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Musicalidade e Movimento Corporal 5

29/01/2008 - 12:49 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Na alegria das saias e dos panos

A última vivência desta experiência teve como objetivo trabalhar a alegria. As pessoas caminharam pelo espaço escutando uma música que remetia a mensagens e situações de alegria e diversão. Enquanto caminhavam e se movimentavam, foi solicitado que pensassem em situações ou fatos alegres ou inusitados. No círculo, cada pessoa contou a situação alegre que aconteceu em sua vida. Trabalhamos com uma parte mais técnica do trabalho de dança, a experimentação de tempo e ritmo, espaço individual e coletivo, níveis de movimento – baixo, médio e alto -, e com a questão do equilíbrio. Feldenkrais (1984) afirma que a qualidade de vida está ligada à qualidade do nosso movimento. Assim, fechar o projeto afinando as técnicas e os movimentos corpóreos podem auxiliar os participantes a melhorar aspectos importantes à qualidade de vida – o movimento fluente, a ação.

Na segunda parte da atividade, cada pessoa contou novamente algum episódio anteriormente relatado. Dentre os fatos narrados, escolheram um ou mais para ser transformado na composição coreográfica do grupo. Assim, trabalharam na criação e montagem da apresentação final. No segundo dia da vivência, os participantes retomaram a montagem, ensaiaram e se apresentaram. Encerramos com uma grande roda de dança.

Para Todaro (2001) o ato de ensinar a dança trata de dar ao homem a imagem de como sua vida pode ser um movimento harmonioso, livre e alegre. “Não existe ato mais revolucionário que ensinar alguém a enfrentar o mundo como ser criador” (pág 19). Foi nesta perspectiva que o projeto terminou com uma vivência de dança, movimento e alegria, com o objetivo de que os participantes pudessem levar esta mensagem para suas vidas.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008; encontro introdutório postado no dia 26/01/2008; vivência das flores postado no dia 27/01/2008; vivência das fitas postado no dia 28/01/2008).


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Musicalidade e Movimento Corporal 4

28/01/2008 - 10:25 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Nas Tramas dos Laços de Fitas

Na segunda vivência iniciam-se os trabalhos retomando e fortalecendo o nome e a identidade de cada participante. Em círculo, cada participante fala o próprio nome e todos prestam atenção. Com os nomes gravados na memória, cada participante fala o seu e tenta lembrar o nome do companheiro da esquerda e no sentido inverso, tenta lembrar o nome do companheiro da direita. Após esta dinâmica, propomos um relaxamento para sensibilizar todos os sentidos (tato, olfato, paladar, visão, audição). Além de novamente trabalhar a questão da memória com o exercício dos nomes, a vivência do relaxamento teve como objetivo chamar os participantes a estarem presentes naquele momento, vivenciando aquela experiência e deixando para o lado de fora da sala todas as preocupações da vida particular. Aliás, de modo geral, a regra do projeto foi que as pessoas estejam concentradas e participantes nas atividades.

Após a vivência de relaxamento, entramos no momento de ambiente reflexivo, em que cada participante recebeu uma fita de cetim para trabalhar o “Nó do momento”: cada integrante foi orientado a fechar os olhos em postura reflexiva. Ao fazer isto, fizeram um nó na fita, ao mesmo tempo em que mentalizaram algo que estava incomodando naquele momento, mesmo que fosse uma dificuldade simples ou uma pequena tristeza ou preocupação. Com as fitas e seus nós, partimos para o momento de transformação, em que os participantes foram levados a pensar e refletir sobre as formas de realizar a soltura do nó, com a conseqüente solução para seu problema. Além disto, buscaram nas lembranças uma canção que traduzisse aqueles nós vividos ou da alegria da solução dos problemas, ou de um tempo vivido que tivesse a carga desse nó, tanto da alegria quando da dificuldade.

