Arquivo de Gerontologia

Bebida de farinha de uva reduz doenças do envelhecimento em mulheres

3/02/2012 - 16:20 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

Uma bebida desenvolvida a partir da farinha do bagaço da uva tem potencial para prevenir ou reduzir, em mulheres saudáveis, o estresse oxidativo e suas consequências: envelhecimento precoce, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cânceres. Isto ocorre devido à existência de ácidos fenólicos na bebida, substâncias antioxidantes que protegem o organismo contra a ação de radicais livres que provocam estes tipos de doenças. A descoberta é fruto da pesquisa realizada por Marcela Piedade Monteiro e Elizabeth Torres, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP).

Uva com jeito de açaí
A bebida foi desenvolvida a partir de um subproduto do suco de uva, e foi testado em mulheres saudáveis. Para a obtenção da bebida, a pesquisadora utilizou uma farinha de bagaço de uva, um produto desenvolvido na própria USP em 2008. A farinha é produzida com o bagaço, que é formado por cascas e sementes, obtido das uvas prensadas após a separação do suco concentrado a ser engarrafado. A produção da bebida ocorre a partir do acréscimo de água a aproximadamente 4,8% da farinha e da homogeneização feita por técnica industrial. Segundo a pesquisadora, essa bebida “possui aparência semelhante ao suco de açaí.”

Gosto da bebida
O próximo passo da pesquisa foi identificar a aceitabilidade da bebida. Para isso foi feita análise sensorial com o uso de uma escala hedônica estruturada de 9 pontos em que havia a observação de parâmetros como odor, aroma, sabor e gosto. Para cada critério, a pontuação varia de 1 (“desgostei muitíssimo”) a 9 (“gostei muitíssimo”), sendo a média 6 (“gostei ligeiramente”). A bebida obteve nota igual a 6 em todos os quesitos, o que a definiu como aceitável. Por isso, a etapa seguinte passou a ser realizada. Por meio de análises físico-químicas foram testados pH, cor, grau Bricks (quantidade de açúcar presente na bebida) e a capacidade antioxidante, que significa proteger contra o ataque de radicais livres. Assim, foram quantificados os compostos fenólicos, que possuem propriedades antioxidantes.

Teste dos efeitos sobre a saúde
A segunda etapa da pesquisa foi experimentá-la em uma intervenção que envolveu 15 mulheres jovens e saudáveis. Esta fase foi dividida em quatro etapas. Inicialmente, foi feita a coleta de sangue como amostra controle para verificar as modificações ao longo das demais fases. A seguir, as mulheres foram divididas em dois grupos. A primeira metade ingeriu por 15 dias a bebida de farinha. Posteriormente, não beberam nada que contivesse uva por 15 dias. Nos últimos 15 dias, ingeriram um suco comercial em pó de uva de baixa caloria, equivalente à bebida em estudo. Já o segundo grupo intercalou o suco em pó, nada e a bebida. A cada etapa o sangue era novamente coletado. Foi recomendado a todas as mulheres que não modificassem a dieta, apenas que não se bebesse mais nada que pudesse conter uva e interferir na análise.

Benefícios para as mulheres
Nenhuma modificação significativa pôde ser percebida após a ingestão do suco em pó em relação à amostra controle de sangue. Já quanto à bebida, a melhora foi significativa no que se relaciona à capacidade antioxidante. “O que é muito bom, explica a pesquisadora, porque indica que pode contribuir na prevenção ou redução de doenças relacionadas ao estresse oxidativo, tais como envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares.”

Fonte: Agência USP de Notícias
* Educadora física, colabora com artigos na área para o blog GeroVida

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Associação Brasileira de Gerontologia (ABG)

1/02/2012 - 14:49 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

A Associação Brasileira de Gerontologia (ABG) foi fundada no dia 21/03/2009, na cidade de São Paulo, por um grupo de recém-formados em Gerontologia. Esses profissionais, pioneiros na área, sentiram a necessidade de uma entidade que representasse essa nova classe profissional e, dessa forma, defendesse seus interesses e objetivos diante da sociedade.

A ABG é uma associação sem fins lucrativos que reúne bacharéis, tecnólogos e graduandos em Gerontologia e outros profissionais especializados na área do envelhecimento. A ABG tem como missão a representação do profissional gerontólogo perante a sociedade, visando auxiliar a consolidação de sua atuação profissional.

