Arquivo de Gerontologia

Envelhecimento está relacionado com problemas de temperatura

31/05/2011 - 11:54 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Os idosos tendem a apresentar temperaturas corporais menores do que adultos jovens. Isto gera, segundo o estudo “Febre em idosos”, de Milton Luiz Gorzoni em parceria com outros pesquisadores, dificuldades para definir qual a variação da temperatura basal (aquela medida no momento que a pessoa acorda) e a quantificação de febre no idoso.
Segundo o estudo, que foi publicado nos Arquivos médicos, ano passado, o ideal seria que todo idoso tivesse sua temperatura basal verificada semanal ou mensalmente. Isto porque, existe uma predisposição, relacionada ao envelhecimento, para síndromes com temperaturas atípicas como infecções afebris e hipotermia.
O estudo ainda mostra que, além do envelhecimento, existem outros fatores associadas à redução da temperatura basal, como diabetes mellitus, doenças neurológicas, desnutrição, sarcopenia, imobilidade e medicamentos (barbitúricos, opióides, antidepressivos tricíclicos, benzodiazepínicos, fenotiazidas e alfa-bloqueadores).
Segundo os autores, outro problema relacionado ao avanço da idade diz respeito às técnicas de medida da temperatura corporal, que podem sofrer interferências de diversas situações e doenças comuns em idosos. “A xerostomia (conhecida como boca seca), falhas de dentição, respiração pela boca e principalmente estados confusionais dificultam o posicionamento de termômetros na cavidade bucal”, exemplificam.
Há também, de acordo com a pesquisa, potenciais interferências na aferição da temperatura corporal na região axilar como dobras de pele, volume da massa muscular e da adiposa, distúrbios circulatórios e temperatura ambiental. “Contudo, pela tradição e praticidade, a região axilar é o local mais aceito e utilizado na prática clínica brasileira”, argumentam.
Segundo o estudo, a temperatura axilar normal de um adulto jovem aos 20 anos é de 36,8°C. Já em um idoso de 70 anos, é de 36,05°C. Diante desse fato, os pesquisadores esclarecem que a detecção de estados febris em idosos se dá com temperaturas conceitualmente inferiores às definidas como febre em adultos jovens.
Fonte: Saúde em Movimento
* Educadora física, colaboradora semanal com artigos na área, parceira da GeroVida

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Maus-tratos: o que fazer e como denunciar

30/05/2011 - 16:13 Por:

Categoria(s): Gerontologia

 O que o cuidador pode fazer diante de situações de maus-tratos:
- Ter consciência de que maus-tratos existem e que têm um efeito destrutivo na qualidade de vida das pessoas.
- Refletir diariamente se, mesmo sem querer, realizou algum ato que possa ser considerado como maus-tratos, procurando desculpar-se junto à pessoa cuidada.
- Identificar as razões e buscar a ajuda da equipe de saúde.
- Caso assista ou tenha conhecimento de alguma forma de maus-tratos à pessoa cuidada, denunciar, esse fato.

Denúncia em caso de maus-tratos:

Quanto mais dependente for a pessoa, maior seu risco de ser vítima de violência. O cuidador, os familiares e os profissionais de saúde devem estar atentos à detecção de sinais e sintomas que possam denunciar situações de violência. Todo caso suspeito ou confirmado de violência deve ser notificado, segundo a rotina estabelecida em cada município, os encaminhamentos devem ser feitos para os órgãos e instituições descriminados a seguir, de acordo com a organização da rede de serviços local:
a) Delegacia especializada da mulher
b) Centros de Referência da mulher
c) Delegacias Policiais
d) Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa
e) Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
f) Ministério Público
g) IML e outros
O Ministério Público é um dos principais órgãos de proteção, que para tanto, poderá utilizar medidas administrativas e judiciais com a finalidade de garantir o exercício pleno dos direitos das pessoas vítimas de violência. Portanto, devem a sociedade civil, conselhos estaduais e municipais e demais órgãos de defesa dos direitos, procurar o Ministério Público local toda vez que tiver conhecimento de discriminação e violência.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Maus-tratos a idosos

