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Reflex√£o da S√≠mony…

20/02/2008 - 7:14 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Reflex√£o

… vejo que ao passar dos anos somamos cargas, que nos tornam cada vez mais respons√°veis sobre os atos a tomar, mas n√£o s√≥ no sentido de sermos adultos s√©rios, vai muito al√©m, porque s√≥ podemos repassar aquilo que ficou expresso em nossos esp√≠ritos, que iremos eternizar. Aquela centelha que irradia quando nos deparamos com um indiv√≠duo com seus 80 anos emanando alegria de viver, com tanta energia, garra, luz nos olhos… isso √© puro reflexo do conte√ļdo deste ser.

No oriente, os indiv√≠duos costumam cultuar os anci√Ķes com todo orgulho e respeito de terem pr√≥ximo esses seres de luz, que com toda uma qualidade de vida, regrada e prazerosa, chegam tanto na marca dos seus 100 de idade…

Símony Lima Рeducadora física.


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Passagem do tempo…

16/02/2008 - 5:40 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Reflex√£o

Passagem do tempo… (Clique aqui, baixe o pps e leia esta linda mensagem!)

Contribuição enviada pela amiga Juciane de Campos Castilho.


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Alzheimer

14/02/2008 - 7:07 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia, Reflex√£o

Sobre o Alzheimer

Autor: Roberto Goldkorn (psicólogo e escritor)

Leia com atenção!!

Cuidado com o “ALEM√ÉO”

Meu pai est√° com Alzheimer.

Logo ele, que durante toda vida se dizia ‘o Infal√≠vel’.Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matem√°tica, disse que as minhas orelhas eram t√£o grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 50 anos de conviv√™ncia, o nome do m√ļsculo do pesco√ßo que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomast√≥ideo.
O diagn√≥stico m√©dico ainda n√£o √© conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma l√≠quidos de canudinho, n√£o consegue terminar uma frase, nem controla mais suas fun√ß√Ķes fisiol√≥gicas, e tem os famosos del√≠rios paran√≥icos comuns nas dem√™ncias tipo Alzheimer. Ali√°s, fico at√© mais tranq√ľilo diante do ‘eu n√£o sei ao certo’ dos m√©dicos; prefiro isso ao ‘estou absolutamente certo de que….’, frase que me d√° arrepios.

H√° trinta anos, n√£o ouvia sequer uma men√ß√£o a essa doen√ßa maldita… Hoje, precisaria ter o triplo de dedos nas m√£os para contar os casos relatados por amigos e clientes em suas fam√≠lias. O que est√° acontecendo? Estamos diante de um surto de Alzheimer? Finalmente nossos h√°bitos de vida ‘moderna’ est√£o enviando a conta? O que os pesquisadores sabem de verdade sobre a doen√ßa? Qual √© o lado oculto dessa manifesta√ß√£o t√£o dolorosa?

Lendo o material dispon√≠vel, chega-se a uma conclus√£o: essa √© uma doen√ßa extremamente complexa, camale√īnica, de muitas faces e ainda carregada de mist√©rios. Sabe-se, por exemplo, que h√° um componente gen√©tico. Por outro lado, o Dr. William Grant fez uma pesquisa que complicou um pouco as coisas. Ele comparou a incid√™ncia da doen√ßa em descendentes de japoneses e de africanos que vivem nos EUA, e com japoneses e nigerianos que ainda vivem em seus respectivos pa√≠ses. Ele encontrou uma incid√™ncia da doen√ßa da ordem de 4,1 para os descendentes de japoneses que vivem na Am√©rica, contra apenas 1,8 de japoneses do Jap√£o. Os afro-americanos v√£o mais longe: 6,2 desenvolvem a doen√ßa, enquanto apenas 1,4 dos nigerianos s√£o atingidos por ela.

H√°bitos alimentares? Stress das press√Ķes do Primeiro Mundo? Mas o Jap√£o n√£o √© Primeiro Mundo? N√£o tem stress?

A alimenta√ß√£o parece ser sem d√ļvida um elo nessa corrente, e mais ainda o alum√≠nio. Segundo algumas pesquisas, a incid√™ncia de alum√≠nio encontrada nos c√©rebros de portadores da doen√ßa √© assustadoramente alta. Pesquisas feitas na Austr√°lia e em alguns pa√≠ses da Europa mostraram que, em ratos alimentados com uma dieta rica, o sulfato de alum√≠nio (comumente colocado na √°gua pot√°vel para matar bact√©rias) danificou os c√©rebros dos roedores de forma muito similar √† causada nos humanos pelo Alzheimer.
Pesquisas do Dr. Joseph Sobel, da Universidade da Califórnia do Sul, mostraram que a incidência da doença é três vezes maior em pessoas expostas à radiação elétrica (trabalhadores que ficavam próximos a redes de alta tensão ou a máquinas elétricas).

