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Hipotireoidismo

8/04/2009 - 16:22 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Subdiagnosticado, hipotireoidismo atinge mais de 14% dos idosos

Confundida com sintomas do envelhecimento fisiológico, se não tratada a tempo, doença pode causar insuficiência cardíaca e anemia.

Pelo descuido acumulado na manutenção da saúde ao longo dos anos, para muitos, a chegada à terceira idade é sinônimo de problemas de saúde, apatia e cansaço. O que poucos sabem, porém, é que essas queixas podem não ser reflexo do processo de envelhecimento fisiológico, mas sim estar ligadas a uma doença: o hipotireoidismo.

Causada pela deficiência na produção do hormônio tiroxina, produzido pela glândula tireóide, o hipotireoidismo pode se apresentar de duas maneiras: na forma clínica ou subclínica.

O hipotireoidismo clínico, responsável por uma redução significante do metabolismo, pode causar fadiga, ressecamento da pele, ganho de peso, rouquidão e lentidão da fala. Este quadro, segundo estudos multicêntricos, atinge de 0,5% a 5% da população idosa e chega a 7% de incidência em pessoas com mais de 80 anos, com maior presença em mulheres. “Um dos maiores problemas do hipotireoidismo em idosos é a semelhança dos sintomas com as alterações do processo natural de envelhecimento. Por isso, é fundamental que os idosos, principalmente as mulheres, procurem seus médicos ao sentirem um desses sintomas”, explica a Dra. Nilza Scalissi, endocrinologista da Santa Casa (SP) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Em sua forma subclínica, o hipotireoidismo é ainda mais presente: na faixa etária de 50 anos a doença se manifesta em 8% da população e em pessoas com mais de 60 anos, a incidência sobe para 14% a 20%. Os sintomas podem ser irrelevantes, como fadiga ou frio excessivo, por exemplo, ou até mesmo não existirem, mas se não for tratada, a doença pode progredir para o quadro clínico de hipotireoidismo.

Segundo a endocrinologista, o hipotireoidismo clínico pode trazer sérios problemas para a saúde do idoso, como anemia e insuficiência cardíaca e pode ser confundido com queixas frequentes da faixa etária. “Não é possível prevenir o hipotireoidismo em nenhuma das fases da vida, mas o tratamento é 100% eficaz se o diagnóstico for feito corretamente”, alerta.

Prof. Dra. Nilza Scalissi – professora livre-docente de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Fonte: http://www.idosos.com.br/subdiagnostico%20hipo.htm

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Espiritualidade / Religiosidade

8/04/2009 - 16:09 Por:

Categoria(s): Gerontologia

A palavra espiritualidade tem origem no latim spiritus, que significa sopro de vida. Segundo Elkins et al. (1988), espiritualidade é um tipo de experiência que se expressa pela consciência de que existe uma dimensão transcendente caracterizada por certos valores em relação ao self, aos outros, à natureza, à vida e a qualquer outro aspecto identificado como o Ser Supremo. Em termos amplos, transcender significa erguer-se acima ou ir além de um limite, exceder, superar e ir além do universo e do tempo. Em sentido mais restrito, a noção de transcendência está intimamente ligada com o sagrado e, nesse sentido, relaciona-se com a religiosidade, muito embora a beleza, o bem, a bondade, a justiça e o amor ao próximo, destituídas de sentido religioso, possam ser expressão da transcendência.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS, 1998), espiritualidade é o conjunto de todas as emoções e convicções de natureza não material que pressupõem que há mais no viver do que se pode ser percebido ou plenamente compreendido, remetendo o indivíduo a questões como o significado e o sentido da vida, não necessariamente a partir de uma crença ou prática religiosa. Reconhecendo sua importância para a qualidade de vida, a OMS incluiu a espiritualidade no âmbito dos domínios que devem ser levados em conta na avaliação e na promoção de saúde em todas as idades.

