Quem morre lentamente…

6/03/2008 - 16:37 Por:

Categoria(s): Reflexão


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Ergonomia e envelhecimento Final

6/03/2008 - 16:14 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 10 (Final)

Prazer e crescimento de se envelhecer…

Nesta fase da vida se concentra experiência, desprendimento e maturidade.

Em geral, o idoso aposentado sente a necessidade de ser qualificado dentro da sociedade, portanto, deseja voltar a situação de trabalho, uma vez que, hoje o ser qualificado é o trabalhador. Um aspecto a ser considerado é que o desejo de trabalhar pode se sustentar na necessidade da própria sobrevivência ou da manutenção do status da qualidade de vida, profundamente afetada pelas aposentadorias geralmente insuficientes para atender estas demandas.

Porém, esta não corresponde a realidade da grande maioria das pessoas que hoje está envelhecendo. O que se percebe é que a grande maioria das pessoas não tem um envelhecimento sadio, pois a vida inteira se alimentaram inadequadamente, não fizeram atividade física, geralmente abusaram do fumo e álcool e não tiveram condições socioeconômicas satisfatórias.

A capacidade do idoso em manter suas atividades da vida diária e ter uma vida autônoma está diretamente relacionada às suas condições físicas e mentais.

Cabe à empresa (onde por tantos anos este que hoje é idoso prestou seus serviços) retribuir com sua dedicação, para que o envelhecimento deste seu tão precioso colaborador seja saudável e feliz.


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Circo Nerino

5/03/2008 - 12:33 Por:

Categoria(s): Arte, Sugestão de leituras

Sugestão de Leitura 7

Para quem sente falta e quer relembrar os bons e velhos tempos do Circo e Circo-Teatro, o livro Circo Nerino, ao mesmo tempo que “mata” saudades, traz ainda mais deste lugar mágico que hoje está perdendo espaço para a televisão, efeitos especiais, etc. A cada página, através de fotos e fatos históricos, Roger Avanzi (Palhaço Picolino) narra casos engraçados e tristes. Uma história com a magia do mundo circense que merece ser lida e compartilhada.

Autores: Roger Avanzi e Verônica Tamaoki, 2004. Editora Pindorama Circus.

Dica de Eduardo Viana, na Revista Contra Regra, edição 28, maio de 2006.


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Ergonomia e envelhecimento 9

4/03/2008 - 17:25 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 9

Visão do que é se aposentar…

A Imagem de que se aposentar está ligada ao esperar a morte é muito forte em nossa cultura.

Ainda existe o conceito de achar normal que o trabalho destrua o físico, o que atinge seu ápice, com a conclusão de que faz parte da vida sentir “dores do trabalho” e “dores da idade”.

Por vezes ocorre um esgotamento acumulado durante o período de anos de trabalho, que em grande parte das vezes é responsável por acidentes de trabalho; acrescentando assim ao período de envelhecimento o fardo de uma possível invalidez (conforme dados estatísticos do próprio INSS).

Doenças estas, comumente causadas pelo descuido com a alimentação, durante todo o período de sua vida e por exposição a péssimas condições poluentes e/ou climáticas no trabalho.

Comum a queda de remuneração quando de sua aposentadoria, um dos problemas que causam muita ansiedade, pois os problemas financeiros duplicam com essa defasagem em relação aos que estão ativos. Razão pela qual muitos decidem continuar trabalhando.

Ocorre também a alienação do produto do trabalho, que é causadora de sofrimento, “estranheza, frustração, tédio e revolta”, pois o trabalhador apenas vendeu sua força de trabalho e não se apropriou de seu processo produtivo.

Diminuem as chances de realização com a saída da empresa.

Surge o isolamento social pós-aposentadoria, causado por uma visão negativa da velhice, com a diminuição dos papéis considerados importantes socialmente, modificação da estrutura familiar, inadaptação aos novos valores da sociedade e outros.

A ausência de consciência dos direitos como cidadão e de suas possibilidades históricas dificulta a mobilização pela conquista destes direitos.