Por meio de parcerias com municípios e/ou entidades que prestam serviço à pessoa idosa, a ABG realiza eventos de promoção do envelhecimento saudável e do protagonismo da pessoa idosa. Além disso, destina parte de suas ações à divulgação científica, oferecendo espaço para reflexão, discussão e troca de experiências.

Pautando suas ações nos preceitos éticos e com responsabilidade social a ABG firma seu compromisso com o processo de envelhecimento, com a pessoa idosa e com os profissionais envolvidos com o tema.

Objetivos

* Divulgar a Gerontologia enquanto campo de saber específico e formação profissional
* Integrar bacharéis, tecnólogos e graduandos em Gerontologia, favorecendo a troca de experiências sobre a prática profissional
* Promover e difundir o conhecimento gerontológico entre as diversas esferas da sociedade
* Apoiar ações teórico-práticas que visem o bem-estar do idoso e dos indivíduos em processo de envelhecimento

Atividades

* Seminários, Jornadas e Encontros de atualização e capacitação de profissional na área do envelhecimento humano
* Fóruns e reuniões com graduandos e bacharéis em Gerontologia
* Realização de eventos voltados à pessoa idosa
* Parcerias com autoridades políticas, empreendedores e empresários
* Busca por oportunidades de inserção profissional

Para mais informações, acesse o blog e site da ABG:

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Dieta rica em cálcio previne menopausa em mulheres depois dos 50

24/10/2011 - 11:29 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Qualidade de Vida

 Pelo menos dez milhões de brasileiros sofrem de osteoporose, a perda gradual de massa óssea a partir da meia idade e que atinge principalmente as mulheres depois da menopausa. Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos tem a doença. E de cada três pessoas que sofreram fratura no quadril, uma tem osteoporose. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose, sendo que 200 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência dessas fraturas. Amanhã é o Dia Mundial da Osteoporose e os médicos alertam para os cuidados com prevenção e diagnóstico precoce. Entre os fatores de risco relacionados à doença estão: idade avançada, baixo peso, etnia caucasiana, histórico de doença na família, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determinadas medicações como corticoides, hábito de fumar, abuso de álcool e vida sedentária. Nas mulheres os números da doença são alarmantes: 40% das pacientes com osteoporose sofrem quedas. A coluna, o fêmur, as costelas e o pulso são os locais mais atingidos, sendo que as quedas podem acontecer pela sensação de fraqueza nos ossos, uma das principais características da doença, explica o ortopedista Adalto Lima, chefe do setor de ortopedia do Hospital Badim, no Rio. Mas esse risco pode ser amenizado com a adoção de uma dieta adequada, rica em cálcio e vitamina D, e prática de atividades físicas, hábitos que fortalecem a musculatura, proporcionando uma maior segurança e equilíbrio – ensina o médico, professor de Ortopedia da Fundação Getúlio Vargas e de ortopedia da Faculdade de Medicina da Uerj. O problema é que os brasileiros não dão muita importância à osteoporose. Estudo feito pela Brazos (The Brazilian Osteoporosis Study) avaliou 2.420 pessoas acima de 40 anos, em 150 municípios das cinco regiões do país: apenas 6% dos entrevistados sabiam que sofriam da doença. Isso significa que a maioria ainda não sabe como se prevenir, desconhece diagnóstico e tratamento da osteoporose.
A osteoporose é silenciosa. Por isso, principalmente mulheres acima de 40 anos e idosos, devem redobrar a atenção. É importante que a pessoa faça exercícios regulares, mantenha uma dieta rica em cálcio e vitamina D e se exponha ao sol, nos horários recomendados, para evitar a osteoporose – reforça o médico Everaldo Vasconcelos, chefe da ortopedia do Hospital Balbino. Os médicos explicam que antes de a osteoporose se manifestar geralmente ocorre a osteopenia, o enfraquecimento ósseo; alteração que já aumenta o risco de fraturas. A boa notícia é que nessa fase é mais fácil tratar. O ortopedista Ilídio Pinheiro, do Hospital São Vicente de Paulo, explica que o diagnóstico é feito através de exame clínico e densitometria óssea, que revela o percentual de perda da massa. Até 25% de perda óssea sugere osteopenia. Uma perda maior já sinaliza a osteoporose – diz Ilídio. Nas mulheres a incidência é maior, pois a menopausa caracteriza-se principalmente pela diminuição do estrógeno, um hormônio muito importante no estímulo à formação da massa óssea. Mas a doença também atinge os homens: um em cada oito acima dos 65 anos. Eles começam a perder massa óssea mais tarde e têm ossos e músculos maiores, diz a fisiatra Pérola Plapler, do Hospital do Coração, em São Paulo.
Ela lembra que exercícios são indicados tanto na prevenção quanto no tratamento. Musculação, corrida e caminhada são boas opções. Nos casos em que já existe osteoporose, a pessoa deve ser acompanhada por médico e profissional de educação física. E quanto mais variada a dieta melhor. A nutricionista Camila Ragne Torreglosa, do Hospital do Coração, recomenda consumir alimentos ricos em cálcio, como, por exemplo, leite, iogurte, queijo, sardinha e brócolis. O cálcio é responsável pela formação e manutenção da massa óssea. Além desses, não podem faltar alimentos ricos em vitamina D, como, ovo, salmão, atum e bacalhau, pois esse nutriente é essencial para a absorção do cálcio ingerido. Também o consumo de nutrientes com vitamina K, encontrado em brócolis, lentilha, repolho e couve-manteiga; e o mineral magnésio, presente em acelga, espinafre, quiabo, beterraba e amêndoa são importantes para saúde óssea. A vitamina K participa da formação óssea e o magnésio ajuda na absorção do cálcio da nossa alimentação – comenta Camila.
O Globo (saude@oglobo.com.br)
19/10/2011
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2011/10/19/dieta-rica-em-calcio-previne-menopausa-em-mulheres-depois-dos-50-925611077.asp

