Arquivo de Reflexão

Em uma palavra: ser um santo

17/05/2012 - 17:21 Por:

Categoria(s): Reflexão

A virtude é o elo de todas as perfeições, é o centro da felicidade.
Ela torna o homem prudente, discreto, sagaz, sábio, valente, moderado, íntegro, feliz, digno de aplauso, verdadeiro, ou seja, um herói em tudo.
Três “esses” trazem a felicidade: sábio, são e santo.
A virutde é o sol do pequeno mundo chamado homem, e o hemisfério é a boa consciência.
É tão bela que consegue a graça de Deus e das pessoas.
Nada é tão digno de amor como a virtude, nem tão condenável como o vício.
A virtude é de verdade, todo o resto de brincadeira.
A capacidade e a grandeza devem ser medidas pela virtude e não pela sorte.
Ela basta a si mesma.
Torna o homem digno de ser amado, quando vive, e memorável, quando morre.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais

26/04/2012 - 15:42 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Reflexão

  Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminaisâ€) foi escrito por Bonnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte. Para analisar a publicação, convidamos a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira abaixo.
1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim
“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próximaâ€, explica Dra. Ana Cláudia. “É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhasâ€, explica a médica. “Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldadesâ€, conta.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama dissoâ€, diz a geriatra. “Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempoâ€, afirma. “Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçarâ€.
3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos
“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridadeâ€, conta. “À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessáriasâ€. “A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoasâ€, explica a médica.
4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhidaâ€, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoioâ€, explica. “Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigosâ€. “Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigosâ€, afirma.
5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz
“Esse arrependimento é uma consequência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidadeâ€. “Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes tambémâ€, explica. “A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencialâ€, alerta.
Dica da especialista
“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-lasâ€. “Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeitoâ€. De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempoâ€, conclui a médica.
Publicado em janeiro/2012.

http://www.einstein.br/espaco-saude/bem-estar-e-qualidade-de-vida/Paginas/os-cinco-maiores-arrependimentos-dos-pacientes-terminais.aspx

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Deixar os outros com fome

5/04/2012 - 16:19 Por:

Categoria(s): Reflexão

Deixe um resto de néctar nos lábios.
o desejo é a medida da estima.
É bom aliviar a sede física, mas não saciá-la: o bom, se é pouco, é bom duas vezes.
Perde-se muito na segunda vez.
As grandes doses de agrado são perigosas porque levam a se desprezar a mais eterna superioridade.
A única regra para agradar é pegar o apetite com fome.
Um desejo impaciente é mais estimulante do que se fartar de prazer.
Uma felicidade difícil de se conseguir é desfrutada em dobro.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Três coisas fazem um prodígio

27/01/2012 - 17:29 Por:

Categoria(s): Reflexão

E todas constituem dádivas da generosidade divina: rica inteligência, juízo profundo e bom gosto.
A imaginação é um grande dom, mas é ainda mais notável raciocinar e ter um bom entendimento.
A inteligência não deve estar no esforço, pois seria mais trabalhadora do que aguda.
Pensar bem é o resultado da racionalidade. Aos vinte anos reina a vontade, aos trinta a inteligência, aos quarenta o juízo.
Algumas mentes irradiam luz como os olhos do lince e raciocinam melhor na maior escuridão.
Outras reagem de acordo com a ocasião.
Encontram respostas com freqência e bem: uma fecundidade felicíssima.
E o bom gosto dá sinal a toda a vida.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Pessoa de grandes e majestosas qualidades

22/11/2011 - 18:34 Por:

Categoria(s): Reflexão

As grandes qualidades moldam os grandes homens.
Uma só delas equivale a um conjunto de atributos medíocres.
Houve quem quisesse que todas as suas coisas fossem grandes, até os objetos comuns.
As grandes pessoas devem fazer com que suas qualidades também o sejam!
Em Deus tudo é infinito e imenso.
Assim, num herói tudo também deve ser grande e majestoso: suas ações e palavras serão revertidas de transcendente e grandiosa majestade.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Não fingir, mas agir

11/10/2011 - 11:45 Por:

Categoria(s): Reflexão

Fingem-se de muito ocupados os que não têm o que fazer.
Transformam tudo em mistério sem graça: são camaleões que se alimentam de aplausos, provocando o riso.
A vaidade sempre foi incômoda, mas aqui é ridícula: as formiguinhas da honra vão mendingando façanhas.
O sábio não deve ostentar nem sequer suas qualidades mais importantes: contente-se em fazer, deixando o falar para os demais.
Dê belas ações, mas não as venda.
Não se deve alugar uma caneta de ouro para escrever sobre a lama, ofendendo o bom senso.
Melhor é desejar ser um herói do que pretender ser parecido com ele.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Moderação no julgar

22/09/2011 - 14:41 Por:

Categoria(s): Reflexão

Cada um pensa conforme lhe convém e apresenta razões para suas caprichosas opiniões.
A maior parte dos homens põe a paixão na frente do juízo.
Quando duas pessoas sustentam posições contrárias, cada uma pensa ter razão.
Mas a razão é fiel e não tem duas caras.
O sábio deve agir com cautela em assuntos tão delicados e sua própria dúvida irá corrigir o julgamento inicial sobre o comportamento alheio.
Ao se colocar no lugar do outro e examinar seus motivos, não o condenará nem se justificará tão cegamente.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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O fracasso está em unir apreço e afeto

16/09/2011 - 14:39 Por:

Categoria(s): Reflexão

Para conservar o respeito, não é preciso ser querido demais.
O amor é mais atrevido que o ódio.
A afeição e a veneração não se dão bem.
O melhor é não ser nem muito temido nem muito amado.
O amor traz a familiaridade e leva embora a estima.
É melhor ser amado com respeito do que com ternura, pois assim se amam os grandes homens.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Compreender o temperamento das pessoas com quem se fala

12/09/2011 - 18:01 Por:

Categoria(s): Reflexão

Para saber das suas intenções. Se as causas são conhecidas, se conhecem as consequências e delas se deduzem as intenções.
O pessimista é agoureiro, e o maledicente sempre encontra culpas.
Sempre imaginam o pior.
Como não vêem as coisas boas do presente, anunciam o mal futuro.
O apaixonado sempre vê as coisas diferentes do que são, porque é movido pela paixão, não pela razão.
Cada um fala segundo suas preferências e seu humor, e todos estão longe da verdade.
É preciso decifrar os rostos e interpretar os sinais da alma.
Assim se conhecerá o tolo porque está sempre rindo e o falso porque nunca ri.
Cuidado com o perguntador, seja porque é indiscreto, seja porque se fixa nos defeitos.
Não espere muito dos feios, pois costumam se vingar da natureza por tê-los favorecido tão pouco.
A tolice é diretamente proporcional à beleza.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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Se souber pouco na sua profissão, atenha-se ao mais seguro

5/09/2011 - 9:51 Por:

Categoria(s): Reflexão

Desse modo, ainda que não seja considerado inteligente, passará confiança.
Aquele que sabe pode se arriscar a fazer o que quer, mas saber pouco e arriscar-se é jogar-se voluntariamente no precipício.
Quando se sabe pouco, é melhor seguir pela estrada principal.
Deve-se manter o caminho reto e não faltará o caminho firme.
Em todos os casos, sabendo ou não sabendo, a segurança é mais prudente que a singularidade.
Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003

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