Musicalidade e Movimento Corporal 4

28/01/2008 - 10:25 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Nas Tramas dos Laços de Fitas

Na segunda viv√™ncia iniciam-se os trabalhos retomando e fortalecendo o nome e a identidade de cada participante. Em c√≠rculo, cada participante fala o pr√≥prio nome e todos prestam aten√ß√£o. Com os nomes gravados na mem√≥ria, cada participante fala o seu e tenta lembrar o nome do companheiro da esquerda e no sentido inverso, tenta lembrar o nome do companheiro da direita. Ap√≥s esta din√Ęmica, propomos um relaxamento para sensibilizar todos os sentidos (tato, olfato, paladar, vis√£o, audi√ß√£o). Al√©m de novamente trabalhar a quest√£o da mem√≥ria com o exerc√≠cio dos nomes, a viv√™ncia do relaxamento teve como objetivo chamar os participantes a estarem presentes naquele momento, vivenciando aquela experi√™ncia e deixando para o lado de fora da sala todas as preocupa√ß√Ķes da vida particular. Ali√°s, de modo geral, a regra do projeto foi que as pessoas estejam concentradas e participantes nas atividades.

Ap√≥s a viv√™ncia de relaxamento, entramos no momento de ambiente reflexivo, em que cada participante recebeu uma fita de cetim para trabalhar o “N√≥ do momento”: cada integrante foi orientado a fechar os olhos em postura reflexiva. Ao fazer isto, fizeram um n√≥ na fita, ao mesmo tempo em que mentalizaram algo que estava incomodando naquele momento, mesmo que fosse uma dificuldade simples ou uma pequena tristeza ou preocupa√ß√£o. Com as fitas e seus n√≥s, partimos para o momento de transforma√ß√£o, em que os participantes foram levados a pensar e refletir sobre as formas de realizar a soltura do n√≥, com a conseq√ľente solu√ß√£o para seu problema. Al√©m disto, buscaram nas lembran√ßas uma can√ß√£o que traduzisse aqueles n√≥s vividos ou da alegria da solu√ß√£o dos problemas, ou de um tempo vivido que tivesse a carga desse n√≥, tanto da alegria quando da dificuldade.

Um dos grupos atendidos era composto por senhoras com quadro depressivo, que participavam das atividades com encaminhamento da psic√≥loga do Centro de Sa√ļde do Bairro, a qual acompanhou todas as atividades do projeto nesta turma. Neste grupo espec√≠fico, a viv√™ncia das fitas teve um tratamento diferente, pois o objetivo foi trabalhar a quest√£o da felicidade e da alegria de viver. Trabalhamos com a din√Ęmica do desenho, em que os participantes receberam uma folha em branco e l√°pis de cor. De olhos fechados e com a m√£o contr√°ria √† que escrevem, desenharam ou escreveram no papel o seguinte tema: “O que eu tenho de melhor!”. No segundo momento, ao inv√©s de trabalhar o n√≥ do momento, usamos o tema “A Felicidade do Momento”, em que elas foram levadas a pensar em suas vidas e buscar algo que as deixasse felizes. Dentre as v√°rias possibilidades, deveriam escolher apenas um motivo (trabalho, objeto, pessoa, situa√ß√£o, fato) que as fizessem felizes. Escreveram no papel o porqu√™ de terem escolhido aquele motivo espec√≠fico. Ao final, partilharam sobre esta experi√™ncia, falando sobre o desenho e sobre as escolhas de felicidade.

No segundo dia da viv√™ncia das fitas, trabalhamos com respira√ß√£o, com eutonia e uma montagem coreogr√°fica em duplas. Com uma m√ļsica pr√©-definida, as duplas criaram seq√ľ√™ncias de movimentos com as fitas, considerando os potenciais que este recurso proporciona, utilizando-o como um componente de alegria, flexibilidade, leveza e beleza. Ao dan√ßar, exploraram o movimento da fita, levando os significados para o pr√≥prio corpo.

Para encerrar esta viv√™ncia, trabalhamos com a din√Ęmica do espelho, que se caracteriza por um trabalho individual, de cada pessoa com o espelho, enquanto os outros ficam na plat√©ia. Ao ritmo de uma m√ļsica bem envolvente, a pessoa desfila at√© chegar no espelho; de frente para o espelho a pessoa diz o nome, a sua melhor caracter√≠stica como ser humano, movimenta o corpo livremente, sorri e sai. A plat√©ia assiste o desfile e aplaude no final. Este trabalho √© bastante significativo, pois permite aos participantes ficarem de frente para o espelho e se encararem, reconhecendo dentro de si sua melhor caracter√≠stica.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008; encontro introdutório postado no dia 26/01/2008; vivência das flores postado no dia 27/01/2008).


