Feminilização da Velhice

18/03/2008 - 11:43 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Autoria: Ana Am√©lia Camarano (Coordenadora da √°rea de pesquisa em Popula√ß√£o e Cidadania do IPEA – Instituto de Pesquisa Econ√īmica Aplicada).

O envelhecimento é também uma questão de gênero. Em consequência da sobremortalidade masculina, as mulheres predominam entre os idosos. No Brasil, em 2000, elas eram responsáveis por 55% da população idosa. Quanto mais velho o contingente idoso, mais elevada é a proporção de mulheres. Por exemplo, para o grupo com 80 anos e mais, o percentual comparável eleva-se para 60%.

De acordo com Lyod-Sherlock (2002), mesmo que a velhice n√£o seja universalmente feminina, ela possui um forte componente de g√™nero. Por exemplo, mulheres idosas experimentam maior probabilidade de ficarem vi√ļvas e em situa√ß√£o socioecon√īmica desvantajosa. A maioria das idosas brasileiras de hoje n√£o tiveram um trabalho remunerado durante a sua vida adulta. Al√©m disso, embora vivam mais do que os homens, passam por um per√≠odo maior de debilita√ß√£o biol√≥gica antes da morte do que eles (Nogales, 1998).

Por outro lado, s√£o elas, mais do que os homens, que participam de atividades extradom√©sticas, de organiza√ß√Ķes e movimentos de mulheres, fazem cursos especiais, viagens, e at√© mesmo trabalho remunerado tempor√°rio. Diferentemente do que fizeram na sua vida adulta, progressivamente assumem o papel de chefes de fam√≠lia e de ‚Äúprovedoras‚ÄĚ (Camarano, 2003). J√° homens mais velhos t√™m maiores dificuldades de se adaptar √† sa√≠da do mercado de trabalho (Goldani, 1999).

Publicado no Guia do Idoso ‚Äď Serasa.


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A sa√ļde do c√©rebro

18/03/2008 - 11:18 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Sugest√£o de leituras

Sugest√£o de leitura 9

Para quem quiser conhecer estrat√©gias de preserva√ß√£o da mem√≥ria, concentra√ß√£o e criatividade, sugerimos a leitura do livro “A sa√ļde do c√©rebro”, de Robert Goldman, Editora Campus, Rio de Janeiro, 1999, 2¬™ edi√ß√£o.


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Envelhecimento da População Brasileira

17/03/2008 - 12:28 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia

Uma Contribuição Demográfica

Autoria: Ana Am√©lia Camarano (Coordenadora da √°rea de pesquisa em Popula√ß√£o e Cidadania do IPEA – Instituto de Pesquisa Econ√īmica Aplicada).

Introdução

O envelhecimento populacional √©, hoje, um proeminente fen√īmeno mundial. No caso brasileiro, pode ser exemplificado por um aumento da participa√ß√£o da popula√ß√£o maior de 60 anos no total da popula√ß√£o nacional: de 4% em 1940, para 8,6% em 2000. Al√©m disso, a propor√ß√£o da popula√ß√£o ‚Äúmais idosa‚ÄĚ ou seja, a de 80 anos e mais, tamb√©m est√° aumentando, alterando a composi√ß√£o et√°ria dentro do pr√≥prio grupo, ou seja, a popula√ß√£o considerada idosa tamb√©m est√° envelhecendo (Camarano et alii, 1999). Isso leva a uma heterogeneidade do segmento populacional chamado idoso.

O envelhecimento populacional significa um crescimento mais elevado da popula√ß√£o idosa em rela√ß√£o aos demais grupos et√°rios. Isso √© resultado de suas mais altas taxas de crescimento, dada a alta fecundidade prevalecente no passado, comparativamente √† atual, e tamb√©m √† redu√ß√£o da mortalidade. Isso se traduz no aumento do n√ļmero absoluto e relativo de idosos, no tempo vivido por eles, no envelhecimento de certos segmentos populacionais, como a Popula√ß√£o Economicamente Ativa (PEA), no envelhecimento das fam√≠lias (crescimento do n√ļmero de fam√≠lias nas quais existe pelo menos um idoso) e na mudan√ßa nos arranjos familiares.

