Não devemos aceitar da vida menos do que merecemos (Parte 2/2)
| 12/04/2010 - 12:49 Por: Wanda Patrocinio |
Categoria(s): Reflexão |
Por Simplesmente Tetê em 26/03/2010
Receptividade brasileira:
Suborno ou tentativa de suborno quando é pego cometendo infração; trocar voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura; comercializar objetos doados nas campanhas de catástrofes; estacionar em vagas exclusivas para deficientes e/ou idosos, sem ter a real necessidade para isto.
Alegria, alegria:
Trafegar pela direita nos acostamentos num congestionamento, para chegar mais rápido à praia; violar a lei do silêncio, porque está alegre, em festinhas em salões de condomÃnios, ou dirigindo, muitas vezes, após consumir bebida alcoólica; espalhar mesas, cadeiras, churrasqueiras nas calçadas, que são destinadas unicamente à passagem de pedestres.
Fico realmente indignada quando vou ao banco e me olham com reprovação, ou fazem comentários inapropriados, se entro na fila para portadores de necessidades especiais: porque não tenho cabelo branco, nem me falta um pedaço do corpo, não significa que eu não possa estar lá. Mas as pessoas parecem não conhecer o conceito de privacidade, respeito, ética. Preferem ocupar-se de outros a cuidar de suas próprias responsabilidades e comportamento. Para mim o brasileiro passa, infelizmente, a imagem de um povo grosseiro, preguiçoso e mal educado, que cospe na calçada, faz xixi e locais públicos, joga papel de bala na rua e latinha de refrigerante pela janela do carro. Eu me pergunto até quando vamos ver gente furando filas em bancos, supermercados, utilizando-se das mais bizarras desculpas; pegando atestados médicos sem estar doente, para justificar a falta ao trabalho; levando das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis, como se isso não fosse roubo? Conheço gente que, quando viaja a serviço da empresa, pede nota num valor acima do que gastou e ainda se orgulha disso, achando-se muito esperto.
Os tempos mudam e a tecnologia dos pretextos evolui. A desculpa ganha uma roupagem nova, mas o “corpo†ainda é o mesmo. Esses polÃticos que aà estão saÃram do meio desse mesmo povo. Mas não me entenda mal, não estou defendendo a polÃtica suja e ordinária, que fazem os “homens do poderâ€. Não compactuo com essa politicagem feita cheia de segundas, terceiras e quartas intenções. Causa-me indignação as propinas, a corrupção, o “jeitinho brasileiro†dentro e fora da polÃtica. Desejo não só que os polÃticos sejam honestos, mas que o povo brasileiro também aja com ética e honestidade.
Não estou aqui querendo ser “modelo†ou “exemplo†de nada. Generalizei, sim é verdade. É evidente que há muita gente honesta, comprometida com a ética. Mas fica aqui uma inspiração para que cada um repense seu comportamento, não importa a idade, as boas mudanças são sempre bem-vindas. Leio tanto sobre a necessidade de deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas porque não pensar em deixar filhos melhores para o nosso paÃs? Filhos e filhas que se tornarão adultos honrados e que darão continuidade ao nosso legado, com dignidade nos propósitos, integridade no caráter, e competência na profissão escolhida. Não sei bem se desempenhei ou desempenho bem o papel de mãe, mas tentei fazer o melhor que eu sabia e não desisti de aprender, para continuar dando o melhor de mim. Se o meu melhor for pouco para meus filhos, então deixo aqui meu pedido de desculpas a eles, mas reitero minha convicção em jamais desistir de tentar buscar e compartilhar o melhor de mim.
Às vezes nos sentimos um tanto confusos ou inseguros quanto à nossas escolhas, quando tentamos estabelecer metas e prioridades na vida e paramos para pensar no que devemos ou não fazer. Mas é fato incontestável que a vida não para enquanto juntamos os pedaços da nossa alma partida, o tempo não para enquanto nossas feridas cicatrizam. Não devemos aceitar da vida menos do que merecemos, mas para obter sucesso só é aceitável lutar de modo lÃcito. Sabemos que há falhas nas leis, mas se desejamos mudar esta situação, temos que fazê-lo de modo legal. A vida é dinâmica, tanto quanto é o tempo. E se eu errar nas minhas escolhas ou estabelecer metas que venham a prejudicar minha vida? Bem, há sempre a possibilidade de reavaliar opções e mudar o rumo das coisas. Não há descrédito em mudar de idéia, e traçar novos planos. Não fossem as mudanças nós andarÃamos ainda em peles de animais, caçando mamutes a pedradas.
É tudo por hoje.
*TT
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