Arquivo de Gerontologia

Respiração, memória e qualidade de vida do idoso

27/06/2008 - 10:00 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

toraxsuperficial1.jpgContribuição enviada por Daliane Batista Cardoso

(Continuação do artigo postado no dia 20/06/2008)

Plasticidade

O grupo que assistiu à exibição depois do treinamento conseguiu lembrar não apenas da história, mas de detalhes visuais, como a presença de uma árvore em cena, ou a cor do sapato de um personagem. “Esse tipo de exercício produz vários benefícios para o cérebro, e pode desenvolver mudanças na plasticidade cerebral”, analisa Marisa.

Plasticidade cerebral é a capacidade de o organismo alterar estrutural e funcionalmente suas sinapses (conexões entre os neurônios). É um processo de adaptação para suprir áreas danificadas do sistema nervoso. Uma das sugestões de Marisa é que os programas de treinamento muscular respiratório talvez possam ser úteis, também, no tratamento de doenças cerebrais que causam demência, como o mal de Alzheimer. Isso porque uma boa respiração favorece a oxigenação do cérebro.

Os idosos que participaram da pesquisa eram “sedentários, normotensos (sem problemas de pressão arterial) e saudáveis. Não tinham nenhuma deficiência cognitiva, patologias pulmonares ou cardiovasculares prévias e estavam aptos à prática de atividade física”, descreve a pesquisadora na tese. Os participantes, de ambos os sexos, tinham idades entre 60 e 78 anos.

Além de beneficiar a memória, os exercícios diminuíram os sinais de depressão e ansiedade, aumentaram a vitalidade e a saúde mental, e melhoraram aspectos sociais e emocionais dos idosos.

Músculos

Uma avaliação prévia do grupo tinha mostrado à pesquisadora que a força muscular respiratória dos idosos estava diminuída. “A maioria das pessoas respira superficialmente”, comenta Marisa. “Não utilizam a musculatura de forma adequada, e a mesma vai enfraquecendo, diminuindo a performance”, explica. Segundo Marisa, é errado encolher a barriga durante a inspiração (respiração denominada “paradoxal”). Ela comenta, ainda, que é muito saudável preocupar-se em realizar respirações profundas de forma rotineira, além de praticar atividades físicas, colaborando para a melhora da própria condição respiratória.

Como a maioria das pessoas não tem o costume de cuidar da respiração, é comum chegar à terceira idade com a musculatura respiratória debilitada. Somando-se a isso, Marisa diz que os próprios declínios fisiológicos que acometem o sistema respiratório, decorrentes do envelhecimento e de hábitos de vida dos idosos (como o fumo), colaboram para tal debilidade.

Texto: Apoena Pinheiro (Fonte: UnB Agência) – 19/08/2007

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Dia-a-dia do idoso: guia para o acompanhante

25/06/2008 - 8:00 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Sugestão de leituras

idoso_cuidado.jpg


Sugestão de leitura 23

“Dia-a-dia do idoso: guia para o acompanhante”, de Armando Miguel Jr, Campinas, Master Graf, 2005.

A partir da prática diária do autor (médico com especialização em geriatria e gerontologia) e dos colaboradores este livro foi elaborado por meio de perguntas e respostas. Este guia visa fornecer entendimento para as dúvidas do dia-a-dia do idoso, como os simples procedimentos que podem prevenir desconfortos e gratificar os familiares.

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Namoro na idade do vovô

24/06/2008 - 12:49 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Gerontologia

namoro_idosos1.jpgFoi um susto e tanto. Meus tios nem tanto, mas as tias e, principalmente, minha mãe, tiveram um treco daqueles: meu avô apareceu com uma namorada. Uma namorada. Nova? Nada, ela tem sessenta e um anos:

- Isso é um absurdo papai, o que os outros vão pensar?

- Que sou viúvo e posso namorar como qualquer ser humano. Você não separou e casou de novo?

- Mas eu tenho quarenta e sete anos!

- E eu sessenta e nove. Pouca diferença.