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Musicalidade e Movimento Corporal 3

27/01/2008 - 11:33 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Uma Sensibilização no Universo das Flores

Nesta viv√™ncia iniciamos com uma din√Ęmica de apresenta√ß√£o. Em dupla as pessoas se apresentaram falando o nome, breve relato da hist√≥ria de vida e da experi√™ncia art√≠stica com dan√ßa e m√ļsica. A din√Ęmica tem uma dura√ß√£o de quinze minutos. Nesse prazo, uma pessoa fala de si e a outra pessoa apenas escuta e/ou faz perguntas e vice-versa. Ao final, em uma grande roda todos se apresentam e cada pessoa fala sobre o parceiro que conheceu. Esta din√Ęmica tem como objetivo trabalhar a mem√≥ria, pois ao apresentar a outra pessoa na roda, o participante ter√° que resgatar da mem√≥ria o que escutou. Al√©m disto, trabalhamos com concentra√ß√£o e aten√ß√£o. Segundo Goldfarb (1998) ‚Äúa mem√≥ria tem o valor da hist√≥ria viva‚ÄĚ (p√°g. 89). Assim, ao trabalhar com esta din√Ęmica resgatamos a hist√≥ria viva da hist√≥ria de vida de cada participante e contribu√≠mos para sua autovaloriza√ß√£o e valoriza√ß√£o aos olhos do grupo.

No segundo momento da viv√™ncia, propomos um est√≠mulo criativo: compondo um jardim imagin√°rio, cada pessoa escolhe uma flor que a represente, que tenha um grande significado em sua hist√≥ria de vida. Do trabalho individual parte-se para os trabalhos coletivos, considerando as hist√≥rias das flores contadas e o significado do jardim formado. Comp√Ķe-se ent√£o uma coreografia ou m√≠mica em grupo.

No segundo dia da viv√™ncia, os grupos tiveram a oportunidade de organizar e ensaiar a coreografia que iniciaram no encontro anterior, atentando para os detalhes, figurinos e cen√°rio. Cada grupo fez sua apresenta√ß√£o para o grupo maior e encerramos o encontro com uma viv√™ncia de automassagem e partilha, momento em que cada participante compartilha na roda o processo vivenciado. A automassagem permite aos envolvidos tocar em si mesmos e cuidar de seu pr√≥prio corpo, corpo este muitas vezes esquecido e abandonado em nosso cotidiano. Segundo Todaro (2001), o processo de abandono corporal (pelo indiv√≠duo e pela sociedade) pode significar tamb√©m a perda do eu corporal e a manuten√ß√£o do movimento repetitivo como se este fosse √ļnico. Participar desta viv√™ncia possibilitou aos participantes a retomada do contato consigo mesmo e com suas hist√≥rias de vida.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008; encontro introdutório postado no dia 26/01/2008).


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Musicalidade e Movimento Corporal 2

26/01/2008 - 12:04 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

Encontro Introdutório

No primeiro encontro do projeto houve uma apresenta√ß√£o dos objetivos, metodologia e cronograma de atividades, bem como foram oferecidos esclarecimentos sobre as d√ļvidas dos interessados. Em seguida, cada pessoa se apresentou dizendo o nome, a ocupa√ß√£o e suas expectativas em rela√ß√£o √† participa√ß√£o nas atividades. Cada participante preencheu um question√°rio que continha perguntas sobre: interesse em participar do projeto, sa√ļde percebida, anseios e necessidades de vida, sonhos e expectativas para o futuro, pr√°tica de atividade f√≠sica e bem-estar subjetivo. Al√©m disto, leram e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e uma autoriza√ß√£o para uso da pr√≥pria imagem para documenta√ß√£o e divulga√ß√£o das a√ß√Ķes e resultados do projeto.