Um dos grupos atendidos era composto por senhoras com quadro depressivo, que participavam das atividades com encaminhamento da psicóloga do Centro de Saúde do Bairro, a qual acompanhou todas as atividades do projeto nesta turma. Neste grupo específico, a vivência das fitas teve um tratamento diferente, pois o objetivo foi trabalhar a questão da felicidade e da alegria de viver. Trabalhamos com a dinâmica do desenho, em que os participantes receberam uma folha em branco e lápis de cor. De olhos fechados e com a mão contrária à que escrevem, desenharam ou escreveram no papel o seguinte tema: “O que eu tenho de melhor!”. No segundo momento, ao invés de trabalhar o nó do momento, usamos o tema “A Felicidade do Momento”, em que elas foram levadas a pensar em suas vidas e buscar algo que as deixasse felizes. Dentre as várias possibilidades, deveriam escolher apenas um motivo (trabalho, objeto, pessoa, situação, fato) que as fizessem felizes. Escreveram no papel o porquê de terem escolhido aquele motivo específico. Ao final, partilharam sobre esta experiência, falando sobre o desenho e sobre as escolhas de felicidade.

No segundo dia da vivência das fitas, trabalhamos com respiração, com eutonia e uma montagem coreográfica em duplas. Com uma música pré-definida, as duplas criaram seqüências de movimentos com as fitas, considerando os potenciais que este recurso proporciona, utilizando-o como um componente de alegria, flexibilidade, leveza e beleza. Ao dançar, exploraram o movimento da fita, levando os significados para o próprio corpo.

Para encerrar esta vivência, trabalhamos com a dinâmica do espelho, que se caracteriza por um trabalho individual, de cada pessoa com o espelho, enquanto os outros ficam na platéia. Ao ritmo de uma música bem envolvente, a pessoa desfila até chegar no espelho; de frente para o espelho a pessoa diz o nome, a sua melhor característica como ser humano, movimenta o corpo livremente, sorri e sai. A platéia assiste o desfile e aplaude no final. Este trabalho é bastante significativo, pois permite aos participantes ficarem de frente para o espelho e se encararem, reconhecendo dentro de si sua melhor característica.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008; encontro introdutório postado no dia 26/01/2008; vivência das flores postado no dia 27/01/2008).


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Musicalidade e Movimento Corporal 3

27/01/2008 - 11:33 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Uma Sensibilização no Universo das Flores

Nesta vivência iniciamos com uma dinâmica de apresentação. Em dupla as pessoas se apresentaram falando o nome, breve relato da história de vida e da experiência artística com dança e música. A dinâmica tem uma duração de quinze minutos. Nesse prazo, uma pessoa fala de si e a outra pessoa apenas escuta e/ou faz perguntas e vice-versa. Ao final, em uma grande roda todos se apresentam e cada pessoa fala sobre o parceiro que conheceu. Esta dinâmica tem como objetivo trabalhar a memória, pois ao apresentar a outra pessoa na roda, o participante terá que resgatar da memória o que escutou. Além disto, trabalhamos com concentração e atenção. Segundo Goldfarb (1998) “a memória tem o valor da história viva” (pág. 89). Assim, ao trabalhar com esta dinâmica resgatamos a história viva da história de vida de cada participante e contribuímos para sua autovalorização e valorização aos olhos do grupo.

No segundo momento da vivência, propomos um estímulo criativo: compondo um jardim imaginário, cada pessoa escolhe uma flor que a represente, que tenha um grande significado em sua história de vida. Do trabalho individual parte-se para os trabalhos coletivos, considerando as histórias das flores contadas e o significado do jardim formado. Compõe-se então uma coreografia ou mímica em grupo.

No segundo dia da vivência, os grupos tiveram a oportunidade de organizar e ensaiar a coreografia que iniciaram no encontro anterior, atentando para os detalhes, figurinos e cenário. Cada grupo fez sua apresentação para o grupo maior e encerramos o encontro com uma vivência de automassagem e partilha, momento em que cada participante compartilha na roda o processo vivenciado. A automassagem permite aos envolvidos tocar em si mesmos e cuidar de seu próprio corpo, corpo este muitas vezes esquecido e abandonado em nosso cotidiano. Segundo Todaro (2001), o processo de abandono corporal (pelo indivíduo e pela sociedade) pode significar também a perda do eu corporal e a manutenção do movimento repetitivo como se este fosse único. Participar desta vivência possibilitou aos participantes a retomada do contato consigo mesmo e com suas histórias de vida.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008; encontro introdutório postado no dia 26/01/2008).


