Potencialidades e Vulnerabilidades do Envelhecimento 2

22/03/2008 - 13:13 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Autoria: Ana Amélia Camarano (Coordenadora da área de pesquisa em População e Cidadania do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Trabalho é um indicador importante de autonomia e de integração social. Entre os homens, 44,6% trabalhavam em 2001, sendo que 64,1% já eram aposentados. As proporções comparáveis para as mulheres são de 18,6% e 58,2%. Além disso, em 2001, 10,8% das mulheres idosas acumulavam benefícios da aposentadoria e da pensão por viuvez.

A baixa participação feminina reflete um efeito coorte, ou seja, a baixa participação feminina no mercado de trabalho das coortes mais jovens em décadas anteriores. Isso torna as mulheres idosas mais dependentes da renda da família. As que se casaram podem contar com a renda do marido ou das pensões por viuvez, que são universais. O fato da maioria dessas mulheres terem se casado, aliado à ampliação dos benefícios da aposentadoria rural trouxe uma mudança ao seu status quando idosas. Uma maior proporção dessas mulheres, quando envelheceu, passou a ter renda própria, a chefiar família e a assumir o papel de provedora, mantendo o seu tradicional papel de cuidadora.

O aumento na proporção de idosos e, principalmente, de mulheres idosas chefes de família ou cônjuges e a redução na proporção de idosos vivendo na casa de filhos, genros, noras, irmãos ou outros parentes foi outra mudança importante verificada no período 1981-2001. Essa mudança foi mais acentuada entre as mulheres, pois eram elas que apresentavam, em 1981, a mais elevada proporção de residência em casa de parentes e a mais baixa proporção de mulheres chefes de família. Já foi visto em outros trabalhos que essa é uma maneira de avaliar a dependência dos idosos em relação às suas famílias, com base em dados secundários (Camarano e El Ghaouri, 1999).

Na verdade, mais do que uma redução na dependência, os dados sugerem uma inversão na direção desta. Foi observado que as famílias brasileiras com idosos estão em melhores condições econômicas do que as demais. Para isso, reconhece-se a importância dos benefícios previdenciários que operam como um seguro de renda vitalício. Em muitos casos, constitui-se a única fonte de renda das famílias. Isso se verifica mesmo quando se consideram estruturas familiares de acordo com o nível de renda (Camarano et alii, 1999).

Por outro lado, o aumento da exclusão e da limitação das oportunidades para os jovens em curso no País, nos últimos 20 anos, tem sido expresso, entre outras coisas, por elevadas taxas de desemprego e subemprego da população adulta jovem, presente mesmo em momentos particularmente favoráveis da economia brasileira. A taxa de desemprego da população de 15 a 24 anos passou de 6,2% em 1981, para 18,9% em 2001 (Camarano et alii, 2001). Além disso, esse grupo etário tem experimentado violências de várias ordens, tais como criminalidade, separações e gravidez precoce. Essa situação tem exigido dos pais desses jovens, provavelmente idosos, um apoio material adicional.

Uma outra maneira de avaliar o papel que os idosos vêm assumindo em termos de apoio às famílias na qual estão inseridos, é por meio da participação da sua renda na renda familiar. Em 2001, nas famílias que continham idosos, estes contribuíam com 60,2% da renda familiar. Além de contribuírem com a renda familiar, os idosos estão recebendo filhos adultos e netos em casa.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa


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Potencialidades e Vulnerabilidades do Envelhecimento 1

22/03/2008 - 13:01 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Autoria: Ana Amélia Camarano (Coordenadora da área de pesquisa em População e Cidadania do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Parte do contingente idoso apresenta taxas elevadas de vulnerabilidade e dependência, e parte está desempenhando um papel importante na família e na sociedade. Fala-se, aqui, do último estágio da vida, que é associado à retirada da atividade econômica, taxas crescentes de morbidade, principalmente por doenças crônicas e por perda da autonomia. Ou seja, fala-se de um segmento heterogêneo e complexo, composto por pessoas que experimentaram trajetórias de vida diferenciadas.