26/05/2011 - 10:04 Por:

Categoria(s): Gerontologia

 Maus-tratos são atos ou omissões que causem dano, prejuízo, aflição, ou ameaça à saúde e bem-estar da pessoa. O mau trato pode ocorrer uma única vez ou se tornar repetitivo, pode variar de uma reação brusca, impensada, até uma ação planejada e contínua e causar sofrimento físico ou psicológico à pessoa cuidada. Os maus-tratos tanto podem ser praticados pelo cuidador, por familiares, amigos, vizinhos, como por um profissional de saúde.
Os maus-tratos podem estar relacionados a diversas causas, tais como: conflitos familiares, incapacidade técnica do cuidador em desempenhar as atividades adequadamente, problemas de saúde física ou mental da pessoa cuidada ou do cuidador, desgaste físico e emocional devido a tarefa de cuidar, problemas econômicos, etc.
A violência e os maus-tratos podem ser físicos, psicológicos, sexuais, abandono, negligências, abusos econômico-financeiros, omissão, violação de direitos e autonegligência.
• Abusos físicos, maus-tratos físicos ou violência física: são ações que se referem ao uso da força física como beliscões, puxões, queimaduras, amarrar os braços e as pernas, obrigar a tomar calmantes etc.
• Abuso psicológico, violência psicológica ou maus tratos psicológicos: correspondem a agressões verbais ou com gestos, visando aterrorizar e humilhar a pessoa, como ameaças de punição e abandono, impedir a pessoa de sair de casa ou trancá-la em lugar escuro, não dar alimentação e assistência médica, dizer frases como “você é inútil”, “você só dá trabalho” etc.
• Abuso sexual, violência sexual: é o ato ou jogo de relações de caráter hétero ou homossexual, sem a permissão da pessoa. Esses abusos visam obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de convencimento, violência física ou ameaças.
• Abandono: é uma forma de violência que se manifesta pela ausência de responsabilidade em cuidar da pessoa que necessite de proteção, seja por parte de órgãos do governo ou de familiares, vizinhos amigos e cuidador.
• Negligência: refere-se à recusa ou omissão de cuidados às pessoas que se encontram em situação de dependência ou incapacidade, tanto por parte dos responsáveis familiares ou do governo. A negligência frequentemente está associada a outros tipos de maus-tratos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais.
• Abuso econômico/financeiro: consiste na apropriação dos rendimentos, pensão e propriedades sem autorização da pessoa. Normalmente o responsável por esse tipo de abuso é um familiar ou alguém muito próximo em quem a pessoa confia.
• Autonegligência: diz respeito às condutas pessoais que ameacem a saúde ou segurança da própria pessoa. Ela se recusa a adotar cuidados necessários a si mesma, tais como: não tomar os remédios prescritos, não se alimentar, não tomar banho e escovar os dentes, não seguir as orientações dadas pelo cuidador ou equipe de saúde.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Cresce o número de idosos que têm investimento na Bolsa

25/05/2011 - 19:11 Por:

