Arquivo de Qualidade de Vida

Corrida na terceira idade

13/10/2010 - 18:36 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Veja dicas de especialistas e entenda como deve ser feita a atividade para quem já passou dos sessenta
Depois de alguns anos, quando a idade chega, algumas coisas no corpo tendem a mudar com relação à juventude, e os cuidados com o bem-estar físico e mental são ainda mais necessários. A realização de exercícios físicos, desta forma, se torna essencial, tanto para reforçar a parte muscular e óssea quanto para deixar a mente sã para novos anos de vida. Porém, como quase tudo relativo à terceira idade, a evolução nos esportes também deve acontecer com amadurecimento e sabedoria, nunca almejando fatos além da capacidade atual ou na qual o corpo não o permita. Então, para que tudo ocorra bem, é de extrema importância que o indivíduo realize exames periódicos com um médico, que irá avaliar a potência do seu corpo e qual carga ele pode suportar. Logo após completar essa etapa, é altamente recomendável a procura de um profissional do esporte, que auxiliará o atleta durante o exercício. “É importante a presença de um profissional, pois ele é o único que pode dar o suporte necessário ao corredor idoso em qualquer situação”, diz Rodrigo Lobo, diretor técnico da Lobo Assessoria Esportiva.

Com calma se vai longe
Três aspectos da corrida, que são importantes para qualquer atleta, ganham ainda mais destaque para corredores que já passaram dos sessenta. São eles: o volume, que é a quantidade de quilômetros treinados, a intensidade, relativo à força exercida pelo atleta durante as passadas, e a frequência de treinamento, que varia de acordo com a disponibilidade semanal do indivíduo. Esses três itens variam de acordo com o físico de cada pessoa. Porém, Lobo afirma que é possível ter uma ideia da média de treinamento semanal relativo à esta idade. “É necessário para o idoso realizar treinos de corrida no máximo quatro vezes por semana, com o tempo de 30 minutos, em uma frequência moderada ou leve”, afirma. Uma das principais virtudes da melhor idade é saber utilizar a calma e a paciência adquiridas ao longo da vida. Desta forma, não deixar a afobação tomar conta durante a corrida é o mais indicado, já que a pressa excessiva pode afetar o corpo do indivíduo, causando até mesmo algumas lesões. “O idoso tem que pensar na saúde em primeiro lugar e, por vezes, até esquecer um pouco sua performance na corrida, pois a melhor maneira de manter uma boa saúde é realizando o que está no seu parâmetro”, alerta o fisiologista Raúl Santos de Oliveira.

Prazer pela saúde
Para conseguir elevar a saúde não basta apenas seguir rigidamente os treinamentos ou levar o exercício físico muito a sério. O idoso deve fazer com que a prática da corrida se torne para ele algo prazeroso, já que, quanto mais gosto tiver pelo que faz, mais bem realizada e mais consequências positivas ela trará. Feita de forma consciente e respeitando os limites impostos pela idade, a corrida só trará benefícios para o atleta. A prática do esporte pode influenciar nos seguintes aspectos: Melhora na pressão arterial; Melhor autonomia física e mental; Menos estresse; Menor peso e, consequentemente, menor sobrecarga na coluna e articulações; Manutenção óssea e muscular; Perda de peso; Regulação do sono e do sistema digestório; Melhor controle do diabetes. Uma caminhada, aliada com alimentação balanceada, pode ser uma boa pedida para ajudar na evolução dos esportistas da “melhor idade”. É importante, entretanto, que o esporte seja executado de maneira correta. Fatores como vestimenta adequada, boa hidratação antes, durante e depois do exercício, evitar lugares poluídos e não correr em jejum só trarão benefícios.
Fonte: O2 por Minuto
* Educadora física, colaboradora semanal com artigos na área, parceira da GeroVida

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Boletim de Nutrição V

13/10/2010 - 13:38 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 

 Este boletim de nutrição trata do assunto Lanches entre as principais refeições. Para aquelas pessoas que costmam dizer “Não tenho tempo para comer” ou “esqueço de comer”. Aproveite!