É fato já reconhecido que os idosos brasileiros estão vivendo mais e em melhores condições de vida. Isso se deve à ação conjunta de três fatores: a ampliação da cobertura previdenciária, o maior acesso aos serviços de saúde e o avanço da tecnologia médica. A esperança de vida masculina ao nascer aumentou de 58,6 anos em 1980, para 64,6 em 2000; e a feminina, de 65,0 para 73,3 anos. A de vida, aos 60 anos, passou de 14,5 anos em 1980, para 17,1 em 2000, para os homens idosos; e de 17,1 para 20,7, para as mulheres. Nos 20 anos em estudo, as mulheres, em geral, passaram a viver 8,2 anos a mais do que os homens e as idosas, 3,6 anos.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNADSaúde de 1998, mostram que aproximadamente 85% dos homens idosos e 83% das mulheres reportaram estarem em boas condições de saúde. As mulheres apresentam uma chance maior do que os homens de experimentarem as doenças típicas da última fase da vida, tais como: artrite ou reumatismo, diabetes, hipertensão, doenças do coração e depressão, bem como de contraírem incapacidades que afetam as atividades do cotidiano (Camarano, 2003). Duas outras mudanças marcantes e bastante inter-relacionadas que afetaram as condições de vida dos idosos brasileiros, observadas no período 1981-2001, referem-se a rendimentos e à sua posição na família.

O percentual de idosos pobres experimentou uma forte redução; passou de 34,6% em 1981, para 15,9% em 2001, entre o segmento masculino. A proporção comparável para as mulheres foi reduzida de 20 pontos percentuais, representando uma queda de aproximadamente 60%. A queda na incidência da pobreza entre as mulheres idosas em período semelhante foi maior do que a redução de incidência da pobreza entre os indivíduos não-idosos.

Foi visto, também, que entre os idosos as mulheres são menos pobres do que os homens. Essas mudanças foram mais expressivas na década de 90 e se devem, principalmente, à implementação das medidas estabelecidas pela Constituição de 1988. As principais modificações foram verificadas na concessão do benefício da aposentadoria por idade rural. Esses benefícios, anteriormente dirigidos à unidade familiar, passaram a serem devidos aos indivíduos, apresentando especial repercussão no contingente feminino. Embora a parcela mais importante da renda dos idosos seja a da renda da Seguridade Social, cuja contribuição tem aumentado com o tempo, o trabalho aporta também, uma parcela expressiva da renda dos idosos, 30%. Esta proporção é maior entre os homens.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa.


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Feminilização da Velhice

18/03/2008 - 11:43 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Autoria: Ana Amélia Camarano (Coordenadora da área de pesquisa em População e Cidadania do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O envelhecimento é também uma questão de gênero. Em consequência da sobremortalidade masculina, as mulheres predominam entre os idosos. No Brasil, em 2000, elas eram responsáveis por 55% da população idosa. Quanto mais velho o contingente idoso, mais elevada é a proporção de mulheres. Por exemplo, para o grupo com 80 anos e mais, o percentual comparável eleva-se para 60%.

De acordo com Lyod-Sherlock (2002), mesmo que a velhice não seja universalmente feminina, ela possui um forte componente de gênero. Por exemplo, mulheres idosas experimentam maior probabilidade de ficarem viúvas e em situação socioeconômica desvantajosa. A maioria das idosas brasileiras de hoje não tiveram um trabalho remunerado durante a sua vida adulta. Além disso, embora vivam mais do que os homens, passam por um período maior de debilitação biológica antes da morte do que eles (Nogales, 1998).

Por outro lado, são elas, mais do que os homens, que participam de atividades extradomésticas, de organizações e movimentos de mulheres, fazem cursos especiais, viagens, e até mesmo trabalho remunerado temporário. Diferentemente do que fizeram na sua vida adulta, progressivamente assumem o papel de chefes de família e de “provedoras” (Camarano, 2003). Já homens mais velhos têm maiores dificuldades de se adaptar à saída do mercado de trabalho (Goldani, 1999).