Categoria(s): Gerontologia

 Editoria de arte/Folhapress
Por Maria Paula Autran (Colaboração para a Folha)
Quem pensa que o mercado de ações é só para jovens está enganado. Dados da BM&FBovespa mostram que o número de investidores com mais de 66 anos foi o que mais cresceu nos últimos 24 meses. De abril de 2009 até o mês passado, o aumento foi de 37%. Em seguida, as faixas que mais cresceram foram a dos 56 aos 65 anos e a dos 46 aos 55. Nas contas, estão incluídos os novos investidores e os que migraram de faixa.
De acordo com José Alberto Netto Filho, professor de educação financeira da BM&FBovespa, além do trabalho de popularização da Bolsa, o ambiente macroeconômico do país, estável, influenciou o movimento. “Numa renda fixa, se ele conseguir 10% de rendimento no ano é ótimo. E aí ele olha para a Bolsa e vê que ela pode oferecer mais”, diz, lembrando também que uma pessoa com essa idade tem mais renda que um jovem.
O aposentado Daniel Gomes de Oliveira, 78, investe há cerca de oito em ações. Ele conta que escolheu a Bolsa porque achou mais vantajoso que outros investimentos. “Leio algumas coisas e vejo empresas que dão alguns dividendos. Sobrava alguma coisinha e eu aplicava”, diz.
DIVIDENDOS
Para os investidores nessa faixa etária, aplicar em empresas pagadoras de dividendos – que têm menos volatilidade – é a orientação da estrategista-chefe da Ativa Corretora, Mônica Araújo. Para ela, energia e telecomunicações são exemplos de setores menos voláteis, indicados para um investidor nessa idade.
“Pode ser bastante interessante para esse público que começa uma nova fase da vida buscando mais retorno sobre seu investimento”, diz. “Esse é um investidor com um horizonte mais curto do que uma pessoa que entra no mercado com 25 anos”. Conhecer o nível de risco que o investidor aceita tomar e diversificar as aplicações também é importante, dizem os analistas.
De acordo com o diretor operacional da SLW, Robson Queiroz, em toda aplicação de renda variável é preciso pensar no longo prazo, mas esse investidor tem características específicas. “Esse perfil é de uma estratégia mais conservadora justamente para poder ter esses retornos e fazer um complemento da renda do investidor. A pessoa de mais idade procura um investimento, apesar de um certo grau de risco, com mais segurança.”
Os analistas recomendam só investir diretamente em ações se a pessoa tiver condição de acompanhar o desempenho do mercado e das empresas. Caso contrário, clubes e fundos de investimento – que funcionam como uma associação de investidores – podem ser boas opções.
23/05/2011
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/919397-cresce-o-numero-de-idosos-que-tem-investimento-na-bolsa.shtml

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Confusão mental

24/05/2011 - 12:36 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

 Na confusão mental a pessoa fica agitada, irritada, desorientada, não sabe onde está e fala coisas sem sentido, parece ativa num momento e logo a seguir pode estar sonolenta e com a atenção prejudicada.

A confusão mental pode acontecer no infarto do coração, desidratação, traumatismo do crânio, infecção, pressão baixa, derrame ou outra doença grave.

É preciso que a pessoa seja avaliada pela equipe de saúde. Com o tratamento dessas doenças geralmente a pessoa sai do estado de confusão.

Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Desmaio e Sangramentos

20/05/2011 - 11:36 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

 Desmaio é a perda temporária da consciência, pode ocorrer quando a pessoa tem uma queda da pressão arterial, convulsões, doenças do coração, hipoglicemia, derrame e outras. Por esse motivo é preciso identificar a causa do desmaio.
Enquanto a pessoa estiver inconsciente, não ofereça líquidos ou alimentos, pois ela pode engasgar. Verifique se a pessoa apresenta ferimentos ou fraturas. Peça ajuda para levantar a pessoa e colocá-la na cama. Mantenha a pessoa deitada, com a cabeça no mesmo nível do corpo.
Se a pessoa que desmaiou for diabética, espere recuperar a consciência, e então ofereça a ela um copo de água com açúcar. Se for possível, meça a pressão e sinta os batimentos do pulso. Se a pessoa não melhorar, procure imediatamente a equipe de saúde.