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Musicalidade e Movimento Corporal 2

26/01/2008 - 12:04 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Encontro Introdutório

No primeiro encontro do projeto houve uma apresentação dos objetivos, metodologia e cronograma de atividades, bem como foram oferecidos esclarecimentos sobre as dúvidas dos interessados. Em seguida, cada pessoa se apresentou dizendo o nome, a ocupação e suas expectativas em relação à participação nas atividades. Cada participante preencheu um questionário que continha perguntas sobre: interesse em participar do projeto, saúde percebida, anseios e necessidades de vida, sonhos e expectativas para o futuro, prática de atividade física e bem-estar subjetivo. Além disto, leram e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e uma autorização para uso da própria imagem para documentação e divulgação das ações e resultados do projeto.

Os adultos maduros e idosos, em geral, possuem muita vergonha de seu corpo e timidez para colocá-lo em movimento. No primeiro contato destas pessoas com a dança é importante fazer com que percebam que existe beleza e capacidade em seus movimentos. Assim, trabalhamos com a técnica da dança interna (Técnica de Dança desenvolvida por Wanda Patrocinio). Nesta técnica, os participantes começam o trabalho com os olhos fechados na penumbra do espaço. Coloca-se uma música envolvente e os participantes são orientados a deixar que o movimento venha de dentro, que deixem a música tocar lá dentro da alma e que deixem o corpo se movimentar conforme dos sentimentos que vierem a emergir com a música. Não existe regra, nem certo e errado. A única regra é deixar o movimento vir única e exclusivamente pelo sentimento que a música provoca em seu ser. Realizar um trabalho artístico de olhos fechados permite que os participantes possam agir de forma sensível, sem se preocuparem com os julgamentos que comumente encontram na sociedade e aí o corpo vai, flui, se movimenta livremente, com beleza e graça.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008).


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Dia de Aniversário!

25/01/2008 - 12:32 Por:

Categoria(s): Poesia

A Alegria brilha nos olhos de quem sabe curtir
A emoção de simplesmente viver.

Viva com disposição e entusiasmo,
Fazendo o que gosta e realizando seus sonhos,

Afinal, hoje é seu aniversário,

E você tem direito à tudo hoje e sempre!!!!

Feliz Aniversário!!!!!


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Musicalidade e Movimento Corporal 1

24/01/2008 - 11:53 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

(Esta pesquisa foi realizada com recursos do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC 2006), Secretaria de Cultura – Prefeitura Municipal de Campinas).

Apresentação

Este texto apresenta um estudo que possibilitou a criação de um espaço socialmente compartilhado de sensibilização, expressão e autoconhecimento para adultos e idosos, a partir de uma metodologia que integra linguagem musical e movimento corporal. Foram desenvolvidos e utilizados a voz e o corpo como recursos estimuladores das emoções individuais, da criatividade e da alegria da criação, do pensamento, da sonoridade, da memória e das lembranças e motivações de canções, da liberdade e plasticidade que o movimento proporciona e da consciência interna de si mesmo e do outro.

Nossa sociedade apresenta dificuldades em lidar com o envelhecimento de seus cidadãos. Na maioria das vezes, a discriminação e o preconceito fazem com que os idosos não se permitam vivenciar sua velhice de forma plena, expressiva e prazerosa. Assim, este projeto construiu e favoreceu um espaço de integração, participação e valorização por meio da arte, que possibilitou ao adulto maduro e ao idoso a melhoria da auto-estima e da sua qualidade de vida, muitas vezes reforçada pelo isolamento e pelo desafeto.

