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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 1

14/03/2008 - 11:21 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

por Elisandra Vilella G. Sé

“Cérebro de uma pessoa estressada é mais suscetível às perdas de neurônios e consequentemente perdas de memória”

Os estados de ânimo, a ansiedade, a atenção, as emoções e o estresse modulam nosso sistema de memórias. Uma pessoa distraída, deprimida, ansiosa ou cansada pode ter um mau desempenho em tarefas que exijam a memória, como esquecer o número de telefone, esquecer do produto que precisa comprar no supermercado ou esquecer a bolsa na sala de espera de um consultório.

O mesmo acontece com um aluno que estudou para o vestibular e não lembra nada no dia da prova por causa da ansiedade e do estresse.

Isso se deve aos vários sistemas moduladores da memória, que são os neurotransmissores e hormônios. As informações ou conteúdos que aprendemos e que têm uma maior carga emocional ou afetiva, principalmente emoções estressantes, causam mais ansiedade e serão mais difíceis de expressá-las. Em determinadas situações os conteúdos armazenados na mente sofrem influência não só de neurotransmissores, mas também de hormônios para o processamento da informação, que podem ativar o sistema de alerta do indivíduo ou não.

No estresse liberam-se grandes quantidades de corticóides secretados pela glândula supra-renal e eles inibem a *evocação atuando no hipocampo e na amígdala (regiões do cérebro responsáveis pelo armazenamento das memórias). O nível de alerta (atenção), a ansiedade e o estresse são acompanhados de um aumento no padrão da rede neuronal, isto é, a comunicação entre os neurônios, que acarreta uma descarga ou liberação de noradrenalina (substância que fica entre os neurônios) para o sangue e às vezes também de outra substância o adrenocorticotrófico (ACTH) um hormônio liberado pela hipófise. Assim, o nível sanguíneo dessas substâncias correlaciona-se com o estado do sujeito. Ou seja, ela aumenta ainda mais à medida que o estresse se intensifica. Por isso quando ficamos estressados, nossa freqüência cardíaca aumenta, a respiração torna-se mais rápida e superficial, os músculos se tensionam.

*Evocação: é a expressão do que memorizamos, falar, expressar as informações memorizadas.


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Exercícios podem reduzir risco de Alzheimer

10/03/2008 - 17:36 Por:

Categoria(s): Dicas, Educação, Gerontologia

da BBC Brasil

Pessoas com cerca de 50 anos que fazem exercícios por meia hora pelo menos duas vezes por semana podem reduzir pela metade o risco de desenvolver o mal de Alzheimer, indica uma nova pesquisa.
Segundo o estudo publicado pela revista científica “Lancet”, as pessoas com uma tendência genética a ter a doença podem reduzir o risco em até 60% se praticarem exercícios.
Os cientistas suecos envolvidos na pesquisa afirmam que a descoberta tem enormes implicações na prevenção do mal de Alzheimer.

Apesar de outros estudos já terem sugerido que exercícios regulares podem ajudar contra a doença, este é um dos primeiros a analisar os efeitos por um longo período, cerca de duas décadas.
Os autores dizem que o período é importante porque o Alzheimer leva muitos anos para se desenvolver e normalmente já está em fase avançada quando é diagnosticado.

Resultados
A saúde de cerca de 1.500 homens e mulheres foi acompanhada no estudo. Entre eles, cerca de 200 desenvolveram Alzheimer ou outras desordens neurológicas entre os 65 e os 79 anos.
Os cientistas analisaram as atividades físicas dos participantes da pesquisa até 21 anos antes, quando eles ainda tinham cerca de 50 anos.

Aqueles que desenvolveram Alzheimer ou outras doenças neurológicas tinham feito muito menos exercícios físicos durante a fase adulta do que aqueles que não apresentaram essas doenças.
A quantidade de exercício que aparentemente beneficiou os que não desenvolveram o mal foi de cerca de 20 a 30 minutos pelo menos duas vezes por semana, com intensidade suficiente para deixar a pessoa sem fôlego e suando.

Normalmente, as pessoas recebem a recomendação de fazer cerca de 20 a 30 minutos de exercícios aeróbicos de três a cinco vezes por semana para ter coração e pulmões saudáveis.

Cérebro
Os cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que há muitas razões que explicam a influência dos exercícios sobre o cérebro e todo o corpo. Exercícios, por exemplo, podem manter pequenos vasos sangüíneos do cérebro saudáveis, além de proteger contra pressão alta e diabetes.
A atividade física também pode reduzir a concentração da proteína amilóide, que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer.

Os cientistas também dizem que pessoas que têm um estilo de vida mais saudável geralmente tendem a beber menos álcool e a fumar menos.

Publicado na Folha online, 04/10/2005


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Dicas de saúde…

6/03/2008 - 16:58 Por:

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Qualidade de Vida

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Dicas simples para viver uma vida saudável, clique, baixe o arquivo e aproveite!!!