Sangramentos é a perda de sangue em qualquer parte do corpo. Pode acontecer externamente ou internamente, resultante de feridas, cortes, úlceras ou rompimento de vasos sanguíneos.
O sangramento interno é mais grave e mais difícil de ser identificado.
Procure localizar de onde vem o sangramento e estancá-lo, apertando o local com as mãos. Para evitar contaminação proteja o local com um pano limpo. Para diminuir o sangramanto, utilize compressa com gelo ou água gelada, mantendo elevado.
Se a hemorragia acontecer num órgão interno que se comunica com o exterior o sangramanto será percebido na boca, nariz, fezes, urina, vagina ou pênis, dependendo do local onde rompeu o vaso sanguíneo. No sangramento do intestino é possível perceber fezes escuras e com cheiro fétido, o sangue que vem do estômago escuro como borra de café ou vermelho vivo e pode ser observado no vômito. O sangue que sai do pulmão é vermelho vivo e com bolhas de ar. Na hemorragia de bexiga o sangue sai pela urina.
O sangue que sai pela vagina pode ser de uma hemorragia da vagina, do útero ou das trompas. Qualquer tipo de sangramento deve ser avaliado pela equipe de saúde.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Desidratação e Hipoglicemia

19/05/2011 - 18:16 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

 A desidratação acontece quando a pessoa perde líquidos e sais minerais pelo vômito e diarreia.
A pessoa desidratada pode apresentar pele seca, olhos fundos, pouca saliva e urina.
Nas crianças pequenas a moleira fica afundada. Sonolência, cansaço, piora do estado geral, pressão baixa, confusão mental são sinais de desidratação grave.
Se a pessoa não consegue beber água ou soro, ou os vômitos/diarreia não param, procure a equipe de saúde, pois pode ser necessário aplicar soro na veia.

A hipoglicemia é a diminuição do nível do açúcar no sangue. Isso acontece nos diabéticos quando faz muito exercício físico em jejum ou se fica longo tempo sem se alimentar.
No Diabético também pode ocorrer hipoglicemia quando a pessoa recebe uma dose de insulina ou de medicamentos para o controle do Diabetes maior que o necessário ou quando consome bebida alcoolica em excesso. A hipoglicemia pode ocorrer em qualquer hora do dia ou da noite, mas em geral acontece antes das refeições.
Os sinais e sintomas de hipoglicemia são: cansaço, suor frio, pele fria, pálida e úmida, tremor, coração disparado, nervosismo, visão turva ou dupla, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, irritação, desorientação, convulsões, tontura e sonolência.
Converse com a equipe de saúde para aprender a verificar a glicemia em casa. Se a glicemia estiver abaixo de 50 a 60 mg/dl ou a pessoa estiver sentindo os sintomas referidos acima ofereça-a bala ou meio copo de água com duas colheres de sopa de açúcar.
Se ela estiver desmaiada ou se recusar a colaborar, coloque um lenço entre as arcadas dentárias e introduza colheres de café com açúcar entre a bochecha e a gengiva, massageando-a por fora.
Assim que a pessoa melhorar, ofereça a ela uma refeição. Se os sintomas não desaparecerem é preciso procurar imediatamente a equipe de saúde ou um serviço de urgência.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Vômitos e diarreia

17/05/2011 - 20:52 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia

 Os vômitos podem estar relacionados à doença ou a uma reação do organismo a um alimento ou medicamento.
Vômitos frequentes causam desidratação principalmente em crianças, idosos e pessoas debilitadas. Para evitar que a pessoa fique desidratada é preciso repor com soro caseiro ou de pacote, o líquido e sais minerais perdidos pelo vômito.
Ao atender a pessoa acamada que esteja vomitando, vire-a de lado para evitar que o vômito seja aspirado e chegue aos pulmões.