Existem dois pontos de vista complementares sobre o aumento da religiosidade na velhice. Um é que esse é um movimento natural, visto que a proximidade da morte faz com que os idosos se aproximem de temas existenciais ou da transcendência e que o façam por meio da crença no sagrado. Outro é que, por temerem a morte, os idosos passam a acreditar mais em Deus e a rezar mais. É impossível colocar à prova esses pontos de vista, que, assim, funcionam como pressupostos para a teoria, para a pesquisa e para a intervenção. Na vida real, é igualmente impossível comprovar um dos dois pontos de vista e excluir o outro. Uma outra possibilidade que não deve ser descartada é que a religiosidade é também um fenômeno cultural, que se delineia de diferentes formas para diferentes coortes. Assim, os velhos atuais são mais religiosos do que os jovens, porque desenvolveram-se num contexto em que era mais normativo ter e professar uma religião, do que na atualidade. Desse ponto de vista, não é fácil admitir que a religiosidade dos idosos se deva mais a um efeito coorte, que os colocou precocemente com os recursos propiciados pela religião, do que a um efeito de desenvolvimento da personalidade ou de busca de novos recursos adaptativos na velhice.

Reprodução parcial do texto escrito por Daisy Maldaun, Denise Castanho Antunes, Fabiana Castilho Roda Carvalho e Anita Liberalesso Neri

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 70-73

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Prevenção de doenças oculares

8/04/2009 - 15:27 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 180 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam algum tipo de deficiência visual. Destes, 50 milhões são cegas e 135 milhões correm o risco de ficar cegas. Hoje, toda a medicina e também a oftalmologia, caminha para a PREVENÇAO, apesar de que na prevenção de doenças oculares o Brasil ainda está muito aquém. Tanto é assim que a catarata, glaucoma e degeneração macular ainda cegam muitos brasileiros, apesar de serem doenças passíveis de tratamento e controle.

Mas quando iniciar os exames oftalmológicos?

Em toda a fase da vida, cuidados com a visão são importantes.

A prevenção deve começar logo após o parto. Desde o nascimento já é possível diagnosticar algumas doenças, entre elas a catarata congênita, glaucoma, hipermetropia, miopia, estrabismo e retinopatia da prematuridade.

Já na adolescência e fase adulta cerca de 60 milhões de pessoas sofrem de problemas de visão devido ao uso constante do computador. Este número vem aumentando em um milhão a cada ano. Os exames também são obrigatórios e devem ser de preferência anualmente ou de 2 em 2 anos.

A partir dos 40 anos é comum as pessoas sofrerem da conhecida vista cansada (presbiopia) e terem problemas de redução de visão para perto. É importante que sejam feitos exames de rotina para mapear a retina e medir a pressão ocular.

Nessa fase também há o risco de aparição de doenças como catarata e glaucoma. Doenças sistêmicas como Hipertensão Arterial e diabetes necessitam de uma avaliação oftalmológica semestral.

A melhor forma para ter uma visão saudável é fazer exames periódicos para precaver certas doenças, já que muitas delas podem ser desaceleradas ou até mesmo curadas se descobertas a tempo.

Lembre-se: Todas as doenças citadas podem ser retardadas ou até mesmo evitadas se detectadas logo no início. Por isso é de extrema importância a visita periódica ao oftalmologista. Com isso você terá excelência na visão, pois as melhores coisas da vida são para serem vistas de perto e nitidamente.

Dra. Ana Cristina Picchioni / Dr. Paulo Silvério – oftalmologistas

Fonte: http://www.idosos.com.br/doencasoculares.htm

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Envelhecimento

8/04/2009 - 9:58 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Definido em termos biológicos, o envelhecimento compreende os processos de transformação do organismo que ocorrem após a maturação sexual e que implicam a diminuição gradual da probabilidade de sobrevivência. Esses processos são de natureza interacional, iniciam-se em diferentes épocas e ritmos e acarretam resultados distintos para as diversas partes e funções do organismo. Há um limite para a longevidade, o qual é estabelecido por um programa genético que permitiria ao organismo suportar uma determinada quantidade de mutações. Esgotado esse limite, o organismo perece.

Até os anos 70, a psicologia e a gerontologia consideravam o desenvolvimento e o envelhecimento como processos opostos, mas hoje ambos são vistos como processos que coexistem ao longo do ciclo vital, embora com pesos diferentes na determinação das mudanças evolutivas que vulgarmente identificamos como ganhos ou perdas. Como o desenvolvimento é referenciado a normas compatíveis com o funcionamento do adulto sadio, produtivo e envolvido socialmente, sempre se admitiu que o crescimento e os ganhos presidem as mudanças evolutivas da primeira metade da vida; o declínio e as perdas presidem as da segunda.

O desenvolvimento e o envelhecimento são processos concorrentes que podem ser analisados por critérios derivados da psicologia e da sociologia. Estão presentes nos paradigmas de curso de vida e de desenvolvimento ao longo da vida.

