Arquivo de Doenças e problemas de saúde

Doenças mais comuns na velhice

26/03/2008 - 8:00 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Qualidade de Vida

O envelhecimento acarreta mudanças no organismo do indivíduo e, geralmente, traz consigo algumas doenças. Segundo Luiz Roberto Ramos, diretor-científico da Sociedade Brasileira de Geriatria, estudos indicam que todas as pessoas estão propensas a ter pelo menos uma doença crônica quando ficarem mais velhas. O envelhecimento será bem ou malsucedido de acordo com a capacidade funcional que a pessoa conseguir manter ao chegar à terceira idade.

Por isso, atitudes preventivas, como alimentação e atividades físicas, entre outras, são importantes. Cabe lembrar que nunca é tarde para iniciar qualquer atividade física, com acompanhamento médico. Parar de fumar é outra atitude importante. Mesmo que uma pessoa só tome essa decisão ou venha a concretizá-la aos 75 anos, e por isso não consiga mais prevenir o surgimento de doenças, ela conseguirá reabilitar-se.

As doenças mais letais são as cardiovasculares, entre elas a hipertensão e o diabetes, que podem evoluir para a insuficiência cardíaca. Segundo dados de 97 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as doenças do aparelho circulatório são responsáveis por 39,4% dos óbitos masculinos e 36,3% dos femininos entre os idosos. As neurodegenerativas (Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer) não ocasionam a morte do paciente, mas afetam sua autonomia. Devido à sua complexidade, pouco se sabe sobre a prevenção. Outro problema freqüente é a depressão. De um quarto a três terços da população idosa mundial apresenta a doença. A depressão pode tornar o idoso dependente de outras pessoas e incapacitá-lo para a realização de suas atividades diárias. É importante procurar um médico, assim que identificados os primeiros sinais da doença, pois ela pode ser facilmente tratada com antidepressivos, se diagnosticada.

O câncer, uma mutação das células que se caracteriza como a principal causa de morte nos países desenvolvidos, tende a aumentar no Brasil com o envelhecimento da população. Segundo Ramos, quem chega aos 80 anos de idade dificilmente apresentará a doença. Para a pessoa com câncer ou qualquer outra doença, principalmente as neurodegenerativas ou a depressão, em qualquer quadro, a participação da família é fundamental, oferecendo apoio ao paciente e estando atenta aos sintomas.

Publicado no Guia Idoso – Serasa


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Idoso no trânsito.

24/03/2008 - 11:43 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Entrevista WebMotors

Por Elisandra Villela Gasparetto Sé (Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Unicamp, Doutoranda em Neurolinguística pela Unicamp)

1 – Que doenças típicas da velhice (física e mental) podem representar um risco ao motorista idoso e à segurança no trânsito? Como reconhecer os sintomas dessas doenças?

As doenças mais comuns típicas do avanço da idade que podem causar riscos e insegurança no trânsito são as deficiências sensoriais, a presbiacusia (perda auditiva relacionada ao processo de envelhecimento) e presbiopia (perda visual). A deficiência auditiva pode causar riscos de acidentes, uma vez que a audição é uma função importante na direção defensiva, o motorista deve estar atento aos sons do seu próprio veículo e dos demais, sons do ambiente urbano, buzina, motocicletas, etc…. para ficar atento e poder reagir em situações adversas e à ações incorretas de outras pessoas. Dentre as habilidades primordiais na avaliação para a renovação de carteira de habilitação, além da função visual, deve-se incluir a avaliação da audição e a verificação da necessidade do uso de prótese auditiva. O mesmo ocorre com a visão, uma pessoa com a baixa acuidade visual pode oferecer riscos e perigos para ele próprio e demais pessoas. A visibilidade no trânsito é importante na identificação das placas, na orientação espacial, cuidado com bicicletas, faixas, na definição e contraste claro-escuro, dirigir à noite, quando há neblina, referências no trajeto e coordenação visuo-espacial, principalmente nas avenidas muito movimentadas e estradas.