Esse processo altera a vida do indiv√≠duo, as estruturas familiares e a sociedade. Por isso, n√£o obstante os dois fatores respons√°veis por ele terem sido resultados de pol√≠ticas e incentivos promovidos pela sociedade e pelo Estado e do progresso tecnol√≥gico, as suas conseq√ľ√™ncias t√™m sido, em geral, vistas com preocupa√ß√£o, por acarretarem press√Ķes para a transfer√™ncia de recursos √† sociedade, colocando desafios para o Estado, os setores produtivos e as fam√≠lias. Por exemplo, em 1994, um documento do Banco Mundial afirmava que o aumento da expectativa de vida ao nascer e o decl√≠nio da fecundidade nos pa√≠ses em desenvolvimento estavam provocando a ‚Äúcrise da velhice‚ÄĚ. Esta √© traduzida por uma press√£o nos sistemas de Previd√™ncia Social, a ponto de p√īr em risco n√£o somente a seguran√ßa econ√īmica dos idosos, mas o pr√≥prio crescimento econ√īmico. As pr√≥prias Ci√™ncias Sociais se sentem desafiadas no seu papel de buscar uma compreens√£o para essa transforma√ß√£o, bem como de fornecer instrumental para avaliar o seu impacto nas condi√ß√Ķes de vida e nas pol√≠ticas p√ļblicas.

Reconhece-se, no entanto, que o envelhecimento √© um processo de perdas biol√≥gicas e sociais, que traz vulnerabilidades que s√£o diferenciadas por g√™nero, idade, grupo social, ra√ßas e regi√Ķes geogr√°ficas, entre outros. √Č diferenciado tamb√©m o momento (a idade) em que elas se iniciam. Tais vulnerabilidades s√£o afetadas pelas capacidades b√°sicas (com as quais o indiv√≠duo nasceu), pelas capacidades adquiridas ao longo da vida e pelo contexto social em que os indiv√≠duos encontram na sua fase de vulnerabilidades. Dessa forma, pol√≠ticas p√ļblicas podem ter um papel fundamental na redu√ß√£o do seu impacto sobre o indiv√≠duo e a sociedade. O caso brasileiro ilustra bem isso.

Publicado no Guia do Idoso ‚Äď Serasa.


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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 3

17/03/2008 - 12:05 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

por Elisandra Vilella G. Sé

Motivação e estresse

A motiva√ß√£o tamb√©m √© importante para controlar o estresse, o est√≠mulo para a realiza√ß√£o de uma tarefa melhora nosso desempenho. Cuidado com a ansiedade excessiva. Quando isso acontece, ela interfere em nossas habilidades e o desempenho cai. O equil√≠brio entre ansiedade e desempenho de mem√≥ria varia de pessoa para pessoa e de tarefa para tarefa. Em outras palavras, o que uma pessoa faz com facilidade, sem grande esfor√ßo, em outras situa√ß√Ķes pode levar ao esgotamento. Quanto menor o controle sobre a situa√ß√£o, maior o estresse.

A sobrecarga de informa√ß√Ķes tamb√©m leva ao estresse e afeta a evoca√ß√£o das mem√≥rias. Quem j√° n√£o passou pela experi√™ncia de esquecer algo simplesmente porque tinha muita coisa pra fazer num per√≠odo curto de tempo? Quando temos muitos compromissos para lembrar, aumenta nossa responsabilidade e precisamos dar conta dentro dos nossos limites e possibilidades. Cuidado para n√£o querer buscar a perfei√ß√£o, a cobran√ßa excessiva pode ser prejudicial. √Č muito dif√≠cil concentrar a aten√ß√£o em muita coisa de uma s√≥ vez. Uma estrat√©gia facilitadora √© utilizar ferramentas que nos ajudem a guardar aquilo que n√£o precisamos memorizar o tempo todo. Nestes casos o uso de agenda, listas e recados s√£o fundamentais.

Atividades antiestresse

Também procure realizar uma atividade de lazer, desenvolva um hobby, faça caminhadas, leituras, jogos, converse com os amigos, experimente atividades que reduzam o estresse, tais como meditação, tai chi chuan, yoga ou dança.