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Dicas para escapar do Alzheimer

15/02/2008 - 5:30 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Tratamento de Doenças

Autor: Roberto Goldkorn (psicólogo e escritor)

Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a ‘aeróbica dos neurônios’, é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios ‘cerebrais’ que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.

Tente fazer um teste:

– use o relógio de pulso no braço direito;

– escove os dentes com a mão contrária da de costume;

– ande pela casa de trás para frente; (vi na China a pessoa treinando isso num parque);

– vista-se de olhos fechados;

– estimule o paladar, coma coisas diferentes;

Рveja fotos de cabe̤a para baixo;

– veja as horas num espelho;

Рfa̤a um novo caminho para ir ao trabalho.

A proposta é mudar o comportamento rotineiro.

Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro.

Vale a pena tentar!

Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?

“Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!”

Sucesso para você!!!


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Envelhecer com amor – 2

4/02/2008 - 4:05 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Sobre o filme “Amor, eterno amor” e o bem envelhecer.

A história trata de um casal que se apaixonou na adolescência, ele era um jovem estudante de música e ela filha de um diplomata na Bélgica pós II Guerra; eles se amaram muito, mas por razões diversas não puderam continuar juntos. Os anos passaram e eles voltaram a se encontrar, cinqüenta anos depois, na velhice e aí o amor entre Andreas e Claire volta de maneira majestosa; contudo não se limita a um gênero “piegas” em relação ao amor, pois traz mensagens jamais imaginadas por nossa tradicional visão sobre o envelhecimento humano.

Da narrativa, podemos apreender mensagens para um envelhecimento bem sucedido. Mas será que existe alguma receita para se envelhecer bem? PARK (s.d.) ilustra essa questão ao ressaltar uma “receita” interessante do geriatra e gerontólogo Renato Maia Guimarães:

“Basicamente é assim: Correr e brincar como uma criança (pela importância da atividade física e da brincadeira propriamente dita); comer como um índio (comer menos e alimentar-se de produtos o mais natural possível); descansar como um gato (deitar, esticar e ao levantar-se fazer um alongamento como fazem os gatos); ter a persistência de um camelo (manter seus compromissos consigo mesmo da atividade física e da dieta); ter a alegria de um golfinho (não posso afirmar que a alegria aumente a esperança de vida, mas que o mau – humor diminui é certo); ter a independência de um pássaro (depender o menos possível dos outros); ter a solidariedade de um cão (ser solidário sempre). E, por último, fugir da sombra, fugir da escuridão. Não ficar apático, escondido, achando que a vida quem vive são os outros. É preciso voltar para o palco e viver a vida de maneira brilhante”.(s.d.)

Autoras francesas, de acordo com PEIXOTO (1998), há séculos atrás, escreveram sobre elementos para se ter uma velhice tranqüila, a marquesa de Lambert diz que é preciso paz e piedade, já a baronesa de Maussion acrescenta a questão da sociabilidade entre velhos e jovens, complementando tais idéias, BALLONE (2003) diz: “Envelhece-se como se vive”. Contudo, quando nos referirmos ao envelhecimento social e aos relacionamentos humanos observamos que estas receitas, muitas vezes, são impossibilitadas pelas condições circundantes de nossa realidade, como as políticas públicas, barreiras físicas, arquitetônicas e emocionais frente aos idosos e, talvez, dos próprios idosos entre si.

Escrito por Wanda Patrocinio


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Dicas para um envelhecimento saudável.

21/01/2008 - 13:55 Por:

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Precisamos:

– Tomar consciência da nova realidade de que nosso país está caminhando para ser considerado um país de velhos.

– Ter conhecimento sobre as possíveis perdas biológicas que o envelhecimento pode trazer (para saber mais, ler o artigo Arte, Educação e Envelhecimento, já postado neste site).

– Refletir sobre sua vida hoje, pois envelhecemos conforme nós vivemos e se preciso for, mudar padrões de vida. Se você continuar vivendo da forma como vive hoje, como será o seu envelhecimento?

– Buscar sempre objetivos em sua caminhada, jamais deixando a vida apenas nos levar. Que tenhamos o controle do que queremos viver.

– Continuar sempre criando, produzindo, vivendo de forma ativa naquilo que gostamos.

– Continuar exercitando a memória e o pensamento.

Além disto, a arte vem como uma aliada no processo de envelhecimento saudável, pois cria condições de oportunizar espaços de sensibilização e expressão para as pessoas por meio de linguagens artísticas (procure algo que você gosta: cantar, dançar, fazer teatro, pintar, artesanato…) A arte aparece como minimizadora dos efeitos negativos do envelhecimento, a arte vem como instrumento para se vivenciar a velhice de maneira mais leve e positiva.

Seja feliz!!!

Escrito por Wanda Patrocinio


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