Arquivo de Qualidade de Vida

Oficinas: Tempo e Qualidade

10/10/2017 - 13:45 Por:

Categoria(s): Cursos, Educação, Gerontologia, Qualidade de Vida

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Corpo e Dança na Velhice

6/10/2017 - 12:41 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflexão

Uma marca da sociedade contemporânea é a dificuldade em lidar com o envelhecimento; na maioria das vezes, a discriminação e o preconceito fazem com que os idosos não se permitam vivenciar sua velhice de forma plena, expressiva e prazerosa.
 
Os idosos, em geral, demonstram ter vergonha de seu corpo e timidez para colocá-lo em movimento. No primeiro contato destas pessoas com a dança é importante fazer com que percebam que existe beleza e capacidade em seus movimentos para que possam entrar em contato com sua autoimagem, refletindo sobre o próprio corpo e valorizando sua experiência corpórea. Assim, uma das possibilidades de trabalho é a técnica da dança interna. Nesta técnica, os participantes começam o trabalho com os olhos fechados. Coloca-se uma música envolvente e os participantes são orientados a deixar que o movimento venha de dentro, que deixem a música tocar lá dentro da alma e que deixem o corpo se movimentar conforme os sentimentos que vierem a emergir com a música. Não existe regra, nem certo e errado. A única regra é deixar o movimento vir exclusivamente pelo sentimento que a música provoca em seu ser. Realizar um trabalho artístico de olhos fechados permite que os idosos possam agir de forma sensível, sem se preocuparem com os julgamentos que comumente encontram na sociedade e aí o corpo flui, se movimenta livremente, com beleza e graça.
 
María Fux, bailarina, coreógrafa e dançaterapeuta argentina que já passou da oitava década de vida, realiza um trabalho com a dançaterapia em várias faixas etárias. Na velhice, em sua experiência, afirma que muitos idosos chegam à dança após um longo caminho de esquecimento e desencontros com seu próprio corpo, com uma história de sedentarismo, com posturas que os distanciam cada vez mais da flexibilidade natural, com tensões psíquicas, preconceitos e medos enormes de se mostrar. A maioria se questiona se dançar / se expressar é algo que vale a pena, já que sentem que perderam toda possibilidade de expressão e movimento no cotidiano. Muitos perguntam: Na minha idade, será que eu posso? Será que eu vou conseguir?
 
Pesquisas envolvendo dança e idosos (Patrocinio, 2010; Leal e Haas, 2006; D’Alencar, 2006; Ueno et. al., 2012) comprovam as contribuições desta atividade para a saúde física e mental dos sujeitos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade.
 
A dança é capaz de produzir mudanças nas pessoas. O que o profissional faz é estimular as potencialidades que todas as pessoas possuem. Através do movimento, a dança possibilita à pessoa a se conhecer melhor, a entrar em contato com partes profundas de si mesma, com sentimentos muitas vezes difíceis de serem expressos verbalmente, e a explorar novas formas de ser e de sentir. Desta forma inicia-se uma modificação de forma fluida no ser idoso, que passa a se escutar sem julgamentos.
 
No entanto, temos sempre o desafio: como fazer com que os idosos menos experientes em dança se respeitem, respeitem o limite do próprio corpo e, principalmente, se aceitem como são? Feldenkrais (1984) afirma que para que a pessoa possa se orientar bem com seu corpo e expressividade, é importante que encontre um jeito de fazer os movimentos de maneira fácil, confortável e satisfatória. Além disto, o profissional pesquisa o que é necessário para a aprendizagem do aluno naquele momento e, através do circuito duplo do feedback, entre o aluno e o profissional, o aluno percebe um novo padrão de possibilidade.
 
De acordo com Goldfarb (1998) as limitações corporais e a consciência da temporalidade são problemáticas fundamentais no processo de envelhecimento, aparecendo de forma reiterada no discurso dos idosos. Corpo e tempo se entrecruzam no processo de criação em dança, e das formas desse entrecruzamento nascerão as múltiplas possibilidades de expressividade no corpo que envelhece.
 
O conteúdo da dança, o movimento corporal, a expressividade, a reflexão com fins de criação, todo este conteúdo é um instrumento importante na vida dos participantes, por proporcionar-lhes bem-estar físico, social e psicológico; estas práticas podem ser benéficas para a saúde, sendo considerada atividades que trazem satisfação pessoal, superação de limites e desenvolvimento de potencialidades e capacidades antes enclausuradas por nossa cultura social.
 