Entre as doenças mais graves que representam fortemente a insegurança viária de idosos são as demências. A principal é a doença de Alzheimer que é bastante prevalente na população acima de 70 anos cujos sintomas principais são a perda de memória entre outras funções mentais, o que dificulta a pessoa de realizar de forma adaptativa algumas tarefas do dia-a-dia. A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica degenerativa e progressiva, cuja causa ainda não é completamente conhecida. As alterações na memória, na atenção dirigida, no controle mental, desorientação temporal e espacial e dificuldades em funções executivas (planejamento de ações), são sintomas da doença que contribuem para um comportamento inseguro no trânsito, pois faz parte do quadro demencial a diminuição no processamento das informações, no tempo de reação e na velocidade de decodificação dos estímulos. O indivíduo pode apresentar dificuldades em se orientar na via, nas curvas, na ultrapassagem, estacionar, esperar o momento de atravessar o sinal, visualizar os retrovisores, sinalização, ler e entender o que uma placa significa, coordenar os movimentos e a visão, obedecer à quilometragem, tomada de decisão e utilizar os reflexos para reagir de forma rápida e adequada no trânsito (frear, acelerar, desviar). Nestes casos os riscos mais graves para o idoso motorista e que não percebe suas dificuldades devido ao processo de início de um quadro demencial é ele perder o controle do volante, sair da estrada, ficar confuso no trajeto, ziguezaguear ou trafegar na contramão. Outro quadro que também acarreta riscos para o idoso no trânsito é a doença de Parkinson. Uma doença que causa alterações motoras e também podem surgir declínio cognitivo

Os sintomas de demência na maioria dos casos são percebidos pelos familiares, quando o idoso apresenta dificuldades de memória, de linguagem e de realizar tarefas básicas do cotidiano. Os problemas de memória vão se agravando e interferindo de forma significativa nas atividades diárias. O processo de declínio cognitivo é acompanhado às vezes de dificuldade em autocrítica. A pessoa demora a reconhecer seu próprio estado de saúde mental, suas dificuldades e erros cometidos ao dirigir, negando tais situações, o que é difícil para a família manejar. Muitos idosos que apresentam tais dificuldades e não a reconhecem, não querem deixar de dirigir, pois implicam na perda da autonomia, independência, liberdade e privacidade.


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Alzheimer tem origem genética em 80% dos casos

11/03/2008 - 10:46 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Educação, Gerontologia

da France Presse, em Los Angeles


O mal de Alzheimer tem origem genética em mais de 80% dos casos, segundo um estudo divulgado ontem, baseado em uma análise de quase 12 mil gêmeos.

O estudo, dirigido por uma professora da Universidade da Califórnia do Sul, Margaret Gatz, com a participação de pesquisadores suecos e americanos, coloca em dúvida uma das teorias sobre os dois tipos de Alzheimer estudados: a “esporádica”, supostamente causada por razões ambientais.
A pesquisa, que se inclina pela teoria “familiar”, com raízes genéticas, baseou-se em uma análise de pessoas que haviam sido descritas como pacientes com Alzheimer causado por razões ambientais. “Verificamos a importância dos fatores genéticos. Descobrimos que a influência desses fatores é extremamente importante”, disse a chefe da pesquisa.
“Isso parece indicar que existe uma causa genética para a doença. Isso não descarta a importância do ambiente, pois fatores externos, como infecções, podem desencadear a doença”, explicou a pesquisadora. “Nossas conclusões confirmam as estimativas anteriores. O importante é que ninguém havia utilizado semelhante número de indivíduos em estudo”, acrescentou.
O estudo começou em 1998, com 11.884 casais de gêmeos suecos com mais de 65 anos. Colaboraram as universidades suecas de Göteborg, Jönköping e o Karolinska Institutet, além das universidades americanas Universidade da Califórnia do Sul, Universidade da Califórnia em Riverside e Universidade do Sul da Flórida.

Os resultados da pesquisa serão publicados na edição de fevereiro do “Archives of General Psychiatry”, jornal da Associação Médica Americana.