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 68-69

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Diabetes

25/03/2009 - 19:15 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

O Diabetes Mellitus é uma doença, que não tem cura, mas pode ser controlada. Aparece quando a insulina (hormônio responsável pelo transporte de glicose) para de ser produzida ou é produzida em pequenas quantidades pelo pâncreas. Com isso, há um aumento de açúcar (glicose) no sangue. Pode ser classificado em quatro subclasses:

- Tipo 1: ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Sem a produção de insulina, o nosso organismo não consegue absorver a glicose do sangue, as células ficam sem energia (sem a glicose), por isso as células passam a se alimentar de gordura. Os pacientes precisam injetar insulina para compor sua falta no organismo. Desenvolve-se na maioria dos casos em crianças e adolescentes, representando um total de 10%;

- Tipo 2: nesse caso a insulina é produzida, mas as células são incapazes de aproveitarem a insulina. Geralmente se desenvolve em pessoas acima dos 40 anos, e a ocorrência aumenta com o avanço da idade e em pessoas obesas. Esse tipo de diabetes pode não apresentar sintomas;
- Tipos associados a doenças ou síndromes específicas;

- Diabetes gestacional.

Tipo 2

O diabetes tipo 2 é responsável por cerca de 90% dos casos da doença, sendo uma das 10 principais causas de morte no mundo. Ao contrário do que vem ocorrendo com a hipertensão arterial e as doenças cardiovasculares, sua incidência está aumentando, principalmente nos países em desenvolvimento, como consequência das mudanças nos padrões nutricionais, que levam, especialmente, ao aumento da prevalência do sobrepeso e da obesidade. Em 1998, em estudo baseado em estruturas populacionais e prevalências de diabetes obtidas em vários países do mundo, inclusive o Brasil, estimou-se que entre 1995 e 2025 haverá um aumento de 35% no número de casos existentes de diabetes nas pessoas com 20 ou mais anos de idade. As prevalências, apesar de maiores nos países desenvolvidos, crescerão mais nos países em desenvolvimento, em que podem chegar a 48%. Devido à tendência do aumento do diabetes com a idade, os países em desenvolvimento, que experimentam um processo de envelhecimento acelerado de sua população, também arcarão com os maiores contingentes populacionais de diabéticos. O Brasil, com população estimada em 4,9 milhões de adultos diabéticos, em 1995, terá cerca de 11,6 milhões deles em 2025. No final da década de 80, estimou-se em cerca de 8% a prevalência do diabetes em adultos (30-69 anos) residentes em nove capitais brasileiras. Na América Latina, a doença tem crescido entre as faixas etárias mais jovens, com impacto significativo sobre a qualidade de vida e a carga global de doenças.

Fatores de Risco

- Parentes com diabetes;

-Ter mais de 40 anos;

- Excesso de peso;

-Ter uma vida sedentária;

- Ser hipertenso.

Sintomas

- Cansaço;

- Muita sede;

- Boca seca;

- Urina em excesso;

- Muita fome;

- Perda rápida de peso;

- Visão embaraçada.

Reduzir o Risco

Para reduzir o risco de desenvolver diabetes, é essencial criar hábitos saudáveis, tais como:

- Controle da glicemia;

- Manter uma dieta equilibrada: se alimentar de modo saudável.

- Controlar a pressão arterial;

- Parar de fumar;

- Fazer exercícios físicos;

- Nunca abandone o tratamento; siga corretamente as orientações médicas.

Fonte: http://www.idosos.com.br/doencasdiabete.htm

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Educação continuada / educação permanente

25/03/2009 - 19:02 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Num sentido amplo, educação permanente é sinônimo de culturalização ou de sociabilização, significados que correspondem à ideia de que o ser humano é programado pela cultura e se desenvolve em sociedade. Esse termo também é entendido como educação de adultos, como um conjunto de atividades que tem por objetivo capacitar os indivíduos após o período escolar, ou ainda, como um princípio pedagógico por meio do qual indica-se que o processo educativo é contínuo e que ocorre ao longo da vida dos indivíduos, em todas suas circunstâncias (Giubilei, 1993).

Delors (1996) entende a educação como uma experiência global que se desenvolve ao longo de toda a vida, desde a infância até a velhice. Por esse ângulo, a educação permanente representa para o ser humano uma construção contínua dos seus conhecimentos e aptidões e da sua capacidade de discernir e agir, permitindo-lhe tomar consciência de si próprio e do ambiente que o rodeia, bem como desempenhar sua função social no mundo.