Por fim, viver √© buscar o constante equil√≠brio entre mente e corpo. E adotar um estilo de vida saud√°vel requer exercitar esse equil√≠brio. S√≥ assim poderemos realizar de forma plena e agrad√°vel os afazeres e compromissos ao longo da vida sem prejudicar nossa sa√ļde.


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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 2

16/03/2008 - 16:36 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Por Elisandra Vilella G. Sé

Famoso branco

O famoso branco √© um ato defensivo da nossa mente, √© um mecanismo natural de adapta√ß√£o, n√£o uma doen√ßa. Entretanto, essa rea√ß√£o natural do organismo para facilitar a nossa adapta√ß√£o a situa√ß√Ķes novas ou amea√ßadoras tamb√©m potencializa processos inflamat√≥rios que podem matar os neur√īnios em regi√Ķes espec√≠ficas do c√©rebro, uma delas √© o hipocampo, regi√£o respons√°vel pela forma√ß√£o das mem√≥rias. Ent√£o o c√©rebro de uma pessoa estressada √© mais suscet√≠vel √†s perdas de neur√īnios e conseq√ľentemente perdas de mem√≥ria.

Desta forma, o estresse causado pelo tr√Ęnsito nas grandes cidades, a fadiga pelo excesso de trabalho, noites maldormidas, preocupa√ß√Ķes, medo da inseguran√ßa e a simples irrita√ß√£o levam a tens√£o ao limite com efeitos nocivos √† sa√ļde f√≠sica e mental.

Ent√£o, se quisermos alcan√ßar uma maturidade e velhice bem-sucedida com boa qualidade de vida e boas condi√ß√Ķes de sa√ļde f√≠sica e mental ao longo da vida, o melhor a fazer √© se permitir descansar e n√£o se estressar. Qualidade de vida √© uma quest√£o que est√° ligada ao nosso estilo de vida que adotamos em toda a vida.

Dormir após almoço ajuda a consolidar memória

Para combater a fadiga o melhor é adotar uma boa higiene do sono, isto é, precisamos de mais horas de sono do que o padrão de oito horas diárias, e mais o sono não deve ser interrompido, gerando ciclos de sono incompletos. Uma pesquisa realizado em Israel pelo pesquisador Avi Karni da Universidade de Haifa publicada na Nature Neurocience demonstrou que dormir após o almoço, fazendo a famosa sesta ajuda a consolidadação das memórias.

Al√©m da higiene do sono √© necess√°rio cuidar das emo√ß√Ķes, exercitar a calma, a paci√™ncia e a concentra√ß√£o. Uma pessoa com pressa, impaciente, perde a aten√ß√£o e muitas das causas de falhas de mem√≥ria est√£o relacionadas mais √† distra√ß√£o. A ansiedade afeta nossa capacidade de aten√ß√£o e concentra√ß√£o da mesma maneira que influencia nosso desempenho em outras tarefas. Para ter um bom desempenho nas atividades do dia-a-dia, precisamos estar entusiasmados, concentrados e a todo vapor. Se voc√™ n√£o estiver bem concentrado nos seus afazeres, provavelmente n√£o se sair√° bem.


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Aproveitar o tempo…

14/03/2008 - 11:35 Por:

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida, Reflex√£o

quintana.pps

Mario Quintana nos diz como aproveitar o tempo, clique, baixe e veja, é curtinho!!!


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Como prevenir os efeitos do estresse sobre a memória 1

14/03/2008 - 11:21 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

por Elisandra Vilella G. Sé

“C√©rebro de uma pessoa estressada √© mais suscet√≠vel √†s perdas de neur√īnios e consequentemente perdas de mem√≥ria”

Os estados de √Ęnimo, a ansiedade, a aten√ß√£o, as emo√ß√Ķes e o estresse modulam nosso sistema de mem√≥rias. Uma pessoa distra√≠da, deprimida, ansiosa ou cansada pode ter um mau desempenho em tarefas que exijam a mem√≥ria, como esquecer o n√ļmero de telefone, esquecer do produto que precisa comprar no supermercado ou esquecer a bolsa na sala de espera de um consult√≥rio.

O mesmo acontece com um aluno que estudou para o vestibular e n√£o lembra nada no dia da prova por causa da ansiedade e do estresse.