O trabalho foi realizado na sede do Núcleo Experimental Teatro de Tábuas, no distrito de Nova Aparecida, município de Campinas, SP, no período de março a maio de 2007. Esta comunidade é constituída por 14 bairros e 24 áreas ocupadas, a maioria destas ainda longe de ser regularizada, desprovidas de saneamento básico e, muitas vezes, com o agravante de se localizarem em áreas de risco. Esta situação vem se constituindo há aproximadamente 15 anos, em decorrência do agravamento das questões sociais.

As atividades tiveram como foco a capacitação individual e coletiva promovida pela arte. Em linhas gerais, o projeto atendeu três turmas de participantes, com vinte pessoas em cada uma. Desenvolveu três vivências diferenciadas em musicalidade e movimento corporal, com a duração de quatro horas cada e mais dois encontros, um introdutório e outro de encerramento. Cada vivência teve o seguinte esquema de ação: apresentação, aquecimento, estímulo criativo, evocação, momento de reflexão, aquecimento corporal e vocal, criação coreográfica, partilha, fechamento e relaxamento.


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Reflexão do Martim…

23/01/2008 - 14:38 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflexão

Temos a ideia de que envelhecer significa abondonar nossa criança interior, nos tornarmos mais sérios, preocupado com tudo, deixar de brincar, de afagar um animal de estimação, de andar descalço, de fazer as coisas mais simples que nos dão prazer.

Acredito que envelhecer seja olhar para trás e ver quantas bobagens fizemos, e rir delas. Ver quantas coisas boas fizemos e agradecer por elas terem acontecido. Ver que erramos muito e nos perdoar por isso.

Saber que o nosso futuro depende de estarmos conscientes de tudo o que fizermos no momento presente vai ajudar-nos a ter um envelhecimento saudável.

Escrito por Antônio Carlos Martim – matemático, responsável pela empresa H2TEC – Tecnologia em Água.


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Palavras-chave em gerontologia

22/01/2008 - 12:30 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Sugestão de leituras

Semanalmente, disponibilizaremos sugestões de leituras para aquelas pessoas que queiram se aprofundar nas áreas relativas ao blog GeroVida: arte, educação, gerontologia, qualidade de vida e terapias alternativas.

Sugestão de leitura 1

Para quem quiser compreender um pouco mais os conceitos gerontológicos, sugerimos a leitura do livro “Palavras-chave em Gerontologia”, organizado pela maravilhosa professora Anita Liberalesso Neri, editora Alínea, 2ª ed. Revisada e ampliada, Campinas, 2005.


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Dicas para um envelhecimento saudável.

21/01/2008 - 13:55 Por:

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Precisamos:

– Tomar consciência da nova realidade de que nosso país está caminhando para ser considerado um país de velhos.

– Ter conhecimento sobre as possíveis perdas biológicas que o envelhecimento pode trazer (para saber mais, ler o artigo Arte, Educação e Envelhecimento, já postado neste site).

– Refletir sobre sua vida hoje, pois envelhecemos conforme nós vivemos e se preciso for, mudar padrões de vida. Se você continuar vivendo da forma como vive hoje, como será o seu envelhecimento?

– Buscar sempre objetivos em sua caminhada, jamais deixando a vida apenas nos levar. Que tenhamos o controle do que queremos viver.

– Continuar sempre criando, produzindo, vivendo de forma ativa naquilo que gostamos.

– Continuar exercitando a memória e o pensamento.

Além disto, a arte vem como uma aliada no processo de envelhecimento saudável, pois cria condições de oportunizar espaços de sensibilização e expressão para as pessoas por meio de linguagens artísticas (procure algo que você gosta: cantar, dançar, fazer teatro, pintar, artesanato…) A arte aparece como minimizadora dos efeitos negativos do envelhecimento, a arte vem como instrumento para se vivenciar a velhice de maneira mais leve e positiva.

Seja feliz!!!

Escrito por Wanda Patrocinio


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Arte, Educação e Envelhecimento…

20/01/2008 - 11:37 Por:

Categoria(s): Arte, Educação, Gerontologia

Este texto trata de um assunto emergente em nossa sociedade: o envelhecimento populacional, em que apresento informação teórica sobre a gerontologia (campo multidisciplinar que estuda os idosos e os processos de envelhecimento) e a velhice, bem como atividades práticas de como chegar a esta fase da vida de maneira saudável. Mas quem deve lê-lo?