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Idade social e envelhecimento social

21/09/2011 - 14:07 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 A idade social diz respeito à avaliação do grau de adequação de um indivíduo ao desempenho dos papeis e dos comportamentos esperados para as pessoas de sua idade, num dado momento da história de cada sociedade. Dessa forma, as experiências de envelhecimento e velhice podem variar no tempo histórico de uma sociedade, dependendo de circunstâncias econômicas e sociais que determinam quem e porque será chamado de velho e como será tratado por uma sociedade.
O envelhecimento social é o processo de mudança de papeis e comportamentos que é típico dos anos mais tardios da vida adulta e diz respeito à adequação dos papeis e dos comportamentos dos adultos mais velhos ao que é normalmente esperado para as pessoas nessa faixa etária.
A idade tem maior influência sobre a expectativa de desempenho quando os conteúdos da ocupação estão em rápida mudança, mas é menos importante quando os conteúdos permanecem estáveis por mais tempo.
Portanto, a atribuição do rótulo de velho ou idoso a pessoas que apresentam alterações físicas e comportamentais associadas com o envelhecimento normal pode ou não ser acompanhada de rejeição. Depende do contexto. No entanto, no âmbito do trabalho, de modo geral, o que se observa é que os adultos têm cada vez menos oportunidades para treinamento, e assim, de emprego. Muitos têm que trabalhar em ambientes físicos que não são apropriados às suas características. Portanto, sua obsolescência para o trabalho e para a vida social é mais provocada por eventos ambientais do que propriamente pelos biológicos.
Reprodução parcial de texto sob mesmo título de autoria de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 112-114.

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Deu “branco”? Você esta começando a ter lapsos de memória?

16/09/2011 - 14:52 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Esquece os compromissos ou as palavras no meio de uma reunião de trabalho?Calma…a pílula da memória pode estar chegando.
Pelo menos é o que noticiou a imprensa britânica. Pesquisadores que tentam encontrar novas formas para o mal de Alzheimer, já estariam perto de lançar um medicamento para ajudar a recuperar a memória.
Os primeiros testes estariam sendo feitos com pacientes mais idosos que sofreram perda da memória por causa de doenças degenerativas e já estão apresentando bons resultados.
Segundo os especialistas é preciso ter um certo cuidado, pois as doses aplicadas aos enfermos são mais pesadas.
Isso porque uma chamada pílula da memória para quem tem boa saúde, deveria conter uma dose mais amena dos princípios ativos do medicamento, segundo os cientistas
Fonte: Site BemStar
* Educadora física, colaboradora semanal com artigos na área, parceira da GeroVida

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Bem-estar cresce à medida que envelhecemos