Mas n√£o param por a√≠ as pesquisas, que apontam √† arma em todas as dire√ß√Ķes. Por√©m, a que mais me chocou e me motivou a fazer minhas pr√≥prias elucubra√ß√Ķes foi o estudo das freiras. Esse estudo, citado no livro A Sa√ļde do C√©rebro, do Dr. Robert Goldman, Ed. Campus foi feito pelo Dr. Snowdon, da Universidade de Kentucky. Eles estudaram 700 freiras do convento de Notre Dame. Na verdade, eles leram e analisaram as reda√ß√Ķes autobiogr√°ficas que cada freira era obrigada a escrever logo ao entrar na ordem. Isso ocorria quando elas tinham em m√©dia 20 anos. Essas freiras (um dos grupos mais homog√™neos poss√≠veis, o que reduz muito as vari√°veis que deveriam ser controladas) foram examinadas regularmente e seus c√©rebros investigados ap√≥s suas mortes. O que se constatou foi surpreendente. As que melhor se sa√≠ram nos testes cognitivos e nas reda√ß√Ķes – em termos de clareza de racioc√≠nio, objetividade, vocabul√°rio, capacidade de expressar suas id√©ias, mesmo apresentando os acidentes neurol√≥gicos t√≠picos do Alzheimer (placas e massas fibrosas de tecido morto) n√£o desenvolveram a dem√™ncia caracter√≠stica da doen√ßa. Ou seja, elas tinham as mesmas seq√ľelas que as outras freiras com Alzheimer diagnosticado (e que tiveram baixos escores em testes cognitivos e na reda√ß√£o), mas n√£o os sintomas cl√°ssicos, como os do meu pai.

A minha interpreta√ß√£o de tudo isso: n√£o temos muito como controlar todos os fatores de risco apontados como os vil√Ķes – alimenta√ß√£o, press√£o alta, contamina√ß√£o ambiental, stress, e a gen√©tica (por enquanto). Mas podemos colocar o nosso c√©rebro para trabalhar.
COMO?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das id√©ias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida ‘bandida’. Meu conselho: √© para voc√™s n√£o serem infal√≠veis como o meu pobre pai; n√£o cheguem ao topo nunca, pois dali, s√≥ h√° um caminho: descer. Inventem novos desafios, fa√ßam palavras cruzadas, forcem a mem√≥ria, n√£o s√≥ com drogas (n√£o nego a sua efic√°cia, principalmente as nootr√≥picas), mas correndo atr√°s dos vazios e lapsos. Eu n√£o sossego enquanto n√£o lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive h√° trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que est√° escrito, e aprendam outra l√≠ngua, mesmo aos sessenta anos. N√£o existem estudos provando que o Alzheimer √© a mol√©stia preferida dos arrogantes, autorit√°rios e auto-suficientes, mas a minha experi√™ncia mostra que pode haver alguma coisa nesse mato. Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas ‘bobagens’ e viveram vidas med√≠ocres e infelizes – muitos nem mesmo tinham consci√™ncia disso. Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (n√£o gosta de ir para a cozinha? Hum… Preocupante.)

Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse ‘melhor morrer de vodca do que de t√©dio’, eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.


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E aí, o quê você pode fazer?

13/02/2008 - 5:49 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Reflexão

Enquanto a √≥tica capitalista de nossa sociedade n√£o mudar, nossos velhos n√£o ter√£o um lugar pr√≥prio e significativo. E o que fazer? Ficaremos parados esperando um milagre acontecer? √Č claro que n√£o, a mudan√ßa pode come√ßar atrav√©s de n√≥s mesmos e do conceito que n√≥s temos de mundo, atrav√©s daquilo que acreditamos e exteriorizamos, em rela√ß√£o a n√≥s e aos outros com os quais constru√≠mos a vida.

N√£o adianta nada termos um belo discurso em prol de nossos velhos, se l√° no fundo de nossos cora√ß√Ķes n√£o √© isto que acreditamos, pois o que acaba demonstrado por nossas a√ß√Ķes e pr√°ticas sociais √© o que est√° dentro de n√≥s e n√£o nas palavras. Nesse sentido, o amor torna-se uma ferramenta – chave na constru√ß√£o de uma sociedade mais justa e igualit√°ria, na qual possamos agir com solidariedade e cumplicidade, n√£o mais com ego√≠smo e competitividade, lutando pelos direitos dos idosos e exigindo pol√≠ticas p√ļblicas para a categoria em discuss√£o.

Segundo DUARTE JR (2001) ao discutir a necessidade de uma educa√ß√£o que valorize o sens√≠vel e n√£o somente o racional, para atravessarmos os novos desafios do mundo moderno ‚Äď podemos entender a quest√£o do envelhecimento populacional como um novo desafio ‚Äď as pessoas n√£o podem mais ser entendidas como aquelas preconizadas pelo iluminismo, com toda a √™nfase recaindo sobre a sua capacidade racionalizante e produtiva, para este autor, deve-se ser de forma diferente: ‚Äú… necessita-se primordialmente de um sujeito antes de tudo sens√≠vel, aberto √†s particularidades do mundo que possui √† sua volta, o qual sem d√ļvida nenhuma, deve ser articulado a humana cultura planet√°ria‚ÄĚ (p. 172)

Escrito por Wanda Patrocinio


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O mercado da Terceira Idade.