Na área gerontológica, a educação permanente encontra sua expressão mais clara no envolvimento dos idosos com iniciativas educacionais voltadas para a ampliação de informações (por exemplo: leitura e escrita, línguas estrangeiras, informática, saúde), a atualização e o aprimoramento cultural (por exemplo: turismo, artes, filosofia e psicologia), a valorização social (por exemplo: programas de convivência com as gerações mais jovens em que os idosos são convidados a oferecer seus conhecimentos especializados), o convívio com os iguais e os investimentos no desenvolvimento da cidadania. A educação continuada é exemplificada pelo investimento de profissionais de diferentes áreas do conhecimento no aprimoramento de informações e de habilidades para lidar com a velhice e com os idosos em diferentes contextos, tais como o educacional, o social, o legal e o da saúde.

Reprodução parcial do texto escrito por Mônica de Ávila Todaro

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 63-67

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Lombalgia

25/03/2009 - 14:46 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

A lombalgia pode ser definida como uma dor da musculatura lombar, de origem reumática ou traumática. O termo Ciatalgia, ao qual algumas vezes a Lombalgia é associada, pode ser definido como uma dor que se irradia a partir do dorso até os glúteos e à extremidade inferior. Algumas das causas das lombalgias são:

1. Mecânica (dor lombar que piora com a movimentação e melhora com o repouso):

• Hipertrofia do ligamento amarelo, hipertrofia facetaria;

• Degeneração discal (hérnia de disco);

• Fraturas traumáticas;

• Osteoporose (fraturas patológicas);

• Malformações congênitas;

• Espondilolistese;

• Espondilose.

2. Não-mecânica:

• Neoplasia;

• Infecciosa;

• Artrite;

3. Doença Visceral (patologia nos órgãos pélvicos):

• Aneurisma da aorta;

• Doença gastrointestinal (pancreatite, colecistite, úlcera péptica perfurada);

• Nefropatia (doença renal).

TRATAMENTO

- Lombalgia Aguda: recomenda-se repouso completo no leito ou pelo menos permanecer recostado; medicamentos; tempo; calor ou gelo na região lombar.

- Lombalgia Recidivante: recuperar e manter a flexibilidade do dorso, fazer atividades físicas para manter a força muscular e adotar postura correta ao se levantar, recostar e sentar.

- Lombalgia Baixa Crônica: é a lombalgia com ou sem limitação da mobilidade que persiste de 3 a 6 meses. Fazer relaxamento, contraindo e relaxando o músculo. Esse exercício pode aliviar a dor, porém o paciente que apresenta Lombalgia Crônica deve aprender a viver sentindo alguma dor. 

Fonte: http://www.idosos.com.br/doencaslombalgia.htm

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Desenvolvimento

25/03/2009 - 14:32 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

A etimologia da palavra desenvolvimento remete-nos à ideia de desdobrar de dentro para fora, assumindo uma nova forma. Essa ideia está presente na embriologia, da qual a psicologia do desenvolvimento emprestou a noção de que todas as estruturas já estão potencialmente presentes no embrião e sua manifestação segue uma sequência ordenada e previsível, graças à maturação.

O conceito de desenvolvimento atualmente mais aceito pela psicologia do desenvolvimento do adulto e do idoso que atinge também a psicologia infantil e a da adolescência incorpora noções da biologia e da sociologia e inclui as seguintes ideias, entre outras:

- O organismo é um sistema vivo;

- O desenvolvimento é trajetória de mudanças ao longo do tempo, que conduz o organismo à maior organização e à maior hierarquização, por meio das quais as partes ou os sistemas menores são englobados em partes ou sistemas mais abrangentes.

- O desenvolvimento é um processo multidimensional e multidirecional, isto é, diferentes estruturas e processos têm seu próprio curso de desenvolvimento, podendo diferenciar-se conforme a época, em ritmos variáveis.

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 62-63

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Depressão

13/03/2009 - 20:14 Por:

Categoria(s): Gerontologia

A depressão é uma síndrome psiquiátrica cujas principais características são o humor deprimido e a perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades. Entre idosos, essa síndrome é heterogênea no que se refere à sua etiologia e aos aspectos relacionados à sua apresentação e ao seu tratamento, a começar pelo próprio diagnóstico. Discute-se se há diferenças entre a depressão dos idosos e a que acomete pessoas em outras faixas etárias. Tal controvérsia repercute na pesquisa sobre prevalência e gera discussão sobre quais são os melhores instrumentos para avaliá-la entre idosos.