- Ah sim, estou quase com setenta anos também, obrigada! Pense um pouco papai, pensa… E a mamãe o que acharia?

- Acharia um pouco magra para idade dela.

- Papai!

- Desencana minha filha, a gente não começou namorar do nada. Nós começamos a ficar faz mais de um ano, nos conhecemos melhor e…

- “Desencana”? “Ficar”? Um ano? Roberto vem falar com o papai para ele ver juízo disso tudo!

- É… bem… Hum, Seu Luiz, não acha que é meio idoso para sair para balada não?

- Primeiramente a gente não sai para balada. Vamos ao bingo, bailes, viajamos em excursões para terceira idade. Ora bolas gente, eu aposentei! Tenho que aproveitar tudo o que semeei e plantei. Eu e sua mãe criamos vocês todos, já são independentes. Deixe-me curtir a vida.

- Eu sabia que aqueles bailes eram uma fria, eu disse para não deixar o papai ir. Isso é culpa sua Beatriz!

- Minha? Você que não vem visitar mais o papai.

- Meninas, por favor! Relaxam um pouco.

- Relaxar? Eu preciso de uma bebida…

- Uma pergunta indiscreta Seu Luiz, você e sua namorada já…

- A ciência é uma maravilha, meu genro. O Viagra mudou a minha vida e de muito cabeça branca!

- É mesmo? O negócio funciona então.

- Roberto!

- Vixe, de uma maneira até feroz, viu?

- Papai!

É claro que eu e meus primos ouvimos toda essa baderna. Depois que a poeira abaixou, fui conversar com o meu avô. Para entender melhor essa história de namoro. Após conversar bastante com ele, mudei minha perspectiva sobre a vida.

Uma coisa é que não fazem velhos como antigamente. Quando criança, eu me imaginava como seria ser caduco. Uma coisa do tipo maracujá enrugado de terno xadrez-festa-junina com bengala e chapéu de espantalho. Que nada, os velhos de hoje são bem mais interessantes.

Meu avô fez uma analogia muito interessante com o meu presente e o passado dele. As mulheres de quarenta anos da época dele eram um bando de santas peregrinando nas igrejas. As quarentonas da minha época? Eu mesmo já fiquei com duas e garanto que rezar não é a especialidade delas. Perguntei a ele:

- Vô, os homens com sua idade de hoje aparentavam como?

- Avôs, avôs…

- E as mulheres?

- Bisavós, bisavós…

E ele tem muita razão. Meu avô, por exemplo, ele tinge o cabelo, faz a sobrancelha, malha para perder a barriga, faz dieta, veste como um cara de trinta anos, entre outras coisas. Só não o chamo de metrossexual porque mesmo moderno desse jeito, ele ainda acredita no velho sistema de correção da juventude: a cinta. Ele consegue fazer praticamente tudo o que meu tio de trinta e cinco anos faz, com bem mais disposição. E olha, o tio está sofrendo de uns trecos ruins do coração. O avô, só tem alegria no dele.

Contudo, ao deixar meu avô voltar para o campo de batalha com seus filhos, reclamando “o pior não é ter quase setenta anos com a cabeça de vinte e poucos anos, e sim ter quase cinqüenta com mentalidade de noventa”, comecei a pensar: o que é envelhecer?

Fiquei muito nervoso e apreensivo. Meus tios e pais, com seus quarenta e cinqüenta anos, vendo o que é melhor para um senhor de setenta anos. Será que vou seguir este ciclo? Vou brigar com meus pais por estarem vivendo os anos que restam de paz? Poxa, se o ser humano está vivendo até os oitenta, meu avô ainda tem uns quinze anos pra frente. Ele não pode ficar em casa apenas esperando o dia do juízo final chegar. Então concluí: Não existe idade. A gente é que cria. Se você não acredita na idade, não envelhece até o dia da morte.

Porém meu momento “Márcia Haydée” é quebrado com a minha mãe desmaiando. Meu avô mostrou a tatuagem dele. As duas.