15/09/2011 - 14:26 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

Por Ricardo Bonalume Neto (De São Paulo)
Não se trata de mera frescura: a ciência diz que existe, sim, a crise da meia-idade e que ela afeta homens e mulheres em todo o planeta. Resultados de pesquisas em vários países, na última década, têm mostrado que essa fase bate em média entre 40 e 50 anos, mas varia muito de acordo com a região. Mas um dado novo, curioso e surpreendente indica que a crise é só o fundo do poço. Depois de atingir o ponto mais baixo de “bem-estar” (alguns pesquisadores chamam mesmo de “felicidade”), a pessoa dá a volta por cima e vai ficando mais feliz por quase todo o resto da vida. É estranho, pois o senso comum indicaria que a felicidade tende a diminuir a cada velinha no bolo de aniversário.
Os gráficos ligando satisfação pessoal e idade mostram uma curva em “U”. A felicidade começa alta, vai caindo até chegar à base da letra e volta a subir com a idade. Os números variam muito, porém. Em uma pesquisa, a meia-idade chega aos 50 para americanos; em outra, aos 44,5. Os brasileiros atingem a crise aos 46,7, para um estudo, e, para outro, aos 36,5. Na Ucrânia, o mal-estar máximo chega aos 62,1 anos. “Essa diversidade vem das amostras pequenas nesses países. O número varia menos em grandes amostras”, diz um dos autores do estudo da curva do “U” do bem-estar, o economista Andrew J. Oswald, da Universidade de Warwick, Reino Unido. O estudo analisou 500 mil pessoas, entre americanos e europeus, que responderam sobre seu estado emocional.
Depois de se checar detalhes que poderiam afetar os resultados (renda, vida afetiva etc.), conclui-se que americanos atingem a crise aos 52,6 e europeus, aos 46,5. “A Segunda Guerra parece ter cobrado um preço maior dessa geração de europeus”, na interpretação de Oswald. E o que explicaria o fenômeno em geral?

ACEITAÇÃO
“Minha teoria é que na meia-idade enfrentamos nossas deficiências e as aceitamos. Então ficamos mais contentes com a vida”, diz Oswald. “Eu poderia ter sido jogador de futebol e feito gols contra o Brasil, mas percebi que teria de me contentar em ser professor”, brinca. Outro estudo criou um “instantâneo da distribuição pela idade do bem-estar psicológico nos EUA” com base em 340.847 pessoas. E cravou a crise em torno de 50. Nesse estudo, a pessoa avaliava, numa escada com degraus de zero a dez, como se sentia em relação à vida. “Em qual degrau você se sente agora?” era a pergunta. O líder da pesquisa, Arthur A. Stone, da Universidade de Stony Brook, disse à Folha que considera a curva em “U” um enigma. “Nós e muitos outros estamos investigando fatores responsáveis, mas ainda não sabemos.”
Entre os fatores que eles esperavam que teriam impacto no resultado e não tiveram estão o gênero, o fato de ter filhos com menos de 18 anos em casa, o desemprego e a falta de um parceiro. Já o pesquisador Andrew Clark, da Paris School of Economics, usou dados de uma pesquisa britânica para seus estudos sobre a curva do “U”. Um questionário com 12 itens registrou as sensações de estresse, depressão e falta de confiança dos entrevistados. As pessoas responderam se perdiam o sono por preocupação, se se sentiam sob pressão, se perderam a autoconfiança e se pensavam em si como alguém sem valor. Clark disse à Folha que a curva em “U” reflete o que acontece com gente de mais idade: promoções, filhos etc.
“A diferença entre os países reflete as diferenças nesses fatores. Se você tem filhos aos 20, está lidando com adolescentes aos 35, se tem filhos aos 35, vai lidar com adolescentes aos 50. O divórcio também pode ocorrer em diferentes idades, em cada país. Isso soa como explicação”, diz. E lidar com adolescentes estressa qualquer cristão. Clark também concorda com Oswald sobre a influência da perda de altas expectativas no aumento do bem-estar após a meia-idade. E dá o mesmo exemplo do jogador de futebol, embora o seu seja mais nacionalista: “Um dia desses eu desisti de jogar pela Inglaterra”. A psicóloga Laura Carstensen, da Universidade Stanford, EUA, é autora de uma teoria pioneira que explica a alta da felicidade na velhice.
SELETIVIDADE
Segundo a sua “teoria da seletividade socioemocional”, à medida que os horizontes de tempo vão ficando mais curtos, as pessoas priorizam determinados objetivos emocionais. Passam a evitar amigos chatos, por exemplo. “A experiência emocional fica melhor com a idade porque as pessoas passam a investir esforço em assuntos importantes para elas”, escreveu Carstensen em artigo na “Psychology and Aging”. O artigo descreve um experimento diferente dos outros. Enquanto os dados coletados por Oswald e Stone produziram um “instantâneo”, uma amostra pontual na população, a equipe da psicóloga seguiu um mesmo grupo de pessoas por uma semana e repetiu o questionamento cinco e dez anos depois.
A equipe concluiu: “O envelhecimento está associado com bem-estar geral, maior estabilidade emocional e mais complexidade, evidenciado pela maior ocorrência simultânea de emoções positivas e negativas”. Dá para entender a capa da revista francesa “Le Point”, com uma bela mulher sorridente, a estilista Inès de La Fressange, 53, e o título: “A vida começa aos 50″. Ou porque, quando pediram ao dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) um conselho aos jovens, ele foi incisivo: “Envelheçam”.
13/09/2011
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/973973-bem-estar-cresce-a-medida-que-envelhecemos-diz-pesquisa.shtml

