Arquivo de Qualidade de Vida

Ergonomia e envelhecimento 6

27/02/2008 - 19:52 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 6

O envelhecimento nem sempre é incapacitante…

A serenidade de pensamentos, a sabedoria e o discernimento que só a idade nos traz faz destes indivíduos pessoas de extremo valor coorporativo.

A experiência adquirida no trabalho ao longo dos anos os capacita como mentores, gestores de trabalho, formador, capacitador, orientador para os mais novos, além de serem pessoas chaves para tomadas de decisões importantes.

E novamente a prevenção torna-se a melhor política de Qualidade de Vida Global.

E, quando se constata que a pessoa não atende mais os requisitos de determinada tarefa a ponto de estar aumentando os riscos de acidentes e até mesmo (porque não) a produtividade, está na hora de uma adaptação do Posto de Trabalho ou se isto não for possível uma re-alocação funcional. Buscar atividades onde “tais diferenças não façam tanta diferença” e se constituam em uma vantagem a mais, preservando assim o indivíduo e a empresa.


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Ergonomia e envelhecimento 5

25/02/2008 - 7:49 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 5

O envelhecimento é diferente para cada indivíduo…

As pessoas são sempre diferentes e cada ser humano é único. Difícil se dizer até que idade uma pessoa está apta a trabalhar ou não. Por vezes se encontram pessoas que consideraríamos novas que têm menos “pique” que um de mais idade. Neste caso creio que a idade foi usada como desculpa, justificativa. Sabe-se que com o passar dos anos algumas habilidades podem se comprometer pela diminuição dos neurônios. A pessoa tende a ter uma grande perda de acuidade visual aos 40 anos. Com o passar dos anos pode (depende da pessoa!) diminuir a rapidez e precisão dos movimentos, a coordenação motora, a elasticidade dos músculos e muito mais.

Cabe à empresa estar sempre verificando (encarregados, técnicos de segurança, médico do trabalho) até que ponto estes efeitos acontecem e como podem influenciar a pessoa dentro do trabalho.

Na realidade, se os trabalhadores idosos utilizassem os mesmos modos operativos para atingir um determinado objetivo que os trabalhadores mais jovens, eles teriam provavelmente dificuldades suplementares. Todavia, a experiência desenvolve um papel fundamental na elaboração de “procedimentos mais econômicos” que permitem ao idoso a execução de tarefas que mesmo pessoas mais jovens têm dificuldades em executar. É de máxima urgência que, cada vez mais, as empresas se preocupem com o sistema de organização do trabalho, para que os indivíduos possam “envelhecer profissionalmente”, com sentimento de dignidade e autoestima elevada.


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Ergonomia e envelhecimento 4

23/02/2008 - 7:22 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 4

Só os outros envelhecem? E nós? Não estamos envelhecendo a cada segundo que passa?

“Os mais velhos” vivem na luta constante pelo espaço na sociedade, pois os mais novos não se dão conta de que também serão mais velhos um dia.

Existe uma imagem dúbia de que é louvável se envelhecer com dignidade, mas é patente a limitação do espaço ativo para pessoas mais idosas.

É comum ainda hoje pessoas mais velhas confinadas ao lar tendo como verdade de que este é o destino dos mais idosos.

Muitos sentem que a vida está acabando, não têm tempo ou não dá mais tempo de fazer grandes coisas.

Estes se esquecem “de que para morrer basta estar vivo” e assim muitos anos de realização que podem estar por vir, também podem deixar de existir num instante para os mais jovens.

A queixa mais comum que se ouve entre os mais idosos é de que ele só trabalhou e não viveu.

Muitos idosos esquecem que possuem a escolha entre viver no isolamento ou ser ativo.

Esta realidade está se alterando progressivamente, pois muitos idosos hoje são ativos e exercem atividades remuneradas, seja ela formal ou informal e muitos também estudam.

Estão chegando à sábia conclusão de que ao invés de perder tempo lamentando mudanças é mais produtivo e prazeroso usar o tempo para celebrar e aproveitar a vida.


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Ergonomia e envelhecimento 3

22/02/2008 - 7:40 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 3

Aumentou a longevidade, mas a sociedade ainda não se preparou para isto…

Cada dia é mais comum se encontrarem pessoas jovens em corpos com mais idade.

A ciência a cada dia descobre novas maneiras de manter corpo e mente saudáveis mesmo com o passar dos anos.

Novos medicamentos permitem hoje, que homens de mais idade possam ser ativos sexualmente, podendo assim ocorrer à paternidade em idade mais avançada.