Autor: Guilherme A. B. C. Ishie – abc_ishie@yahoo.com.br

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Sexo na Terceira Idade

23/06/2008 - 10:40 Por:

Categoria(s): Gerontologia

sexo_idosos.jpgNão há idade para o sexo, ou seja, homens e mulheres saudáveis podem se manter sexualmente ativos por toda a vida. Segundo os especialistas, o preconceito e a falta de informação atrapalham o desenvolvimento da sexualidade na terceira idade. Há mudanças físicas, sim, mas elas não são as responsáveis pelo fim da intimidade entre o casal. Na avaliação dos sexólogos, as barreiras são socioculturais, ou seja, a idéia de que o sexo é privilégio dos mais jovens e que não pode fazer parte da idade madura. Para quem tem essa visão, aos mais velhos cabe o amor platônico, pré-adolescente.

É claro que as necessidades sexuais do idoso são diferentes das do jovem, pois as pessoas mais velhas vivem outro momento da vida, prezam mais a intimidade com seu companheiro ou companheira do que, por exemplo, a freqüência das relações sexuais. O sexo entre pessoas mais velhas é muito natural e importantíssimo para manter a qualidade de vida, pois ajuda a perder peso, melhora o apetite e a digestão, além de favorecer a circulação sanguínea.

Ou seja, não há contra-indicações.

O que muda no corpo

Das mulheres: Com a menopausa, há a queda de hormônios sexuais, a lubrificação vaginal também diminui, causando às vezes dor no ato sexual e dificultando o orgasmo. A reposição hormonal pode ser uma solução para esses problemas, mas é preciso consultar um médico para saber se o tratamento se aplica ao caso. Maior atenção às preliminares e às carícias por parte do companheiro também pode aumentar o prazer sexual da idosa.

Dos homens: O maior problema vivido pelos homens é a dificuldade de ter e manter a ereção. Segundo pesquisas, após os 65 anos, entre 15% e 25% dos homens têm esse problema. A impotência pode estar associada a doenças como diabetes, hipertensão, doenças do coração. Nessa faixa etária, o homem demora mais para ter a ereção, a rigidez do pênis também não é a mesma da juventude, o volume de esperma pode ser menor e o período entre a ereção e a ejaculação também é reduzido. No entanto, esses problemas podem ser contornados com medicação (no caso da impotência) ou por estimulação erótica antes do ato sexual.

As doenças e o sexo

“Sexo não mata, mas o esforço físico em exagero sim”, é o alerta feito pela médica e psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. O desempenho sexual é, na verdade, um termômetro do estado de saúde física e mental do casal na terceira idade. Entre as doenças que podem afetar o desejo na terceira idade estão: Artrite, diabetes, doenças do coração, incontinência, acidente vascular cerebral, depressão e as doenças sexualmente transmissíveis.

Trataremos destas doenças no artigo de amanhã.

Aguardem!

Publicado no Guia do Idoso – Serasa.

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Dicas de como evitar acidentes domésticos

23/06/2008 - 10:23 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia

escada.jpg- No quintal, evite o acúmulo de folhas e flores úmidas no chão.

- Ao dormir, deixe a luz do corredor acesa para auxiliar a visão caso acorde no meio da noite. Se cair e tiver dores, procure assistência médica. Deixe o telefone em um local de fácil acesso, para quando for necessário pedir ajuda.

- No quarto: Procure utilizar uma cama larga, com altura suficiente para que sentado você consiga apoiar os pés no chão, evitando tonturas.

Ao deitar-se, utilize sempre um travesseiro para apoiar a cabeça.

Use uma mesa de cabeceira, de preferência, com bordas arredondadas e procure fixá-la ao chão ou à parede, para evitar que se desloque caso você se apóie nela.

Mantenha uma cadeira ou poltrona no quarto, para que você possa sentar-se na hora de calçar meias e sapatos.

Os interruptores devem estar ao alcance de sua mão quando você estiver deitado na cama, para evitar que você se levante no escuro.

Evite prateleiras muito altas ou baixas, para diminuir o esforço físico ao procurar algum objeto.