Qualquer pessoa, de qualquer idade, que queira viver uma vida melhor, cuidar do seu próprio processo de envelhecimento, pessoas que trabalham com idosos ou se preocupem com a questão da velhice em sua família ou comunidade.

De acordo com a literatura, a população brasileira tem aumentado sua longevidade nas últimas décadas. Atualmente, a população com idade igual ou superior a 60 anos é da ordem de 15 milhões de habitantes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as estimativas para 2020 indicam que a população idosa poderá exceder 30 milhões de pessoas ao final deste período, chegando a representar quase 13% da população. Atrelado a este crescimento temos o aumento na longevidade dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Tábua da Vida 2005, a expectativa de vida ao nascer atingiu a marca de 71,9 anos.
O aumento da população de idosos se deu devido a duas causas principais: ao aumento da qualidade de vida da população (aumento da renda média, melhoria nas condições de educação, evolução da qualidade sanitária, inovações na medicina geriátrica, etc) e, também, devido à diminuição da mortalidade infantil.

Ainda que o envelhecimento não seja sinônimo de doença, com o crescimento da longevidade e do número de idosos na população ampliam-se também as chances de desenvolvimento de doenças cuja prevalência aumenta com a idade e, também, de situação de dependência na velhice. Veja abaixo as doenças mais comuns que podem acometer as pessoas nesta fase da vida: hipertensão, derrame, diabetes, câncer, artrite, osteoporose, doenças mentais (demência – Mal de Alzheimer, depressão), cegueira e diminuição da visão.

Não se assustem, o envelhecimento não possui apenas aspectos negativos, veja só o que podemos fazer para mudar a nossa própria realidade de envelhecimento.
Atentar para o fato de que os fatores de risco para doenças são os mesmos que os fatores protetores, dependerá de como cada um de nós os utiliza. Avaliar nossos hábitos nutricionais e a nossa atividade física (é comprovado que 30 minutos diários de caminhada, três vezes por semana diminui em 30% a chance de ter o Mal de Alzheimer. Quanto mais atividade física, menos chance de desenvolver a doença).

Refletirmos sobre nosso estilo de vida: o tempo que dedicamos para trabalho, descanso, lazer; se fumamos, se ingerimos álcool com muita freqüência; como anda nosso nível de estresse, se nossa renda nos permite mudanças estruturais. Se já somos predispostos ao desenvolvimento das doenças anteriormente apresentadas, como nos cuidar? Como utilizar os medicamentos a nosso favor?

Em geral, acredito em uma educação para um envelhecimento saudável, em que precisamos:
– Tomar consciência da nova realidade de que nosso país está caminhando para ser considerado um país de velhos.

– Ter conhecimento sobre as possíveis perdas biológicas que o envelhecimento pode trazer.
– Refletir sobre sua vida hoje, pois envelhecemos conforme nós vivemos e se preciso for, mudar padrões de vida.

– Buscar sempre objetivos em sua caminhada, jamais deixando a vida apenas nos levar. Que tenhamos o controle do que queremos viver.

– Continuar sempre criando, produzindo, vivendo de forma ativa naquilo que gostamos.
– Continuar exercitando a memória e o pensamento.

Além da educação, a arte vem como uma aliada no processo de envelhecimento saudável, pois cria condições de oportunizar espaços de sensibilização e expressão para idosos por meio de linguagens artísticas. Propomos a arte como elemento para o desenvolvimento humano. Nossa estratégia é utilizar o conhecimento em benefício da arte e a arte em benefício do ser humano, no sentido de ampliar as possibilidades pessoais e profissionais dos seres humanos. A arte como minimizadora dos efeitos negativos do envelhecimento, a arte como instrumento para se vivenciar a velhice de maneira mais leve e positiva.

Escrito por Wanda Patrocinio


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