Boletim 5_Ana Ceregatti

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Exercícios respiratórios ajudam a tratar idosos

11/10/2010 - 19:11 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao tratamento medicamentoso da asma na população idosa. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), idosos asmáticos que se submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios — em geral deixados em segundo plano — apresentaram melhora no quadro clínico e na qualidade de vida. O estudo “Os efeitos de um programa de exercícios respiratórios para idosos asmáticos”, de autoria de Ludmila Tais Yazbek Gomieiro, consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira mais correta: “No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto deveríamos”, afirma. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.
Os principais sintomas da asma — tosse, falta de ar e “aperto” no peito — se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos, emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira. A limitação física de idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que diária, é realizada. Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma, o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida social. “Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos”, explica a pesquisadora.
De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações físicas dos pacientes. “Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou realizar atividades diárias tornou-se mais fácil”, descreve Ludmila. A necessidade do bronco-dilatador, conhecido por “bombinha”, também diminuiu, bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se sentir mais confiantes.

A pesquisa
No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema. Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para asmáticos das quais participava. “Alguns alunos chegavam em crise leve e nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios”.
A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. “Se a pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer sozinha”. Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no tratamento da doença.
O estudo teve a orientação do prof. Pedro Francisco Giavina Bianchi Junior, do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP.
Fonte: Agência USP de Notícias
* Educadora física, colaboradora semanal com artigos na área, parceira da GeroVida

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Estudo indica mais exercício e menos remédio para mulheres acima de 60 anos

1/10/2010 - 19:00 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito. A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP. Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.
“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo. Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá. Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse. As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé. O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.
Economia de medicamentos
Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações. “Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora. A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos. O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp. Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse. As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa. A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse. Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.
Fonte: Agência USP de Notícias
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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Benefícios da prática de esportes depois dos 50 anos (Parte 3/3)

30/09/2010 - 13:29 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso

Comece já!
Segundo levantamento realizado pelo Datafolha, o sedentarismo, associado a uma dieta inadequada, é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, que matam 300 mil pessoas por ano no país. Para Sérgio Perez, doutor em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e membro do laboratório de ?siologia do exercício da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), parte das doenças crônico-degenerativas (como diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão arterial e artrose) estão relacionadas aos prejuízos circulatórios.
Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia e da Universidade Estadual da Califórnia acompanharam 91 corredores entre 50 e 60 anos para analisar se a corrida influenciava a redução de fatores de risco para contrair doenças cardiovasculares. A conclusão é que, durante o treinamento, os valores de pressão arterial, colesterol, triglicérides e glicose sanguínea são inferiores (e superiores para os níveis de HDL, o bom colesterol) em comparação aos valores de indivíduos sedentários da mesma idade.
Por isso, não importa a idade, é hora de calçar o tênis e correr. Prova disto é que recentemente o canadense Ed Whitlock, aos 73 anos, fez 2h54min48s em uma maratona, tornando-se o primeiro homem com mais de 70 anos a ?nalizar os 42 km em menos de três horas.
Matéria da revista Sports Medicine mostrou os resultados de uma pesquisa realizada com atletas de alto nível depois que deixaram as pistas, e veri?cou que a perda da capacidade cardiovascular (consumo máximo de oxigênio – VO2 Máx) é maior para os que pararam de treinar.
A cada década o declínio da capacidade cardiovascular é de 0,5% para indivíduos treinados, 1% para indivíduos moderadamente treinados e 1,5% para indivíduos não-treinados. Ou seja, a perda cardiovascular é três vezes maior para aqueles que se tornaram sedentários.
“A capacidade oxidativa (aumento do tamanho e no número de mitocôndrias – produtoras de energia, aumento do tamanho e da quantidade de capilares sanguíneos e do número de ?bras lentas) tende a ser menor com o envelhecimento, mas permanece mais alta após um período de treinamento”, explica Tessuti.
Além da saúde, a corrida traz ainda o benefício estético. “O envelhecimento da pele é causado pela diminuição da produção do colágeno”, explica Christiana Moron, mestre em dermatologia pela USP, membro da Academia Americana de Dermatologia e do Instituto Vita. Mas a atividade física regular e de intensidade moderada ativa a circulação sanguínea e estimula a produção de colágeno, minimizando o processo.
Fonte: O2 por Minuto
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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Boletim de Nutrição IV