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Idade psicológica e envelhecimento psicológico

5/09/2011 - 19:01 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 O conceito de idade psicológica pode ser usado em dois sentidos. Um é análogo ao significado de idade biológica e refere-se à relação que existe entre a idade cronológica e as capacidades, tais como percepção, aprendizagem e memória, as quais prenunciam o potencial de funcionamento futuro do indivíduo. Esse uso do conceito é muito próximo ao de senescência ou envelhecimento normal. O segundo uso do conceito de idade psicológica tem relação com o senso subjetivo de idade. Este depende de como cada indivíduo avalia a presença ou a ausência de marcadores biológicos, sociais e psicológicos do envelhecimento em comparação com outras pessoas de sua idade.
O senso de idade psicológica tem estreita relação com as mudanças em perspectiva temporal que afeta os mais velhos. A partir de meados da quarta década de vida, as pessoas passam a pensar suas vidas em termos dos anos que ainda têm para viver em vez de em termos dos anos vividos. Aumenta a tendência de avaliar a vida retrospectivamente (revisão de vida).
Também ocorre uma aceleração subjetiva do sentido de tempo e então os dias, meses e anos parecem passar mais depressa. Isso é comumente atribuído à diminuição da atividade metabólica, que é responsável pelas alterações nos ritmos corporais, entre eles os de sono e vigília, e ao aumento do tempo de reação, que faz com que os idosos sejam mais lentos. Porém, não se pode esquecer que o mundo dos idosos costuma ser menos estruturado. Essa ocorrência é co-responsável pelo descompasso entre o relógio externo e o relógio interno de pessoas de todas as idades e pelas alterações em seu sentido de vida. Também responde em parte à tendência a fazer narrativas pessoais sobre experiências passadas, que, por um lado, podem trazer prazer e aceitação social aos idosos; por outro, podem acarretar rejeição.
Reprodução parcial de texto sob mesmo título de autoria de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 111-112.

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Idade biológica e envelhecimento biológico

1/09/2011 - 14:35 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Idade biológica é um indicador do tempo que resta a um indivíduo para viver, num dado momento de sua vida. O envelhecimento biológico ou senescência é, assim, o processo que preside ou determina o potencial de cada indivíduo para permanecer vivo, o qual diminui com o passar dos anos.
O grau de conservação no nível da capacidade adaptativa, em comparação com a idade cronológica, é tecnicamente referido como idade funcional. Esta é não só um indicador importante da possibilidade de sobrevivência como também da capacidade funcional, ou competência comportamental, ou independência funcional, termos que, em geriatria, indicam a possibilidade de o indivíduo sobreviver sem ajuda de outrem e são indicados pelo grau de preservação da capacidade de desempenhar atividades básicas de autocuidado a atividades instrumentais de vida diária.
O conceito de idade funcional tem estreita relação com o de envelhecimento biológico e é definido em termos do grau de conservação do nível da capacidade adaptativa, em comparação com a idade cronológica. Os critérios de medida de idade funcional na velhice mais comumente usados são bioquímicos, sensoriais, antropométricos, verbais, motores, de personalidade, de estilo de vida e cognitivos.
Reprodução parcial de texto sob mesmo título de autoria de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 109-110.