Segundo o estudo mais recente publicado pela revista britânica “The Lancet”, mais de 24 milhões de pessoas no mundo sofrem do mal de Alzheimer ou de distúrbios semelhantes, e esse número deve dobrar a cada 20 anos, com um novo caso a cada sete segundos.

Publicado na Folha online, 07/02/2006


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Diferentes técnicas ajudam na preservação da memória 2

7/03/2008 - 10:12 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Autores: Tatiana Diniz e Marcos Dávila

Canções ao vento

A cena aconteceu em 1981, no calçadão da praia da Enseada, no Guarujá (litoral de São Paulo). O pequeno Octavio, 6, acabara de ganhar do pai um bonequinho Playmobil pirata. Foi quando uma ventania quase levou o pirata de suas mãos. O vento, que, por pouco, não rouba o brinquedo, trouxe também um presente muito especial: uma canção. O garoto não sabia de onde vinha aquilo. “Seria coisa do diabo?”, pensou assustado. Era sua imaginação. A melodia não parava de soprar, a letra martelava. Foi a primeira canção entre as mais de mil já compostas pelo, agora, músico e compositor Tatá Aeroplano, 30 – que mantém todas as melodias na memória.
Até hoje, quando evoca a composição original, o calçadão, o boneco pirata, a ventania e o sentimento de estar fazendo algo proibido retornam com vivacidade à sua memória. Para Izquierdo, todos os fatos de teor emocional forte são recordados com mais precisão. “A emoção libera substâncias como a noradrenalina e a dopamina. Geralmente, nos lembramos desses momentos, em que ocorrem essas liberações, em detalhes”, afirma.

Para manter tantas canções na mente, Tatá usa outro recurso indispensável, segundo Izquierdo, para fixar a memória: repetição. “Às vezes toco uma música nova por duas horas seguidas”, diz Tatá. Além disso, ele já tem mais de 400 canções encadernadas num livro.

Quando não há tempo para o processo de memorização, Tatá recorre ao uso de um gravador de fita cassete, inseparável, para registrar as novas canções – que continuam surgindo ao vento, “como mágica”. São mais de 150 fitas guardadas numa caixa de papelão. Mas aí, a memória de Tatá não resiste: “É preciso decupar as fitas para extrair as canções”.

Publicado na Folha de São Paulo (08/09/2005)


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Dicas de saúde…

6/03/2008 - 16:58 Por:

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Qualidade de Vida

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Dicas simples para viver uma vida saudável, clique, baixe o arquivo e aproveite!!!


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Diferentes técnicas ajudam na preservação da memória 1

6/03/2008 - 16:50 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Autores: Tatiana Diniz e Marcos Dávila

Imagine se existisse uma pílula da memória. Apenas um simples comprimido seria suficiente para não esquecermos nunca mais a data de aniversário do avô ou todos os detalhes daquela viagem de verão. Pois essa milagrosa invenção já está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade da Califórnia, que afirmaram à revista “New Scientist” que ela poderia ser usada na recuperação de pessoas em estado de cansaço, no tratamento de pacientes com Alzheimer e até mesmo para aumentar o desempenho de pessoas saudáveis. Em fase de testes, a droga deve entrar no mercado em 20 anos.

O neurocientista Iván Izquierdo, pesquisador do Centro da Memória da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e autor do livro “Questões sobre Memória” (ed. Unisinos, 128 págs., R$ 13), não está convencido de que essas novas pesquisas tragam soluções significativas para os transtornos de memória. “Os resultados em animais são ótimos, mas os clínicos são insuficientes. São drogas paliativas”, diz.

Sobre o uso de fórmulas para aumentar a agilidade no processo de produzir e armazenar informações em indivíduos normais, Izquierdo afirma que “a memória funciona o tempo todo no máximo da sua capacidade possível”.

Se as soluções mágicas ainda parecem distantes, muita gente encontra formas singulares para preservar, exercitar e valorizar a memória enquanto ela está acessível – seja arquivando músicas, montando álbuns de fotografias, guardando objetos antigos ou conversando com pessoas mais velhas.

