A Terapia Intensiva e o Paciente Idoso

6/02/2017 - 8:44 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Tratamento de Doenças

A criação de áreas hospitalares especializadas no tratamento de pacientes com estado de saúde crítico foi possível devido aos avanços nas técnicas de monitoramento, ventilação mecânica e reanimação cardiorrespiratória. Diante da alta complexidade dos recursos utilizados, os custos também são elevados.
Diversos estudos mostram que o paciente idoso tem maior mortalidade em Centro de Terapia Intensiva (CTI) ou Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, o fator determinante para a maior mortalidade é a gravidade da doença apresentada. Além da gravidade, os principais fatores de risco são a funcionalidade, a cognição e a presença de outras doenças.
A funcionalidade é importante como medida de avaliação do sucesso do tratamento. A internação intensiva não é só para manter o paciente vivo, mas também é de mantê-lo com suas capacidades para que retorne a uma condição de saúde satisfatória.
A eficiência e a rapidez do atendimento dentro da terapia intensiva aumentam a chance de alta e aperfeiçoam a terapêutica para o idoso. Deve-se fazer o todo o possível para que o paciente seja atendido fora do CTI ou da UTI , mas quase se determina a indicação do tratamento intensivo, a transferência deve ser feita com a maior precocidade e deve-se utilizar todos os recursos disponíveis.
Os critérios de admissão e de permanência variam de acordo com cada serviço. É importante que a família participe de todas as fases, discutindo o motivo da transferência, expectativa e agressividade do tratamento, sobrevida e prognóstico. A interação de toda a equipe é fundamental para o direcionamento e o sucesso do tratamento.
A equipe inter e multiprofissional é essencial para a boa evolução do paciente idoso e o menor tempo de internação. Deve ter a participação do intensivista, do médico específico do paciente, do enfermeiro, do fisioterapeuta, do fonoaudiólogo, do gerontólogo, do nutricionista, do psicólogo, do assistente social e do assistente religioso. É importante o respeito profissional, a integração, a comunicação e o envolvimento dos familiares no tratamento e nas decisões a respeito do prognóstico do paciente idoso.

Referência:
Maria do Carmo Sitta, Wilson Jacob Filho e Jos̩ Marcelo Farfel. O idoso no Centro de Terapia Intensiva. In: FREITAS, E. V.Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.110, pp.1242 Р1246, 2011.
Por: Roberta dos Santos Tarallo.
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