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História oral

26/08/2011 - 19:13 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Uma das formas de resgatar a memória de fatos históricos a partir de relatos individuais é por meio do método biográfico denominado História Oral ou, como antigamente era chamado História de Vida, técnica que capta o que sucede na encruzilhada da vida individual com o social (Queiroz, 1988, p. 36).
A História Oral é uma ciência e arte do indivíduo (…), pois somos todos narradores costurando os fatos através dos tempos… (Portelli, 1997, p. 15), na medida em que se estabelece uma relação com o significado para as pessoas e os fatos históricos. Com isso, amplia-se e renova-se o saber sobre diferentes temas, assim como a partir de centros comunitários e associações é possível reconstruir a história local, bem como a consciência do grupo (Freitas, 2002).
Esse método biográfico busca captar imagens do passado o mais próximo da realidade, de forma dinâmica e envolvente, entre a parceria do entrevistador e entrevistado. Geralmente, o fato histórico que se espera resgatar requer vários testemunhos orais, por meio de uma rede de informantes que se estabelece com o propósito da pesquisa (Giglio e Von Simson, 2001).
No método de História Oral, todos os dados em relação ao evento são de fundamental importância, para que o pesquisador construa um quadro o mais enriquecedor possível na compreensão do fato histórico que se queira analisar. Assim, compromete-se a dar a voz aos diversos narradores das comunidades que vivenciaram acontecimentos de um determinado período histórico, possibilitando o registro das reminiscências das memórias individuais, a reinterpretação do passado, enfim, uma história alternativa à história oficial (Freitas, 2002, p. 82).
O uso da História Oral em Gerontologia possibilita um processo de resgate das memórias de pessoas idosas, tendo implicações sociais e também terapêuticas, uma vez que as entrevistas possibilitam aos idosos uma autoavaliação, um questionamento e um repensar da própria vida (Freitas, 2002). O resgate de memórias pode também proporcionar reflexões acerca de novas metas ou enfrentamentos, na medida em que estabelece uma ponte entre o que foi rememorado e o que está por vir, podendo muitas vezes, servir como revisão de vida e contribuir com impulsos para o agir. … Lembrar não é reviver, mas refazer, reconstruir, repensar, com imagens de hoje, as experiências do passado (Halbwacks 1990, p. 55).
Reprodução parcial de texto escrito por Denise Castanho Antunes.
Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 105-108.

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Gerontotecnologia

20/08/2011 - 19:25 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 O objetivo da Gerontotecnologia, como uma área intersdisciplinar de pesquisa e de intervenção psicossocial e clínica, é o desenvolvimento e a distribuição de produtos, ambientes e serviços, com tecnologia apropriada, para melhorar o cotidiano dos idosos, proporcionando um envelhecimento com qualidade de vida.
O campo da Gerontotecnologia é inerentemente multidisciplinar e advoga que a sustentabilidade de uma sociedade que envelhece depende da eficiência em se criar ambientes tecnológicos para uma vida independente e inovadora, para uma adequada participação social, com saúde, conforto e segurança. Abrange dimensões relacionadas à saúde, moradia, mobilidade, comunicação, lazer e trabalho. Trata-se de uma área extremamente dinâmica, tendo em vista a rapidez com que a tecnologia está sendo desenvolvida no mundo globalizado. O crescimento do uso de tecnologia é especialmente evidente nas áreas de desenvolvimento de materiais, de comunicação e de ambientes controlados e amigáveis.
As aplicações da Gerontotecnologia estão baseadas em cinco grandes objetivos e categorias:
1) Prevenir ou retardar o declínio funcional relacionado à idade.
2) Compensar as limitações funcionais existentes relacionadas à idade e à presença de incapacidade decorrente de doenças crônico-degenerativas.
3) Aumentar o engajamento e a satisfação na participação de atividades laborativas, de lazer e familiares, como forma de dar suporte na velhice para novas oportunidades educacionais, de expressão artística, de trabalho, proporcionando espaços adaptados e de interação social.
4) Dar suporte ao cuidador e aos idosos dependentes, provendo recursos tecnológicos (produtos e serviços) e ambientes apropriados.
5) Desenvolver pesquisa básica e aplicada sobre o envelhecimento e o uso de tecnologia.
Reprodução parcial de texto escrito por Monica Rodrigues Perracini.
Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 103-104.

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