Publicado na Folha de São Paulo (08/09/2005)


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Ergonomia e envelhecimento 2

21/02/2008 - 6:58 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 2

Envelhecer…

Envelhecimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definido como o término de um processo de alterações fisiológicas e psicológicas sofridas por todas as pessoas, as quais não podem ser interrompidas. Essas alterações funcionais, bioquímicas e psicológicas geram uma perda gradativa da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente. Com isso, o indivíduo que sofre o processo de envelhecimento está sujeito à incidências patológicas com maior intensidade e tem uma maior propensão a sofrer acidentes.

O envelhecimento é causado por diversos fatores, sendo estes intrínsecos ou extrínsecos. Não há comprovação científica de que estes fatores intervenham no processo de envelhecimento, mas podem contribuir para melhoria ou piora na condição de vida de cada indivíduo e cada um envelhece de maneira distinta.

Podem ser chamados de fatores intrínsecos: os Genéticos, pois determinam as condições fisiológicas de cada indivíduo e também a sua propensão a patologias; Radicais Livres, que podem provocar alterações orgânicas em decorrência de reações com enzimas, lipídeos, hormônios, entre outros; Imunidades Celular e Humoral, que declinam com a idade e pode provocar maior incidência de doenças. Os fatores extrínsecos são originados externamente, mas agem sobre o organismo humano. Estes fatores podem ser: Radiação, que deve ser analisada pela quantidade, tempo de exposição e idade; Altitude, em que locais mais altos podem ser prejudiciais à saúde de indivíduos com doenças pulmonares ou cardíacas; Temperatura, que pode ser desfavorável em condições extremas, ou seja, próximas a 50ºC ou 0ºC; Poluição, que pode provocar incidência de doenças pulmonares e Alimentação ao longo da vida.


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Alzheimer

14/02/2008 - 7:07 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Reflexão

Sobre o Alzheimer

Autor: Roberto Goldkorn (psicólogo e escritor)

Leia com atenção!!

Cuidado com o “ALEMÃO”

Meu pai está com Alzheimer.

Logo ele, que durante toda vida se dizia ‘o Infalível’.Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 50 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer. Aliás, fico até mais tranqüilo diante do ‘eu não sei ao certo’ dos médicos; prefiro isso ao ‘estou absolutamente certo de que….’, frase que me dá arrepios.

Há trinta anos, não ouvia sequer uma menção a essa doença maldita… Hoje, precisaria ter o triplo de dedos nas mãos para contar os casos relatados por amigos e clientes em suas famílias. O que está acontecendo? Estamos diante de um surto de Alzheimer? Finalmente nossos hábitos de vida ‘moderna’ estão enviando a conta? O que os pesquisadores sabem de verdade sobre a doença? Qual é o lado oculto dessa manifestação tão dolorosa?

Lendo o material disponível, chega-se a uma conclusão: essa é uma doença extremamente complexa, camaleônica, de muitas faces e ainda carregada de mistérios. Sabe-se, por exemplo, que há um componente genético. Por outro lado, o Dr. William Grant fez uma pesquisa que complicou um pouco as coisas. Ele comparou a incidência da doença em descendentes de japoneses e de africanos que vivem nos EUA, e com japoneses e nigerianos que ainda vivem em seus respectivos países. Ele encontrou uma incidência da doença da ordem de 4,1 para os descendentes de japoneses que vivem na América, contra apenas 1,8 de japoneses do Japão. Os afro-americanos vão mais longe: 6,2 desenvolvem a doença, enquanto apenas 1,4 dos nigerianos são atingidos por ela.

Hábitos alimentares? Stress das pressões do Primeiro Mundo? Mas o Japão não é Primeiro Mundo? Não tem stress?