Publicado no Guia do Idoso – Serasa.


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A saúde do cérebro

18/03/2008 - 11:18 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 9

Para quem quiser conhecer estratégias de preservação da memória, concentração e criatividade, sugerimos a leitura do livro “A saúde do cérebro”, de Robert Goldman, Editora Campus, Rio de Janeiro, 1999, 2ª edição.


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Envelhecimento da População Brasileira

17/03/2008 - 12:28 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Uma Contribuição Demográfica

Autoria: Ana Amélia Camarano (Coordenadora da área de pesquisa em População e Cidadania do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Introdução

O envelhecimento populacional é, hoje, um proeminente fenômeno mundial. No caso brasileiro, pode ser exemplificado por um aumento da participação da população maior de 60 anos no total da população nacional: de 4% em 1940, para 8,6% em 2000. Além disso, a proporção da população “mais idosa” ou seja, a de 80 anos e mais, também está aumentando, alterando a composição etária dentro do próprio grupo, ou seja, a população considerada idosa também está envelhecendo (Camarano et alii, 1999). Isso leva a uma heterogeneidade do segmento populacional chamado idoso.

O envelhecimento populacional significa um crescimento mais elevado da população idosa em relação aos demais grupos etários. Isso é resultado de suas mais altas taxas de crescimento, dada a alta fecundidade prevalecente no passado, comparativamente à atual, e também à redução da mortalidade. Isso se traduz no aumento do número absoluto e relativo de idosos, no tempo vivido por eles, no envelhecimento de certos segmentos populacionais, como a População Economicamente Ativa (PEA), no envelhecimento das famílias (crescimento do número de famílias nas quais existe pelo menos um idoso) e na mudança nos arranjos familiares.

Esse processo altera a vida do indivíduo, as estruturas familiares e a sociedade. Por isso, não obstante os dois fatores responsáveis por ele terem sido resultados de políticas e incentivos promovidos pela sociedade e pelo Estado e do progresso tecnológico, as suas conseqüências têm sido, em geral, vistas com preocupação, por acarretarem pressões para a transferência de recursos à sociedade, colocando desafios para o Estado, os setores produtivos e as famílias. Por exemplo, em 1994, um documento do Banco Mundial afirmava que o aumento da expectativa de vida ao nascer e o declínio da fecundidade nos países em desenvolvimento estavam provocando a “crise da velhice”. Esta é traduzida por uma pressão nos sistemas de Previdência Social, a ponto de pôr em risco não somente a segurança econômica dos idosos, mas o próprio crescimento econômico. As próprias Ciências Sociais se sentem desafiadas no seu papel de buscar uma compreensão para essa transformação, bem como de fornecer instrumental para avaliar o seu impacto nas condições de vida e nas políticas públicas.

Reconhece-se, no entanto, que o envelhecimento é um processo de perdas biológicas e sociais, que traz vulnerabilidades que são diferenciadas por gênero, idade, grupo social, raças e regiões geográficas, entre outros. É diferenciado também o momento (a idade) em que elas se iniciam. Tais vulnerabilidades são afetadas pelas capacidades básicas (com as quais o indivíduo nasceu), pelas capacidades adquiridas ao longo da vida e pelo contexto social em que os indivíduos encontram na sua fase de vulnerabilidades. Dessa forma, políticas públicas podem ter um papel fundamental na redução do seu impacto sobre o indivíduo e a sociedade. O caso brasileiro ilustra bem isso.

Publicado no Guia do Idoso – Serasa.


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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 3

17/03/2008 - 12:05 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

por Elisandra Vilella G. Sé

Motivação e estresse

A motivação também é importante para controlar o estresse, o estímulo para a realização de uma tarefa melhora nosso desempenho. Cuidado com a ansiedade excessiva. Quando isso acontece, ela interfere em nossas habilidades e o desempenho cai. O equilíbrio entre ansiedade e desempenho de memória varia de pessoa para pessoa e de tarefa para tarefa. Em outras palavras, o que uma pessoa faz com facilidade, sem grande esforço, em outras situações pode levar ao esgotamento. Quanto menor o controle sobre a situação, maior o estresse.

