: a sa√ļde, a mem√≥ria, as rela√ß√Ķes sociais e familiares, as finan√ßas e o ambiente.
O bem-estar sujetivo √© influenciado por mecanismos de autorregula√ß√£o do self, que s√£o estrat√©gias aprendidas de natureza afetivo-cognitiva, mediante as quais os indiv√≠duos avaliam, julgam e monitoram a si mesmos e ao ambiente, administram refor√ßos e puni√ß√Ķes a si mesmos, fazem previs√Ķes, planos e a√ß√Ķes.
Estudos evidenciam que a extrovers√£o, o otimismo e os afetos positivos est√£o associados a maior longevidade, a respostas mais adaptativas do sistema cardiovascular e imunol√≥gico, a mais recursos cognitivos, incluindo melhor senso de autoefic√°cia, a maior capacidade de solicitar apoio e suporte social e mais comportamentos de autocuidado em sa√ļde. Por outro lado, emo√ß√Ķes negativas como a hostilidade, a raiva e a ansiedade afetam o bem-estar subjetivo por meio de respostas fisiol√≥gicas e comportamentais.
Com o passar do tempo ocorrem varia√ß√Ķes nas avalia√ß√Ķes de satisfa√ß√£o e no equil√≠brio entre afetos positivos e negativos. As avalia√ß√Ķes positivas de satisfa√ß√£o tendem a manter-se na velhice. Os idosos tendem a apresentar melhores avalia√ß√Ķes de satisfa√ß√£o do que os jovens, possivelmente devido aos efeitos moderadores da capacidade de ajustar aspira√ß√Ķes, anseios e metas frente aos recursos dispon√≠veis.
Na velhice, uma adequada adapta√ß√£o est√° ligada ao equil√≠brio entre afetos positivos e negativos, √† sele√ß√£o e investimento afetivo e cognitivo em alvos positivos, √† diminui√ß√£o da intensidade e da vulnerabilidade de experi√™ncias emocionais e a melhor capacidade de vivenciar emo√ß√Ķes mais complexas, de nomear e compreender as pr√≥prias emo√ß√Ķes e as alheias, al√©m de melhor selecionar parceiros sociais que representem oportunidade de conforto emocional.

Por Roberta dos Santos Tarallo

Fonte: Anita Liberalesso Neri (organizadora). Palavras-Chave em Gerontologia. Editora Alínea, 4ªed., 2014, pp. 104-110.

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