O estresse por ocasião do desligamento do trabalho por aposentadoria apresenta-se como um doa mais importantes a ser refletido.

O indivíduo perde uma posição a que estava acostumado, sem que a sociedade lhe ofereça novas opções para que se mantenha íntegro, mental e fisicamente.

Entretanto, problemas consideráveis existem quanto à exclusão prematura de trabalhadores idosos (problemas sociais e perda de experiência para a empresa, ocasionados por programas de demissões ou aposentadorias incentivadas); e a evolução da pirâmide de idade da empresa, risco do “envelhecimento conjunto”, aparecimento de classes vazias.

Os traços decorrentes das condições de trabalho na vida das pessoas podem desenvolver um papel preponderante em relação ao “envelhecimento”.

Hoje é indiscutível a necessidade da implementação de Programas de Aposentadoria, como é determinado por lei, para garantir principalmente a saúde psíquica de quem se aposenta.


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Ergonomia e envelhecimento 8

29/02/2008 - 16:50 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 8

A Psicologia no envelhecimento…

O fenômeno do envelhecimento, que atinge a todos os seres vivos, no caso do homem está relacionado intimamente com as condições de vida e trabalho. Isto é, as pessoas podem retardar ou antecipar o envelhecimento em função das condições de vida e de trabalho nas quais elas se encontram submetidas.

Por outro lado, é senso comum que, na medida em que as pessoas vivem vão adquirindo mais experiência. Assim sendo, pode-se correlacionar as questões relativas ao envelhecimento com as questões relativas à experiência.

Existem muitos jargões populares que exprimem o conceito cultural precário brasileiro de envelhecimento, muitos deles denotam um maior preconceito sobre o envelhecimento feminino, alguns exemplos: quando ocorre alguma defasagem, principalmente de memória: “É, ele ta ficando velho…”, como se pessoas mais jovens também não se esquecessem das coisas, “O homem fica maduro e a mulher… cai do pé!”.

Muitas vezes a Visão do ser humano quando este envelhece se restringe a sensações de insatisfação, de ansiedade, de cansaço e frustração. Lamentam, pos têm a percepção errônea de que o tempo está se esgotando.

Concluem que deveriam ter trabalhado menos e ficado mais com a família.

Havendo falta de adaptações às situações atuais justificam-se com frases com: “No meu tempo…”, dando a impressão que seu tempo esteja acabando…

Existe uma outra forma de ver a velhice: o da idade existencial. Enquanto o ser humano consegue sonhar, enquanto é capaz de alimentar algum projeto de vida que os estimule e os mantenha, é possível sentir a energia fluir. Porém, se apenas se aceita determinados papéis que os ‘outros’ acham que se deve desempenhar, assim se envelhece e os horizontes vão se reduzindo até fecharem-se de vez.


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Ergonomia e envelhecimento 7

28/02/2008 - 18:37 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 7

Algumas ocorrências possíveis com o envelhecimento…

– Movimentos limitados

– Amplitude de movimentos comprometida

РDesgastes de articula̵̤es gerando limita̤̣o e leṣo

– Tempo de resposta (reflexo) diminuído

РViṣo defasada, podendo at̩ influenciar nas posturas corporais (a partir dos 40 anos)

– Perda de Memória

РDificuldades de Comunica̤̣o

РDificuldades de Alimenta̤̣o

– Maior risco de fraturas, principalmente nas mulheres

– Aumento da dificuldade na gestão de várias tarefas simultâneas

– Maior dificuldade na aprendizagem de dados codificados ou simbólicos

Porém, as limitações físicas muitas vezes podem ser superadas pelas aptidões geradas com a experiência.

O envelhecimento é um fenômeno contínuo na vida das pessoas, mas que pode ter manifestações em parte descontínuas. As dificuldades daí decorrentes podem se manifestar em diferentes idades, segundo as condicionantes das situações da vida e de trabalho. Pode-se ser “mais ou menos velho” em relação a uma determinada situação de trabalho, mas é possível evitar certas dificuldades, devidas ao envelhecimento, agindo-se sobre os meios de trabalho.