Os adultos maduros e idosos, em geral, possuem muita vergonha de seu corpo e timidez para coloc√°-lo em movimento. No primeiro contato destas pessoas com a dan√ßa √© importante fazer com que percebam que existe beleza e capacidade em seus movimentos. Assim, trabalhamos com a t√©cnica da dan√ßa interna (T√©cnica de Dan√ßa desenvolvida por Wanda Patrocinio). Nesta t√©cnica, os participantes come√ßam o trabalho com os olhos fechados na penumbra do espa√ßo. Coloca-se uma m√ļsica envolvente e os participantes s√£o orientados a deixar que o movimento venha de dentro, que deixem a m√ļsica tocar l√° dentro da alma e que deixem o corpo se movimentar conforme dos sentimentos que vierem a emergir com a m√ļsica. N√£o existe regra, nem certo e errado. A √ļnica regra √© deixar o movimento vir √ļnica e exclusivamente pelo sentimento que a m√ļsica provoca em seu ser. Realizar um trabalho art√≠stico de olhos fechados permite que os participantes possam agir de forma sens√≠vel, sem se preocuparem com os julgamentos que comumente encontram na sociedade e a√≠ o corpo vai, flui, se movimenta livremente, com beleza e gra√ßa.

(Para saber mais, leia a apresentação deste trabalho no artigo postado neste blog em 24/01/2008).


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Dia de Anivers√°rio!

25/01/2008 - 12:32 Por:

Categoria(s): Poesia

A Alegria brilha nos olhos de quem sabe curtir
A emoção de simplesmente viver.

Viva com disposição e entusiasmo,
Fazendo o que gosta e realizando seus sonhos,

Afinal, hoje é seu aniversário,

E você tem direito à tudo hoje e sempre!!!!

Feliz Anivers√°rio!!!!!


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Musicalidade e Movimento Corporal 1

24/01/2008 - 11:53 Por:

Categoria(s): Arte, Gerontologia, Qualidade de Vida

(Esta pesquisa foi realizada com recursos do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC 2006), Secretaria de Cultura ‚Äď Prefeitura Municipal de Campinas).

Apresentação

Este texto apresenta um estudo que possibilitou a cria√ß√£o de um espa√ßo socialmente compartilhado de sensibiliza√ß√£o, express√£o e autoconhecimento para adultos e idosos, a partir de uma metodologia que integra linguagem musical e movimento corporal. Foram desenvolvidos e utilizados a voz e o corpo como recursos estimuladores das emo√ß√Ķes individuais, da criatividade e da alegria da cria√ß√£o, do pensamento, da sonoridade, da mem√≥ria e das lembran√ßas e motiva√ß√Ķes de can√ß√Ķes, da liberdade e plasticidade que o movimento proporciona e da consci√™ncia interna de si mesmo e do outro.

Nossa sociedade apresenta dificuldades em lidar com o envelhecimento de seus cidadãos. Na maioria das vezes, a discriminação e o preconceito fazem com que os idosos não se permitam vivenciar sua velhice de forma plena, expressiva e prazerosa. Assim, este projeto construiu e favoreceu um espaço de integração, participação e valorização por meio da arte, que possibilitou ao adulto maduro e ao idoso a melhoria da auto-estima e da sua qualidade de vida, muitas vezes reforçada pelo isolamento e pelo desafeto.

O trabalho foi realizado na sede do N√ļcleo Experimental Teatro de T√°buas, no distrito de Nova Aparecida, munic√≠pio de Campinas, SP, no per√≠odo de mar√ßo a maio de 2007. Esta comunidade √© constitu√≠da por 14 bairros e 24 √°reas ocupadas, a maioria destas ainda longe de ser regularizada, desprovidas de saneamento b√°sico e, muitas vezes, com o agravante de se localizarem em √°reas de risco. Esta situa√ß√£o vem se constituindo h√° aproximadamente 15 anos, em decorr√™ncia do agravamento das quest√Ķes sociais.

As atividades tiveram como foco a capacitação individual e coletiva promovida pela arte. Em linhas gerais, o projeto atendeu três turmas de participantes, com vinte pessoas em cada uma. Desenvolveu três vivências diferenciadas em musicalidade e movimento corporal, com a duração de quatro horas cada e mais dois encontros, um introdutório e outro de encerramento. Cada vivência teve o seguinte esquema de ação: apresentação, aquecimento, estímulo criativo, evocação, momento de reflexão, aquecimento corporal e vocal, criação coreográfica, partilha, fechamento e relaxamento.