Isso se deve aos v√°rios sistemas moduladores da mem√≥ria, que s√£o os neurotransmissores e horm√īnios. As informa√ß√Ķes ou conte√ļdos que aprendemos e que t√™m uma maior carga emocional ou afetiva, principalmente emo√ß√Ķes estressantes, causam mais ansiedade e ser√£o mais dif√≠ceis de express√°-las. Em determinadas situa√ß√Ķes os conte√ļdos armazenados na mente sofrem influ√™ncia n√£o s√≥ de neurotransmissores, mas tamb√©m de horm√īnios para o processamento da informa√ß√£o, que podem ativar o sistema de alerta do indiv√≠duo ou n√£o.

No estresse liberam-se grandes quantidades de cortic√≥ides secretados pela gl√Ęndula supra-renal e eles inibem a *evoca√ß√£o atuando no hipocampo e na am√≠gdala (regi√Ķes do c√©rebro respons√°veis pelo armazenamento das mem√≥rias). O n√≠vel de alerta (aten√ß√£o), a ansiedade e o estresse s√£o acompanhados de um aumento no padr√£o da rede neuronal, isto √©, a comunica√ß√£o entre os neur√īnios, que acarreta uma descarga ou libera√ß√£o de noradrenalina (subst√Ęncia que fica entre os neur√īnios) para o sangue e √†s vezes tamb√©m de outra subst√Ęncia o adrenocorticotr√≥fico (ACTH) um horm√īnio liberado pela hip√≥fise. Assim, o n√≠vel sangu√≠neo dessas subst√Ęncias correlaciona-se com o estado do sujeito. Ou seja, ela aumenta ainda mais √† medida que o estresse se intensifica. Por isso quando ficamos estressados, nossa freq√ľ√™ncia card√≠aca aumenta, a respira√ß√£o torna-se mais r√°pida e superficial, os m√ļsculos se tensionam.

*Evoca√ß√£o: √© a express√£o do que memorizamos, falar, expressar as informa√ß√Ķes memorizadas.


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Alzheimer tem origem genética em 80% dos casos

11/03/2008 - 10:46 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Educa√ß√£o, Gerontologia

da France Presse, em Los Angeles


O mal de Alzheimer tem origem genética em mais de 80% dos casos, segundo um estudo divulgado ontem, baseado em uma análise de quase 12 mil gêmeos.

O estudo, dirigido por uma professora da Universidade da Calif√≥rnia do Sul, Margaret Gatz, com a participa√ß√£o de pesquisadores suecos e americanos, coloca em d√ļvida uma das teorias sobre os dois tipos de Alzheimer estudados: a “espor√°dica”, supostamente causada por raz√Ķes ambientais.
A pesquisa, que se inclina pela teoria “familiar”, com ra√≠zes gen√©ticas, baseou-se em uma an√°lise de pessoas que haviam sido descritas como pacientes com Alzheimer causado por raz√Ķes ambientais. “Verificamos a import√Ęncia dos fatores gen√©ticos. Descobrimos que a influ√™ncia desses fatores √© extremamente importante”, disse a chefe da pesquisa.
“Isso parece indicar que existe uma causa gen√©tica para a doen√ßa. Isso n√£o descarta a import√Ęncia do ambiente, pois fatores externos, como infec√ß√Ķes, podem desencadear a doen√ßa”, explicou a pesquisadora. “Nossas conclus√Ķes confirmam as estimativas anteriores. O importante √© que ningu√©m havia utilizado semelhante n√ļmero de indiv√≠duos em estudo”, acrescentou.
O estudo começou em 1998, com 11.884 casais de gêmeos suecos com mais de 65 anos. Colaboraram as universidades suecas de Göteborg, Jönköping e o Karolinska Institutet, além das universidades americanas Universidade da Califórnia do Sul, Universidade da Califórnia em Riverside e Universidade do Sul da Flórida.

Os resultados da pesquisa ser√£o publicados na edi√ß√£o de fevereiro do “Archives of General Psychiatry”, jornal da Associa√ß√£o M√©dica Americana.

Segundo o estudo mais recente publicado pela revista brit√Ęnica “The Lancet”, mais de 24 milh√Ķes de pessoas no mundo sofrem do mal de Alzheimer ou de dist√ļrbios semelhantes, e esse n√ļmero deve dobrar a cada 20 anos, com um novo caso a cada sete segundos.