A alimentação parece ser sem dúvida um elo nessa corrente, e mais ainda o alumínio. Segundo algumas pesquisas, a incidência de alumínio encontrada nos cérebros de portadores da doença é assustadoramente alta. Pesquisas feitas na Austrália e em alguns países da Europa mostraram que, em ratos alimentados com uma dieta rica, o sulfato de alumínio (comumente colocado na água potável para matar bactérias) danificou os cérebros dos roedores de forma muito similar à causada nos humanos pelo Alzheimer.
Pesquisas do Dr. Joseph Sobel, da Universidade da Califórnia do Sul, mostraram que a incidência da doença é três vezes maior em pessoas expostas à radiação elétrica (trabalhadores que ficavam próximos a redes de alta tensão ou a máquinas elétricas).

Mas não param por aí as pesquisas, que apontam à arma em todas as direções. Porém, a que mais me chocou e me motivou a fazer minhas próprias elucubrações foi o estudo das freiras. Esse estudo, citado no livro A Saúde do Cérebro, do Dr. Robert Goldman, Ed. Campus foi feito pelo Dr. Snowdon, da Universidade de Kentucky. Eles estudaram 700 freiras do convento de Notre Dame. Na verdade, eles leram e analisaram as redações autobiográficas que cada freira era obrigada a escrever logo ao entrar na ordem. Isso ocorria quando elas tinham em média 20 anos. Essas freiras (um dos grupos mais homogêneos possíveis, o que reduz muito as variáveis que deveriam ser controladas) foram examinadas regularmente e seus cérebros investigados após suas mortes. O que se constatou foi surpreendente. As que melhor se saíram nos testes cognitivos e nas redações – em termos de clareza de raciocínio, objetividade, vocabulário, capacidade de expressar suas idéias, mesmo apresentando os acidentes neurológicos típicos do Alzheimer (placas e massas fibrosas de tecido morto) não desenvolveram a demência característica da doença. Ou seja, elas tinham as mesmas seqüelas que as outras freiras com Alzheimer diagnosticado (e que tiveram baixos escores em testes cognitivos e na redação), mas não os sintomas clássicos, como os do meu pai.

A minha interpreta̤̣o de tudo isso: ṇo temos muito como controlar todos os fatores de risco apontados como os vil̵es Рalimenta̤̣o, presṣo alta, contamina̤̣o ambiental, stress, e a gen̩tica (por enquanto). Mas podemos colocar o nosso c̩rebro para trabalhar.
COMO?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida ‘bandida’. Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo nunca, pois dali, só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos. Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos. Não existem estudos provando que o Alzheimer é a moléstia preferida dos arrogantes, autoritários e auto-suficientes, mas a minha experiência mostra que pode haver alguma coisa nesse mato. Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas ‘bobagens’ e viveram vidas medíocres e infelizes – muitos nem mesmo tinham consciência disso. Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum… Preocupante.)

Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse ‘melhor morrer de vodca do que de tédio’, eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.


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Dicas para um envelhecimento saudável.

21/01/2008 - 13:55 Por:

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Precisamos:

– Tomar consciência da nova realidade de que nosso país está caminhando para ser considerado um país de velhos.

– Ter conhecimento sobre as possíveis perdas biológicas que o envelhecimento pode trazer (para saber mais, ler o artigo Arte, Educação e Envelhecimento, já postado neste site).

– Refletir sobre sua vida hoje, pois envelhecemos conforme nós vivemos e se preciso for, mudar padrões de vida. Se você continuar vivendo da forma como vive hoje, como será o seu envelhecimento?

– Buscar sempre objetivos em sua caminhada, jamais deixando a vida apenas nos levar. Que tenhamos o controle do que queremos viver.

– Continuar sempre criando, produzindo, vivendo de forma ativa naquilo que gostamos.

– Continuar exercitando a memória e o pensamento.

Além disto, a arte vem como uma aliada no processo de envelhecimento saudável, pois cria condições de oportunizar espaços de sensibilização e expressão para as pessoas por meio de linguagens artísticas (procure algo que você gosta: cantar, dançar, fazer teatro, pintar, artesanato…) A arte aparece como minimizadora dos efeitos negativos do envelhecimento, a arte vem como instrumento para se vivenciar a velhice de maneira mais leve e positiva.

Seja feliz!!!

Escrito por Wanda Patrocinio


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