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Reflex√£o do Martim…

23/01/2008 - 14:38 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Temos a ideia de que envelhecer significa abondonar nossa criança interior, nos tornarmos mais sérios, preocupado com tudo, deixar de brincar, de afagar um animal de estimação, de andar descalço, de fazer as coisas mais simples que nos dão prazer.

Acredito que envelhecer seja olhar para tr√°s e ver quantas bobagens fizemos, e rir delas. Ver quantas coisas boas fizemos e agradecer por elas terem acontecido. Ver que erramos muito e nos perdoar por isso.

Saber que o nosso futuro depende de estarmos conscientes de tudo o que fizermos no momento presente vai ajudar-nos a ter um envelhecimento saud√°vel.

Escrito por Ant√īnio Carlos Martim – matem√°tico, respons√°vel pela empresa H2TEC – Tecnologia em √Āgua.


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Palavras-chave em gerontologia

22/01/2008 - 12:30 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Sugestão de leituras

Semanalmente, disponibilizaremos sugest√Ķes de leituras para aquelas pessoas que queiram se aprofundar nas √°reas relativas ao blog GeroVida: arte, educa√ß√£o, gerontologia, qualidade de vida e terapias alternativas.

Sugest√£o de leitura 1

Para quem quiser compreender um pouco mais os conceitos gerontol√≥gicos, sugerimos a leitura do livro “Palavras-chave em Gerontologia”, organizado pela maravilhosa professora Anita Liberalesso Neri, editora Al√≠nea, 2¬™ ed. Revisada e ampliada, Campinas, 2005.


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Dicas para um envelhecimento saud√°vel.

21/01/2008 - 13:55 Por:

Categoria(s): Dicas, Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia

Precisamos:

РTomar consciência da nova realidade de que nosso país está caminhando para ser considerado um país de velhos.

РTer conhecimento sobre as possíveis perdas biológicas que o envelhecimento pode trazer (para saber mais, ler o artigo Arte, Educação e Envelhecimento, já postado neste site).

– Refletir sobre sua vida hoje, pois envelhecemos conforme n√≥s vivemos e se preciso for, mudar padr√Ķes de vida. Se voc√™ continuar vivendo da forma como vive hoje, como ser√° o seu envelhecimento?

– Buscar sempre objetivos em sua caminhada, jamais deixando a vida apenas nos levar. Que tenhamos o controle do que queremos viver.

– Continuar sempre criando, produzindo, vivendo de forma ativa naquilo que gostamos.

РContinuar exercitando a memória e o pensamento.

Al√©m disto, a arte vem como uma aliada no processo de envelhecimento saud√°vel, pois cria condi√ß√Ķes de oportunizar espa√ßos de sensibiliza√ß√£o e express√£o para as pessoas por meio de linguagens art√≠sticas (procure algo que voc√™ gosta: cantar, dan√ßar, fazer teatro, pintar, artesanato…) A arte aparece como minimizadora dos efeitos negativos do envelhecimento, a arte vem como instrumento para se vivenciar a velhice de maneira mais leve e positiva.

Seja feliz!!!

Escrito por Wanda Patrocinio


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Arte, Educa√ß√£o e Envelhecimento…

20/01/2008 - 11:37 Por:

Categoria(s): Arte, Educação, Gerontologia

Este texto trata de um assunto emergente em nossa sociedade: o envelhecimento populacional, em que apresento informação teórica sobre a gerontologia (campo multidisciplinar que estuda os idosos e os processos de envelhecimento) e a velhice, bem como atividades práticas de como chegar a esta fase da vida de maneira saudável. Mas quem deve lê-lo?

Qualquer pessoa, de qualquer idade, que queira viver uma vida melhor, cuidar do seu próprio processo de envelhecimento, pessoas que trabalham com idosos ou se preocupem com a questão da velhice em sua família ou comunidade.

De acordo com a literatura, a popula√ß√£o brasileira tem aumentado sua longevidade nas √ļltimas d√©cadas. Atualmente, a popula√ß√£o com idade igual ou superior a 60 anos √© da ordem de 15 milh√Ķes de habitantes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE), as estimativas para 2020 indicam que a popula√ß√£o idosa poder√° exceder 30 milh√Ķes de pessoas ao final deste per√≠odo, chegando a representar quase 13% da popula√ß√£o. Atrelado a este crescimento temos o aumento na longevidade dos brasileiros, de acordo com a pesquisa T√°bua da Vida 2005, a expectativa de vida ao nascer atingiu a marca de 71,9 anos.
O aumento da popula√ß√£o de idosos se deu devido a duas causas principais: ao aumento da qualidade de vida da popula√ß√£o (aumento da renda m√©dia, melhoria nas condi√ß√Ķes de educa√ß√£o, evolu√ß√£o da qualidade sanit√°ria, inova√ß√Ķes na medicina geri√°trica, etc) e, tamb√©m, devido √† diminui√ß√£o da mortalidade infantil.