29/09/2010 - 15:30 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

Este boletim de nutrição tem como tema central a Alimentação infantil. Ao final, a nutricionista apresenta uma receita de cookies gostosa e fácil de fazer. Leia!

Boletim 4_Ana Ceregatti

 

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Benefícios da prática de esportes depois dos 50 anos (Parte 2/3)

21/09/2010 - 19:36 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso

Uma pessoa com 50 anos ou mais que começa um programa de atividade física recebe os mesmos benefícios que uma pessoa mais jovem:
Cérebro – aumenta a circulação sanguínea, favorecendo as sinapses e evitando a perda de memória.
Músculo – reduz a perda natural de massa magra, que pode chegar a 25% a partir dos 30 anos.
Pulmão – aumenta a capacidade respiratória.
Coração – a corrida aumenta a cavidade do coração. Com isso, aumenta a capacidade de bombeamento, diminui a freqüência cardíaca e normaliza a pressão arterial.
Pele – a liberação de endorfina resulta em melhorias do sistema imunológico da pele, diminuindo a incidência de micoses e viroses cutâneas.
Barriga – evita o aumento do tecido gorduroso abdominal, que pode chegar a 35% na mulher e 30% no homem.
Hormônios – melhora do equilíbrio hormonal (a tendência com o sedentarismo é o declínio total do estrógeno na mulher e declínio variável da testosterona no homem).
Fonte: O2 por Minuto
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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Benefícios da prática de esportes depois dos 50 anos (Parte 1/3)

21/09/2010 - 14:50 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso
Mais idade, mais corrida, mais saúde
A expectativa de vida vem aumentando e pessoas mais velhas descobrem, cada vez mais, os benefícios da prática de esportes, principalmente da corrida, para garantir a qualidade de vida.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geogra?a e Estatística), os brasileiros estão vivendo mais. A expectativa de vida é de 68 anos e, em 2020, estima-se que sejam 30 milhões de pessoas com mais de 65 anos, 13% da população. Esse crescimento traz, junto, a preocupação em manter saúde e qualidade de vida em qualquer idade.
Segundo o Institute for Social and Economic Research Essex University, os jovens gastam menos tempo com atividades físicas que os mais idosos. Britânicos entre oito e 19 anos gastam 25 minutos diários a menos com exercícios em relação aos com mais de 65 anos, e enquanto apenas 12% dos mais velhos são inativos, 22% dos jovens entre oito e 35 anos não fazem mais do que dez minutos de exercício por dia. “A atividade física não reverte o envelhecimento, mas o desacelera”, diz Rosemary Rauchbach, mestre em atividades físicas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e gerontóloga pela Sociedade Brasileira de Geriatria.