As questões relativas ao envelhecimento não podem ser abordadas unicamente em termos de uma “determinada população”: os trabalhadores idosos. Precisamos refletir sobre um aspecto dinâmico e de antecipar as relações entre a evolução individual da idade de cada trabalhador com o futuro da empresa.

Esta antecipação deve se traduzir por influência sobre: a concepção dos meios de trabalho e a política de recrutamento da empresa.

Ao pensarmos a organização do trabalho devemos ter em mente que um trabalho, para trazer satisfação, deve privilegiar o homem enquanto ser, colocando-o no centro de sua existência. A Existência é sempre individual, subjetiva e, portanto, faz-se necessário ouvir as necessidades do trabalhador e não “supor” por ele. Somente ele é quem sabe do que necessita.


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Ergonomia e envelhecimento 6

27/02/2008 - 19:52 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 6

O envelhecimento nem sempre é incapacitante…

A serenidade de pensamentos, a sabedoria e o discernimento que só a idade nos traz faz destes indivíduos pessoas de extremo valor coorporativo.

A experiência adquirida no trabalho ao longo dos anos os capacita como mentores, gestores de trabalho, formador, capacitador, orientador para os mais novos, além de serem pessoas chaves para tomadas de decisões importantes.

E novamente a prevenção torna-se a melhor política de Qualidade de Vida Global.

E, quando se constata que a pessoa não atende mais os requisitos de determinada tarefa a ponto de estar aumentando os riscos de acidentes e até mesmo (porque não) a produtividade, está na hora de uma adaptação do Posto de Trabalho ou se isto não for possível uma re-alocação funcional. Buscar atividades onde “tais diferenças não façam tanta diferença” e se constituam em uma vantagem a mais, preservando assim o indivíduo e a empresa.


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Portal do Envelhecimento

26/02/2008 - 11:38 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 6

Cresce o número de notícias sobre a velhice e o envelhecimento. Para quem se interessa por esta área, sugerimos a navegação no site http://portaldoenvelhecimento.org.br/

Um site confiável, que tem como tarefa transferir notícias para os usuários e produzir outras informações que se tornam pauta para os meios de comunicação.


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Saber Viver…

25/02/2008 - 8:01 Por:

Categoria(s): Poesia

de Cora Coralina

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar


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Ergonomia e envelhecimento 5

25/02/2008 - 7:49 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 5

O envelhecimento é diferente para cada indivíduo…

As pessoas são sempre diferentes e cada ser humano é único. Difícil se dizer até que idade uma pessoa está apta a trabalhar ou não. Por vezes se encontram pessoas que consideraríamos novas que têm menos “pique” que um de mais idade. Neste caso creio que a idade foi usada como desculpa, justificativa. Sabe-se que com o passar dos anos algumas habilidades podem se comprometer pela diminuição dos neurônios. A pessoa tende a ter uma grande perda de acuidade visual aos 40 anos. Com o passar dos anos pode (depende da pessoa!) diminuir a rapidez e precisão dos movimentos, a coordenação motora, a elasticidade dos músculos e muito mais.

Cabe à empresa estar sempre verificando (encarregados, técnicos de segurança, médico do trabalho) até que ponto estes efeitos acontecem e como podem influenciar a pessoa dentro do trabalho.

Na realidade, se os trabalhadores idosos utilizassem os mesmos modos operativos para atingir um determinado objetivo que os trabalhadores mais jovens, eles teriam provavelmente dificuldades suplementares. Todavia, a experiência desenvolve um papel fundamental na elaboração de “procedimentos mais econômicos” que permitem ao idoso a execução de tarefas que mesmo pessoas mais jovens têm dificuldades em executar. É de máxima urgência que, cada vez mais, as empresas se preocupem com o sistema de organização do trabalho, para que os indivíduos possam “envelhecer profissionalmente”, com sentimento de dignidade e autoestima elevada.


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