Publicado na Folha online, 07/02/2006


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Educação não-formal

11/03/2008 - 10:29 Por:

Categoria(s): Educação, Sugestão de leituras

Sugest√£o de leitura 8

“Educa√ß√£o n√£o-formal: contextos, percursos e sujeitos”, de Margareth Brandini Park e Renata Sieiro Fernandes (organizadoras), CMU, setembro, 2006.

Este livro, lan√ßado por pesquisadoras – educadoras do Centro de Mem√≥ria da Unicamp, √© uma valiosa colet√Ęnea de artigos de profissionais de diversas frentes de trabalho e militantes da educa√ß√£o n√£o-formal. Seus relatos enriquecem nossa compreens√£o sobre as possibilidades, alcances e demandas deste setor em franco crescimento em nosso pa√≠s. Com exemplos de projetos de sucesso e de a√ß√Ķes que fracassaram pela insufici√™ncia de recursos e de vontade pol√≠tica, o livro nos leva a avaliarmos a import√Ęncia e a urg√™ncia de uma educa√ß√£o integral e criativa para crian√ßas, jovens e adultos brasileiros.

Dica de Raquel Gouvêa, na Revista Contra Regra, edição 31, out/nov de 2006.


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Exercícios podem reduzir risco de Alzheimer

10/03/2008 - 17:36 Por:

Categoria(s): Dicas, Educação, Gerontologia

da BBC Brasil

Pessoas com cerca de 50 anos que fazem exercícios por meia hora pelo menos duas vezes por semana podem reduzir pela metade o risco de desenvolver o mal de Alzheimer, indica uma nova pesquisa.
Segundo o estudo publicado pela revista cient√≠fica “Lancet”, as pessoas com uma tend√™ncia gen√©tica a ter a doen√ßa podem reduzir o risco em at√© 60% se praticarem exerc√≠cios.
Os cientistas suecos envolvidos na pesquisa afirmam que a descoberta tem enormes implica√ß√Ķes na preven√ß√£o do mal de Alzheimer.

Apesar de outros estudos já terem sugerido que exercícios regulares podem ajudar contra a doença, este é um dos primeiros a analisar os efeitos por um longo período, cerca de duas décadas.
Os autores dizem que o período é importante porque o Alzheimer leva muitos anos para se desenvolver e normalmente já está em fase avançada quando é diagnosticado.

Resultados
A sa√ļde de cerca de 1.500 homens e mulheres foi acompanhada no estudo. Entre eles, cerca de 200 desenvolveram Alzheimer ou outras desordens neurol√≥gicas entre os 65 e os 79 anos.
Os cientistas analisaram as atividades físicas dos participantes da pesquisa até 21 anos antes, quando eles ainda tinham cerca de 50 anos.

Aqueles que desenvolveram Alzheimer ou outras doenças neurológicas tinham feito muito menos exercícios físicos durante a fase adulta do que aqueles que não apresentaram essas doenças.
A quantidade de exerc√≠cio que aparentemente beneficiou os que n√£o desenvolveram o mal foi de cerca de 20 a 30 minutos pelo menos duas vezes por semana, com intensidade suficiente para deixar a pessoa sem f√īlego e suando.

Normalmente, as pessoas recebem a recomenda√ß√£o de fazer cerca de 20 a 30 minutos de exerc√≠cios aer√≥bicos de tr√™s a cinco vezes por semana para ter cora√ß√£o e pulm√Ķes saud√°veis.

Cérebro
Os cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que h√° muitas raz√Ķes que explicam a influ√™ncia dos exerc√≠cios sobre o c√©rebro e todo o corpo. Exerc√≠cios, por exemplo, podem manter pequenos vasos sang√ľ√≠neos do c√©rebro saud√°veis, al√©m de proteger contra press√£o alta e diabetes.
A atividade física também pode reduzir a concentração da proteína amilóide, que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer.

Os cientistas também dizem que pessoas que têm um estilo de vida mais saudável geralmente tendem a beber menos álcool e a fumar menos.

Publicado na Folha online, 04/10/2005


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