A sobrecarga de informações também leva ao estresse e afeta a evocação das memórias. Quem já não passou pela experiência de esquecer algo simplesmente porque tinha muita coisa pra fazer num período curto de tempo? Quando temos muitos compromissos para lembrar, aumenta nossa responsabilidade e precisamos dar conta dentro dos nossos limites e possibilidades. Cuidado para não querer buscar a perfeição, a cobrança excessiva pode ser prejudicial. É muito difícil concentrar a atenção em muita coisa de uma só vez. Uma estratégia facilitadora é utilizar ferramentas que nos ajudem a guardar aquilo que não precisamos memorizar o tempo todo. Nestes casos o uso de agenda, listas e recados são fundamentais.

Atividades antiestresse

Também procure realizar uma atividade de lazer, desenvolva um hobby, faça caminhadas, leituras, jogos, converse com os amigos, experimente atividades que reduzam o estresse, tais como meditação, tai chi chuan, yoga ou dança.

Por fim, viver é buscar o constante equilíbrio entre mente e corpo. E adotar um estilo de vida saudável requer exercitar esse equilíbrio. Só assim poderemos realizar de forma plena e agradável os afazeres e compromissos ao longo da vida sem prejudicar nossa saúde.


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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 2

16/03/2008 - 16:36 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Por Elisandra Vilella G. Sé

Famoso branco

O famoso branco é um ato defensivo da nossa mente, é um mecanismo natural de adaptação, não uma doença. Entretanto, essa reação natural do organismo para facilitar a nossa adaptação a situações novas ou ameaçadoras também potencializa processos inflamatórios que podem matar os neurônios em regiões específicas do cérebro, uma delas é o hipocampo, região responsável pela formação das memórias. Então o cérebro de uma pessoa estressada é mais suscetível às perdas de neurônios e conseqüentemente perdas de memória.

Desta forma, o estresse causado pelo trânsito nas grandes cidades, a fadiga pelo excesso de trabalho, noites maldormidas, preocupações, medo da insegurança e a simples irritação levam a tensão ao limite com efeitos nocivos à saúde física e mental.

Então, se quisermos alcançar uma maturidade e velhice bem-sucedida com boa qualidade de vida e boas condições de saúde física e mental ao longo da vida, o melhor a fazer é se permitir descansar e não se estressar. Qualidade de vida é uma questão que está ligada ao nosso estilo de vida que adotamos em toda a vida.

Dormir após almoço ajuda a consolidar memória

Para combater a fadiga o melhor é adotar uma boa higiene do sono, isto é, precisamos de mais horas de sono do que o padrão de oito horas diárias, e mais o sono não deve ser interrompido, gerando ciclos de sono incompletos. Uma pesquisa realizado em Israel pelo pesquisador Avi Karni da Universidade de Haifa publicada na Nature Neurocience demonstrou que dormir após o almoço, fazendo a famosa sesta ajuda a consolidadação das memórias.

Além da higiene do sono é necessário cuidar das emoções, exercitar a calma, a paciência e a concentração. Uma pessoa com pressa, impaciente, perde a atenção e muitas das causas de falhas de memória estão relacionadas mais à distração. A ansiedade afeta nossa capacidade de atenção e concentração da mesma maneira que influencia nosso desempenho em outras tarefas. Para ter um bom desempenho nas atividades do dia-a-dia, precisamos estar entusiasmados, concentrados e a todo vapor. Se você não estiver bem concentrado nos seus afazeres, provavelmente não se sairá bem.


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Aproveitar o tempo…

14/03/2008 - 11:35 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida, Reflexão

quintana.pps

Mario Quintana nos diz como aproveitar o tempo, clique, baixe e veja, é curtinho!!!