Na literatura gerontológica, permanecem três formas distintas de se abordar a depressão tendo em visa os objetivos que se pretendem ser alcançados, sejam eles a pesquisa, o diagnóstico ou a avaliação da funcionalidade nas atividades diárias. Tais abordagens podem ser classificadas em contínua, categórica e funcional.

Eventos de vida estressantes ou doenças físicas são citados como elementos que contribuem para o desenvolvimento da depressão em idosos. Sugere-se ainda que a depressão pode ser resultado de uma ativação prolongada da resposta do estresse. Doenças físicas podem precipitar episódios depressivos e contribuir para sua cronicidade, atuando tanto como evento de vida ameaçador como um componente de estresse psicossocial (Forlenza & Almeida, 1997). Entre outros fatores de risco relacionados à incidência de depressão entre idosos, citam-se: histórico pessoal ou familiar de depressão; doença crônica; solidão; falta de suporte social e a pessoa ser do sexo feminino.

Reprodução parcial do texto escrito por Samila Sathler Tavares Batistoni

Retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 59-61

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Demência Vascular

13/03/2009 - 19:45 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Demência pode ser definida como síndrome caracterizada por declínio de memória associado a déficit de pelo menos uma outra função cognitiva (linguagem, gnosias, praxias ou funções executivas) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo. A Demência Vascular é a 2ª causa mais frequente de demência em países ocidentes (10%). Hoje se sabe que a Demência Vascular, depois do Alzheimer, talvez seja a causa mais importante de demência. Ela se caracteriza por múltiplos infartos que vão ocorrendo no cérebro ao longo da vida do indivíduo, que tem uma pequena isquemia, depois outra e mais outra. Elas vão se somando e estão associadas a uma história de declínio cognitivo.

Às vezes, os infartos são grandes, evidentes, porque a pessoa fica com um dos lados do corpo paralisado, a boca torta. Às vezes, são pequenos episódios. O indivíduo não se levanta de manhã no horário habitual, passa o dia sonolento, mas vai melhorando e ninguém fica sabendo que a causa daquela indisposição foi uma pequena isquemia, um pequeno derrame cerebral. É possível evitar a repetição desses episódios que podem ser a causa de Demência Vascular com o controle dos níveis de colesterol e de glicemia, da obesidade, com a prática de atividade física e se a pessoa parar de fumar. O Sistema Nervoso Central tem capacidade de se reorganizar depois de uma lesão. O problema é tratável e há como interferir para que não progrida. Se não mais ocorrerem acidentes vasculares, o indivíduo se estabiliza e pode recuperar-se satisfatoriamente.

Prevalência

- Prevalência entre 1,2 a 9,2 em indivíduos acima de 60 anos; – Aumento com a idade: 30% dos indivíduos com mais de 85 anos.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de critérios que incluem:

- História clínica; – Avaliação neuropsicológica; – Exames de neuroimagem.

Sinais Neuropsicológicos e Psiquiátricos

Podem aparecer sinais como:

- Disfagia e Disartria; – Distúrbios de marcha: hemiplígica, apraxico-ataxica e pequenos passos; – Desequilíbrios e quedas; – Urgência urinária; – Lentidão psicomotora, funcionamento executivo anormal; – Labilidade emocional; – Personalidade preservada e insight nos casos leves e moderados; – Doenças afetivas: depressão, ansiedade e labilidade afetiva.

Tipos de Demência Vascular

A Demência Vascular pode ser:

- Demência vascular de início agudo: Desenvolve-se usual e rapidamente em seguida a uma sucessão de acidentes vasculares cerebrais por trombose, embolia ou hemorragia. Em casos raros, a causa pode ser um infarto único e extenso.

- Demência por infartos múltiplos: Demência vascular de início gradual, que se segue a numerosos episódios isquêmicos transitórios que produzem um acúmulo de infartos no parênquima cerebral. Demência predominantemente cortical.

- Demência vascular subcortical: Demência vascular que ocorre no contexto de antecedentes de hipertensão arterial e focos de destruição isquêmica na substância branca profunda dos hemisférios cerebrais. O córtex cerebral está usualmente preservado, fato este que contrasta com o quadro clínico que pode se assemelhar de perto á demência da doença de Alzheimer.

Fonte: http://www.idosos.com.br/doencasdv.htm

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