A expectativa de vida aumentou: hoje mulheres com 60 anos, viverão mais 15 anos, homens de 60 anos, viverão mais 16, de 65 anos, viverão mais 13 anos e de 70 anos, viverão mais 11 anos.

Em 2025 projeta-se que as mulheres com 60 anos viverão 22 anos mais, os homens de 60 anos, viverão mais 18 anos e os de 70 anos, viverão mais 12 anos e após os 85 anos os homens têm mais chance de viver que as mulheres.

Com as previsões de maior longevidade, a população idosa se tornará muito grande, tornando-se detentora das necessidades especiais.

É patente a necessidade da sociedade e das empresas se prepararem para estas ocorrências que demandarão uma estrutura diferenciada para manutenção do bem estar destes indivíduos.


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Ergonomia e envelhecimento 2

21/02/2008 - 6:58 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 2

Envelhecer…

Envelhecimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definido como o término de um processo de alterações fisiológicas e psicológicas sofridas por todas as pessoas, as quais não podem ser interrompidas. Essas alterações funcionais, bioquímicas e psicológicas geram uma perda gradativa da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente. Com isso, o indivíduo que sofre o processo de envelhecimento está sujeito à incidências patológicas com maior intensidade e tem uma maior propensão a sofrer acidentes.

O envelhecimento é causado por diversos fatores, sendo estes intrínsecos ou extrínsecos. Não há comprovação científica de que estes fatores intervenham no processo de envelhecimento, mas podem contribuir para melhoria ou piora na condição de vida de cada indivíduo e cada um envelhece de maneira distinta.

Podem ser chamados de fatores intrínsecos: os Genéticos, pois determinam as condições fisiológicas de cada indivíduo e também a sua propensão a patologias; Radicais Livres, que podem provocar alterações orgânicas em decorrência de reações com enzimas, lipídeos, hormônios, entre outros; Imunidades Celular e Humoral, que declinam com a idade e pode provocar maior incidência de doenças. Os fatores extrínsecos são originados externamente, mas agem sobre o organismo humano. Estes fatores podem ser: Radiação, que deve ser analisada pela quantidade, tempo de exposição e idade; Altitude, em que locais mais altos podem ser prejudiciais à saúde de indivíduos com doenças pulmonares ou cardíacas; Temperatura, que pode ser desfavorável em condições extremas, ou seja, próximas a 50ºC ou 0ºC; Poluição, que pode provocar incidência de doenças pulmonares e Alimentação ao longo da vida.


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Pela qualidade de vida da nação!

18/02/2008 - 7:06 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Qualidade de Vida

No programa do Amaury Jr., a cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas ideias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.

Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão: colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo.

Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados.

Toda semana o público vota e elimina um.

No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.

Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. A ideia não é incrivelmente boa?

Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e faça coro pela campanha:

Casa dos Políticos JÁ!


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Ergonomia e envelhecimento 1

17/02/2008 - 14:12 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho.

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 1

Tudo e todos envelhecem. Tendo a ergonomia a função de levar ao ser humano, em qualquer fase de sua vida, a saúde psicofisiológica, o envelhecimento do ser humano em sua existência e no trabalho faz parte dos estudos nesta ciência.

É lamentável constatar que ainda existe, para muitos, o conceito de que a Ergonomia é “a ciência do ajuste de mesa e cadeira” e não se buscar a sua amplitude, sendo que preservar o ser humano, em toda e qualquer situação, é sua verdadeira função.

É sabido que a população brasileira está cada vez mais idosa e também visível que cada vez mais o percentual de trabalhadores idosos nas empresas aumenta a cada dia.

Estima-se que a população de idosos do Brasil no ano de 2025 será a sexta em termos absolutos no mundo e em 2050, segundo estimativas das Nações Unidas, a população brasileira terá 42,2 milhões de idosos, 17,3% do contingente nacional. Tornou-se comum nas empresas os trabalhadores se aposentarem e continuarem trabalhando, a empresa valoriza sua experiência, mas não sabe lidar com os fatores diferenciais gerados com a idade que podem criar inúmeros fatores de risco. Esta situação, nos dias de hoje, é fator de grande preocupação das empresas que investem em prevenção. Muitas empresas confessam total despreparo para lidar com a situação e suas conseqüências.

Entender este processo e saber como se adaptar e adaptar o trabalho aos diferenciais destes trabalhadores, evitando riscos diversos, se torna um fator imprescindível.