Diarreia são fezes líquidas em maior número do que a pessoa evacuava normalmente.
As crianças e os idosos com diarreia podem facilmente ficar desidratadas. A alimentação da pessoa com diarreia não deve ter alimentos fibrosos como: verduras, legumes, frutas, feijão e alimentos doces.
Nos primeiros sinais de diarreia e vômitos, prepare soro caseiro ou de pacote e ofereça à pessoa em pequenos goles.
Se a pessoa cuidada, mesmo tomando soro, continuar com vômito ou estiver com sinais de desidratação, sangue nas fezes, vermelhidão na pele, febre e calafrios, é preciso que seja avaliada pela equipe de saúde. Pessoas com diabetes ou que tomem remédio para o coração podem apresentar complicações mais cedo.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

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Dança ajuda a exercitar mente, concentração e memória

16/05/2011 - 16:18 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia

 Por Elisandra Vilella G. Sé
Durante muitos anos a dança foi considerada apenas como um instrumento de recreação e lazer. Tanto os médicos quanto os leigos, ao pensarem numa atividade física adequada para idosos, consideravam apenas a hidroginástica e a caminhada. Hoje sabemos que a dança é uma atividade física positivamente associada à saúde psicológica e ao bem-estar emocional dos idosos.
Com o advento dos programas educacionais para idosos, a dança passou a fazer parte de todos os módulos de atividade física. Por ser uma atividade aeróbica, muitas vezes é uma recomendação médica com o intuito de amenizar sintomas de algumas doenças como: hipertensão, obesidade, osteoporose, depressão e exercícios para a memória, etc. Além disso, a dança, principalmente a de salão é uma atividade que estimula a sociabilidade e promove o bem-estar emocional.

Memória é fator motivacional para dançar

No Brasil, as pesquisas envolvendo dança e idosos são incipientes, porém as práticas de ensino de dança são muitas. Pessoas que vivenciaram as idas aos grandes bailes em salões, têm em sua memória o registro do prazer que essa atividade proporciona. Por isso, a prática da dança por parte dos idosos deve-se levar em consideração o fator relacionado à memória, às recordações que o idoso traz para o grupo em termos de relatos de experiência e pesquisa de fotos e discos antigos que registram essa época. É essa experiência que o idoso já possui com a dança que o motiva a continuar dançando.
São vários os motivos que levam uma pessoa a procurar a dança como atividade física. Na dança além de exercitar o corpo, a agilidade, coordenação motora e equilíbrio, ela também exercita a mente, a atenção, a concentração e a memória. Diminui o estresse e a ansiedade, além de melhorar a autoestima, porque a dança ajuda na percepção positiva do corpo.
Pesquisas científicas envolvendo dança e idosos comprovam as contribuições para a saúde física e mental dos sujeitos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade. As atividades físicas, quando praticadas regularmente, retardam as doenças que podem acometer os idosos.
É evidente também a possibilidade de retardar o declínio normal associado ao envelhecimento com a prática da dança. A dança é uma atividade física de corpo e alma. Somos um corpo inteligente, um corpo que sonha, reage, se emociona, sofre e que têm afetos. Cada um tem uma história corporal. Nosso corpo cresce com a experiência da atividade que praticamos com ele.
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mentenaterceiraidade_danca.htm

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Novo envelhecimento (Parte 3 de 3)

9/05/2011 - 10:13 Por:

Categoria(s): Gerontologia

Por Fábio de Castro (Agência FAPESP)
Questão pública
Guita Debert, que integra a coordenação da área de Ciências Humanas e Sociais da FAPESP e coordena o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp, destacou que trabalhar com a velhice representa um enorme desafio, já que a questão passou por muitas modificações recentes. Um dos principais panos de fundo dessa mudança é que a velhice, que historicamente dizia respeito à esfera privada, vem se tornando cada vez mais uma questão pública. “A velhice passou a fazer parte da geografia social, por assim dizer. À medida que a gerontologia se consolidou como saber específico, criado para identificar necessidades do idoso, ela se tornou um ator político e também um agente do mercado de consumo”, afirmou.
Inicialmente focada na ideia do idoso como um indivíduo que perde os papéis que tem na sociedade, a gerontologia passou a mudar seu enfoque a partir da década de 1980.
“Em vez de um momento de perdas, a velhice passou a ser considerada um momento de lazer, de novas experiências e projetos. A velhice foi deixando de ter o sentido de uma perda do papel na sociedade e se tornou o momento de direito ao não-trabalho, na qual o lazer se torna central”. Segundo Guita, o Brasil adquiriu know-how e sofisticação nas opções de lazer e atividades para os idosos. Mas isso se limita aos “jovens idosos”, isto é, aquela parcela que preserva sua autonomia funcional. “Há um grande contraste. Para os idosos que têm a autonomia funcional comprometida, estamos em estágio precário, não oferecemos nada”, afirmou.
Para integrar o idoso à cidade, segundo a pesquisadora, não basta levar em conta apenas a diversidade de poder aquisitivo, raça e local de moradia, entre outros fatores. É necessário também pensar nas diferenças de autonomia e capacidade. “É preciso avaliar sobretudo as diferenças de custos de políticas públicas para os idosos ‘jovens’ e para os outros. É hipocrisia dizer que existe uma política para idosos, se ela só está beneficiando justamente a parcela que tem menos dificuldades. São boas iniciativas, mas têm foco apenas em uma parcela privilegiada dos idosos”, disse. A antropóloga destacou também que as mudanças ocorridas no espaço urbano recentemente podem permitir um aprimoramento da autonomia do idoso. “Devemos fugir da confusão entre morar só e estar submetido à solidão. Principalmente porque hoje é possível operar com a ideia da intimidade a distância, viabilizada pelos meios de comunicação, sobretudo eletrônicos. E isso pode ocorrer até mesmo fora das relações familiares”. Segundo ela, a gerontologia ainda valoriza profundamente a ideia de manter o idoso junto à família, fechado no universo privado. “É importante rever essa ideia, quando pensamos na cidade que acolhe o idoso”, afirmou.
Estudos realizados em ciências sociais, em especial na antropologia, mostram que se tinha pouca informação sobre a vida do idoso há 100 ou 200 anos, segundo Guita. Ainda assim, é provável, segundo ela, que a vida no seio da família tenha sido a preferência do idoso apenas quando ele não tinha a opção de ser autônomo. A antropóloga sugeriu também que seja repensada a oposição entre integração e segregação. Segundo ela, os trabalhos sobre envelhecimento não confirmam a ideia de que a integração com sociedade multigeracional garante o bem-estar do idoso. “Muitas vezes, nos ambientes onde todos são idosos, a velhice deixa de ser uma marca identitária e a satisfação passa a ser maior. Há uma busca de independência e de estar entre os iguais, de forma similar aos adolescentes. É importante não ter uma visão binária de segregação e integração”, afirmou. A preservação da vida na comunidade é outra ideia predominante no senso comum, segundo Guita. Para preservar a qualidade de vida do idoso, nessa concepção, o indivíduo deveria permanecer sempre na mesma casa, ou bairro.
“Mas isso nem sempre é verdade, porque a dinâmica urbana é muito intensa. Os bairros podem passar por rápidos processos de degradação. Ou podem passar por um súbito enriquecimento, fazendo com que os antigos moradores desapareçam. Nesses casos, as perdas da coletividade estão muito presentes. A ideia de que a comunidade é sempre boa e deve permanecer deve ser revista”, disse. A pesquisadora destacou também a importância de se dar voz aos idosos. “Essa já é uma ideia muito presente, mas é preciso valorizar a pluralidade de vozes. Não se pode ouvir representantes, mas os protagonistas, em toda sua diversidade. É preciso que haja vozes dissonantes”, disse. Guita criticou ainda as políticas públicas brasileiras em relação ao novo papel assumido pela família quanto à responsabilidade pelo idoso. “Há uma hipocrisia nas políticas de distribuição de renda que têm enfoque familiar. Elas concentram as responsabilidades na família e, em especial nas mulheres, que acabam assumindo essas obrigações”, afirmou.
1/4/2011

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