- No banheiro: O piso do box, assim como de todo o banheiro, deve ser antiderrapante.

Evite prateleiras de vidro e superfícies cortantes, e não use aquecedores a gás dentro do banheiro. Eles devem ficar em um local arejado da casa, como, por exemplo, a área de serviço.

Se for necessário, utilize barras de apoio no box e nas paredes próximas ao vaso sanitário.

O banheiro deve ter espaço útil para duas pessoas, para o caso de você precisar de ajuda.

Certifique-se de que os interruptores e as tomadas elétricas estão em locais altos e em áreas secas do banheiro.

- Na cozinha: Os armários não devem ficar em locais muito altos. Guarde os objetos que são pouco utilizados nos armários superiores e os de uso freqüente, em locais de fácil acesso.

Instale o botijão de gás fora da cozinha.

Evite colocar peso nas portas da geladeira e utilize as prateleiras que não exijam que você abaixe ou levante muito os seus braços.

Os fornos elétricos e o microondas devem ser instalados em local de fácil acesso.

Lembre-se de desligar fornos, microondas e ferros de passar roupa, após o uso.

- Nas salas: Procure utilizar cores claras nas paredes e aumentar a iluminação, tornando-a três vezes mais forte que o normal, para compensar possíveis dificuldades visuais. Uma boa dica é completar a iluminação fazendo uso de luminárias de fácil manutenção.

Opte por sofás e poltronas confortáveis, com assentos não muito macios, e que facilitem os atos de sentar-se e levantar-se.

Evite quinas de vidro, metal ou materiais cortantes em mesas de apoio.

Não use tapete embaixo da mesa da sala jantar e deixe um espaço no entorno da mesa para a movimentação das pessoas. Prefira pisos antiderrapantes.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa.

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Treinamento respiratório melhora a memória e a qualidade de vida do idoso

20/06/2008 - 9:23 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

respiracao.jpg

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso

O simples hábito de respirar corretamente pode nos garantir umas lembranças a mais depois de velhos. A descoberta inédita foi feita pela professora Marisa Pereira Gonçalves, autora da tese de doutorado “Influência de um programa de treinamento muscular respiratório no desempenho cognitivo e na qualidade de vida do idoso”. O trabalho, orientado pelo professor Carlos Alberto Bezerra Tomaz, foi defendido em junho de 2007, no Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB).

Marisa investigou a influência de um programa de treinamento na melhoria da qualidade de vida do idoso. A pesquisadora selecionou 32 voluntários da região de Santa Maria, cidade do DF, e submeteu metade deles ao programa durante três meses. Ao final dos testes, o grupo que exercitou os músculos respiratórios registrou queda em níveis de depressão e ansiedade e aumento da memória episódica e da qualidade de vida.

O treinamento consistia em exercícios com halteres, direcionados para os membros superiores. Marisa também utilizou um equipamento chamando Threshold (que serve para fortalecer a força muscular inspiratória e expiratória). O indivíduo usava o aparelho para inspirar e soprar. A resistência interna do Threshold ajuda a melhorar a força respiratória de quem o utiliza.

Segundo a pesquisadora, seu trabalho é o primeiro a associar o teste de memória emocional (relativa à lembrança de conteúdos emocionais e neutros) com a prática de um treinamento muscular respiratório. Em um dos testes utilizados para avaliar a efetividade do programa de treinamento, exibia-se um filme para os voluntários. A intenção era saber se eles conseguiam lembrar mais da história depois dos exercícios. A metade do grupo (16 pessoas) que assistiu ao vídeo depois de fazer os exercícios se lembrou de mais detalhes da história do que a outra metade que apenas viu o filme.

Texto: Apoena Pinheiro (Fonte: UnB Agência) – 19/08/2007

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CBN – Envelhecer com qualidade de vida é possível

17/06/2008 - 19:13 Por:

Categoria(s): Dicas, Educação, Gerontologia, Qualidade de Vida

Olá caros internautas!