Para os Seres Humanos e para a Empresa, este pode ser um processo gratificante, onde a experiência de vida e a sabedoria de ambos se acumulam ou pode ser até mesmo destrutivo, quando não há adaptação e surgem problemas.

O resultado deste processo influi na Qualidade de Vida Global e na saúde psicofisiológica do indivíduo, na empresa e na sociedade.


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Envelhecer com amor – 2

4/02/2008 - 4:05 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Sobre o filme “Amor, eterno amor” e o bem envelhecer.

A história trata de um casal que se apaixonou na adolescência, ele era um jovem estudante de música e ela filha de um diplomata na Bélgica pós II Guerra; eles se amaram muito, mas por razões diversas não puderam continuar juntos. Os anos passaram e eles voltaram a se encontrar, cinqüenta anos depois, na velhice e aí o amor entre Andreas e Claire volta de maneira majestosa; contudo não se limita a um gênero “piegas” em relação ao amor, pois traz mensagens jamais imaginadas por nossa tradicional visão sobre o envelhecimento humano.

Da narrativa, podemos apreender mensagens para um envelhecimento bem sucedido. Mas será que existe alguma receita para se envelhecer bem? PARK (s.d.) ilustra essa questão ao ressaltar uma “receita” interessante do geriatra e gerontólogo Renato Maia Guimarães:

“Basicamente é assim: Correr e brincar como uma criança (pela importância da atividade física e da brincadeira propriamente dita); comer como um índio (comer menos e alimentar-se de produtos o mais natural possível); descansar como um gato (deitar, esticar e ao levantar-se fazer um alongamento como fazem os gatos); ter a persistência de um camelo (manter seus compromissos consigo mesmo da atividade física e da dieta); ter a alegria de um golfinho (não posso afirmar que a alegria aumente a esperança de vida, mas que o mau – humor diminui é certo); ter a independência de um pássaro (depender o menos possível dos outros); ter a solidariedade de um cão (ser solidário sempre). E, por último, fugir da sombra, fugir da escuridão. Não ficar apático, escondido, achando que a vida quem vive são os outros. É preciso voltar para o palco e viver a vida de maneira brilhante”.(s.d.)

Autoras francesas, de acordo com PEIXOTO (1998), há séculos atrás, escreveram sobre elementos para se ter uma velhice tranqüila, a marquesa de Lambert diz que é preciso paz e piedade, já a baronesa de Maussion acrescenta a questão da sociabilidade entre velhos e jovens, complementando tais idéias, BALLONE (2003) diz: “Envelhece-se como se vive”. Contudo, quando nos referirmos ao envelhecimento social e aos relacionamentos humanos observamos que estas receitas, muitas vezes, são impossibilitadas pelas condições circundantes de nossa realidade, como as políticas públicas, barreiras físicas, arquitetônicas e emocionais frente aos idosos e, talvez, dos próprios idosos entre si.

Escrito por Wanda Patrocinio


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Envelhecer com amor – 1

3/02/2008 - 17:47 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Qualidade de Vida

Amor, eterno amor e a problemática do envelhecimento.

Atualmente, nossa sociedade ainda não sabe lidar com a categoria social que é a velhice, desta forma, a proposta desta leitura é instigar os leitores para uma reflexão sobre o envelhecimento no âmbito de afetos mais ausentes em nosso cotidiano. Mais particularmente, este ensaio versa sobre o amor no contexto do envelhecer. O conceito de amor aqui enfocado não é apenas o amor como um simples sentimento, mas também aquilo que gera movimento e mudança, o amor num sentido mais amplo, complexo, cheio de plenitude, capaz de fazer a vida girar.

Talvez, tenha sido ao assistir um filme sobre esse amor é que colhi reflexões que permitem a compreensão do mundo circundante. O filme “Amor, eterno amor”, de Paul Cox, foi a película que permeou o caminhar de tais reflexões compartilhadas daqui em diante. Assim, esta leitura pode apresentar-se como um momento de prazer, descobertas, reflexões, amor… não deixe chegar na velhice para se preocupar como a qualidade de vida que você leva. Aproveite cada momento como se fosse único e sigamos em frente.

Faça um exercício… de hoje para amanhã, quando será publicada a continuidade deste texto, pense sobre o seu processo de educação para o amor. Como você tem se educado para amar as pessoas, amar a si mesmo, amar a vida?

Escrito por Wanda Patrocinio


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Nosso dia depende de nós…

2/02/2008 - 14:39 Por:

Categoria(s): Poesia, Qualidade de Vida, Reflexão

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não Ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim”

Autor: Charles Chaplin


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