A dança pode, assim, contribuir para a qualidade de vida e para o envelhecimento saudável de adultos e idosos.
 
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Alongamentos musculares para idosos

29/09/2017 - 15:53 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

 

O alongamento é uma atividade muito benéfica para o idoso, pois esse exercício busca a manutenção e o desenvolvimento de uma capacidade física específica: a flexibilidade, já que ela ajuda a melhorar a amplitude articular.

Quando realizado antes da atividade física, além de prevenir lesões, prepara o organismo para um posterior esforço, pois dispersa o ácido láctico, decorrente da mesma, bem como oxigena a musculatura. Ácido láctico é uma substância que o organismo produz após a prática de uma atividade física e que irá provocar uma incômoda dor muscular.

A diminuição da amplitude de movimentos a partir de um aspecto articular e muscular, promove uma diminuição da flexibilidade em diversas partes do corpo do idoso, ocasionando os desvios posturais e aumentando o risco de lesões por quedas.

Sabe-se que uma queda para o idoso muitas vezes pode ser fatal, já que a necessidade da imobilização na cama devido a uma fratura é muito ruim para essa faixa etária, pois muitas complicações podem ocorrer, como pneumonias e tromboses. Mesmo após a reabilitação de uma fratura, podem ocorrer sequelas e a região afetada nunca mais será a mesma.

Imagine um idoso tentando pegar algo embaixo de um móvel e por não ter uma boa flexibilidade, é obrigado a assumir posturas inadequadas e com menor equilíbrio, ficando extremamente suscetível a quedas. Um intenso trabalho de exercícios de alongamento pode agir de modo preventivo nesse caso.

Os idosos devem realizar um trabalho de alongamento geral, já que com o avanço da idade pode haver um declínio geral da flexibilidade e o aparecimento de inúmeras retrações musculares.

Mais uma vez alguns cuidados devem ser levados em conta:

  • Fazer uma pesquisa antes, para saber se o idoso possui alguma impossibilidade devido a alguma patologia (doença) instalada;
  • Não permitir que o idoso realize exercícios em apneia;
  • Tomar cuidado com algumas posturas, para evitar quedas;
  • Sempre ser claro nas explicações.

E acima de tudo, realizar qualquer atividade com prazer e diversão, pois com certeza o resultado será muito mais significativo!

Fonte: Portal Educação

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

* Educadora física, parceira da GeroVida no envio de artigos para o blog.

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Curso Básico (HQI) Valinhos

27/09/2017 - 8:52 Por:

Categoria(s): Cursos, Homeostase Quântica Informacional, Qualidade de Vida, Terapias Complementares

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Alterações neurológicas fisiológicas ao envelhecimento afetam o sistema mantenedor do equilíbrio

21/09/2017 - 14:07 Por:

Categoria(s): Qualidade de Vida, Reflexão

Alterações neurológicas fisiológicas ao envelhecimento afetam o sistema mantenedor do equilíbrio