Amanhã, às 14:30h, darei um entrevista ao vivo na Rádio CBN (FM 99,10) sobre o tema Envelhecer com qualidade de vida é possível.

Reeducar o olhar e priorizar a vida plena é um caminho para envelhecer com confiança e bem-estar.

Abraços,

varias-072.jpgWanda.

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Evite os acidentes domésticos

17/06/2008 - 11:58 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia

acidente_domestico.jpgO perigo também está em casa, principalmente no caso dos idosos.

Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), um terço dos atendimentos por lesões traumáticas nos hospitais do País ocorre com pessoas com mais de 60 anos. E o mais espantoso é que cerca de 75% dessas lesões acontecem dentro de casa, sendo que 34% das quedas provocam algum tipo de fratura. A maior parte desses acidentes (46%) acontece no trajeto entre o banheiro e o quarto, principalmente à noite. Há ainda o agravante de que a recuperação do idoso é mais difícil, e durante a convalescença ele fica sujeito a desenvolver doenças pulmonares e problemas nas articulações.

A boa notícia é que a prevenção é simples e implica apenas a mudança de alguns hábitos.

Causas mais freqüentes

- Andar sobre pisos molhados, úmidos ou encerados.

- Andar só de meias ou usar chinelos e sapatos mal ajustados.

- Móveis no meio do caminho (gavetas abertas, por exemplo), principalmente entre o quarto e o banheiro.

- Escadas com degraus de tamanhos diferentes.

- Tapetes nos quartos, banheiros e em outros cômodos da casa.

- Pouca iluminação nos ambientes.

- Colocar-se em pé em cima de um banco ou cadeira.

- Tontura ao levantar-se.

- Visão alterada pela idade.

- Perda do equilíbrio, muitas vezes causada por remédios.

- Enfraquecimento dos ossos e dos músculos do idoso.

- Soleiras das portas não niveladas com o chão.

Dicas gerais

Em toda a residência

- Mantenha uma boa iluminação em todos os cômodos da casa e uma luz na entrada principal da residência.

- As lâmpadas devem ser de fácil manutenção e substituição.

- Nunca deixe fios elétricos e de telefone desprotegidos. Prenda-os à parede.

- Evite tapetes no chão, principalmente nas escadas. Se for usá-los, fixe-os ao chão.

- Pinte de cores diferentes ou faça marcas visíveis no primeiro e no último degraus das escadas. Elas devem ter degraus com piso antiderrapante. Converse com seu médico sobre a necessidade de colocar barras de apoio (corrimão).

- Use sapatos com saltos largos e calcanhares reforçados, para evitar que o pé se movimente. Não use chinelos. Prefira os calçados fechados.

- Cuidado para não errar a dosagem dos remédios.

- Não use camisolas e robes compridos, para evitar tropeços, principalmente no meio da noite.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa.

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16/06/2008 - 9:34 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia

volante_carro1.jpgAo pegar no volante

- Conheça seus limites. Um motorista precavido reduz a chance de acidentes. Lembre-se de sempre usar o cinto de segurança.

- Evite dirigir sozinho. Tenha sempre uma companhia para ajudá-lo. A maioria dos acidentes com idosos acontece por causa de erros de avaliação do motorista. Assim, tenha atenção redobrada ao passar por cruzamentos, fazer conversão à esquerda, mudar de faixa e olhar o semáforo. Tenha cuidado ao aproximar-se de cruzamentos. Olhe duas vezes antes de avançar. Às vezes é melhor fazer um caminho mais longo, com três conversões à direita, do que uma à esquerda.

- Verifique com seu médico se os remédios que você toma podem prejudicá-lo ao dirigir. Em caso positivo, peça a indicação de outro medicamento ou converse com seu médico sobre a possibilidade de não dirigir mais. Faça itinerários que você já conheça e tenha o caminho em sua mente antes de sair de casa.

- Tenha certeza de que está na faixa correta. Por exemplo, se você sabe que precisa fazer uma conversão à direita, tente ficar na faixa à direita três ou quatro quarteirões antes.

