Fragilidade na Velhice

19/09/2016 - 10:24 Por:

Categoria(s): Gerontologia

fragilidade-idoso“Caracteriza-se por diminuição das reservas de energia, desregulação neuroendócrina, declínio da função imune e redução da resistência aos estressores. Relaciona-se de forma robusta com risco para morte em prazo relativamente curto, doenças crônicas, incapacidades, quedas e necessidade de institucionalização.”
Com vistas a explicar as conduções relacionadas ao envelhecimento não saudável, muitos estudos vêm sendo realizados desde os anos de 1990.
Nos Estados Unidos, um grupo liderado por Linda M. Fried definiu cinco critérios referenciados à fragilidade: 1) perda de peso não intencional no último ano; 2) fadiga; 3)baixa força de preensão; 4) lentidão ao caminhar; 5) baixa taxa de gasto energético semanal em exercícios físicos e atividades domésticas.
A presença de um ou dois critérios indica que a pessoa é pré-frágil e três ou mais características do fenótipo significam fragilidade.
A fragilidade tem origem em variações gênicas expressas em oxidativo, encurtamento dos telômeros, danos ao DNA, e sofre efeitos acumulados ao longo da vida. Inatividade, sarcopenia, anorexia, osteopenia, declínio cognitivo, incapacidade e doenças (inflamatórias) crônicas são indicadores de vulnerabilidade.
Sendo assim, a fragilização é um processo acumulativo, multifatorial e multideterminado que se expressa no tempo, ao longo dos anos. As oportunidades sociais, o estilo de vida, as atitudes e hábitos culturais, a personalidade e o nível de escolaridade.
O Estudo Fibra (Fragilidade em Idosos Brasileiros) evidenciou que entre os frágeis, havia mais viúvos, analfabetos, com menos instrução formal e com baixa renda; sugerindo que as variáveis socioeconômicas podem tornar mais provável a emergência de fragilidade. Além disso, a pesquisa mostrou que as maiores freqüências de indivíduos com perda ponderal, fadiga, baixa força de preensão, lentidão de marcha e inatividade física ocorreram entre idosos viúvos.
Ressalta-se que entender sobre o assunto visando às possibilidades de adaptação e a diminuição dos riscos em desenvolver a fragilidade é imprescindível. Evitar ou adiar a transição da condição de pré-fragilidade para a de fragilidade se faz necessário tanto para a pessoa e a família, quanto para a comunidade e nações a pouparem recursos materiais e humanos, bem como a promoverem o bem-estar e a qualidade de vida.

Referência:
Anita Liberalesso Neri. Fragilidade. Palavras-chave em Gerontologia. Editora Alínea, Ed.4, pp.166-176, 2014.

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