6/02/2008 - 4:26 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Reflex√£o

O casal de adolescentes que se apaixonam no filme Amor, eterno amor não pode viver esta relação, pois o pai de Andreas acreditava que ele ainda não tinha idade para isto, que na juventude, ele deveria estar lutando por uma profissão. Mas por que em nossa sociedade somos marcados pelas idades que temos? Por que aqueles adolescentes do filme não puderam viver seu grande amor? O que tem por trás da idade? Será que Andreas não conseguiria tanto viver sua juventude amorosa e buscar uma profissão?

Segundo DEBERT (1998), os recortes de idades e a defini√ß√£o de pr√°ticas leg√≠timas associadas a cada etapa da vida n√£o s√£o conseq√ľ√™ncias de uma evolu√ß√£o cient√≠fica; a manipula√ß√£o das categorias de idade envolve uma verdadeira luta pol√≠tica, na qual est√° em jogo a redefini√ß√£o dos poderes ligados a grupos sociais distintos em diferentes momentos do curso de vida.

Em se tratando da velhice, a for√ßa pol√≠tica est√° em colocarmos em a√ß√£o, cada vez mais, esta √≥tica capitalista que nos cerca, na qual o consumismo √© uma categoria muito forte. Nesse sentido, surge um novo termo para a velhice, que seria a chamada ‚ÄúTerceira Idade‚ÄĚ e, de acordo com DEBERT (1998) esta inven√ß√£o implica em cria√ß√£o de uma nova etapa na vida que se interp√Ķe entre a idade adulta e a velhice e √© acompanhada de um conjunto de pr√°ticas, institui√ß√Ķes e agentes especializados que se encarregam de definir e atender as necessidades dessa popula√ß√£o.

Dessa forma, essa ‚ÄúTerceira Idade‚ÄĚ √© vista como a idade do lazer, de se colocar em pr√°tica todos os anos que ficaram presos numa empresa, f√°brica etc. Agora √© hora de viver, como se antes n√£o fosse. Com isto, vemos surgir o mercado da Terceira Idade que vem assumindo lugar de destaque na m√≠dia, com suas crescentes ofertas. Ag√™ncias de viagens lan√ßam ‚Äúpacotes da terceira idade‚ÄĚ, Universidades Abertas s√£o criadas, as Igrejas e outras institui√ß√Ķes religiosas v√™m aumentando o espa√ßo dedicado ao idoso.

Acredito que se todo este movimento estivesse sendo feito em prol do amor e verdadeira preocupação com nossos velhos, não haveria críticas a esses movimentos, mas o que há por trás da grande parte deste conjunto de práticas é o tratamento da velhice de forma puramente mercadológica ou assistencialista.

Escrito por Wanda Patrocinio


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Nosso dia depende de n√≥s…

2/02/2008 - 14:39 Por:

Categoria(s): Poesia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

√Č minha fun√ß√£o escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não Ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha sa√ļde ou dar gra√ßas por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por n√£o terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter teto para morar.

Posso lamentar decep√ß√Ķes com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia est√° na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende s√≥ de mim‚ÄĚ

Autor: Charles Chaplin


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Reflex√£o do Martim…

23/01/2008 - 14:38 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Temos a ideia de que envelhecer significa abondonar nossa criança interior, nos tornarmos mais sérios, preocupado com tudo, deixar de brincar, de afagar um animal de estimação, de andar descalço, de fazer as coisas mais simples que nos dão prazer.

Acredito que envelhecer seja olhar para tr√°s e ver quantas bobagens fizemos, e rir delas. Ver quantas coisas boas fizemos e agradecer por elas terem acontecido. Ver que erramos muito e nos perdoar por isso.

Saber que o nosso futuro depende de estarmos conscientes de tudo o que fizermos no momento presente vai ajudar-nos a ter um envelhecimento saud√°vel.

Escrito por Ant√īnio Carlos Martim – matem√°tico, respons√°vel pela empresa H2TEC – Tecnologia em √Āgua.


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Você já parou para pensar no seu envelhecimento?

19/01/2008 - 11:49 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Reflex√£o

Atualmente, a popula√ß√£o brasileira com idade igual ou superior a 60 anos √© da ordem de 15 milh√Ķes de habitantes. As proje√ß√Ķes para o ano de 2020 indicam que os idosos representar√£o 15% de nossa popula√ß√£o, ou seja, a cada 5 pessoas, uma ser√° idosa.

Ser√° que as pessoas est√£o preparadas para envelhecerem mais? Em se vivendo mais anos, est√£o vivendo de forma plena e saud√°vel?

E você, já parou para pensar como será sua vida daqui há algumas décadas?

Escrito por: Wanda Patrocinio


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