Ainda que o envelhecimento n√£o seja sin√īnimo de doen√ßa, com o crescimento da longevidade e do n√ļmero de idosos na popula√ß√£o ampliam-se tamb√©m as chances de desenvolvimento de doen√ßas cuja preval√™ncia aumenta com a idade e, tamb√©m, de situa√ß√£o de depend√™ncia na velhice. Veja abaixo as doen√ßas mais comuns que podem acometer as pessoas nesta fase da vida: hipertens√£o, derrame, diabetes, c√Ęncer, artrite, osteoporose, doen√ßas mentais (dem√™ncia ‚Äď Mal de Alzheimer, depress√£o), cegueira e diminui√ß√£o da vis√£o.

Não se assustem, o envelhecimento não possui apenas aspectos negativos, veja só o que podemos fazer para mudar a nossa própria realidade de envelhecimento.
Atentar para o fato de que os fatores de risco para doenças são os mesmos que os fatores protetores, dependerá de como cada um de nós os utiliza. Avaliar nossos hábitos nutricionais e a nossa atividade física (é comprovado que 30 minutos diários de caminhada, três vezes por semana diminui em 30% a chance de ter o Mal de Alzheimer. Quanto mais atividade física, menos chance de desenvolver a doença).

Refletirmos sobre nosso estilo de vida: o tempo que dedicamos para trabalho, descanso, lazer; se fumamos, se ingerimos √°lcool com muita freq√ľ√™ncia; como anda nosso n√≠vel de estresse, se nossa renda nos permite mudan√ßas estruturais. Se j√° somos predispostos ao desenvolvimento das doen√ßas anteriormente apresentadas, como nos cuidar? Como utilizar os medicamentos a nosso favor?

Em geral, acredito em uma educação para um envelhecimento saudável, em que precisamos:
РTomar consciência da nova realidade de que nosso país está caminhando para ser considerado um país de velhos.

РTer conhecimento sobre as possíveis perdas biológicas que o envelhecimento pode trazer.
– Refletir sobre sua vida hoje, pois envelhecemos conforme n√≥s vivemos e se preciso for, mudar padr√Ķes de vida.

– Buscar sempre objetivos em sua caminhada, jamais deixando a vida apenas nos levar. Que tenhamos o controle do que queremos viver.

– Continuar sempre criando, produzindo, vivendo de forma ativa naquilo que gostamos.
РContinuar exercitando a memória e o pensamento.

Al√©m da educa√ß√£o, a arte vem como uma aliada no processo de envelhecimento saud√°vel, pois cria condi√ß√Ķes de oportunizar espa√ßos de sensibiliza√ß√£o e express√£o para idosos por meio de linguagens art√≠sticas. Propomos a arte como elemento para o desenvolvimento humano. Nossa estrat√©gia √© utilizar o conhecimento em benef√≠cio da arte e a arte em benef√≠cio do ser humano, no sentido de ampliar as possibilidades pessoais e profissionais dos seres humanos. A arte como minimizadora dos efeitos negativos do envelhecimento, a arte como instrumento para se vivenciar a velhice de maneira mais leve e positiva.

Escrito por Wanda Patrocinio


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Você já parou para pensar no seu envelhecimento?

19/01/2008 - 11:49 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Reflex√£o

Atualmente, a popula√ß√£o brasileira com idade igual ou superior a 60 anos √© da ordem de 15 milh√Ķes de habitantes. As proje√ß√Ķes para o ano de 2020 indicam que os idosos representar√£o 15% de nossa popula√ß√£o, ou seja, a cada 5 pessoas, uma ser√° idosa.

Ser√° que as pessoas est√£o preparadas para envelhecerem mais? Em se vivendo mais anos, est√£o vivendo de forma plena e saud√°vel?

E você, já parou para pensar como será sua vida daqui há algumas décadas?

Escrito por: Wanda Patrocinio


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