A população idosa no Brasil está cada vez maior e a expectativa de vida tende a apresentar valores crescentes1 (Figura 1). No entanto, ao contrário do que se pensa, isso não significa um incremento proporcional nos índices da qualidade de vida dos sujeitos. Esta aparente ambiguidade pode ser explicada pela influência gerada a partir das alterações fisiológicas ao envelhecimento e a incapacidade do Estado em fornecer maiores cuidados e atenção, tanto no que concerne os níveis físicos quanto os psíquicos. Quando associado a distúrbios motores, como força e equilíbrio, tais alterações muitas vezes são incapacitantes, e apresentam um maior risco de morbi-mortalidade3. As alterações causadas pelo envelhecimento estão relacionadas aos aspectos funcionais e psíquicos do corpo humano. No primeiro caso, envolvem inputs sensoriais e reações (automáticas, reflexas e voluntárias) motoras; no segundo, as alterações envolvem as diversas funções cognitivas, mas não impedem o indivíduo de realizar as atividades cotidianas básicas e instrumentais. Com objetivo de se quantificar as alterações inerentes ao envelhecimento, bem como triar os casos de “envelhecimento saudável” em relação aos possíveis casos patológicos, foram criados testes, avaliações e instrumentos específicos. Apesar da possibilidade de se constar alterações em ambos os casos, as modificações não se correlacionam na mesma magnitude quando comparado o idoso saudável àquele submetido a doenças. Nos casos de alterações patológicas em primeira instância – ou seja, sem perdas funcionais importantes – o quadro clínico muitas vezes é potencializado pela interação entre os déficits fisiológicos do envelhecimento e os causados por distúrbios intercorrentes. Uma das características marcantes no processo de envelhecimento é o declínio da capacidade funcional. Força, equilíbrio, flexibilidade, agilidade e coordenação motora constituem variáveis afetadas diretamente por alterações neurológicas e musculares. O comprometimento no desempenho neuromuscular, evidenciado por paresia, incoordenação motora, lentidão e fadiga muscular, constitui um aspecto marcante neste processo. O desbalanço entre a formação e a reabsorção óssea, que propicia o aparecimento de osteopenia e osteoporose, potencializa o risco de incapacidade na população idosa7. Ainda em relação ao déficit do sistema musculoesquelético, podem-se notar efeitos deletérios significantes e associativos sobre a eficiência em outros sistemas, como o respiratório, o sensorial e o vestibular. Tais modificações prejudicam a performance do sujeito, mesmo nas tarefas básicas – atividades de vida diária básicas, como nas complexas – atividades de vida diária instrumentais8. Particularmente em relação ao sistema vestibular, sua alteração pode propiciar dependência funcional e exclusão social. Diante do anteriormente exposto, este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre as alterações neurológicas do envelhecimento, especificamente no que se refere ao sistema mantenedor do equilíbrio humano.

Fonte: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2010/RN1801/331%20revisao.pdf

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15/09/2017 - 13:49 Por:

Categoria(s): Cursos, Doenças e problemas de saúde, Educação, Gerontologia, Qualidade de Vida, Terapias Complementares

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Conheça o novo curso da GeroVida!

5/09/2017 - 15:21 Por:

Categoria(s): Cursos, Educação, Gerontologia, Qualidade de Vida

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Formas de execução de alongamento muscular e contraindicações

31/08/2017 - 11:33 Por:

Categoria(s): Dicas, Doenças e problemas de saúde, Qualidade de Vida

É fácil aprender a fazer alongamentos, mas como todo exercício físico, necessita de cuidados e atenção em sua execução.

Curiosidade!

Procure ir a um parque em qualquer período do dia, com certeza você verá muitas pessoas realizando os mais variados exercícios físicos e dentre eles os chamados “alongamentos”. Infelizmente, devido a uma má ou total falta de orientação, esses exercícios na maioria das vezes são feitos de maneira inadequada, não produzindo nenhum efeito ou ainda pior, colocando em risco a integridade física de seus praticantes.

O modo certo é alongar relaxando em um movimento instável, ao mesmo tempo em que a atenção se focaliza sobre os músculos que estão sendo alongados.

O modo errado é balançar-se para cima e para baixo, ou alongar-se até sentir dor, causando mais danos do que benefícios.

Para realizarmos os exercícios de alongamento corretamente é necessário seguir alguns preceitos:

  • O movimento deve ser longo e estável, ao mesmo tempo em que sua atenção permanece focalizada sobre os músculos que estão sendo trabalhados;
  • Ao atingir o limite de seus movimentos, pare e mantenha cada posição por um tempo aproximado de 10 a 20 segundos. É errado e perigoso balançar-se para forçar o limite do músculo e alongá-lo até sentir dor;
  • Saia de cada posição de alongamento bem devagar, procurando relaxar completamente;

Encerre o trabalho procurando soltar bem todos os músculos que foram alongados.

Em relação às contraindicações, elas são inexistentes. O que existe são recomendações de acordo com a condição física da pessoa.

Sendo assim, você estará apto para realizar qualquer alongamento desde que seja devidamente orientado por um profissional qualificado, educador físico ou fisioterapeuta.

Fonte: Portal Educação

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Curso Básico (HQI) Valinhos

29/08/2017 - 16:12 Por:

Categoria(s): Cursos, Doenças e problemas de saúde, Homeostase Quântica Informacional, Qualidade de Vida, Terapias Complementares

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Treinamento Longevidade

24/08/2017 - 11:26 Por:

Categoria(s): Cursos, Dicas, Educação, Gerontologia, Homeostase Quântica Informacional, Palestras, Qualidade de Vida, Reflexão, Terapias Complementares

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