Com o tempo, as mudanças
Com os anos, uma série de alterações fisiológicas modificam o funcionamento do corpo. A principal é a perda da força muscular, que primeiro se dá na perna (quadríceps). Além das perdas estruturais, de tamanho e diâmetro de fibras, os músculos perdem conexão com o sistema nervoso e vascular, deixando-os inativos. Com os músculos, perde-se também a capacidade aeróbia (uma caminhada, por exemplo, torna-se anaeróbia, sem metabolismo de oxigênio, e é preciso parar para descansar várias vezes).
Importante para o funcionamento muscular, o tecido conjuntivo também sofre. “Tudo que é formado por ele [cartilagens e tendões] perde elasticidade, ?ca mais rígido e menos fluído, dificultando o suporte de impactos”, explica Rosemary. Lucas Samuel Tessutti, mestre em biologia funcional e molecular pela Unicamp (Universidade de Campinas) e doutorando do LABEX (Laboratório de Bioquímica do Exercício) na mesma universidade diz que, com a idade, diminui a capacidade neuromuscular, cardiovascular e endócrina. Nas mulheres, a redução da produção de estrógeno com a menor produção dos hormônios LH (luteinizante) e folículo-estimulante (FSH) ainda traz outros problemas.
“Aos 48 anos, tinha osteoporose avançada e a recomendação de caminhar. Os resultados eram lentos e decidi acelerar os passos e correr. Curei a doença e guardo com carinho o último exame. A corrida me trouxe saúde, amigos e admiração”, diz Luzia
Fonte: O2 por Minuto
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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Aviso em um espaço terapêutico

14/09/2010 - 19:31 Por:

Categoria(s): Qualidade de Vida

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Preste atenção!

O plantio é livre, a colheita, obrigatória…

Preste atenção no que você está plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!

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Terapia com xadrez

10/09/2010 - 13:58 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*
Muito mais do que um simples entretenimento, o jogo de xadrez vem se mostrando uma ferramenta importante para o desenvolvimento infantil. Tanto é que já faz parte do currículo escolar em Países como a França e a Holanda. Enxadrista desde pequeno, graças a uma paixão de família pelo jogo, o psicólogo Estevan Matheus resolveu aproveitar os benefícios do xadrez na terapia com crianças e vem conseguindo bastante êxito. “O xadrez acaba despertando capacidades como memória, agilidade do pensamento, a segurança e o aprendizado na vitória e na derrota, coisas muito importantes no dia-a-dia das crianças e na formação do indivíduo”, explica Matheus.
Segundo o psicólogo a prática do jogo implica no exercício da sociabilidade, da autoconfiança, do raciocínio analítico e sintético e até mesmo da organização estratégica do estudo o que acaba inclusive auxiliando na melhora do rendimento escolar, principalmente em termos de concentração. “Atualmente vemos muitas crianças com DDA – déficit de atenção, o xadrez auxilia muito nestes casos e a criança passa a ter avanços grandes em relação a atenção e memorização”, revela.
O trabalho de Matheus começa com uma conversa franca com os pais para que ele possa conhecer a história de vida da criança, o contexto em que ela está inserida e os motivos que os levaram a buscar auxílio na terapia. O passo seguinte é o diálogo com a criança, etapa importante para todo o processo de trabalho posterior. Só após estas ações é que Matheus inicia a familiarização da criança com o jogo de xadrez. Para isso, conta um pouco da história do xadrez e explica o significado de cada peça do tabuleiro. No momento seguinte, o psicólogo pede para que a criança desenhe cada uma das peças do jogo e que as relacione com as pessoas do seu convívio e o porquê da relação. O processo como um todo dura cerca de dez sessões. A partir disso é que Matheus começa a ensinar o jogo propriamente, procurando trabalhar e enfocar os medos e emoções da criança.

Estudos revelam que xadrez traz benefícios às crianças e adolescentes

Segundo Matheus, alguns estudos apontam os benefícios do jogo de xadrez para crianças e adolescentes. O psicólogo Joan Christiaen em sua tese de doutorado intitulada Chess & Cognitive Development, publicada em 1975, fez um teste com vinte estudantes de 5ª série. Durante um ano ele aplicou o jogo de xadrez regularmente. O grupo que jogou xadrez regularmente mostrou uma grande diferença em relação aos estudantes que não jogavam. Resumindo, Christiaen conseguiu demonstrar um relevante número que na aplicação dos testes cognitivos de Jean Piaget deram vantagens cognitivas em relação aos alunos que não tiveram aulas de xadrez. Ou seja, o jogo de xadrez deixa as crianças mais espertas dentro da sala de aula.
Fonte: Por Inês de Divitis (Site BemStar)
* Educadora física, colaboradora e parceira da GeroVida

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