- Fique atento em relação pedestres. Fique atento às luzes de freio e ré dos outros carros. Ao parar seu veículo, mantenha distância suficiente para manobrá-lo em caso de emergência.

- Dirija apenas nas áreas apropriadas, quando estiver em um estacionamento. Nunca passe com o carro pelas áreas destinadas aos veículos parados.

- Lembre-se, nos dias de chuva, de que as ruas continuam molhadas por um bom tempo, prejudicando as freadas. Lembre-se de ligar os faróis do carro em caso de chuva ou neblina.

- Não ande muito próximo aos caminhões e tenha exata noção do comprimento do caminhão antes de o ultrapassar.

À noite

- À noite e ao entardecer, a visão fica prejudicada. Por isso, se você sentir que não consegue enxergar direito, evite dirigir nesses horários ou procure um oftalmologista. Um óculos pode resolver o problema. Se precisar dirigir à noite, tente restringir seu itinerário às ruas que lhe são familiares.

- Não olhe diretamente para as luzes dos carros que vêm em direção contrária. Use farol alto, quando necessário, mas lembre-se de voltar para o baixo quando cruzar com outros veículos.

- Quando um carro com luz alta estiver atrás do seu, deixe-o passar.

Quando parar de dirigir?

A seguir, são listados alguns sinais apresentados pelo motorista, que indicam a perda da capacidade de dirigir com segurança. Caso você apresente algum deles, saiba que a decisão de parar ou não deve ser tomada, de preferência, em conjunto com a família e um médico especialista: – Ter sofrido uma série de pequenas colisões; – Falta de concentração ao dirigir; – Dificuldade em assimilar os sinais de trânsito com rapidez.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa

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Atividades do dia-a-dia: Dicas

16/06/2008 - 9:28 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia

andar_ruas.jpgAo andar nas ruas

- Evite sair às ruas nos horários de pico.

- Inicie a travessia de uma rua logo que o farol fique vermelho para os carros. Assim, você evitará o risco de o semáforo abrir, quando você estiver na metade da via.

- Continue a observar os carros enquanto atravessa a rua, mesmo que você esteja na faixa de segurança.

- Reivindique os assentos reservados para os idosos nos transportes públicos. Em pé você fica mais vulnerável a acidentes em decorrência de brecadas ou devido à velocidade do ônibus ou do metrô.

- Mantenha sua atenção redobrada ao entardecer e à noite, pois a mudança de luminosidade dificulta a visão do motorista e do pedestre.

- Use roupas claras para auxiliar a visão do motorista.

- Evite tapar sua visão com sombrinhas e guarda-chuvas.

- Na chuva, o pedestre deve aumentar a distância que mantém dos carros, pois a frenagem é mais difícil e o risco de acidentes aumenta.

- Fique atento aos trechos da calçada que são espaço comum para os pedestres e os carros, como, por exemplo, saída de garagens e postos de gasolina. Nesses casos, pare e só atravesse se tiver certeza de que nenhum carro está saindo da garagem.

- Ande longe do meio fio. Um carro em alta velocidade pode desequilibrar o pedestre.

- Se estiver em grupo, ande em fila indiana (um atrás do outro).

- Evite atravessar ruas em que haja, na calçada, bancas de jornais e orelhões. Esses obstáculos podem dificultar a visão do motorista.

- Certifique-se de que o motorista consiga vê-lo e vice-versa.

- Em estradas ou ruas que não têm calçadas, ande no acostamento.

- Se houver um obstáculo obstruindo a passagem pela calçada, contorne-o e olhe sempre para os lados.

- Em locais onde há faixa de pedestres, mas a rua não possui semáforo, olhe para todos os lados e fique atento à movimentação dos carros enquanto atravessa a via.

- Em ruas sem sinalização, atravesse no meio do quarteirão. É o local de melhor visão para o pedestre.

- Ao andar em estacionamentos, preste atenção à luz de ré dos automóveis para ver se não estão saindo.

- Se precisar, não tenha vergonha de pedir ajuda para atravessar a rua.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa

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