Verão e Alimentação para Idosos

1/12/2017 - 19:48 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflexão

Com os termômetros nas alturas e um sol de rachar, o verão tem castigado os brasileiros, principalmente na faixa etária entre 60 e 90 anos. Os idosos reagem de maneira diferente ao calor e à baixa umidade. Pessoas idosas apresentam uma tendência a consumir menos calorias. E é por isso que, especialmente no calor do verão, devem se preocupar em seguir uma dieta equilibrada.

Na velhice há uma propensão a comer menos porque, de forma geral, é menos ativa fisicamente, diferencia menos os sabores, além de salivar menos e ter uma capacidade de mastigação inferior. O apetite diminui ainda mais no verão por causa do calor. As necessidades proteicas, calóricas e de lipídeos dos idosos não são muito menores que as necessidades de pessoas mais jovens. A nutrição no verão também não muda: alimentação leve, composta por frutas e verduras, e hidratação contínua, vale tanto para idosos, quanto para pessoas mais novas.

O que muda para os idosos é a preocupação em estabelecer uma dieta compatível com as dificuldades de mastigação e deglutição, ou de doenças como a diabetes ou osteoporose. A ideia é sempre buscar alimentos frescos e fugir dos processados, além de consumir em média dois litros de líquido ao dia e comer a cada três horas. Mesmo que não esteja faminto, o idoso pode fazer uma refeição leve, tendo em mente qualquer tipo de restrição alimentar que possa ter, para não agravar outras doenças. É recomendável ainda atentar para a perda de vitamina D ou B12, comuns à faixa etária.

Com o avanço da idade sofrem alterações naturais nos mecanismos de controle térmico do organismo e de envio de estímulos cerebrais relacionados à sede, o que propicia quadros de desidratação. Na velhice, o organismo humano reduz a sua capacidade de regular sua própria temperatura, por isso, as trocas de calor, que normalmente levam o sangue para todas as partes do corpo e aquecem os tecidos, ficam prejudicadas fazendo com que os idosos sintam mais frio do que os jovens. A percepção de calor fica alterada, fazendo com que sintam frio mesmo expostos à altas temperaturas. Para esquentar o corpo, os idosos optam por usar roupas mais pesadas e grossas que comprometem a hidratação do organismo.

Com o passar dos anos, nosso sistema nervoso central diminui ou deixa de enviar para o corpo os estímulos nervosos responsáveis pela sensação de sede e pelo controle da urina. Isso faz com que os idosos bebam pouca água, mesmo no verão, e urinem com bastante frequência. O problema é que bebendo pouca água e perdendo nutrientes e sais minerais através da urina e do suor, os idosos ficam desidratados. A consequência disso é mal-estar e cansaço.

Fonte: https://pbnutricaoblog.wordpress.com/

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

*Educadora física, parceira da GeroVida no envio de artigos para o blog

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