Acidente Vascular Cerebral e o Envelhecimento

17/10/2016 - 8:58 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

avc-derrameO Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ocorrer de duas formas: hemorrágico ou isquêmico; respectivamente, quando vasos sanguíneos do cérebro rompem-se ou são bloqueados por coágulos de sangue ou substâncias gordurosas. A perda do fluxo sanguíneo para uma área do tecido cerebral priva as células de oxigênio, perdendo suas funções ou morrendo.
Frequentemente o AVC ocorre sem aviso prévio. Algumas vezes, entretanto, um ataque isquêmico transitório (AIT), ou uma série deles, leva a um princípio de AVC. Estudos observaram que AITs ocorrem em 30% das pessoas que tiveram posteriormente AVCs completos.
Os mecanismos responsáveis pelo AVC são variáveis e têm implicação direta na definição das medidas terapêuticas preventivas a serem adotadas para cada paciente. Pelo menos 85% dos casos são isquêmicos, 9% são devidos às hemorragias intracerebral e 4% são atribuídos à hemorragias subaracnoíde.
A Hipertensão Arterial Sistêmcia (HAS) isoladamente constitui o maior fator de risco conhecido para AVC na população geral. A idade, por sua vez, é o principal fator de risco não modificável para AVC. A partir dos 55 anos de idade, o risco de AVC dobra a cada década de vida. Estima-se que 75 a 89% dos casos de AVC ocorram em indivíduos com idade ≥ 65 anos.
A cada três novos casos de AVC, um resulta em morte. As sequelas potenciais do AVC em sobreviventes são de grande magnitude e levam, com frequência à perda da independência pessoal. O AVC é considerado a maior causa de incapacitação funcional em populações adultas, sobretudo nas faixas etárias mais avançadas.
A prevenção consiste na modificação do estilo de vida com medidas que contribuem para a redução do risco cardiovascular como alimentação balanceada e pática de atividade física regularmente. De modo secundário, o tratamento de da HAS, Obesidade, Diabetes e Dislipidemia se faz necessário para reduzir o risco de AVC.

Referências:
Dee Unglaub Silverthorn. Fisiologia Humana: uma abordagem integrada. Barueri: Manole, cap.9, p.259, 2003.
Roberto Dischinger Miranda e Jairo Lins Borges. Doenças Vasculares. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.47, pp.565-583, 2011.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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