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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 1

14/03/2008 - 11:21 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

por Elisandra Vilella G. Sé

“Cérebro de uma pessoa estressada é mais suscetível às perdas de neurônios e consequentemente perdas de memória”

Os estados de ânimo, a ansiedade, a atenção, as emoções e o estresse modulam nosso sistema de memórias. Uma pessoa distraída, deprimida, ansiosa ou cansada pode ter um mau desempenho em tarefas que exijam a memória, como esquecer o número de telefone, esquecer do produto que precisa comprar no supermercado ou esquecer a bolsa na sala de espera de um consultório.

O mesmo acontece com um aluno que estudou para o vestibular e não lembra nada no dia da prova por causa da ansiedade e do estresse.

Isso se deve aos vários sistemas moduladores da memória, que são os neurotransmissores e hormônios. As informações ou conteúdos que aprendemos e que têm uma maior carga emocional ou afetiva, principalmente emoções estressantes, causam mais ansiedade e serão mais difíceis de expressá-las. Em determinadas situações os conteúdos armazenados na mente sofrem influência não só de neurotransmissores, mas também de hormônios para o processamento da informação, que podem ativar o sistema de alerta do indivíduo ou não.

No estresse liberam-se grandes quantidades de corticóides secretados pela glândula supra-renal e eles inibem a *evocação atuando no hipocampo e na amígdala (regiões do cérebro responsáveis pelo armazenamento das memórias). O nível de alerta (atenção), a ansiedade e o estresse são acompanhados de um aumento no padrão da rede neuronal, isto é, a comunicação entre os neurônios, que acarreta uma descarga ou liberação de noradrenalina (substância que fica entre os neurônios) para o sangue e às vezes também de outra substância o adrenocorticotrófico (ACTH) um hormônio liberado pela hipófise. Assim, o nível sanguíneo dessas substâncias correlaciona-se com o estado do sujeito. Ou seja, ela aumenta ainda mais à medida que o estresse se intensifica. Por isso quando ficamos estressados, nossa freqüência cardíaca aumenta, a respiração torna-se mais rápida e superficial, os músculos se tensionam.

*Evocação: é a expressão do que memorizamos, falar, expressar as informações memorizadas.


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Alzheimer tem origem genética em 80% dos casos

11/03/2008 - 10:46 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Educação, Gerontologia

da France Presse, em Los Angeles


O mal de Alzheimer tem origem genética em mais de 80% dos casos, segundo um estudo divulgado ontem, baseado em uma análise de quase 12 mil gêmeos.

O estudo, dirigido por uma professora da Universidade da Califórnia do Sul, Margaret Gatz, com a participação de pesquisadores suecos e americanos, coloca em dúvida uma das teorias sobre os dois tipos de Alzheimer estudados: a “esporádica”, supostamente causada por razões ambientais.
A pesquisa, que se inclina pela teoria “familiar”, com raízes genéticas, baseou-se em uma análise de pessoas que haviam sido descritas como pacientes com Alzheimer causado por razões ambientais. “Verificamos a importância dos fatores genéticos. Descobrimos que a influência desses fatores é extremamente importante”, disse a chefe da pesquisa.
“Isso parece indicar que existe uma causa genética para a doença. Isso não descarta a importância do ambiente, pois fatores externos, como infecções, podem desencadear a doença”, explicou a pesquisadora. “Nossas conclusões confirmam as estimativas anteriores. O importante é que ninguém havia utilizado semelhante número de indivíduos em estudo”, acrescentou.
O estudo começou em 1998, com 11.884 casais de gêmeos suecos com mais de 65 anos. Colaboraram as universidades suecas de Göteborg, Jönköping e o Karolinska Institutet, além das universidades americanas Universidade da Califórnia do Sul, Universidade da Califórnia em Riverside e Universidade do Sul da Flórida.

Os resultados da pesquisa serão publicados na edição de fevereiro do “Archives of General Psychiatry”, jornal da Associação Médica Americana.

Segundo o estudo mais recente publicado pela revista britânica “The Lancet”, mais de 24 milhões de pessoas no mundo sofrem do mal de Alzheimer ou de distúrbios semelhantes, e esse número deve dobrar a cada 20 anos, com um novo caso a cada sete segundos.

Publicado na Folha online, 07/02/2006


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